GENEALOGIA TROPEIRA
PARANA.
SECULOS XVII, XVIII E XIX.
VOLUME I
coletAnea de material historico e genealogico
ORGANIZADO POR CLAUDIO NUNES PEREIRA
2008
Agradecimentos:
A Roselys Roderjan, Jose Carlos Veiga Lopes, Antonio Ribeiro do Nascimento.
.4
PAULISTAS PRECURSORES DE PORTO ALEGRE (Taulo Xavier.).4
POVOADORES GAUCHOS DO SECULO XVII (Paulo Xavier).6
POVOADORES GAUCHOS DO SECULO XVIII (Paulo Xavier).9
PAULISTAS PRECURSORES DE RIO PARDO (Taulo Xavier 5/V/1978).12
REFORCOS PAULISTAS PARA O RIO GRANDE DO SUL.15
POVO ADORES DE CURITIBA ICasa Romario Martinsl.16
BANDEIRANTES NA GENEALOGIA CURITIBANA I (Ricardo Costa de Oliveiral.29
SESMARIAS DO PARANA ENTRE 1721 E 1821.32
CASAS DE FUNDICAO-MINEIRACAO IReceita Federal. Casas de Fundicaol.55
As Primeiras Minas de Paranagua (1646) (Romario Martins).57
As Minas do Planalto Paranaense (Romario Martins).59
POVO ADORES E SESMEIROS DE PARANAGUA E CAMPOS DE CURITIBA (R. Roderian).63
MANOEL DE LEMOS CONDE (R. Roderianl.63
GASPAR TEIXEIRA DE AZEVEDO (R. Roderianl.64
DOMINGOS CARDOSO DE LIMA (R. Roderianl.65
MATEUS MARTINS LEME (R. Roderianl.66
JO AO RODRIGUES SEIXAS (R. Roderianl.67
MANOEL GONCALVES DE AGUIAR 1R. Roderian).68
POVO ADORES DO TAMANDUA- CAMPOS GERAIS TMauro Estevesl.68
CAMPOS GERAIS (Jose Carlos Veiga Lopes).69
PIONEIROS DOS CAMPOS DA LAPA (T C. Veiga Lopesl.71
POVOADORES DOS CAMPOS GERAIS.97
JO AO PEREIRA BRAGA fj. C. Veiga Lopesl.97
JACOMO RODRIGUES G. C. Veiga Lopesl.109
ANTONIO DE OUADROS BICUDO (R. Roderian).143
FAZENDA DA CINZA (J. C. Veiga Lopesl.151
ANTONIO BICUDO CAMACHO 0.173
ANTONIO ALVES MARTINS (J. C. Veiga Lopes. J. Simdes. Lopesl.188
SALVADOR DE OLIVEIRA AIRES (J. C. Veiga Lopesl.191
DOMINGOS ANTONIO (]. C. Veiga Lopesl.194
FRANCISCO ARAUJO MONTEIRO (J. C. Veiga Lopesl.197
FRANCISCO ANTUNES MACIEL fJ. C. Veiga Lopesl.208
PANT ALE AO PEDROSO DE MORAIS (J. C. Veiga Lopesl.209
MATEUS DA COSTA ROSA (]. C. Veiga Lopesl.214
JO AO PIRES SANTIAGO (J. C. Veiga Lopesl.227
FRANCISCO DE PAULA TEIXEIRA (]. C. Veiga Lopesl.230
FRANCISCO RIBEIRO DA SILVA (J. C. Veiga Lopesl.235
JO AO ALVARES MARTINS G. C. Veiga Lopesl.238
FRANCISCO CARNEIRO LOBO (J. C. Veiga Lopes).248
PAULISTAS PRECURSORES DE PORTO ALEGRE (Paulo Xavier ).
Correio do Povo. 28 de Abril de 1978
Ja referimos em artigo anterior que uma das incumbencias marcadas por Gomes
Freire de Andrade aos duzentos paulistas alistados por Cristovao Pereira de Abreu foi
o reconhecimento da navegabilidade do Jacui a partir do chamado porto do Viamao,
isto e, do sitio onde hoje se encontra nossa capital.
E assim destacou-se do grupo de sessenta sertanejos paulistas sob o comando
do capitao Mateus de Camargo e Siqueira que acampou naquele 19 do novembro de
1752 em terras da estancia de Jeronimo Dorneles. Aqui construiram os barcos para
reconhecerem o rio com o fim de usa-lo como via navegavel no caminho das Missoes.
Devassaram para isso uma area, ate entao privada, que logo atrairia muitos moradores
agorianos, que deviam iniciar outra etapa de viagem para as novas terras prometidas
Missoes, objetivo ultimo de sua presenga no Continente — aqui foram chegando.
Os acontecimentos supervenientes, porem, nao permitiriam a ocupagao
missioneira, retendo-os no acampamento provisorio onde arrancharam, por mais
tempo que o previsto. Por tanto tempo que muitos se tornaram moradores definitivos
desse novo nucleo urbano, tornado a Porto Alegre de hoje.
A documentagao desse decisivo momento historico de nosso processo de
povoamento se encontra guardada no Arquivo Historico do Estado. Por ela podemos
individualizar todos os paulistas destacados para Viamao a fim de cumprirem a dupla
missao de construir barcos e reconhecer o Jacui para por ele se navegar ate onde
fosse mais perto das Missoes.
Eis a nominata dos sessenta paulistas com algumas informagoes que podemos
reunir para sua identificagao.
O capitao Mateus do Camargo Siqueira apresentou-se voluntario em Curitiba a
28-VI-1752. Inscrevendo seis dos seus escravos (Clemente, crioulo, Inacio, mulato,
Manoel, crioulo Felisberto, Damiao, angola e Francisco, mogambique. Pertencia a
farmlia com larga tradigao de experientes sertanistas, os filhos do cel. Estevao Lopes
de Camargo (falecido em 1723) e neto do capitao Fernando de Camargo Ortiz, o mogo
(1628-90), um dos principals auxiliares do valente cabo de guerra Domingos Barbosa
Calheiros que tanto se destacou na expedigao contra o gentio bravo da Bahia, em
1658. O capitao Mateus foi casado com Maria Paes da Silva, nat. 1756 em Sorocaba,
deixando sete filhos.
Francisco de Camargo Paes, casado e natural da cidade de S. Paulo, alistado no
mesmo dia do seu comandante e possivel parente de Mateus do Camargo,
acompanhado de dois escravos: Alberto e Bonifacio, crioulos de S. Paulo,
Francisco Munhoz de Camargo, tambem alistado em Curitiba no mesmo dia dos
anteriores, quando declara ser solteiro e natural da cidade do Sao Paulo. Trouxe um
escravo por nome Antonio, da nagao congo.
Outro grupo de parentes incorporados para os servigos da demarcagao era
constituido por Joao Antunes Maciel, alistado em 1-XI-52 que identificamos como filho
do Miguel Antunes Maciel e de Maria Pais Domingues (Silva Leme, I, 135). Miguel
Antunes Pereira, filho do anterior, alistado na mesma data. Francisco Soares Antunes,
alistado em Curitiba, a 28-VI-52. Manoel Soares Pais, alistado em 14-V-52 em Itu,
ambos irmaos do Joao Antunes Maciel acima referido, sendo portanto sobrinhos do
Cel. Antonio Antunes Maciel (nosso ascendente) que com seus irmaos (Joao a
Gabriel) integravam a bandeira do Pascoal Moreira Cabral Leme, que descobriu em
1718 o ouro de Cuiaba,
Joao Esteves, alistado em Curitiba em 28-VI-52, casado e natural de S. Paulo.
Gabriel Alves, pardo, alistado em Curitiba na mesma data acima. Salvador Gongalves,
preto, alistado em Itu, 3-V-52, casado e morador em S. Amaro, SP. Agostinho
Gongalves, alistado em S. Paulo, 25-111-52, quando declara que era casado com Maria
Rodrigues da Silva, residente em S. Joao do Atibaia. Antonio Correa de Sousa,
alistado em 3-V-52, casado e morador na Vila de Paranagua. Joao Cardoso Bicudo,
alistado em 23-IV-52, casado com Catarina Rodrigues, morador S. Joao de Atibaia.
Manoel Vieira, alistado em 12-XI-1752. Lourengo Alves do Oliveira, alistado em 12-XI-
1752. Albano Correa da Costa, alistado em Curitiba, a 28-VI-52, solteiro, natural do
Sao Paulo. Inacio Lopes Pari, alistado em Sao Paulo, 1-IV-1752, solteiro, natural do S.
Paulo. Joao Pedroso Morungava, alistado em 28-VI-52, em Curitiba, negro foro, crioulo
admnistrado de Agostinho Rodrigues Saruama, Joao Rodrigues Neves, oficial de
ferreiro, alistado em 29-111-52 casado com Rosa Barbosa, forra, morador em S. Joao
Atibaia.
Bartolomeu Bueno da Silva, cujos dados ja referimos (em Suplemento Rural
Correio do Povo”, ed. do 14-IV-78); Joao Luiz da Silveira (Indio), solteiro e natural do
Sorocaba. Demetrio Francisco das Neves, alistado em 17-IV-1752, em Paranagua,
casado com Rosa Pires do Prado, nats. de S. Joao de Atibaia. Domingos Francisco, ja
identificado (ver nosso artigo na ed. de 14-IV-78). Sebastiao Pereira de Sousa, alistado
em Itu, 3-V-52, solteiro, natural do Rio do Janeiro. Domingos da Costa, alistado em
Mogi das Cruzes, 11-111 52, casado, fl. de Vicente Fonseca e de Mariana Pires, naturais
e moradores da Vila de Guaratingueta. Antonio Jose Domingues, alistado em Curitiba,
a 18-VI-52, solteiro, n. freg do S. Amaro fl. de Onofre Moreira. Guilherme Pereira Pais,
alistado em Curitiba. 28-VI-52 bastardo, casado em Apia!. Pedro Celestino da Cunha,
solteiro, n. da cidade de S. Paulo onde se alistou em 21-IV-52 com seus dois irmaos
abaixo indicados: Joao Barbosa Lara e Jose dos Santos Monteiro. Pedro Freire Garcia,
alistado em Curitiba, 18-VI-51, natural de Sorocaba, solteiro, fl. do Estanislau Freire.
Jose Freire Garcia, alistado em 17-XI-52. Miguel Pais, da nagao bororo, alistado em
21-11-52, em Taubate.
Salvador Nunes de Candia, alistado em 4-111-52, em Jacarei, casado, morador
nessa Vila fl. de Carlos Pedroso e de Joana Nunes de Freitas. Xavier Monteiro alistado
em 10-V-52. Antonio de Santa Rita, alistado em 21-11- 52 em Taubate. Sebastiao de
Almeida, alistado em 21-11-51, solteiro, n. nessa Vila fl. do Francisco do Almeida. Joao
Pinto, alistado em 24-11-52, fl. de Miguel e de Francisca, n. S. Paulo. Bento do Rego e
Brito, alistado em 2-111-52, Jacarei, n. do Taubate, solteiro, morador em Rio do Peixe,
termo desta Vila. Francisco do Nascimento Teles, alistado em 21-11- 52 .—Faustino
Pimenta de Carvalho, alistado em 23-IV-52, natural de Jacarei, solteiro, Miguel Soares
Pais, alistado em 21-11-52, Antonio Simoes de Loures, alistado em 21-11-52 em
Taubate, natural de Chaves, fl. de Jose Simoes e de Maria Simoes. Jose de Morais,
alistado em 18-111-52, em Sao Paulo, n. da Vila do Parnaiba, solteiro. Antonio, preto
form. Valerio Machado. Vitorino Bernardino do Sousa, alistado em 29-111-52, casado
com Joana, preta, escrava do Antonio Mota.
Sao estes os paulistas alistados por Cristovao Pereira de Abreu que se
instalaram pioneiramente em Porto Alegre, como precursores dos agorianos.
POVOADORES GAUCHOS DO SECULO XVII (Paulo Xavier).
14 de abril de 1978
A historia do povoamento do Rio Grande do Sul nao pode ser ainda escrita
porque continuam inconclusas algumas das pesquisas basicas deste importante
capitulo. Sem duvida uma das maiores contribuigoes e esperada dos estudos
genealogicos que infelizmente contain com reduzido numero de pesquisadores em
nosso meio.
Entre as sete correntes povoadoras para aqui canalizadas durante o seculo XVIII
se incorporaram inumeros paulistas, como alguns dos “sertanejos” convocados por
Cristovao Pereira de Abreu. As pesquisas genealogicas reconhecidas permitiram
identificar muitos deles, que aqui casaram e se radicaram definitivamente.
Jorge Felizardo, um mestre de todos nos valorizou generosamente a revelagao
de uma documentagao que localizamos em 1956 entre os ineditos do Arquivo
Historico, relativa a participagao dos alistados paulistas para servirem na demarcagao
de limites (Jorge G. Felizardo)
“A Bandeira de Cristovao Pereira e o povoamento do Rio Grande do Sul”—
publicado no Correio do Povo ed. de 28-VII1-1956 p. 8.
Da longa lista que entao publicou nos utilizamos agora para a retomada do tema,
destacar nomes de uns que se tornaram povoadores definitivos.
Antonio Dias da Costa, identificado com um nascido na N. freguesia de N. S. da
Graga, lugar de Freixos, termo da Vila de Trancoso, bispado da Guarda, filho de
Antonio da Costa n.
Chaves a de Maria de Andrade, n. Trancoso. Casou com Perpetua Francisca
Pereira b. 16-111-1745 em Rio Grande fl. de Francisco Gongalves Retorta e de Ana
Perpetua de Souza. Houve pelos menos 5 filhos nascidos em Viamao, entre 1770-83.
Segundo nossas pesquisas o Antonio Dias da Costa alistado em Guaratingueta
em 8—111752 entre os que vieram se oferecer para acompanhar o cel. Cristovao
Pereira de Abreu...” dizendo-se morador na mesma Vila. Mas nao informa a sua
naturalidade. Sua esposa indicada na nota de Felizardo, era irma de Rosa Joaquina
Pereira de Souza que casou com o ten. Tomas Jose Luis Osorio. E deste casal entre
outros filhos foi Ana Joaquina Luiza Osorio, a mae do reverenciado general Osorio.
Antonio Fernandes da Fonseca. Foi identificado por aquele mesmo autor como
nascido em Santa da Parnaiba. filho de Antonio Soares da Fonseca., n. de S. Paulo e
de Maria Pais de Barros. n. em Santos. Casou com Brigida Maria de Jesus, bat. em
Rio Grande, fl. de Domingos Rodrigues Nunes n. da ilha de S. Miguel Agores e de
Cipriana Gongalves Cardoso n. da ilha de Santa Catarina. Houve pelo menos quatro
filhos todos nascidos na Aldeia dos Anjos”.
Os sogros desse paulista sao nossos ascendentes. Domingos Rodrigues Nunes
(agoriano) era filho de Manoel Rodrigues Nunes de Maria Rodrigues: faleceu com mais
de cem anos.Sua esposa era filha de Joao Gongalves, natural e batizado na freguesia
de N. S. do Carmo de Bordeaus, Franga, de onde se transferiu para Santa Catarina.
Nesta ilha constituiu farmlia e passou a morar em Rio Grande onde Ihe ainda alguns
filhos. Joao Gongalves, o ‘trances’, como ficou conhecido foi um dos pioneiros
moradores de Rio Grande.
Segundo o auto de alistamento assinado em S. Paulo, em 22 de margo de 1752.
Antonio Fernandes da Fonseca se diz natural de Itu e confirma a filiagao indicada pelo
prof. Felizardo.
Antonio Fernandes de Siqueira “Talvez se identifique (como escreve o autor em
referenda) com um nascido em Curitiba, casado com Joana Lopes, n. Laguna. Houve
pelo menos um filho nascido em Cachoeira”.
Nao encontramos seu alistamento ou outra informagao.
Boaventura Bueno da Silva —“Identificado como natural de Guaratingueta, filho
de Joao Bueno da Silva, nascido em Parnaiba e de Ursula Luzia n. de Taubate. Casou
aqui no sul com Margarida da Silveira, n. Faial (Agores), fl. de Manoel Garcia e Pascoa
da Silveira, nts. Da mesma ilha. Houve pelo menos sete filhos nascidos a partir de
1755, sendo dois em Rio Pardo, dois em Viamao e um na Aldeia dos Anjos e dois em
Triunfo.
Segundo apuramos era ferreiro e se alistou em 8-11-1752 em Guaratingueta. Uma
de suas filhas (Ana Clara do Nascimento) casou com o Sgto -mor Antonio Adolfo
Charao, n. Rio Pardo em 21—V-1761. Esse oficial foi um dos subscritos do pedido as
autoridades eclesiasticas para a construgao da capela original de Sao Sepe. O nome
de sua farmlia e uma corruptela de Schram, cujo ascendente (bisavo) Joao Adolfo
Schramm era natural de Brunswick e que como medico no Rio de Janeiro, onde se
radicou e clinicou com muito sucesso e prestimo publico.
Domingos Francisco, possivelmente se identifica com o que nasceu na freguesia
de N S da Luz, de Torres Vedras, fl. De Antonio de Perestrelo e de Clara
Francisca. Casou em Viamao com Maria das Candeias, n. da freguesia de N. S. das
Neves. Ilha de S. Jorge (Agores), fl. de Manoel Ferreira e Antonia Pereira, nts. da
mesma ilha. Pelo menos dez filhos, sendo um nascido em Viamao, um em Rio Pardo e
oito em Triunfo”.
Como se nota, Jorge G. Felizardo nao tinha certeza sobre a identificagao
proposta. Podemos verificar que quando se alistou em 21-IV-1752, declara que estava
casado com Ana Maria, natural da freguesia de S. Joao de Atibaia”.
A maneira como foi registrada esta informagao nao nos esclarece- o que seria de
grande auxilio para uma identificagao- se a indicagao de freguesia de S. Joao de
Atibaia. Se refere a sua esposa ou a ele mesmo...
Prosseguiremos em outra oportunidade a comentar mais alguns dados
identificadores de alguns dos paulistas alistados por Cristovao Pereira de Abreu.
POVOADORES GAUCHOS DO SECULO XVIII (Paulo Xavier).
31de abril de 1978
A constituigao das populagoes e um dos problemas basicos da Sociologia que,
dentro dos limites de sua abrangencia conceitual deve analisar tambem a distribuigao
entre a cidade e o campo. Sua concentragao e limites, como sua qualidade biologica.
Encontramos no estudo da Genealogia um instrumento cientifico da maior significagao
para o estudo das migragoes e identificagao dos personagens do processo da
ocupagao de uma determinada area geografica.
Por isso repetidamente temos abordado nessas paginas assuntos genealogicos
numa tentativa de contribuir para o conhecimento dos contingentes formadores de
nossa sociedade. Na ultima semana divulgamos algumas informagoes sobre os
integrantes de uma corrente de povoadores de origem paulista trazidos por
convocagao oficial para o trabalho de demarcagao de limites 2 internacionais
marcados pelo tratado de 1750. Continuamos hoje a relagao de alguns nomes a
identificados em trabalho do grande genealogista que foi entre nos, Jorge G. Felizardo.
Francisco Fernandes. Este como os demais nomes constantes das listas
administrativas organizadas para prestagao de contas de Cristovao Pereira foi
identificado por Felizardo como nascido em Laguna, fl. de Simoes Fernandes n. em
Lisboa e de Ana Vera, n. Laguna. Casou em Rio Grande com Barbara Lopes, n. Rio
Grande, fl. de Luis Coelho Lopes e de Maria Josefa, nts. da llha de Sao Jorge, Agores.
Houve pelo menos um filho nascido em 1789 em Rio Grande. Nao encontramos seu
alistamento.
Francisco Gongalves. “Possivelmente se identifique como o nascido na freg. de
S. Joao Batista da Vila do Conde, Braga, fl. de Joao Gongalves e de Maria da Costa,
nts. da mesma freguesia. Casou em 29-VII-1759 em Rio Grande com Joana Maria, n.
freg. de S. Cruz da cila da Praia, llha Terceira (Agores), fl. Manoel Antonio. Nao
descobrimos geragao.
Segundo o termo de alistamento feito em Curitiba, a 28-V- 1752, era natural de
Paranapanema, solteiro.
Francisco Jose da Costa. “Talvez se identifique com o nascido v. na freg. de Se,
de Lamego e fal. 15-VIII-1781 em Viamao. fl. de Manoel da Costa Lobo e de Maria
Rodrigues, nats. da mesma freguesia. Casou em Rio Grande com Bernadina de Jesus
Pinto, b. 16-V-1754, em Rio Grande e fal. 1820 em Porto Alegre, fl. de Antonio Pinto da
Costa, n. Tras-os-Montes e de Teodosia Maria de Jesus, n. Colonia do Sacramento.
Teve pelo menos seis filhos nascidos na aldeia dos Anjos.”
Verificamos que seu alistamento ocorreu na cidade de Sao Paulo em 18-111-1752,
quando declarou ser ‘solteiro, filho da Vila do Conde”.
Francisco Martins Soares. Irmao de Antonio Fernandes da Fonseca (ja referido)
natural da freg. de Santo Antonio, campanha de Rio Verde, MG e fal. 24-VI-1792 em
Viamao, filho de Antonio Soares da Fonseca e de Maria Pais de Barros. Casou com
Ana Maria de Jesus, n. Desterro SC fl. de Jose da Fonseca e de Margarida Antonia
Pamplona.Houve pelo menos tres filhos nascidos em Viamao”.
Na ata de alistamento se le que ele incorporou no mesmo dia, 28-11-1752, e S.
Paulo em que seu irmao Antonio Fernandes da Fonseca (ja referido), declarando-se
tambem natural de Itu.
Francisco Munhoz de Camargo. “Era natural da cidade de S. Paulo ou da freg. de
Cotia, fl. de Fernando Munhoz Pais e do Vitoria de Camargo.Casou provavelmente em
Viamao com Maria de Sao Francisco, n. freg.de N. S. do Rosario da llha Terceira
(Agores). Houve pelo menos oito filhos, sendo urn nascido em Viamao e os outros em
Rio Pardo”.
Encontramos no alistamento realizado em Curitiba, 28-VI—1752 com o nome de
“Francisco de Camargo Paes. Casado e natural da cidade de S. Paulo, com dois
escravos: Alberto, crioulo de S. Paulo e Benedito, tambem crioulo que vao vencendo
tanto o senhor como os dois escravos, cada urn 168 rs por dia, alem de Cr$ 400 rs que
tambem cada urn recebe de ajuda de custo e sustento, cuja conta e do mais que vao
vencendo, recebeu 51 $250 rs”. Como se ve o senhor recebia a remuneragao dos
servigos prestados por seus escravos... Pelas references de autores paulistas que
estudaram o bandeirismo como Carvalho Franco, sabemos que sua farmlia era muito
relacionada com destacados sertanistas, sendo seu pai cunhado de Antonio Rodrigues
Arzao, de origem holandesa, que segundo a tradigao foi o bandeirante que revelou
primeiro ouro das Gerais (1693) e de Bartolomeu Bueno de Siqueira, sertanista que
andou com seus irmaos no descobrimento do ouro nos sertoes mineiros.
Francisco Ramos. “Possivelmente se identifique com o nascido na freg. do Rio de
S. Francisco do Norte, casado com Maria Rodrigues, na Colonia de Sacramento.
Houve pelo menos urn filho nascido em Rio Grande”.
Nao encontramos seu alistamento ou outra referencia.
Francisco Xavier Pereira, “Possivelmente se identifica com o nascido em Parati,
casado com Ana Fernandes, n. Curitiba, havendo pelo menos urn filho, natural de
Porto Alegre.”
Seu alistamento ocorreu em Curitiba em 28-VI-1752 quando declarou ser ‘solteiro
e natural da Vila de Iguape, fl. de Alberto Pereira Nunes.
Inacio Rodrigues. “Talvez se identifique com urn nascido em Sao Paulo, fl. de
Domingos Rodrigues Pais e de Beatriz Vieira, n. de S. Paulo e de Isabel Dutra. Houve
pelo menos, tres filhos, sendo urn nascido em Triunfo e dois em Sao Pauto.”
Joao Pedroso ou Joao Pedroso da Silva. “Talvez se identifique com o que casou
com Maria Bernarda, n. Viamao, fl. de Bernardo Baquedano, n. em Tucuma nas Indias
da Espanha e de Bernarda Correa de Souza n. Laguna. Houve pelo menos urn filho
nascido em Rio Pardo em 1784.”
Consta da relagao dos sertanistas” isto e dos sertanistas porem encontramos
porem seu alistamento.
Jose de Gois do Silva, identificado como natural da freg. de Santana de Mogi-
das-Cruzes. fl. de Tome Gois do Silva e de sua 1 a mulher Maria da Apresentagao.
Casou em 1 a s nupcias em Sao Paulo e em 2 a s nupcias em Viamao com Maria Inacia
da Assungao, n. ilha de Fatal (Agores) fl. de Joao Alvares e de Barbara Nunes,
agorianos. Houve do 2° matrimonio pelo menos cinco filhos dois nascidos em Viamao
e tres em Mogi das Cruzes. “
Em seu alistamento realizado em Mogi, em 11 de margo de 1752 declarou ser
morador de Mogi, viuvo e fl. de Tome de Gois e Silva e de Maria da Apresentagao de
Jesus. Confirmando a identificagao feita por Felizardo.
Pedro Celestino da Cunha. Talvez se identifique com o nascido em Sao Paulo
casado com Ana Maria Santos, n. S. Paulo. Houve pelo menos tres filhos nascidos em
Rio Pardo a partir de 1756 Verificamos seu alistamento em 21-IV-1752 na cidade de S.
Paulo onde declarou ser solteiro e natural da mesma cidade.
Foram estes os sertanistas paulistas identificados.
Embora reduzido o seu numero e limitadas as informagoes aqui trazidas, nem por
isso diminui o seu significado e nossa intengao de chamar a atengao para tema da
maior relevancia quando se quiser a composigao dos formadores de nossa sociedade.
PAULISTAS PRECURSORES DE RIO PARDO (Paulo Xavier 5/V/1978)
Na ampla geografia rio-grandense de nossos dias podemos demarcar a pequena
porgao frequentada e debilmente aproveitada pelos luso-brasileiros ali a metade do
seculo XVIII. Deveu-se o alargamento dos limites e o preenchimento do vazio destas
dilatadas acompanham a coragem e ao persistente trabalho de muitos ancestrais dos
gauchos de hoje.
Quando se estuda esta ocupagao em detalhes se verifica quantas omissoes
persistem nos trabalhos publicados que se preocuparam com a grande abrangencia da
Historia. Muitas vezes, porem, o estudo circunscrito a um pequeno acontecimento
podera revelar um pormenor que se torna um “por maior” para usarmos uma
expressao caracteristica de nosso apreciado amigo, o destacado pesquisador prof.
Carlos Galvao Krebs.
Podemos tomar a caso da agao dos paulistas alistados por Cristovao Pereira do
Abreu. Convocados para os trabalhos singelos de abertura de piques nas matas, a fim
de possibilitar os demarcadores a langarem os rumos dos limites determinados pelo
Tratado de 1750, tornam-se agentes de muitas outras agoes.E na simples enumeragao
desses trabalhos e ocupagoes dos paulistas surpreende-nos elementos decisivos para
o balizamento da origem historica de alguns de nossos nucleos urbanos.
Efetivamente foi com a chegada de um grupo deles, em 19 de novembro de 1752
e seu acampamento em terras da fazenda do Jeronimo Dorneles que se desencadeou
o processo de surgimento de Porto Alegre, como ja analisamos em outras
oportunidades (Ver Porto Alegre, Origem do agrupamento urbano” in Revista do
Instituto historico e Geografico do Rio Grande do Sul n.° 121, p. 106, 1974.
Inicialmente a determinagao de Gomes Freire do Andrade era a cumprimento do
acordo firmado por seu rei e o da Espanha em 31 do Janeiro de 1750. Suas primeiras
providencias visaram convocar povoadores e proporcionar os meios de transporte para
leva-los ate as aldeias dos padres (os Sete Povos) que deviam, nos termos do
Tratado, serem entregues “inteiros em casas”, o que nao aconteceu. Essa
preocupagao do representante do rei do Portugal podemos verificar em sua carta
datada via Colonia em 15-11-1753, dirigida a Diogo do Mendonga Corte Real: “Mandei
indagar o melhor caminho para terra das Missoes; espero os exploradores (Paulistas)
para a determinagao que deve tomar no transporte das farmlias (de agorianos) que
daquela Vila (Rio Grande) se hao de ir estabelecer nos seus destinos, tendo ja
algumas farmlias e tropa em Viamao para subirem o rio Grande acima e, no caso de
guerra, atacar a aldeia de S. Angelo e, no do estipulado (no Tratado), povoa-lo”.
Como vemos, foi da noticia dada pelos exploradores paulistas da viabilidade da
navegagao pelo Jacui que decorreu a decisao de iniciar o transporte dos povoadores
(agorianos) para as missoes. E, no momento que Gomes Freire escrevia a referida
carta, ja estava em marcha alguns deles para em sucessivas levas embarcarem em
Porto Alegre para subirem o Jacui.
Mas, como sabemos, aconteceu logo a antevista hipotese da guerra...
E as hostilidades, nessa linha de penetragao, iniciaram-se em Rio Pardo, onde os
paulistas precursores sofreram o primeiro ataque. Eram vinte os paulistas que tinham
chegado no sitio onde hoje esta Rio Pardo, debaixo do comando do furriel Francisco
Manoel de Tavora (sobrinho de Cristovao Pereira). Vejamos sua noticia em documento
da epoca: “sendo mandado ultimamente o furriel de Dragoes Francisco Manoel do
Tavora com alguns paulistas, chegaram no rio Pardo que entra no Guaiba (Rio Jacui
de hoje) cousa de 30 leguas acima da barra do dito rio Pardo, descortinaram urn pouco
de mato que facilitou urn passo ate entao desconhecido em pouco vadeado”.
Depois, no fim de urn dia do trabalho, alguns deles foram se banhar no rio. “Teve
urn (no relato documental da epoca) a curiosidade de passar a outra banda e colher
frutos chamados
jerivas; a tempo que se achava nesta curiosa diligencia Ihe saiu urn Indio e,
sendo visto do paulista, cada qual gritou pelos seus, langando-se este no rio que com
brevidade repassou e acudindo as vozes os camaradas. ja entao viram mais outro
indio montado a cavalo com uma grossa langa e depois de langar da aljava algumas
setas. a apresentava, dando a entender passava pelas suas armas os que se nao
retirassem daquele posto e com estas visagens se retirou”.
Este fato, segundo pudemos apurar, aconteceu em 31 de janeiro de 1754.
Imediatamente comunicaram o ocorrido, sendo logo pelas autoridades determinado o
estabelecimento de uma guarda militar nessa ponta tendo sido designado para
comanda-la o tenente de Dragoes Francisco Pinto Bandeira.
Este destacamento foi constituido por 60 homens reunidos em Viamao. Muitos
destes seus subordinados eram tambem paulistas dos convocados por Cristovao
Pereira como se comprova neste relato contemporaneo:
“O tenente de Dragoes Francisco Pinto Bandeira que estava em Viamao
(Recebeu ordem) para que com todos os paulistas que na mesma parte (Viamao)
residiam e outros da mesma qualidade (paulistas) que se tinham mandado alistar,
fosse escolher os atravessadores e guarnecer o passo do rio Pardo por onde poderiam
ser surpreendidos no caso de que os Tapes se resolvessem a disputar aqueles
campos.
De fato, antes de urn mes Rio Pardo sofreu o primeiro assalto, ja em termos de
guerra, por cerca de mil Indios comandados pelo tao decantado Sepe e todos
assistidos militarmente pelo Pe. Tadeu Xavier Henis S.J.. Este Jesuita deixou urn
pormenorizado “Diario de la Guerra del Paraguay” e “Efemerides de la Guerra de los
Guaranis desde el ano de 1754” que pode ser lido no volume Lll dos Anais da
Biblioteca Nacional.
Efetivamente no dia 23 do fevereiro de 1754 foi ocorrido o assalto assinalado,
abreviadamente em documento da epoca:
‘Passados vinte e tres dias do encontro dos paulistas, na madrugada de 23 do
fevereiro foram os nossos atacados por urn grande numero. - ficando ferido o tenente
de Dragoes de uma flecha no brago. - - e mais dois paulistas de flechas..". E no Diario
da Demarcagao, registro oficial do partido portugues, se consigna que - .
comandados por urn padre da Companhia (tinham) atacado urn forte fabricado de novo
(Recentemente) no Continente de Viamao, aonde chamam o Rio Pardo, em cujo
ataque valorosamente pelejaram os nossos soldados. destrogando os indios e fazendo
a poder de fogo, render as vidas a 19 e em todos mui grandes hostilidades, cujo
destrogo os obrigou a fugir sendo a nossa perda de tres pessoas e feridos sendo urn o
comandante, tenente Francisco Pinto Bandeira com uma flecha no brago esquerdo”.
Muito justamente hoje Pinto Bandeira e considerado urn dos mais destacados dentro
os fundadores de Rio Pardo que tanto a defendeu, recebendo sangrenta condecoragao
e logo depois promovido ao posto do capitao pelo seu desempenho nesse encontro.
Nossas fontes documentais continuam a espera de pesquisadores para que se
evitem tantos equivocos em nossa historia.
REFORQOS PAULISTAS PARA O RIO GRANDE DO SUL
Em seguida novos exploradores paulistas foram feitas no Continente de Sao Pedro do
Rio Grande do Sul, com vistas a a defender e incorporar mais terras ao Oeste, em diregao
as Missoes, como se depreende do texto a seguir, no povoamento da reigao de Taquari:
Carta enderegada ao Governo do Cel. Jose Custodio de Sa e Faria. Publicagao oficial
de Documentos interessantes para a Historia e costumes de Sao Paulo- Arquivo do Estado
de S. Paulo- Vol XXII1-1896. (In: Revista do Museu Julio de Castilhos e Arquivo Historico do
Rio Grande do Sul. Ano I. Oficinas Graficas da Imprensa Oficial. Porto Alegre , 1951. Pg.
244 e 245.)
“Ilmo 0 e Exm.° Snr.- Com esta remeto a V. Exa o mappa das quatro
companhias de Aventureiros Paulistas, que por ordem do Conde de Cunha Vice-
Rey, fiz expedir da Villa de Santos para irem servir na Fronteira de Viamao; delle
se ve o n° de gente de que acompanharao, e da conta que vay junta o que despende
com os soldos e ajudas de custo que vencerao em tres mezes e tres dias contados de
onze de Setembro 1765 em que partirao de Sao Paulo para a praca de Santos te 14
de Dezembro do mesmo anno, em que lhe fez a conta na dita praca para se lhes
pagar no dia do embarque, que foi a 3 de Janeiro deste prezente anno de 1776, e
nelle se ve o dinheiro que tinhao recebido, e Sistencias com que os socorri por esta
Provedoria de Sao Paulo, o que receberao por conta da Provedoria do Rio de
Janeiro na ocaziao da mostra, e o que ficou dezembolcando a mayores a Provedoria
desta Capitania, que se nao lhe pagou, e sao despezas que se fizerao nos
transportes, alugueres de cazas, e outras miudezas necessarias que se nao puderao
escuzar. Deos Guarde a V.Exa. Sao Paulo 27 de Dezembro de 1766. — D. Luiz
Antonio de Souza” (Nesta carta seguem as contas; porem, estas sao minuciosas,
extensas e inteiramente estragadas por agua, de modo, que algarismos nao se
podem le e a sua copia e impossivel). Le-se o seguinte:
l a Comphia, cap. Francisco Correa Sarafana 1 , 50 pracas, despesas 489$235
2 a Comphia, cap. Manoel Lopes de Siqueira, 51 pragas, despesas 590$085
3 a Comphia, cap. Antonio Roiz Fortes 23 , 51 pragas, despesas 587$015
4 a Comphia, cap. Bento Barboza de Siqra. 49 pragas, despesas 546$675”
'Militar conhecido e com inumeros descendentes no Rio Grande do Sul.
2 Cap. Antonio Rodrigues Fortes, paulista e Sertanista. Chefiou uma das Companhias de aventureiros paulistas na
exploragao da regiao de Taquari em 1766. Revista do Museu Julio de Castilhos e AHRGS, ano I, 1951. Um
homonimo ou o proprio e descrito na Genealogia Paulistana: Antonio Rodrigues Fortes (ou da Cunha), casado com
Rosa Francisca, filho de Francisco Rodrigues Fortes e Antonia Furtado. Uma filha casou em Guarulhos em 1765.
Gen. Paulistana, Vol. 1.
3 Superintendence das Minas - Paranapanema. - Mencionada em 28 de marpo de 1729, quando Leandro Rodrigues
Fortes foi designado seu Superintendente, ja existia em 1727, ocasiao em que Antonio de Camargo Ortiz e
Albuquerque ocupava esse cargo. (FONTES: CARVALFIO FRANCO, Dicionario de Bandeirantes, 17 -RIHG/SP,
26 (ARQUIVO. AGUIRRA) - RIHGB/AHU/SP, 2:8 - Documentos Interessantes, 27/2a:3). Leandro Rodrigues
Fortes pode ser ascendente ou colateral do mencionado Antonio Rodrigues Fortes, ja que os nomes se repetem na
familia, mesmo em ramos que se readicaram no Rio Grande do Sul, que deve descender destes.
POVOADORES DE CURITIBA (Casa Romario Martins)
Boletim Informative) da Casa Romario Martins V.21 N.105 Junho/95
De Eleodoro Ebano Pereira e dos vereadores de Paranagua, ao Governador
Antonio Galvao, tem-se:
Nos campos de Curitiba, sertao desta baia, descobriram outros ribeiros de ouro
de lavagem, donde ja estive antes e fiz experiences havera doze anos vindo em visita
destas Capitanias por ordem do Governador Salvador Correa de Sa e Benevides de
que levei amostras...
O ouro encontrado no sertao da baia de Paranagua, ou seja, no planalto
curitibano, atraiu mineradores vindos, sobretudo de Sao Paulo e Sao Vice$nte, que se
estabeleceram em diversos arraiais, um dos quais seria o de Curitiba, e que nao seria
abandonado com a descoberta das Gerais, povoado ja com moradores eletivos e com
diversas sesmarias concedidas.
Assim, a de Baltazar Carrasco dos Reis, que participara da bandeira de Antonio
Domingues, em 1648, aos campos do Bituruna, concedida por Salvador Correa de Sa
e Benevides, a 29 de junho de 1661, localizada na paragem de Bangui, onde
acabavam as terras de Matheus Leme. Este receberia sua sesmaria, a 1° de setembro
de 1668, concedida pelo Capitao Mor Gabriel de Lara. Tambem foram de 1668, as
sesmarias concedidas a Domingos Rodrigues da Cunha, a Joao de Carvalho Pinto e a
Luiz de Goes.
Gabriel de Lara, estando “nesta Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais”,
atendeu a requerimento de seus moradores, mandando levantar pelourinho, a 4 de
novembro de 1668, em nome do Donatario, Marques de Cascais.
Este ato foi procedido com “todas as solenidades necessarias, em paragem e
lugar decente nesta praga”.
Alem do Capitao-Mor, foram signatarios da Ata do Levantamento do Pelourinho,
dezessete moradores curitibanos:
1. Amaro Pereira. Sem identificagao ate o momento.
2. Andre Fernandes dos Reis. Filho mais velho de Baltazar Carrasco dos Reis e
de Isabel Antunes. Casado com Maria Rodrigues.
3. Angelo Nunes Camacho. Sem identificagao ate o momento.
4. Antonio Martins Leme. Escrivao da Ata do Levantamento do Pelourinho. Filho
de Matheus Martins Leme e de sua mulher Antonia de Goes. Foi casado com
Margarida Fernandes dos Reis, filha de Baltazar Carrasco dos Reis e de Isabel
Antunes. Recebeu sesmaria de Gabriel de Lara, em 10 de outubro de 1674. Dizia-se
morador nos campos de Curitiba ha "tempos".
5. Domingos Andre. Era ainda morador em Curitiba, em 23 de margo de 1690,
quando batizou a filho Joao, com Maria Rodrigues.
6. Domingos Rodrigues da Cunha. “Morador nesta Vila de Nossa Senhora da Luz
dos Pinhais”. Recebeu sesmaria de Gabriel de Lara, a 26 de novembro de 1668,
entestando com a de Luiz de Goes.
7. Francisco da Gama Pais. Sem identificagao ate o momento.
8. Gaspar Carrasco dos Reis. Filho de Baltazar Carrasco dos Reis. Casado com
Ana da Silva, filha do capitao Antonio da Costa Veloso e de sua mulher Ana Maria da
Silva, filha de Matheus Martins Leme e de Antonia de Goes. Assinou o ato da criagao
da Camara, em 1693, bem como os Provimentos do Ouvidor Pardinho, em 1720.
9.lnocencio Fernandes (Preto). Sobrinho do bandeirante Manoel Preto. Casado
com Catarina Cortes. Pai de Juliana Antunes Cortes, casada com Gongalo Pires
Bicudo. Ja se achavam em Curitiba, em 1660.
10. Joao da Gama. Sem identificagao ate o momento.
11. Joao Martins Leme. Filho de Antonio Martins Leme e de Margarida Fernandes
dos Reis. Neto de Matheus Martins Leme e de Baltazar Carrasco dos Reis.
12. Luiz de Goes. Casado com Maria de Siqueira Cortes, filha de Inocencio
Fernandes Preto, o Mogo, e de Maria de Siqueira. Obteve sesmaria, em 1668, de
Gabriel de Lara.
13. Manoel Cardoso. Casado com Joana de Siqueira. Pais de Salvador Cardoso,
casado com Maria Esteves, filha do Braz Esteves de Ana Maria Dias.
14. Manoel Martins Leme. Sem identificagao ate o momento.
15. Matheus Martins, o velho. Natural de Sao Paulo. Filho de Matheus Martins
Leme. Casado com Isabel do Prado Delgado.
16. Matheus Martins Leme. Casado com Antonia de Goes. Filho de Thome
Martins e de Leonor Leme, esta falecida em Sao Paulo, a 24 de julho de 1659. Tiveram
os filhos, que tambem assinaram a petigao: a) Antonio Martins Leme, natural de Sao
Paulo, casado com Margarida Fernandes dos Reis, filha de Baltazar Carrasco dos
Reis. Foi tabeliao de Curitiba, de 1668 a 1674. b) Matheus Martins Leme, o mogo.
Natural de Sao Paulo. Casado com Isabel do Prado Delgado. Falecido em Curitiba, a
26 de setembro de 1740, com 102 anos; bem Como ainda os filhos: c) Ana Maria da
Silva, casada com o Capitao Antonio da Costa Veloso, d) Maria Leme da Silva, casada
com o capitao Manoel Picao de Carvalho, e) Salvador Martins Leme, casado com
Isabel Fernandes Siqueira.
17. Thomaz de Castanheda. Sem identificagao ate a momento.
Este ato “solene e justo”, todavia, nao foi seguido por aqueles da eleigao e
instalagao da Camara Municipal, o que seria realizado somente em 1693.
Informagao de Dorn Rodrigo de Castelo Branco, em carta de 26 de fevereiro de
1679, da conta que Jorge Soares de Macedo sairia dentro de tres dias de Paranagua,
e “dali para os campos de Curitiba, onde se descobriram uns lavadoiros de ouro,
segundo noticia que tivera do sindicante Joao da Rocha Pita”.
Alias, de Curitiba, por iniciativa de Dorn Rodrigo de Castelo Branco, partiriam
bandeiras para o descobrimento de ouro no sertao de Curitiba, como a tropa do
Capitao Agostinho de Figueiredo e a tropa do Padre Antonio de Alvarenga, em agosto
de 1679.
Segundo Pedro Taques de Almeida, as minas de ouro de lavagem de Curitiba,
sertao e serra acima de Paranagua, “sao tao antigas que foram descobertas no ano de
1680 pelo paulista Salvador Jorge Velho”. Da Vila de Curitiba, “foi fundador o mesmo
Eleodoro Ebano Pereira que, penetrando a Serra do Mar, fez porto e escala para os
campos de Curitiba, onde estabeleceu a dita Vila com este nome” . Apoia sua
afirmativa no livro de Registro, Titulo 1675, p. 103 v, do Arquivo da Camara Municipal
de Sao Paulo.
As sesmarias continuavam a serem concedidas. A 15 de fevereiro de 1683, a
Capitao-Mor de Paranagua, Thomaz Fernandes de Oliveira, expedia carta em favor de
Manoel Soares, no Botiatuva, junto as terras de Baltazar Carrasco dos Reis. Manoel
Soares era casado com Maria Paes, uma de suas filhas. Assinaria em 1693 o
requerimento para a criagao das justigas.
A 24 de margo de 1693, os moradores “todos assistentes nesta povoagao de
Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais’, e por ser muito crescido o povo” por
passarem de noventa homens “, fazendo o” numero de tres povos”, solicitavam ao
Capitao Povoador a eleigao e criagao da justiga, assim como a formagao da Camara
Municipal.
Alegavam a ausencia de governo e de disciplina, inclusive pela idade avangada
em que se encontrava Matheus Martins Leme.
Os requerentes sabiam que por duas vezes o Capitao-Povoador havia procurado
os Capitaes-Mores das Capitanias de baixo para que viessem criar justiga na
povoagao de Nossa Senhora da Luz de Curitiba e que a resposta fora no sentido de
que isto nao era necessario “por ter havido ja aqui justiga em algum tempo criada pelo
defunto Capitao-Mor Gabriel de Lara, que levantou pelourinho em nome do donatario,
o Senhor Marques de Casais..."
Assim, o requerimento foi deferido e mandado reunir o povo. Deste modo, a 29
de margo, na Igreja de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais, foi procedido
o ato da criagao da justiga, realizando-se a escolha de eleitores e a eleigao dos
membros da Camara. Assinaram a ata, os seguintes moradores de Curitiba:
1. Aleixo Leme Cabral. Na verdade, nao assinou o ato de criagao, mas foi
nomeado para Procurador do Conselho Paulista. Capitao de Ordenangas. Casado com
Maria Furtado de Mendonga. Recebeu, a 30 de marco de 1690, sesmaria concedida
pelo Capitao-Mor Matheus Martins Leme, entre terras de Joao Tavares e Manoel
Soares. Faleceu em Curitiba.
2. Agostinho de Figueiredo. Foi administrador das minas de ouro e prata do Sul,
por Provisao de 29 de abril de 1670, cargo que exerceu ate 1678, quando substituido
por Dorn Rodrigo de Castelo Branco. Fixou residencia em Curitiba, em 1680, ja viuvo
de Barbara Gomes e sem herdeiros legitimos. Integrou a Camara Municipal em 1696,
e em 1701. Faleceu em 1711, sendo sepultado na Igreja Matriz. Instituiu por herdeiros
universais ao Capitao Manoel Picao de Carvalho e sua filha Diomsia Leme.
3. Amador Nunes Bulhoes. Sem identificagao ate o momento.
4. Andre Rodrigues da Silva. Sem identificagao ate o momento.
5. Antonio Alvarenga. Vigario de Curitiba. Nao assinou o ato de criagao, mas
tomou o juramento dos seis eleitores e assinou a Ata de Eleigao dos Membros da
Camara.
6. Antonio da Costa. Sua mulher, Rita Leme da Silva, faleceu em 1747 com 80
anos. A 6 de junho de 1694 batizou a filho Joao, casado com Catarina do Rosario.
7. Antonio da Costa Veloso. Natural de Setubal. Casado com Ana Maria da Silva,
filha de Matheus Martins Leme e de sua mulher Antonia de Goes. Sua filha Ana da
Silva Leme casou-se com Gaspar Carrasco dos Reis, filho de Baltazar Carrasco dos
Reis. Nomeado para Juiz da Camara Municipal, a 29 de margo de 1693. Foi camarista
em 1694, 1699, 1701 e 1704. Foi arrematador do estanco de aguardente da terra, em
1696, dando como fiador o Capitao Matheus Martins Leme. Faleceu em Curitiba, em
1704.
8. Antonio do Couto. Sem identificagao ate o momento.
9. Antonio Garcia da Costa. Possuidor de terras que confrontavam com as de
Guilherme Dias Cortes.
10. Antonio Luiz Tigre. Natural de Parnaiba, em Sao Paulo. Segundo Ermelino de
Leao, era filho de Antonio da Mota Maris e de Maria de Pina e assim neta, pelo lado
paterno, de Matheus Luiz Grou (sesmeiro no Juruqui-Miri N e que foi morador em
Paranagua) e de sua mulher Isabel de Pina Cortes. Esta seria irma de Isabel Antunes,
casada com Baltazar Carrasco dos Reis (v. 1, p. 93). Casou-se com Ana Rodrigues de
Franga, filha do Capitao-Mor de Paranagua, Joao Rodrigues Franga. Capitao de
Ordenangas. Camarista em 1700 e 1702. Em 24 de Janeiro de 1726 deu a sua
sobrinha Ana de Mello Coitinho, natural de Paranagua, filha de Francisco de Mello
Coitinho e de Isabel Luiz Tigre, a sesmaria do Rio Verde e moradas de casas em
Curitiba, e a sobrinha Catarina Gongalves Coitinho, uma sesmaria no Rodeio e Campo
Largo. Instituiu em 1727, a Capela do Tamandua. Faleceu a 30 de dezembro de 1738,
ja viuvo de Ana de Franga.
11. Antonio Martins Leme. Filho de Matheus Martins Leme e de Antonia de Goes.
Genro de Baltazar Carrasco dos Reis e de Isabel Antunes. Foi o redator da Ata do
Levantamento do Pelourinho, em 1668.
12. Antonio dos Reis Cavaleiro. Foi eleito Juiz da Camara a 29 de margo de
1693; foi urn dos medidores do rocio da Vila, em 1° de maio de 1693. Integrou a
Camara em 1694. Em 24 de outubro de 1694, batizou o filho Diogo, com Domingas
Pinto.
13. Antonio Rodrigues Cid. Natural de Itanhaem, filho de Jeronimo Rodrigues e
de Luiza Maria de Side Cunha. Casado e viuvo de Maria de Lara, filha de Gabriel de
Lara e de Brigida Gongalves. Casado novamente com Isabel Garcia Antunes, filha do
Capitao Baltazar Carrasco dos Reis e de Isabel Antunes da Silva. Faleceu em Curitiba,
em 1694, ja viuvo.
14. Antonio Rodrigues Seixas. Natural de Cananeia, filho de Joao Rodrigues
Seixas, falecido em Curitiba, em 1706, e de Maria Maciel Barbosa. Casado com Maria
Soares Paes, filha de Manoel Soares, natural de Lisboa, e de Maria Paes, natural de
Parnaiba. Foi Camarista em 1701 e em 1703. Capitao de Ordenangas, foi tambem Juiz
Ordinario e de Orfaos. Possuia terras em Campo Largo, Sambaqui e Cubatao. Foi
tambem signatario dos Provimentos do Ouvidor Pardinho. Faleceu em Curitiba, a 20
de janeiro de 1735, com 75 anos de idade.
15. Antonio de Siqueira Leme Batizou a 27 de outubro de 1684 o filho Jose com
Maria Celiaca.
16. Baltazar Carrasco dos Reis. Filho de Miguel Garcia Carrasco, natural de Sao
Lucas da Cana Verde, e de Margarida Fernandes. Ja em 1645 fez entradas no sertao
e, em 1648, participou da bandeira de Antonio Domingues nos campos dos Bituruna.
Casado com Isabel Antunes da Silva, da farmlia Preto, de Sao Paulo, filha de Joao de
Pina e Domingas Antunes. O seu filho Gaspar casou-se com Ana da Silva Leme, neta
de Matheus Martins Leme. Recebeu em 29 de junho de 1661, sesmaria concedida por
Salvador Correa de Sa e Benevides, localizada na paragem do Bangui onde acabavam
as terras de Matheus Martins Leme.
Faleceu em Curitiba, cm 1697, Com testamento.
17. Bartolomeu Nunes. Sem identificagao ate o momento.
18. Braz Leme de Siqueira. Sem identificagao ate o momento.
19. Caetano Leme Cabral. Sem identificagao ate o momento.
20. Diogo da Costa. Filho de Mateus da Costa Rosa. Casou-se em 1706 com
Paula Fernandes de Oliveira, filha de Joao Rodrigues Side e Isabel de Oliveira. Em
1721, em sociedade com o Capitao Jose Palhano de Azevedo, propos construir a casa
da Cadeia e Camara. Morreu aos 90 anos, em 1747. Todavia, nao assinou os
provimentos de Pardinho.
21. Domingos Andre. A 25 de margo de 1690 batizou o filho Joao com Maria
Rodrigues. Foi signatario da Ata do Levantamento do Pelourinho, em 1668.
22. Domingos Ribeiro de Abreu. Sem identificagao ate a momento.
23. Domingos Rodrigues Soares. Filho de Manoel Soares e de Maria Paes.
24. Francisco de Mello (Coitinho). Natural de Sao Paulo. Casado com Isabel Luiz
Tigre, irma do Capitao Antonio Luiz Tigre, e neta do Capitao Matheus Luiz Grou,
sesmeiro nos campos de Curitiba, em 1639, e de Isabel de Pina Cortes. Pais de
Salvador de Mello Coutinho, casado com Isabel Palhano de Oliveira, de Ana de Mello
Coutinho, casada com Domingos Gongalves Padilha. Faleceu em Curitiba, em 1739.
Capitao de Ordenangas. Foi camarista em 1696, 1700, 1701,1703 e 1705.
25. Frutuoso da Costa. Casado com Ursula Garcia de Siqueira ou Ursula de
Veras. Foi camarista em 1702. Seu filho Salvador da Costa foi casado com Ana Leme
da Silva, filha do Capitao Matheus Martins Leme, o Mogo, natural de Sao Paulo,
casado com Isabel do Prado Delgado. A 4 de Abril de 1695, batizou a filha de nome
Maria.
26. Garcia Rodrigues (da Cunha). Filho de Domingos Rodrigues da Cunha,
signatario da Ata de Levantamento do Pelourinho. Eleitor e juiz em 1693. Urn dos
medidores do rocio da Vila em 1° de maio de 1693. Camarista em 1694 e 1696.
Capitao de Ordenangas. Considerado urn dos descobridores de ouro em Curitiba. Teve
sesmaria, com o pai Domingos Rodrigues da Cunha e a irmao, localizada no Barigui,
na regiao conhecida como Tindiquera. Casado com Isabel Bicudo de Mendonga ou
Isabel de Lara Bicudo, filha de Gongalo Pires Bicudo, urn dos primeiros “ou o primeiro
povoador de Curitiba", segundo Ermelino de Leao (v. 3, p. 1235). Era neta do
bandeirante Manoel Pires. Foram moradores de Paranagua, depois passaram a
Curitiba. Faleceu a 4 de margo de 1740.
27. Gaspar Carrasco dos Reis. Filho de Baltazar Carrasco dos Reis. Casado com
Ana da Silva Leme, filha do Capitao Antonio da Costa Veloso e de sua mulher Ana
Maria da Silva, filha de Matheus Martins Leme e de Antonia de Goes. Assinou a Ata do
Pelourinho, em 1668, e os provimentos de Pardinho em 1720.
28. Gongalo Pires (Bicudo). Filho do bandeirante Manoel Pires e de Maria Bicudo.
Casado em Sao Paulo, em 1634, com Juliana Antunes Cortes, filha de Inocencio
Fernandes Preto, a Velho, e de Catarina Cortes. Em 1660, ja eram moradores de
Curitiba, conforme procuragao passada em pousadas do Capitao-Mor Gabriel de Lara.
O sogro Inocencio Fernandes Preto veio com toda a farmlia para Curitiba, em 1653,
fundando o povoado dos Cortes, segundo Ermelino de Leao (v.2, p. 776).
29. Inocencio de Medina. Em 24 de maio batizou Francisca filha de Servita
Rufina.
30. Jeronimo Rodrigues Cid. Casada com Luiza Maria Side da Cunha. Pais do
Capitao Antonio Rodrigues Side, que foi casado com Isabel Garcia Antunes, filha de
Baltazar Carrasco dos Reis, ja viuvo de Maria de Lara, filha de Gabriel de Lara e
Brigida Gongalves. Possuia casa e sitio nos limites fixados a sudeste do rocio da Vila.
Morreu, em Curitiba, em 1694, ja viuvo.
31. Joao Alvares Martins. Filho de Salvador Martins Leme e de Isabel Fernandes
de Siqueira. Neto do Capitao Matheus Martins Leme. Casado com Maria Souto, em 29
de dezembro de 1692 batizou a filho joao. Faleceu em Sao Jose dos Pinhais, em 1730.
32. Joao Felix Cavalcanti. Sem identificagao ate o momento.
33. Joao Martins Leme. Assinou a Ata do Levantamento do Pelourinho. Filho de
Antonio Martins Leme e Margarida Fernandes dos Reis. Neto de Matheus Martins
Leme. Casado em Curitiba com Catarina Rodrigues Pinto, filha de Joao Carvalho Pinto
e Maria Rodrigues da Cunha. Assinou os provimentos de Pardinho.
34. Joao Leme da Silva. Eleitor em 1693.
35. Joao Pereira de Avelar. Sem identificagao ate o momento.
36. Joao Rodrigues Seixas. Eleito escrivao da Camara em 1693. Filho do Capitao
Antonio Rodrigues Seixas e de Catarina Marins. Natural de Viana, Portugal. Casado
com Maria Maciel Barbosa, de Cananeia. O filho do Capitao Antonio Rodrigues Seixas
casou com Maria Soares Paes, filha de Manoel Seixas. A filha Isabel Rodrigues casou
com Lourengo de Andrade. Faleceu em 1700. Nao assinou, todavia, a Ata de 1693.
37. Joao de Siqueira (Nunes). Eleitor em 1693. Camarista em 1699.
38. Joao Veloso da Costa. Possivel neto de Matheus Martins Leme. Mineiro do
Arraial Grande. Declarou que ate 30. 06.1725 tirou 200 oitavas de ouro.
39. Jose de Goes. Casado com Pascoa Rodrigues, filha de Jeronimo Rodrigues
Cid e Luzia Martins Side. Em 28 de margo de 1693 batizou a filha Domingas.
40. Joao Rodrigues Cid. Morador em Paranagua, recebeu sesmaria de Gabriel de
Lara, em 18 de margo de 1681, alegando ser morador a dois anos na povoagao de
Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, com criagoes de gado.
41. Jose Pereira y Quevedo. Nomeado Juiz a 29 de margo de 1693. Recebeu
carta de sesmaria, a 25 de dezembro de 1691, de Matheus Martins Leme, as terras
indo ate onde terminavam as de Antonio Leme e Paula Leme da Costa.
42. Luiz de Goes. Casado com Maria de Siqueira Cortes, filha de Inocencio
Fernandes Preto, o Mogo, e de Maria Siqueira. Recebeu sesmaria de Gabriel de Lara,
em 1668, abaixo do Rio Bangui ate a Passauna (Tindiquera). Fora signatario da Ata de
Levantamento do Pelourinho.
43. Luiz Leme da Silva. Sem identificagao ate o momento.
44. Luiz Rodrigues (da Cunha).Em 20 de Janeiro de 1685 batizou Ursula e em 29
de Janeiro de 1687 batizou Sebastiao, seus filhos, com Isabel de Pinna. Foram pais
ainda de Luzia Rodrigues, casada com Vicente de Goes. Foi camarista em 1696.
Vendeu terras em 1731 ao Capitao Antonio LuizTigre.
45. Luiz da Siqueira. Camarista em 1696. Casado com Ana de Leme. Ambos
naturais de Sao Paulo. Em 12 do agosto de 1687, batizou a filha Maria e em 16 de
novembro de 1688, a filho Antonio.
46. Lourengo Pinto. Batizou em 7 de agosto de 1695, o filho Antonio com Maria
Garcia, e em 15 de fevereiro de 1699, o filho Manuel. Em 1705, recebeu sete bragas
de terras correndo defronte de suas casas.
47. Manoel Alvares Pedroso. Foi Tabeliao Judicial e Notas e Escrivao de orfaos e
Almotagaria, em 1697. Escrivao da Camara em 1702.
48. Manoel Dias Cortes. Sem identificagao ate o momento.
49. Manoel Picao de Carvalho. Natural de Paranagua. Foi urn dos povoadores de
Curitiba, onde passou a residir em 1683. Camarista em 1695 e 1699.Teve patente do
Capitao-Mor de Paranagua, foi Capitao de Infantaria da Vila de Curitiba, em 28 de
junho de 1698. Filho do Capitao Manoel Picao de Carvalho e de Ana Maria Bicudo,
esta, filha do Capitao Garcia Rodrigues Velho e de sua mulher Isabel Bicuda de
Mendonga. Casado com Maria Leme, filha de Matheus Martins Leme e Antonia de
Goes, em 27 de julho de 1683. Assinou os Provimentos do Ouvidor Pardinho. Faleceu
em 1728.
50. Manoel da Silva Baiao. Filho de Bernardo da Silva e de Maria Coutinha de
Melo. Casou-se a 15 de julho de 1685 com Maria da Silva Veloso, filha de Antonio da
Costa Veloso e Ana Maria Silva. A 6 de agosto de 1689 batizou o filho Manoel.
51. Manoel Soares. Foi nomeado juiz da Camara em 1693 e medidor do rocio em
1° de maio de 1691. Sua mulher Maria Paes era filha de Baltazar Carrasco dos Reis.
Foi camarista em 1694 e 1701. Recebeu sesmaria em 15 de fevereiro de 1683, no
Botiatuva, vizinho as terras de Baltazar Carrasco dos Reis. Faleceu em Curitiba em 8
de fevereiro de 1705.
52. Matheus Joao Leme. Sem identificagao ate o momento.
53. Matheus Martins Leme, o Velho. Filho de Thome Martins e de Leonor Leme.
Casado com Antonia de Goes. Tiveram os filhos: 1. Antonio Martins Leme, natural de
Sao Paulo, casado com Margarida Fernandes dos Reis, filha de Baltazar Carrasco dos
Reis, Tabeliao de Curitiba de 1668 a 1674; 2. Matheus Leme da Silva, natural de Sao
Paulo, casado com Isabel do Prado Delgado; 3. Ana Maria da Silva, casada com
Antonio da Costa Veloso; e 4. Maria Leme, casada com Manoel Picao de Carvalho.
Teve ainda o filho legitimado Salvador Martins Leme, casado com Isabel Fernandes de
Siqueira, e o filho Miguel Martins Leme, nao legitimado, falecido solteiro antes de 1695.
54. Matheus Martins, a Mogo, ou Matheus Leme da Silva. Filho de Matheus
Martins Leme e Antonia de Goes. Natural de Sao Paulo. Casado com Isabel do Prado
Delgado. Camarista em 1703. Faleceu em Curitiba, em 1740, com 102 anos. Foi
signatario da Ata do Levantamento do Pelourinho. Contudo, nao assinou os
Provimentos de Pardinho.
55. Miguel Delgado. Sem identificagao ate o momento.
56. Miguel Fernandes de Siqueira. Natural de Sao Francisco. Casado com Maria
Luiz Tigre, a 8 de abril de 1687. Antigo povoador de Antonina, transferiu-se para
Curitiba, onde se casou. Batizou em 23 de junho de 1690 o filho Antonio e em 12 de
margo de 1694, a filha Catarina. Foi Tabeliao, de 1707 a 1723. Faleceu em 1751, com
90 anos.
57. Miguel Rodrigues. Sem identificagao ate o momento.
58. Nicolau de Miranda Franco. Foi almotacel em 1696. Batizou em 7 de abril de
1697 o filho Antonio com Silvana.
59. Paulo da Costa Leme. Em 3 de outubro de 1688 batizou a filha Antonio com
Isabel Nunes de Bittencourt, e em 21 de margo de 1693, a filha Josefa. Recebeu terras
em 1691.
60. Pedro Gongalves Martins. Sem identificagao ate o momento.
61. Pedro Rodrigues (Escudeiro). Natural de Sao Paulo. Filho de Afonso
Escudeiro e de Maria Rodrigues. Casou-se, em 22 de fevereiro de 1688, em Curitiba,
com Luzia Rodrigues Sid, filha de Joao Rodrigues e Isabel de Oliveira. Em 1695 foi
nomeado almotacel pela Camara Municipal.
62. Pedro de Moraes de Monforte. Casado com Catarina de Lemos, filha de
Manoel de Lemos Conde.Tiveram os filhos Pedro de Moraes de Monforte, o Mogo, e o
Capitao Gaspar Gongalves de Moraes. Catarina de Lemos era ja viuva e decrete em
1731.
63. Placido de Ramos. Sem identificagao ate o momento.
64. Roque Fernandes. Casado com Domingas Pinto.
65. Salvador Martins (Leme). Filho legitimado de Matheus Martins Leme. Casou-
se em Curitiba, a 7 de junho de 1683, com Isabel Fernandes de Siqueira, filha de Luiz
Fernandes de Siqueira e Suzana de Siqueira. Em 9 de abril de 1694, batizou o filho
Alberto, e, em 17 de junho de 1694, a filha Maria.
6. Salvador Rodrigues. Casado com Domingas Siqueira de Almeida. Batizou a 2
de junho de 1695, o filho Domingos.
67. Vicente de Goes. Casado com Luzia da Cunha ou Rodrigues, filha de Luiz
Rodrigues e Isabel de Pinna, de Paranagua, e falecida em 1691.
Outros moradores estavam presentes em Curitiba, na conjuntura da instalagao da
Vila, ainda que nao houvessem assinado o Ato da Criagao da Justiga, conforme se
conhece por outras fontes, assim, por exemplo:
1. Antonio de Lara. Filho de Gabriel de Lara e de Brigida Lourengo. Casado a 26
de abril de 1683 com Antonia Luiz de Marins, filha de Antonio da Mota Maris e de
Maria do Pina, neta de Matheus Luiz Grou.
2. Antonio Marques. Casado com Ana de Freitas. Batizaram a 24 de outubro de
1688, a filha Joana.
3. Antonio Martins Frutuoso. Casado em Curitiba a 1° de setembro de 1685, com
Maria Mendes.
4. Bartolomeu Gongalves. Casado a 25 de abril de 1686, com Elena de Souto.
Ele, filho de Joao Gongalves e Maria Pendes. Ela, de Agostinho Rodrigues e Felicia
Rodrigues, de Sao Paulo.
5. Antonio Ribeiro da Costa, o Baiao. Filho de Estevao Ribeiro da Silva, o Baiao,
e de Madalena Fernandes Feijo. Foi camarista em 1698. Faleceu em Curitiba em
1725. Casado com Maria de Siqueira Almeida, filha do Capitao Manoel da Cunha
Gago e de Ana de Siqueira, falecida em 1617. Foram os pais do Capitao Estevao
Ribeiro Baiao.
6. Diogo Dias de Moura. Casado com Leonor Gongalves. A 17 de junho de 1690,
batizaram a filha Cecilia, e a 10 de junho de 1694, Suzana.
7. Domingos da Silva. Casado com Ana Martins. Batizaram o filho Joao, a 10 de
abril de 1684.
8. Francisco Dias. Casado com Luzia Teixeira. A 15 de maio de 1694, batizaram
a filha Tereza.
9. Francisco Luiz. Casado com Maria Side (Rodrigues). A 9 de abril de 1694
batizaram a filho Antonio e a 9 de junho de 1695, a filha Ventura. Casado em
segundas nupcias com Maria Alvares Pedrosa.
10. Guilherme Dias Cortes. Foi urn dos medidores do rocio da Vila, a 1° de maio
de 1693. Camarista cm 1694, 1700, 1702, 1709 e 1714. Natural da Parnaiba. Casado
com Maria das Neves, filha de Baltazar Carrasco dos Reis e de Isabel Antunes. Tomou
parte na bandeira de 1679.Proprietario do Sitio de Barigui e Passauna (sesmaria
recebida em 1695), alem de sesmaria entre os Rios lapo e Fortaleza. Em 1730, aos 56
anos, casou-se com a viuva Maria Leme do Prado.
11. Guilherme de Oliveira Lara. Casado com Severina. Batizaram a 8 de abril de
1697, a filha Maria.
12. Joao de Carvalho Pinto. Juiz de Orfaos em 1694 e almotacel em 1695.
Natural de Portugal, casado com Maria Rodrigues da Cunha, filha do Capitao Garcia
Rodrigues Velho e Isabel Bicudo de Lara. Sua filha Catarina, casou-se com Joao
Martins Leme, neto de Matheus Martins Leme. A 6 de julho de 1695, batizaram a filha
Maria.Em 1668, recebeu sesmaria entre o Passauna e as matos de Cuririho.
13. Joao Carneiro. Casado com Francisca Carneiro. Batizaram o filho Jose, a 15
de outubro de 1690.
14. Joao Lopes Pereira. Casado com Antonia Borges. A 13 de margo de 1694,
batizaram a filha Maria.
15. Joao Martins. Casado com Ana de Souto, batizaram o filho Manoel a 14 de
maio de 1695.
16. Joao do Couto. Filho de Martinho do Couto e Vivencia Deveras, casado em 1°
de novembro de 1689, com Isabel da Guarda, filha de Pedro da Guarda e Maria
Soares. A 31 de janeiro de 1695, batizaram a filha Maria.
17. Joao Tavares de Miranda. Casado com Isabel Domingues. Exerceu o cargo
de avaliador em 1697, em Curitiba, e de escrivao em Paranagua, em 1699. Faleceu
em Curitiba, em 1710.
18. Jose Martins Leme. Filho de Antonio Martins Leme e Margarida Fernandes
dos Reis. Neto de Matheus Martins Leme e de Baltazar Carrasco dos Reis. Casou com
Antonia Ribeiro da Silva, filha do Capitao Antonio Ribeiro da Silva e de Maria Siqueira
de Almeida.Recebeu sesmaria, em 1681, na campina de Dorn Rodrigo (Campo Largo).
19. Jose Teixeira de Azevedo. Nasceu em Iguape. Camarista em 1695, 1699,
1702 e 1703. Almotacel em 1696 e Juiz de orfaos em 1741. Casado com Domingas
Antunes Cortes, filha de Baltazar Carrasco dos Reis e Isabel Antunes, a 1° de
novembro de 1685.
20. Manoel Correa. Casado com Florinda. Em 29 de junho de 1697, batizaram o
filho Joao.
21. Manoel de Freitas. Casado com Serafina Magalhaes. A 2 de fevereiro de
1695, batizaram os gemeos Salvador e Joana.
22. Manoel Rodrigues Fenirio. Casado com Silvana. Batizaram a 9 de fevereiro
de 1693, o filho Gaspar.
23. Martinho do Couto. Casado com Vicencia Deveras. A 9 de julho de 1684
batizaram o filho Margal, a 2 de fevereiro de 1689, a filha Ana. Pais de Joao do Couto,
casado cm 1689 com Isabel da Guarda, filha de Pedro da Guarda e de Maria Soares.
24. Nuno Bicudo de Mendonga. Natural da Parnaiba. Filho do bandeirante
Capitao Manoel Pires e de Maria Bicudo. Casado com Maria de Souza, filha de
Antonio de Souza e de Isabel de Oliveira. Procuragao de 15 de abril de 1660, os
declarava “moradores na Vila de Nossa Senhora da Luz de Curitiba”. Foi Ouvidor da
Capitania de Paranagua, em 1671.
25. Salvador da Costa. Casado com Teodosia. Batizaram o filho Alvaro, em 28 de
junho de 1695.
26. Salvador Nunes de Abreu. Casado com Antonia Rodrigues. Em 9 de agosto
de 1694 batizaram a filha Isabel.
Logo apos a instalagao da Camara, o Provedor das Minas de Paranagua, Gaspar
Teixeira de Oliveira, em carta de 18 de margo de 1695, afirmava que na povoagao de
Curitiba existiam minas de ouro de lavagem "ja ha dois anos” (sic), e “como os
mineiros delas sao todos moradores na Vila de Sao Paulo, e tern feito estrada por
aquela povoagao, por onde se recolhem as suas casas, levando quarenta dias, e dificil
obriga-los a quintar o ouro que levam em grande quantidade”.
O Ouvidor Geral Rafael Pires Pardinho, em carta de 30 de agosto de 1721, na
qual dava contas ao Rei dos trabalhos realizados na Correigao das Vilas do Sul, em
relagao a Curitiba, dizia textualmente:
Esta povoagao se principiou havera 80 anos por alguns moradores que subiram
desta Vila (Paranagua) e levaram pela serra acima algumas cabegas de gado vacum e
algumas eguas que multiplicaram
Segundo o Ouvidor Geral, muitos paulistas andavam lavrando em suas paragens,
“mas as largaram para irem para as Minas Gerais, quando se descobriram”.
Assinala que, no ano de 1693, “se levantou esta povoagao em Vila por
aclamagao dos moradores”.
Alias, alude a existencia de duas freguesias: a de Nossa Senhora da Luz de
Curitiba e a de Sao Jose e do Senhor Bom Jesus do Perdao.
Memoria Historica sobre a Capitania de Sao Paulo, de autoria de Marcelino
Pereira Cleto, datada de Santos, 11 de fevereiro de 1785, existente no Arquivo
Nacional da Torre do Tombo, afirma que Eleodoro Ebano Pereira fundou as povoagoes
de Paranagua e Curitiba, conforme consta da carta de sesmaria concedida por Manoel
Pereira Lobo, Capitao-Mor de Sao Vicente e Loco-Tenente do Conde de Monsanto,
aos 21 de outubro de 1648, a Eleodoro Ebano Pereira, conforme esta registrado as fls.
77 do Livro de Sesmarias n° 10, da Executoria de Sao Paulo. Manoel Pereira Lobo, era
competente para faze-lo pois por Resolugao Regia, de 4 de maio de 1647, era
designado para a fungao (J. Cortesao, p. 400).
Bastante conhecida e a carta de Lourengo Ribeiro de Andrade ao Coronel
Antonio Neves de Carvalho, datada de 30 de novembro de 1797, dando noticias
acerca das origens e fundagao de Curitiba.
Conforme a narrativa de Lourengo de Andrade Ribeiro, tem-se que :.
BANDEIRANTES NA GENEALOGIA CURITIBANAI (Ricardo Costa de Oliveira)
Em 27 de setembro de 1742 casaram na Igreja de Nossa Senhora da Luz dos
Pinhais de Curitiba o Alferes Miguel de Miranda Coutinho e Isabel da Silva de Jesus.
Ele era filho de Amaro de Miranda Coutinho com Maria de Barros, moradores em
Paranagua. Ela era filha do Capitao Joao Carvalho de Assungao com Maria Bueno da
Rocha. Meu bisavo e minha bisavo descendiam desse casamento. (O meu avo
paterno deveria fazer uma hemodialise tamanha a quantidade de sangue de ragas
infectas judeu e tupi).
Joao Carvalho de Assungao era filho de Manoel Picam de Carvalho com Maria
Leme (filha do Capitao-Povoador de Curitiba Mateus Martins Leme com Antonia de
Goes). O Manoel Picam de Carvalho era filho do pai de mesmo nome Manoel Picam
de Carvalho com Ana Maria Bicudo. Ela era filha do descobridor do ouro em Curitiba, o
Garcia Rodrigues Velho (SL7,456) com a Isabel Bicudo de Mendonga. O Garcia seria
neto do avo de mesmo nome Garcia Rodrigues Velho casado com Maria Beting (Silva
Leme, Volume n° 7, 452), filha do Geraldo Beting, alemao especialista em mineralogia,
casado com Custodia Dias, por sua vez neta do Manoel Fernandes Ramos com
Suzana Dias (cabega do titulo Fernandes Povoadores, criadores de Santana do
Parnaiba e de Sorocaba). A Suzana seria neta do Tibiriga. Outra filha do Geraldo
Beting com a Custodia foi a Maria Beting, casada com o Fernao Dias Paes, o das
esmeraldas.
Voltando para o descobridor do ouro em Curitiba, o Garcia Rodrigues Velho, sua
mulher era a Isabel Bicudo de Mendonga, filha do Gongalo Pires Bicudo com a Juliana
Antunes Cortes, povoadores de Curitiba desde a decada de 1650 (SL 8,326). O
Gongalo era filho do Manoel Pires, bandeirante que desde 1615 aparece nas entradas
para o sul. Em 1628 estiveram na grande bandeira do Guaira com o seu genro Antonio
Raposo Tavares. O Manoel atacou o Colegio dos Jesuitas em Barueri e tambem foi
urn dos chefes na bandeira desbaratada em Mborore em 1641. Foi casado com Maria
Bicudo.Tinha fazendas em Pamaiba e em Cutia com muitos escravos indios.
O casal patriarca nos campos de Curitiba, o Gongalo Pires Bicudo c.c. Juliana
Antunes Cortes formaria urn novo ponto remoto de apoio e refugio do partido dos Pires
(partido mais orientado para a facgao portuguesa) na luta contra os Camargos, como
se percebe no titulo de Nossa Senhora da Luz invocado na formagao da nova
povoagao. A Juliana era filha do Inocencio Fernandes Preto (neto do Antonio Preto,
cabega do titulo dos Pretos SL8,269,323-26) c.c Catarina Cortes. Antonio Preto
participou da primeira entrada no sertao do litoral paranaense em 1585 sob o comando
do Capitao-Mor Jeronimo Leitao. Os Preto, tradicional familia de assassinos dos
sertoes e membros da governanga de SP, estiveram presentes em todo o ciclo
meridional das bandeiras. O Gongalo era filho do Manoel Pires c.c Maria Bicudo e n.m
do Antonio Bicudo Carneiro, natural da llha de Sao Miguel nos Agores. Foi da
governanga de SP e teria mandado levantar o seu pelourinho em 1585 (da turma da
ordem e progresso). Tambem participou da grande bandeira contra o Guaira em 1628.
O bandeirantismo foi urn fenomeno controlado por poucos grupos familiares.
Umas dez redes de parentesco todas ligadas entre si e com forte presenga tupiniquim.
O que significou o bandeirantismo? A posse das terras alem do Tratado de
Tordesilhas. A formagao do territorio brasileiro. O seu empreendimento reuniu as
energias de uma nova sociedade criada na fusao entre os tupiniquins e os
portugueses. Uma bandeira possuia urn contingente indigena muito maior que o
numero de "brancos". Os tupis eram descritos como mais ferozes que os portugueses.
Grupos de combate extremamente operacionais e bem adaptados aos sertoes.
Violencia e crueldade resultavam como produto da busca e apreensao de mao-de-obra
para a economia paulista dos seculos XVI e XVII. Primeiro defenderam Sao Paulo
contra os tupinambas (tamoios) e franceses do RJ e depois passaram a ofensiva.
Quern quiser verificar o impacto destrutivo das bandeiras pode ler o depoimento do
Padre Montoya na Conquista Espiritual (Editada pello Martins Livreiro). Tal como 388
anos de escravidao negra, a verdade deve ser pesquisada. Nao podemos mudar o
passado e somos o que os nossos antepassados fizeram. Como e dificil essa dialetica
entre grandeza e miseria, glorias e sofrimentos eternos.
Isabel da Silva de Jesus c.c o Alferes Miguel de Miranda Coutinho em Curitiba em
27/IX/1742.
A sua mae foi a Maria Bueno da Rocha ( (SL 3,204), filha do capitao Antonio
Bueno da Veiga, filho do Baltazar da Costa Veiga, potentado em arcos que seguiu na
bandeira de Fernao Dias Pais em 1676 em MG. O chefe dos paulistas na guerra dos
emboabas foi o Capitao-Mor Amador Bueno da Veiga, irmao do Antonio e filho do
Baltazar. Antonio Bueno da Veiga estava em Curitiba desde 1684, posteriormente iria
para MG. O pai do Baltazar foi o Jeronimo da Veiga, falecido em 1660, c.c Maria da
Cunha (titulo dos Cunha Gago e Prado). A mulher do Baltazar foi a Maria Bueno de
Mendonga, filha do Amador Bueno (o mogo SL1.419) e neta do Amador Bueno da
Ribeira (o aclamado) c.c Bernarda Luiz. Principal nucleo do poder mameluco
seiscentista de Sao Paulo, descendentes dos maiorais tupis (Tibiriga, Piquerobi) com
Joao Ramalho, os Pires, o Carvoeiro e outros. A Isabel Fernandes da Rocha (Mae da
Maria Bueno da Rocha) c.c Capitao Antonio Bueno da Veiga, inventariada em 1717 em
Curitiba, era filha do Capitao Antonio Bicudo Camacho (NegraoV4,210), muito ativo na
mineragao curitibana dos fins do seculo XVII, filho do Sebastiao Fernandes Camacho,
por sua vez filho do pai com mesmo nome de Sebastiao Fernandes Camacho c.c
Maria Affonso e neta do Pedro Affonso que "resgatou" a polemica tapuia tambem
antepassada dos Camargos SL1,2,6 e7).
O segundo Sebastiao Fernandes Camacho foi c.c. Isabel Bicudo de Brito, filha de
Antonio Bicudo c.c. Maria de Brito (filha do Diogo Pires c. Isabel de Brito). O Antonio
seria filho do Antonio Bicudo Carneiro (Genealogia Paulsitana 6°,297,338) ja descrito
na ultima mensagem, titulo Bicudo. O ultimo Capitao-Mor de Sao Francisco do Sul, o
Antonio de Carvalho Bueno (bisavo da minha bisavo) era filho do Joao Mathias de
Carvalho, irmao da Isabel da Silva de Jesus, logo neto do Joao Carvalho de Assungao
c.c a Maria Bueno da Rocha. Tudo sangue bom (como se diz no RJ tudo CB).
Documento da Camara de Laguna descrevendo o que havia entao registrado
nessa Vila em 9/XI/1723
Titulos dos livros e mais papeis que ha no cartorio desta Vila de Santo Antonio
dos Anjos da Laguna. Inventario dos bens do Capitao Antonio Bicudo Camacho feito
pelo Juiz do Rio de Sao Francisco Joseph Vieira em 1712.
Inventario que fez Joseph Pinto Bandeira por morte de sua mulher Catherina de
Brito feito pelo Juiz Domingos de Oliveira Camacho no ano de 1715.
Inventario por morte de Margarida Siqueira mulher de Sebastiao Fernandes
Camacho sendo Juiz Baltazar Soares Lozada no ano de 1720
Inventario de Domingos Alvares sendo Juiz Domingos de Oliveira Camacho em
1723
Inventario de Domingos Andre sendo Juiz Domingos de Oliveira Camacho em
1723
Inventario de Jose Velho, sendo Juiz Sebastiao Fernandes Camacho em 1723.
Testamento com que faleceu Antonio Bicudo Camacho no ano de
1720.Testamento de Francisco Machado Chaves.Testamento em que faleceu Maria
dos Passos em 1721. Fla varias references a Manoel Manso de Avelar, Sebastiao de
Brito, Vito de Brito e Estevao de Brito. Processos e devassas sobre assassinatos de
pessoas e de indios na regiao. Lazaro de Lemos, Escrivao da Camara. Infelizmente
era uma relagao sobre esses titulos sem conteudo, papeis de ha muito ja perdidos.
C00257. Laguna 25-4-4.Arquivo do Estado de Sao Paulo
Docs de SC, Laguna 1723 ". Ricardo Costa de Oliveira
SESMARIAS DO PARANA ENTRE 1721 E 1821
Amaro Miranda Coutinho, morador em Paranagua. Uma legua de terras em
quadra na paragem chamada Olho d'Agua, junto ao sitio em que se assiste, que vai
conquistar com as terras dos padres da Companhia que corre ao Sul a testada ao
rumo de Norte e quarta de Nordeste.
Anna Pinheira, moradora em Paranagua. 800 bragas de terra na paragem
chamada Cubatao, partindo das terras de Jose Machado pelo rio acima ate o corrego
chamado Cuary.
Anna Siqueira Mendonga. Tres leguas de terras a saber: Uma legua na paragem
onde o suplicante tern o seu perimetro curral, que chamam de S. Domingos na
paragem velha do ribeirao chamado Tibagy, correndo ribeirao acima entre o capao
chamado dos Porcos, debaixo de onde nasce ate entestar com o mato grosso do
Itaembe a perfazer o resto no mesmo corner do Itaembe que vai cercando os campos
para a parte do Cambeju e as duas na paragem chamada Itaiacoca pelo caminho
antigo buscando a cabeceira do Rio Verde que nasce no mato grosso do Itaembe
correndo rio abaixo entrando num capao que fica da outra banda do ribeirao chamado
do Pouso Alegre com as quadras para o sertao.
Anna de Siqueira Mendonga. Campos de Curitybana, paragem chamada Tibagy
e Pouso Alegre. Tres leguas de terras a saber. Uma legua na paragem onde esta o
seu primeiro curral, comegando no lugar onde chamam a passagem do rio Tibagy,
correndo o rumo de Noroeste e as duas na paragem chamada Tiayacoco correndo
para a paragem do rio Verde entretanto urn capao que fica do outro lado do ribeirao
chamado dos Pousos Alegres com as quadras para o sertao.
Antonio Costa Ferreira, morador em Curityba. Tres leguas de terra de comprido e
uma de largo, sitas no termo da Villa de Curityba entre o Pirahy Guassu e o Pirahy
Mirim as quais partem com Francisco da Costa e vao fazer barra no rio Hyapo.
Antonio Ferreira Amado 45 , morador na Villa Nova do Principe. Uma sorte de
terras compradas a Joao Dias de Freitas nas testadas ou sobrequadras dos campos
denominados de Santa Clara, pertencentes ao patrimonio do Reverendo Joao Cardoso
de Menezes, desde o fim dos ditos campos do patrimonio daquele padre, finda a sua
medigao e campo e matos que sobrarem entre dois ribeiroes por eles acima,
denominados Santa Clara e Sao Francisco, ate onde perfazer uma legua de sertao,
servindo de testada o rumo e quadra do referido patrimonio.
Antonio Ferreira Mattoso, morador em Paranagua. Meia legua de terras de
testada e legua e meia de fundo na paragem chamada Morumby, distrito da Villa de
Paranagua que de urn lado partem com o ribeirao que passa ao pe do morrete onde
esta situada Ignez Pedrosa e de outro principia da barra do dito ribeirao com o fundo
para a. serra do Morumby.
Antonio Ferreira de Quadras. Veja Margarida Domingues.
Antonio Gongalves Padilha 6 , morador em Viamao. Uns campos na paragem
chamada de Lages, Fazenda de N. S. da Natividade, comprados a Manoel Barbosa
Franco, acusa, digo acima da serra a uma parte da estrada que vai para Viamao e Rio
Grande, principiando na paragem chamada Morro da Boa Vista pequena, confrontam
pela parte do Sul com a fazenda do Coronel Felix Jose Pereira correndo rumo direito a
Norte ate a porteira do cercado e arranchamento do dito padre Jose Carlos da Silva a
que podera ter de distancia 2 leguas e meia, pouco mais ou menos, cujo rumo fica
servindo de data sendo o sertao em quadra com a mesma testada de Leste
4 Descendentes em Criiz Alta.
5 Antonio Ferreira Amado, morador em Vila Nova do Principe. Terras compradas a Joao Dias de Freitas nas testadas ou
sobrequadras dos campos denominados de Santa Clara, pertencentes ao patrimonio do reverendo Joao Cardoso de
Meneses, desde o fim dos ditos campos do patrimonio daquele padre, finda a sua medipao e campos e matos que
sobrarem entre os dois ribeiroes por eles acima denominados Santa Clara Sao Francisco ate onde perfazer uma legua de
sertao, servindo de testada o rumo e quadra do referido patrimonio. 2 de setembro de 1815 (Registro de sesmaria na
Lapa, Jose Carlos Veiga Lopes).
6 Em Lages.
principiando nas testadas ou fim dos campos de Simao Barbosa Campos, ate entestar
com o ribeirao Pellotinhas que divide os campos de Joao Antunes Pinto.
Antonio Gongalves Rodrigues, morador em Curityba.Tres leguas de terras no
distrito da Villa de Curityba, da outra parte do registro, correndo o rio Grande abaixo
coisa de seis leguas pouco mais ou menos adiante de urn restingao em que findam os
campos de Manoel da Luz.
Antonio Jose Pinto Bandeira, da Villa de Curityba. Uma sorte de terra onde
residiu algum tempo Francisco Fernandes Saraiva, que principiam do morro do
Potunaa, aguas vertentes e correndo entre os dois arroios, urn denominado do
Potunaa e outro rio dos Patos, fazendo testada no rio Capivary.
Antonio Lopes Thomar. Veja Luiz Rodrigues Villares (duas).
Antonio Luiz Tigre, morador nos campos gerais de Curityba. Uma legua de terras
de testada que comegara no rio Verde ate a paragem chamada da India, pelo rumo de
Leste ao Este e tres de comprido pelo rumo de Norte a Sul ate o rio Grande que e a
parte do Sul e para o Norte o que se achar.
Antonio Pinto Guedes. Curityba. Uma legua de terras em quadra entre o rio
Hyapo e o Pitanguy, onde faz barra no Hyapo o Tibagy, comegando da sesmaria que
apresentava, comegando na dita barra como constava da sesmaria que apresentava
em virtude da qual formava a fazenda Sao Joao.
Antonio Pompeu Taques. Tres leguas de sertao no rio Verde, sertao de Curityba
e uma de testada. Comega a sua testada no rio Verde e o sertao ate o Itarare rumo
direito.
Antonio Rodrigues de Carvalho, morador em Paranagua. Meia legua de terras na
paragem Cubatao, principiando em urn charco nos fundos dos cultivados do suplicante
correndo o rio Cubatao acima pela parte esquerda ate o ribeirao Cari, onde este
recebe parte da agua do Rio Grande junto a tapera de Ignacio Alvares, partindo pela
parte de baixo com terras de Jose Machado correndo de Nordeste a Sudoeste com
todos os seus fundos.
Antonio de Toledo Lara (padre) e suas irmas Anna, Escolastica e Ursula. Quatro
leguas de terras, digo quatro leguas e meia de terras no Curralinho, distrito da Villa de
Curityba, que houve por heranga de seus pais com titulos de sesmaria e que estas
findam no Ribeirao chamado da Fortaleza e que o numero de gado por ser ja muito
numeroso nao pode subsistir nos campos da dita paragem por serem pequenos e
pastam desde o principio da dita fazenda estabelecida ha mais de 50 anos nos
campos, que principiam do dito ribeirao e vao pelos do Salto ate o rio do Vora, por ser
mistico aos campos da dita fazenda com divisa comente do dito ribeirao.
Bartholomeu Paes de Abreu, Antonio Pinto Guedes e Jose de Goes e Moraes.
Terras no sertao de Curityba. Uns campos que descobriram chamado Sao Joao entre
o rio Hyapo e o Pitanguy, ate onde fazia barra no Hyapo o Tibagy. Legua e meia de
comprido e uma de largo, comegando onde tern assento o seu curral, vizinho ao rio
Hyapo desde o dito curral e legua e meia de comprido ao rumo de Oeste e a legua de
largo fazendo quadra no mesmo curral onde principiara a medir a dita legua e meia de
comprido a rumo de Oeste e a de largo para o Norte ate entestar o Itaembe que fica
sobre o Hyapo e o que faltar para inteirar a dita legua se inteirara para a parte do Sul e
quando o rumo do Oeste encontre com o rio Hyapo sempre sera o suplicante inteirado
do mesmo campo da dita legua e meia.
Bartholomeu Paes de Abreu, Antonio Pinto Guedes e o Capitao-Mor Jose de
Goes e Moraes, Curityba. Terras na paragem chamada S. Joao, entre o rio Hyapo e o
Pitanguy ate onde faz barra no Hyapo o Tibagy.
Bartholomeu Paes de Abreu. Veja Antonio Pinto Guedes.
Belchior Barbosa Lobo. Urn sitio chamado as Palmeiras que corre pelo riacho
assim chamado, direito a serra e parte por uma banda com o ribeirao das Lages e por
outra com o ribeirao do Bezerra, nao excedendo de tres leguas de comprido e uma de
largo.
Belchior Barbosa Lobo. Urn sitio que Ihe deu Domingos Bezerra chamado Santa
Engracia no ribeirao do Bezerra que parte com o capitao Francisco Paes pela parte de
baixo principiando o comprimento onde faz a extrema correndo rio acima tres leguas
ate o ribeirao da Rancharia ficando com uma legua de largo.
Belchior Barbosa Lobo. Urn sitio da Tapera por compra feita a Domingos Bezerra
de Mesquita, principiando suas confrontagoes no corpo da fazenda correndo rio do
Bezerra acima ate a Palmeira com a largura que alcangar entre a serra em que entra
urn capao de mato grosso que se acha dentro da mesma fazenda.
Benedicto Marianno Ribas, morador na Villa de Castro. Meia legua de terras em
quadra, contiguas ao campo de S. Miguel e principiando no ribeirao do mesmo nome
em frente e que corre ao Sul, nascendo as cabeceiras dos campos de Pitanguy a fazer
barra para a parte do Norte com o mesmo Rio Pitanguy e partindo com o arroio que
divide as terras de que esta de posse Lino Sutil de Oliveira e que corre para o
Nascente a fazer barra pelos fundos para a parte do sertao com o ribeirao grande,
servindo este de divisa e confrontagao dos ditos fundos.
Bento Marques Chavasques. Palmital. Meia legua de terras em quadra
principiando sua demarcagao na entrada do capao do Palmital do lado do povoado,
partindo com as terras do capitao Luiz Pedroso que ficam na encruzilhada da Curityba
correndo pela dita estrada e capao para a parte das Minas ficando-lhe esta em meio
ate fazer a dita meia legua.
Bento Rocha. Veja Margarida Domingues.
Bernardino da Costa Filgueiras, da Villa de Lages. Uns campos e matos
chamados os Indios, termo da mesma Villa, que principiam na serra do rio Caveiras
donde saem dois ribeiroes, urn chamado o Pigarrao, que divide os campos de Jose do
Amaral e outro que passa do mato de S. Catharina, chamado a posse de Jose Gomes
e ambos desaguam no rio Canoas e fazem fundo os campos do suplicante.
Bernardo Furquim. Uma legua de terras em quadra no caminho de Curityba,
principiando sua demarcagao rumo direito de Norte a Sul pela mesma estrada na
paragem onde acabam as terras de Francisco Pedroso Xavier ate se fazer a dita
legua.
Bernardo Martins da Silva. Paranagua. Uma legua em quadra no rio da
Cachoeira do Furado de Joao Rodrigues rio acima, principiando no dito Furado que
ficara em meio da dita data com meia legua de sertao para cada uma das ditas partes.
Caetano Costa, morador nos Campos Gerais de Curityba. Legua e meia de terras
em quadra nos Campos Gerais de Curityba na paragem chamada Apo, comegando
onde acaba a sesmaria de Manoel Gongalves da Costa, rio abaixo do dito Apo a
entestar com o rio chamado das Fortalezas e da outra parte com as fazendas do padre
Lucas Rodrigues Franga.
Chrispim Antonio Miranda. Sargento-mor, morador em Guaratuba. Uma legua de
terras de testada com tres de fundo na mesma Villa no lugar denominado Rio Sao
Joao.
Domingos Gomes Beliago. Terras na paragem Alagoa, caminho da meia ponte
para os Tocantins, havidas por compra a Joao Pires de Mattos, servindo de divisa o
vizinho mais chegado a parte do Poente chamado as duas Pontes e para o nascente o
Pau Papudo que era onde corria o dito ribeirao da dita povoagao.
Diogo Pinto de Azevedo Portugal, Tenente-Coronel comandante em chefe da
Real Expedigao dos campos de Guarapuava. Uma legua de testada com tres de fundo,
no caminho da invernadinha do Passo do Rio Coutinho, ate a entrada do sertao,
principiando do mato da estrada que vai de Curityba para a Atalaia e dali correndo o
mesmo rumo de Norte a Sul ate o Rio Jordao, correndo por ele acima ate o mato
grosso da parte de Leste.
Diogo de Toledo Lara. Uma legua de terras de largo e tres de comprido na
paragem chamada as Furnas, no caminho que vai para a Villa de Curityba, entre urn
Itaembe e a fazenda chamada Montenegro. Uma das leguas de comprido comegava
no lugar em que estava fundado o curral da fazenda do suplicante para a parte do
poente e as duas do lugar da mesma fazenda para a parte do Nascente ate o curral
que depois fundou o sargento-mor Manoel Gongalves de Aguiar.
Diogo de Toledo Lara. Caminho de Curityba, na paragem chamada Curralinho.
Uma legua de largura que servira de testada, partindo de uma parte com a fazenda
chamada Montenegro, servindo de divisa urn ribeirao ao qual segue urn Itaembe e da
outra parte partia com os campos de Manoel de Lima tendo tambem por divisa outro
ribeirao com seu Itaembe que comegara do ribeiro chamado ribeirao do padre e
seguira a rumo de urn ribeiro que partia os ditos campos comegando o dito sertao da
banda, digo da barra do dito ribeirao que partia os ditos campos e fazia barra no dito
ribeirao do Padre e seguindo o rumo do dito ribeirao ate o mato grosso que ficava da
outra parte do caminho da Curityba que teria de comprido o campo duas leguas e
meia.
Eusebio Gomes da Silva, morador da Villa de Paranagua. Meia legua de terras
no rio de Cubatao, principiando ela onde acabam as de Benedicto, digo Bento Pereira
de Azevedo, na situagao de urn marco que se acha correndo a rumo de Norte a Sul e
com os fundos pelo rio Itapecetanduva acima ate o sertao.
Felicio Antonio Martins. Veja Jose Antonio Moreira.
Felippe Luz. Campos de Curityba. Uma legua de testada correndo o rumo de
Leste ao Este, princiando onde acabam as do sargento-mor Manoel Gongalves e tres
leguas de sertao correndo o rumo de Norte a Sul nos ditos campos e mato do sertao
do termo da Villa de Curityba.
Francisco Chagas Lima, padre, da povoagao de Guarapuava. Tres leguas de
testada e uma de fundo ou vice versa que deverao principiar no ribeirao Maracujas que
segue no rio Lageado grande onde acaba a sesmaria dos Indios ate o cume dos
morros encadeados denominados Sao Joao, pelos rumos que se acharem
convenientes a sesmaria dos Indios, inteirando-se as tres leguas para o lado ou como
for mais conveniente.
Francisco Jeronymo Carvalho. Curityba. Uma legua de terras em quadra
principiando onde faz barra o rio de Mombetuba em o rio Tibagy, correndo pelo dito rio
de Monbetuba acima fazendo quadra para o sertao.
Francisco Luiz de Oliveira, morador em Curityba. Duas leguas de terras e campos
chamados de Palmeira dentro da Villa de Curityba, que se dividem da parte do
Nascente pelo ribeirao de Capivary que corre a rumo de Norte, misto ao campo
chamado o Pulegas e que de suas cabeceiras ate a barra do dito ribeirao, que fica
pouco abaixo da estrada geral que segue para o Carrapato e desta cortando a rumo de
Oeste a procurar o capao do Lago Velho, e barra do ribeirao que nasce do campo
chamado a Palmeira, desagua no rio Caneu e que da barra do dito ribeirao correndo
pelo Caneu acima ate o corrego que nasce do sitio de Manoel Martins de Valenga,
subindo pelo mesmo acima ate a estrada que de Santa Quiteria vai para a Capella de
N. S. da Conceigao, ate entestar pela parte do Sul no ribeirao chamado Capivary.
Francisco Luiz de Oliveira. Veja Manoel Gongalves Guimaraes.
Francisco Xavier de Salles, caminho de Curityba no rio Jaguariahyva. Uma
fazenda com uma legua de largo que comega desde o termo da fazenda do Reverendo
licenciado Lourengo Leite Penteado e seu irmao o sargento-mor Joao Leite Penteado
correndo o mesmo rumo da testada com eles para a parte do mato grosso ate onde
ajusta a dita legua de largo e 3 de comprido que correrao emparelhadas com o rumo
das datas dos mesmos padre Lourengo Leite Penteado e Joao Leite Penteado entre o
Itaembe e o ribeirao que mana dos Pinheirinhos que ficam defronte do valo velho ate o
ribeirao a que chamam de Francisco Ribeiro, que Ihe serve de divisa dos campos
chamados Monte Negro.
Francisco Xavier de Salles. Uma legua de largo no caminho de Curityba do outro
lado do ribeirao chamado Jaguariahyva, que comega no termo da fazenda do
reverendo licenciado Lourengo Leite Penteado correndo o mesmo rumo da testada
com eles para a parte do mato grosso ate onde ajusta a dita legua de largo e tres de
comprido que correrao emparelhados com o rumo das datas dos mesmos padre
Lourengo Leite Penteado e Joao Leite Penteado entre o Itaembe e o ribeirao que mana
dos Pinheirinhos que fica defronte do valo ate o ribeirao da Cinza (a que chamam de
Francisco Ribeiro) que Ihe serve de divisa dos campos chamados Monte Negro.
Francisco de Paula Teixeira Coelho 7 , capitao-mor, e Jose de Miranda e Silva,
guarda-mor da Villa do Principe. Uma sorte de terras comprada a Francisco Luiz de
7 Descendentes em Julio de Castilhos/RS.
Siqueira, compreendendo 3/4 de legua mais ou menos entre os cultivados de Bento
Luiz de Siqueira e herdeiros do falecido Jose dos Santos Pacheco correndo a testada
nos limites das terras de D. Gertrudes Maria dos Santos com legua e meia de sertao.
Francisco Pedroso Xavier. Caminho de Curityba, na paragem chamada
Paranapitanga, em um campo com uma legua em quadra a saber de Norte a Sul rumo
direito correndo pela mesma estrada de Curityba comegando no rio Paranapitanga ate
o ribeirao do Cascalho.
Francisco Rodrigues Penteado. Uma legua de terras de largo e tres de fundo no
caminho para Curityba, que comegam a corner do termo da fazenda do padre Lourengo
Leite Penteado ate o ribeirao da Peretiva e o sertao correra rio acima entre os dois
ribeiroes do Taquary e Peretiva emparelhando com o rumo da data do dito Padre
Lourengo Leite Penteado.
Francisco Silva Xavier, morador em Curityba, comarca de Paranagua. Legua e
meia de comprido e uma de largo dos campos a que chamam Guarauna e Embituba.
Francisco Teixeira de Azevedo, capitao, moradror na Villa de Castro. Uma legua
de terras de testada e duas de sertao no termo da mesma villa, principiando a testada
nos cultivados de Lino Sutil e Manoel Gomes Franga e o sertao para a parte do mar.
Guaratuba, distrito da Villa de Paranagua. Meia legua. de terras de testada e
outro tanto de sertao, que servira de patrimonio a igreja matriz.
Ignacio da Costa e Leandro da Costa. Umas terras na ribeira do Parana e
vocagao de Santa Maria que partem de um lado com Joao Rodrigues Souto e de outro
com Manoel Roque.
Ignacio Jose Cardoso, da Villa de Guaratuba. Uma legua de frente e uma de
fundo no distrito da Villa de Guaratuba no rio Sahy Guassu a saber: 1/2 legua da parte
direita e subindo rio acima com fundos de uma legua para o rio de Baguassu Grande
servindo de divisa os fundos do mesmo rio por ser este navegavel e outra meia legua
da parte esquerda subindo rio acima com fundos de uma legua para o rio Sahy
Pequeno servindo de divisa aos fundos dito rio por ser tambem navegavel e no caso
de se nao preencher a legua de fundos tanto de uma como de outra parte, requeria se
inteirasse a legua de fundo na frente, seguindo os rumos que forem proprios naquele
lugar.
Ignacio Morato. Sertao de Curityba. Uns campos na paragem chamada Tibagy
que de uma parte divide com os pastos e campos de Anastacio de Freitas Trancoso e
da outra com Carlos Barbosa, contendo uma legua de fundo e legua e meia de
comprido.
Ignacio Taques. Uma legua de terras de testada com tres de sertao no distrito da
Villa de Curityba, principiando a sua demarcagao no Ribeirao Hyapo 8 correndo para o
mato grosso, partindo com terras do padre Lucas Rodrigues Franga.
Ignacio Tavares de Miranda, morador no termo da Villa de Paranagua. Uma sorte
de terras comprada ao padre Vicente Ferreira dos Santos Cordeiro, no rio da
Faisqueira, termo da Villa de Antonina, na paragem intitulada Cavoca, cuja frente
segue Norte Sul, mais ou menos, correndo rio acima onde logo seguem terras
realengas e pela parte de baixo partem com terras de Jose da Silva, servindo de divisa
urn corrego que desagua no mesmo rio Faisqueira.
Jeronymo Veiga Cunha. Legua e meia de terras em quadra, comegando a
testada no rio Tibagy onde acabam as terras do padre Pedro Esteves, digo padre
Estevam de Oliveira, fazendo a testada o rio e o sertao rumo de Sudoeste.
Joao Almeida Lara. Curityba. Terras na paragem Embituba que da parte de cima
partiam com os campos de Francisco Jeronymo, a parte de baixo do rio Tibagy com
campos de Manoel Gomes Sueiro, contendo legua e meia de comprimento e uma
legua de largo.
Joao Chrisostomo Salgado. Duas leguas de campos entre o rio Grauna e
Embituba, distrito de Curityba, principiando sua medigao no ribeirao chamado do
Amaro, correndo para o rumo do Sul ate o mato grosso servindo-lhe de divisa para a
parte do Norte o mesmo ribeirao com os campos do capitao Francisco Cardoso de
Menezes e de Leste ao Este os sobreditos rios entre que se acham.
Joao Correa de Araujo. Campos de Curityba. Uma legua de Leste ao Este e outra
de Norte a Sul, principiando a demarcagao legua e meia abaixo do sitio chamado
Cajeru.
Joao da Costa Madureira. Urn sitio no sertao do Parana chamado o Boqueirao,
que parte do Sul com o rio Parana, do Nascente com Luiz de Cerqueira Brandao, do
Poente ou parte de baixo com a serra dos Bois e do Norte com Belchior Barbosa Lobo
ou quern diretamente tocar.
Joao Costa Moreira, da Villa de Laguna. Uma fazenda comprada ao Capitao
Bento do Amaral Gurgel Annes e ao Tenente Bento Soares da Motta, na paragem
chamada Tijucas distrito da Villa das Lages como consta da escritura. Partem os
campos da dita fazenda da parte do Norte com os campos do Furriel Pedro da Silva
Castro.
Ribeiro, fazendo divisa por uma restinga de mato que nasce da serra do mar e finda na
barra do ribeirao da Portr 3 , e que pela parte de Leste pela serra do mar e pela do Sul
com os campos Porto da Jararaca dele mesmo comprador: faz divisa por urn ribeirao
que nasce do pe da serra do mar e faz barra no rio das Contas acima do Pago que vai
para o dito Porto da Jararaca.
Joao Francisco Espinheira. Duas leguas de terras em quadra nos campos da
Secunhaporanga, distrito da Villa de Curityba que partem do Rio de Santo Anselmo ate
o rio Opo correndo para o Norte.
Joao Francisco Laynes, morador em Paranagua, tres leguas de terras de
comprido e uma de largo sitas no distrito da Villa de Paranagua caminho do Cubatao
para o termo da Villa de Curityba as quais correndo o rio Grande do dito Cubatao a
partir com terras do Tenente Francisco da Silva Freire, com as demarcagoes de urn
lado com o rio chamado Santa Fe e de outro com o chamado Guarumby que tera de
distancia de urn e outro rio 1/2 legua pouco mais ou menos.
Joao Leite Penteado. Curityba. Uma legua de terras de testada e tres de
comprido comegando o rumo do valo que divide sua fazenda com a do mestre de
campo Manoel Dias da Silva, principiando do Itaembe que ficava sobre o ribeirao
Jaguariahyva, e o sertao principiara do valo que divide o campo ate o ribeirao que
divide a fazenda chamada Monte Negro e o rumo sera o Itaembe que divide os
campos do capao das Cinzas e este de que se faz mengao, que correra o dito sertao a
completar as tres leguas.
Joao Martins Leme. Curityba. Uma legua de terras que comegara onde acabam
as terras do Conselho, fazendo a testada pelo rio Bariquihy acima ate os campos
Butiatuba e da outra parte ate entestar com terras de Diogo da Costa e da outra a
entestar com terras do Capitao Jose Nicolau Aarao Ribeiro.
Joao Mello Rego. Legua e meia de terras de testada no sertao de Curityba,
comegando a sua demarcagao do ribeirao da Cinza que parte com os campos de
Manoel Gongalves de Aguiar e legua e meia de sertao para a parte do capao da
Cillada.
Joao Ribeiro Caldas, morador na ribeira do Parana. Urn sitio na paragem
Ribeirao do Bezerra, fazendo piao na barra das Palmeiras que pela parte de cima faz
extrema no boqueirao da serra com Jose Carvalho e pela parte de baixo com
Domingos Bezerra Mesquita no riacho fundo que sabe do Murinho da mao direita e faz
barra no mesmo ribeirao do Bezerra e de largura da serra ao ribeirao sobredito.
Joao Silva Dantas. Tres leguas de terras de circunferencia nas cabeceiras do
Parana e pela outra a serra da Figueira que principia pela parte de baixo com as
extremas da Fazenda de Manoel Roque e da parte de cima com Joao Rodrigues Souto
fazendo piao no meio da dita fazenda.
Joao Silva Machado, de Villa Nova do Principe. Meia legua de terra de frente e
uma de fundo nos matos denominados os Cardosos, sendo a frente de Norte a Sul e o
fundo de Leste a Oeste, confrontando pelo Sul com a posse que foi de Joao Dias de
Freitas, por urn pau de Cedro que ficou no comego dos rogados dele suplicante de
onde correrao os rumos de Norte a Sul por uma pequena vertente que corre junto ao
mesmo Cedro, por onde se divide com a posse de Jose Antonio Cardoso ate a
forquilha da dita vertente da qual se seguira rumo direito de Sul a Norte ate o completo
da 1/2 legua de frente e pelo Norte e pelo Sertao com matos devolutos.
Joao Silva Braga. Veja Jose Antonio Moreira.
Joao Souza. Meia legua de terras em quadra principiando no mato que abeira o
ribeirao chamado da Cachoeirinha indo da beira dos campos do pogo para a
passagem do Paranapanema do caminho para a parte da mao esquerda ate onde
chegue a meia legua de terras que se concedeu a Manoel de Araujo Beltrao que
principia na dita passagem e como a dita distancia de terras nao chegava a meia legua
queria o suplicante fabricar urn capao de mato que se achava devoluto vizinho ao dito
lugar junto de urn ribeirao chamado de Pedras de Amolar que desagua no rio
Paranapanema, abaixo da passagem.
Joao de Souza. Veja Manoel Gongalves de Aguiar.
Joao Veiga Siqueira. Uma legua em quadra na praia que vai para Guaratuba,
comegando sua demarcagao onde acabam as terras de Amaro de Miranda, correndo
para a parte dos morros de Guaratuba.
Joaquim Carneiro Lobo, morador na Villa de Castro. Uns campos na Villa de
Castro que partem do lado do Nascente com terras do Capitao-mor Rodrigo Felix
Martins e faz divisa urn corrego que desagua no rio Imbitumirim e continuam pelas
margens do mesmo rio acima sertao adentro ao rumo do Poente contendo tres leguas
na dita paragem com todas as terras, matos e restingas que se compreenderem no
dito limite, servindo de confrontagao o dito corrego e rio para se fazer a medigao.
Jose Andrade, morador em Curityba. Duas leguas de terras na paragem
chamada Papagaios Novos entre o rio Caneu e o rio Guarauna com todas as
confrontagoes necessarias fora das sesmarias de Manoel Gongalves Cruz e seus
sucessores.
Jose Antonio Martins. Veja Jose Antonio Moreira.
Jose Antonio Moreira, Joao da Silva Braga, Pedro Fagundes, Felicio Antonio
Martins, Antonio Martins e Jose Antonio Martins, da Villa de Curityba. Uma sorte de
terras na paragem Area Branca do Tucum, sendo tres leguas em quadra para cada um
entestado com terras dos irmaos Ferreira Simoes que se acham na margem do
Paranapanema e Parana, possuidas por compra.
Jose Caetano de Souza 9 , morador na Villa de Curityba, digo na Villa de N. S. dos
Prazeres das Lages. Uns campos comprados de Antonio de Souza Pereira, que foram
povoados primeiramente por Antonio Gongalves Padilha, os quais por uma parte
dividem com os do alferes Manoel de Souza Passos e os divide o ribeirao Grande e
pela outra com o alferes Jose Raposo Pires e os divide uma lomba que esta adiante de
um capao chamado a restinga seca, e pela dita lomba correndo rumo direito aos
fundos e nestes faz divisa com os de Matheus Jose de Souza e pela parte com os do
capitao-mor Regente da dita Villa e os divide o ribeirao chamado da Forqueta.
Jose Luiz Cordeiro. Meia legua de terras na llha da Tibicanga, as quais partem
com as dos religiosos da Companhia de Jesus, da Villa de Paranagua e principiam da
primeira ponta que fica defronte da llha dos Pinheiros correndo a costa ao rumo de Sul
quadra de Sueste.
Jose Felicio da Silva Passos, da freguesia de Hyapo dos Campos, termo da Villa
de Curityba. Uns campos na paragem chamada o Campo dos Bugres, desde a barra
chamada da Faisqueira, seguindo pelo rio do Alegre acima ate a barra do ribeirao
denominado Brumado, correndo o sertao ate entestar com a sesmaria do capitao
Manoel Antonio de Azevedo.
Jose Francisco Xavier, morador em Curityba. Uma legua de terras na paragem
chamada as Furnas do Itaembe que serve de testada aos campos de Manoel
Gongalves da Costa no Boqueirao do campo que desce para a parte do Hyapo e legua
e meia de sertao que corre para o rio Hyapo.
Jose Goes e Moraes. Legua e meia de terra em quadra nos campos de Sao
Joao, distrito de Curityba, com a denominagao de Sao Francisco. Partem de uma e
outra parte com as suas fazendas de S. Romualdo e Sao Joao, ficando os ditos
campos de permeio entre os quatro rios Hyapo, Tibagy, Cutia e Sao Joao.
Jose Goes e Moraes. Meia legua de terras em quadra nos campos de Sao Joao
9 Em Lages.
hoje chamados de Sao Romualdo, partindo de um lado com os pastos e campos do
capitao Bartholomeu Paes de Abreu e do outro com os de S. Joao e para o sertao com
o rio Tibagy e Hyapo.
Jose Goes e Moraes, capitao-mor. Legua e meia de terras em quadra desde o rio
Hyapo ate Itajoacoca comegando no capao da Tapera. Desta paragem e capao que
chamam Tapera, legua e meia para a parte que chamam Fortalezas que e a parte de
Sudoeste e o que faltar para a meia legua em quadra, digo o que faltar para a legua e
meia se inteirara para a parte do rio Pitanguy e do mesmo capao da Tapera para a
parte do Rio Tibagy que fica entre Oeste e Noroeste a outra legua e meia.
Jose Goes e Moraes. Veja Antonio Pinto Guedes.
Jose Miranda e Silva. Veja Francisco de Paula Teixeira Coelho.
Jose Palhano de Azevedo. Uma legua de terras em quadra sitas no termo da
Villa de Curityba na paragem clamada Itagua correndo pelo Barigui acima, onde faz
barra o dito rio Itagua fazendo a testada ao rumo do Norte ao campo de Botiatuba ou
conforme o rio andar, com o sertao ao rumo de Oeste.
Jose Raposo Pires 10 , morador na Villa das Lages. Uns campos devolutos na
paragem chamada o Ribeirao das Pelotinhas com tres leguas de fundo e uma de
testada correndo o rio Pelotinhas a um campo chamado Restinga Seca, que fica ao pe
da lomba comprida fazendo fundos do rio Pelotinhas abaixo, sendo sua testada
defronte dos tres Pinheiros fazendo divisas de uma banda com Matheus Jose de
Souza e pelas outras partes com Manoel de Souza Passos e o mesmo rio.
Jose Rocha. Veja Margarida Domingues.
Jose Rodrigues Franga (padre). Uma legua de terras de comprido e outra de
largo sitas nos campos gerais da Villa de Curityba, as quais sao maninhas e abeiram o
rio Hyapo logo abaixo da passagem do dito rio indo para Pirahy e acompanhando os
ditos campos a estrada que vai para Sao Paulo, por tras das restingas chamadas
Restingas Grossas ate entestar com terras do capitao Manoel da Rocha Carvalhaes
com quern partem pela estrada velha.
Jose Rodrigues Franga (padre). Campos Gerais de Curityba. Uns campos
chamados de Sao Joao, principiando onde faz barra o rio Hyapo correndo pelo rio
Tibagy acima legua e meia de testada e tres de fundo.
Lages (Moradores dos campos das). Duas leguas e meia de terras de testada e
outro tanto de sertao no campo das Lages aos moradores do mesmo campo para
10 Em Lages.
patrimonio da Igreja Matriz.
Leandro Costa. Veja Ignacio Costa.
Lourengo Castanho Araujo. Legua e meia de terras em quadra no distrito de
Curityba na paragem chamada as Butiatyba com sua resaca e baldios principiando a
sua demarcagao onde acabam as terras da sesmaria que Ihe concedeu o Conde de
Sarzedas.
Lourengo Castanho Araujo. Uma legua de terras de testada e tres de comprido,
na paragem chamada Maracanandiva termo da Villa de Curityba nos campos que
foram ja citados, digo ja situados do capitao Joao Gongalves Figueira, comegando a
legua de testada do rio Hyapo e as tres de sertao para a parte do mato grosso.
Lourengo Castanho Taques. Sertao de Curityba, na paragem Capao Alto. Tres
leguas de sertao e uma de testada, partindo do lado do Sul com a fazenda de Luiz
Rodrigues Villares e do lado do Norte com o mesmo sertao sem mais confrontes.
Lourengo Rocha Pita, capitao-mor. Urn sitio chamado dos Bois, sertao do Parana,
freguesia de Sao Felix que parte do Nascente com o rio Parana e do Sul com terras
que hoje possui o capitao-mor Luiz de Siqueira Brandao, fazendo divisao pelo ribeirao
das pedras e da parte do Poente e Norte com o sertao e serra dos Bois ate o estreito
da parte de baixo, nao excedendo de tres leguas de comprido e uma de largo.
Luiz Cerqueira Brandao. Capitao-mor. Urn sitio na ribeira do Parana chamado
Sao Domingos, que pela parte de cima faz extrema com Antonio Diniz de Oliveira no
ribeirao chamado rio manso e faz barra no rio chamado S. Domingos e pelo dito
ribeirao acima faz extrema em urn riacho chamado rio da prata que extrema com o dito
Antonio Diniz de Oliveira e com a fazenda chamada Santo Antonio dos Murinhos e
pelo Parana abaixo faz extrema em urn riacho chamado Gameleira e este parte com o
sitio chamado Santa Rita.
Luiz Cerqueira Brandao. Capitao-mor. Urn sitio na ribeira do Parana, chamado
Santa Rita, o qual faz extrema pelo dito rio Parana acima no riacho da Gameleira com
a fazenda chamada Sao Domingos, e pelo Parana abaixo faz extrema com a fazenda
do Boqueirao do capitao-mor Lourengo da Rocha Pita no riacho chamado Ingazeiro, e
de largura o que compreender a beira do rio Parana a Serra.
Luiz Cerqueira Brandao. Capitao-mor. Urn sitio na ribeira do Parana chamado S.
Estevam, que faz extrema no riacho do Brejo com a fazenda de Jose Nunes chamada
Santa Cruz e pelo Parana abaixo faz extrema abaixo da queima, em urn riacho seco
chamado as Lages que extrema com a fazenda do mestre de campo Manoel
Rodrigues e chamada S. Bernardo e compreende da beira do rio Parana a Serra.
Luiz Mendes de Almeida. Uma legua de terras em quadra na paragem entre o rio
Paranapanema e o capao do Palmital, fazendo piao junto ao ribeiro no pouso dos
passageiros a que chamam da Sepultura ficando-lhe o caminho geral em meio.Luiz
Pedroso de Barros. Curityba. Uma sorte de terras com tres leguas de comprido no Rio
Verde ate o Itarare e uma de largo, comegando a sua demarcagao adiante do rio
Peritiva no rio Verde ate o rio Itarare.
Luiz Pedroso de Barros. Curityba. Uma sorte de terras entre o rio Peritiva e
Itarare, com tres leguas de comprido e uma de largo, comegando a sua demarcagao
no rio Peritiva ate a barra do rio Verde.
Luiz Pedroso de Barros. Veja Maximo de Goes e Siqueira.
Luiz Rodrigues Villares e Antonio Lopes Tomar. Curityba. Na parte do Sul onde
faz barra o Tibagy com o Hyapo a sair com sua testada no rio Alegre, confrontando
pela parte do Norte com os campos de Sao Joao e fazenda de Lourengo Castanho
Taques, morador na mesma cidade e do sertao pela parte do Sul com o rio do Bora.
Luiz Rodrigues Villares e Antonio Lopes Thomar. Sertao de Curityba, na paragem
denominada Campos de N. S. da Conceigao. Legua e meia de terras em quadra,
principiando a sua demarcagao da parte do Sul onde faz barra o rio Tibagy com...
(palavra comida por traga)... a sair com a testada no rio do Alegre, confrontando da
parte do Norte com os campos de Sao Joao e fazenda de Lourengo Castanho Taques,
morador desta mesma cidade e do sertao pela parte do Sul com o rio do Bora na qual
passagem em que puseram pelo dia em que descobriram os campos de N. S. da
Conceigao, nas quais tinham os suplicantes desde o principio do ano de 1722 povoado
de escravos, com principio de 500 cabegas de gado vacum e 50 de cavalar de que
pagaram dizimos.
Manoel Almeida. Umas terras na paragem chamada o Buraco nas cabeceiras do
Parana que corre pelas forquilhas ate a serra do Bezerra e faz extrema no ribeirao dos
crixaes e pela outra parte com a fazenda chamada S. Bartholomeu.
Manoel Almeida. Umas terras no distrito de S. Bartholomeu, correndo pelo rio
Parana acima ate a serra do campinho que vai para a Bandeirinha e da outra parte
com a fazenda do Buraco e pela parte de baixo com a fazenda dos Crixaes fazendo
piao no meio da fazenda onde ja tern seus currais.
Manoel Almeida. Boa Vista. Meia legua de terras em quadra fazendo piao no
corrego da aguada do sitio, correndo pela estrada de uma e outra parte dos matos que
se acham entre as Minas de Paranapanema e os campos do Pogo.
Manoel Antonio de Araujo, comprou de Jose Gomes Valente umas terras na Villa
das Lages que foram do Capitao Joao Antunes Pinto, como tambem a Antonio de
Souza Pereira uma tapera que foi do capitao Antonio Jose Pereira mista a dita fazenda
que terao tres leguas em quadra, dividindo-se pela parte do Sul com os campos de
Antonio de Souza Pereira cuja divisa e urn brago do rio das Pelotinhas que corre
distante das casas do dito Antonio de Souza coisa de 1/4 de legua, pelo Norte com o
rio das Caveiras, pela de Oeste com os campos do Alferes Manoel de Souza Passos
que divide o Lageado Grande e pela de Leste com os campos de Sebastiao Pinto da
Cruz, que divide o ribeirao que vai fazer barra nas Caveiras.
Manoel Antonio de Araujo, morador em Curityba. Uns campos existentes nos
fundos de sua fazenda, na freguesia de Hyapo 11 , denominada Sant'Anna de Itacolomy,
com uma legua em quadra, cercado de mato o qual campo se divide da fazenda dele
suplicante por urn ribeirao chamado da Fortaleza, o qual se acha devoluto, que
somente serve ao gentio para seu passeio, precisando tambem dos matos que
rodeiam os ditos campos.
Manoel Barbosa Tinoco, morador na Villa das Lages. Uns campos na paragem
das Cabeceiras do rio das Caveiras que partem de urn lado com o mesmo rio e do
outro com os campos de Sebastiao Pinto, de outro com a serra e de outro com os
campos de Simao Barbosa.
Manoel Barros 12 , morador na Villa das Lages. Tres leguas de campos na costa da
serra do mato daquele continente, nas cabeceiras do rio Pelotas e rio Lavatudo,
fazendo divisa por urn lado pelo dito Rio Pelotas, por urn brago que do mesmo nasce
da dita serra e pelo outro com o dito Rio Lavatudo, fazendo piao em urn morro que fica
fronteiro a situagao que nos ditos tern, correndo a distancia de legua e meia para a
serra e outra meia dita para a Tapera que foi do padre Jose Carlos, tendo os fundos
tres leguas fazendo divisa com a fazenda do Bom Sucesso.
Manoel Fernandes Jardim. Veja Margarida Domingues.
Manoel Francisco Correa, da Villa de Paranagua. Urn sitio no distrito da dita Villa,
no rio da Serra Negra, paragem denominada Tres Barras, com meia legua de terras na
dita paragem fazendo piao nas capoeiras onde morou Manoel Jose dos Anjos,
correndo o rio acima 750 bragas e outras tantas rio abaixo.
11 Castro.
12 Morador em Lages. Lagoa dos Barros.
Manoel Francisco Correa, Tenente, da Villa de Paranagua. Uma legua de terras
em quadra no morro Tiberibe, fazendo piao nos ditos, digo nos seus cultivados ou
mencionado morro, ou em outro qualquer lugar que se ache mais acomodados para as
balizas, ficando para logradouro os pantanais e lagoas que formam o rio.
Manoel Francisco Gongalves. Ribeirao das Bateas, caminho das minas de
Paranapanema. Meia legua de terras em quadra correndo pela estrada com 1/4 de
legua ribeirao acima e outro ribeirao abaixo, ficando-lhe este servindo de demarcagao
entre as ditas terras e as de Juliao Ribeiro, digo Juliao Pereira Chaves.
Manoel Gomes Franga, morador na Villa de Castro. Uma legua de terras em
quadra no termo da Villa de Castro, comprada a Antonio Luiz Duarte que confina de
urn lado com o rio Pitanguy, de outro com os herdeiros da mulher de Lino Sutil, de
outro com Manoel Bueno, tendo na frente urn largo sertao de matos devolutos para a
parte do mar.
Manoel Gongalves de Aguiar. Uns campos chamados Tucunduva, na estrada que
vai para Curityba, entre os rios Jaguaricatu e Jaguariahyva a mao direita, com tres
leguas de comprido de urn rio a outro e uma legua de largo.
Manoel Goncalves de Aguiar. Curityba. Terras na paragem chamada o Alegre
nas furnas perto do Tibagy que de uma parte partem com o campo de Joao Pereira
Braga e da outra com Antonio Lopes, contendo tres leguas de comprido e uma de
largo.
Manoel Goncalves de Aguiar. Curityba. Tres leguas de terras de comprido e uma
de largo na paragem as furnas, compradas a Manoel Pilam de Carvalho, principiando
em urn ribeirao junto ao curral do Capitao Jose Martins, cultivando, digo continuando
pela estrada adiante que vai para a cidade de Sao Paulo ate onde acabar as ditas
leguas.
Manoel Gongalves de Aguiar e Joao de Souza. Uns campos chamados do Pogo
entre os rios Paranapanema e Paranapitanga e ribeirao das Almas, no caminho para
Curityba a mao esquerda, cujos campos abeiram com os que ficam na estrada. Tres
leguas de comprido e uma de largo, principiando no rio Paranapanema correndo para
o Sul e uma legua fazendo-lhe testada de uma parte o rio Paranapitanga e da outra o
ribeirao das Almas.
Manoel Gongalves de Aguiar. Uma legua de terras de comprido e tres de largo
nos campos gerais de Curityba, paragem os Carlos, principiando estas do ribeirao do
Rodeo e acabar no rio das Modes do Tamandua, o qual rio das Modes servira de
demarcagao para as terras que foram do capitao Antonio Luiz Tigre e de comprido as
tres leguas principiando na borda do rio Grande que servira de demarcagao vindo
correndo por seu rumo a buscar a Taimbe da paragem chamada Camaradinhas.
Manoel Gongalves Costa. Duas leguas de terras em quadra nos campos gerais
de Curityba, na paragem chamada entre as Furnas Grandes e pequenas sobre o rio
Hyapo em que e chamado a Ponte da Pedra e pela lingua de terra Itacolomy onde esta
situada a segunda fazenda do suplicante.
Manoel Gongalves Guimaraes, da Villa de Curityba. Uns campos chamados do
Portao onde o suplicante se acha com seus animais, com duas leguas de campos e
matos, depois de inteirada a sesmaria concedida a Manoel Gongalves Cruz, fazendo
piao onde mais conveniente Ihe for e se Ihe inteirara as ditas leguas de campos e
matos que se divide pela parte do Sul pelo rio do Registro que corre a rumo do Este e
pela parte do Norte se dividirao na paragem chamada Caiocanga pelo espigao que
corta ao rumo de Este e cabeceiras do rio Areas ate ser inteirado das mesmas duas
leguas.
Manuel Gongalves Guimaraes. Dizimeiro da Villa de Curityba. Tres leguas de
terras e campos do distrito da Villa de Castro, no caminho que vai para Guarapuava,
principiando sua medigao do ribeirao das Almas seguindo pela picada ou caminho feito
pelo suplicante ate entestar no sertao ou mato grosso com toda a largura que tern
desde as cabeceiras do rio Imbituba ate onde faz barra no dito campo que podera ter
os referidos campos tres leguas em quadra.
Manoel Gongalves Guimaraes e Francisco Luiz de Oliveira. Uns campos e terras
compradas ao capitao Francisco Cardoso de Menezes e sua mulher Anna Maria das
Neves, no continente de Curityba, na paragem Gorauna e que se acham dentro dos
tres rios Gorauna, Imbituba e Tibagy e que pela outra parte confinam com a sesmaria
de Joao Chrisostomo Salgado, dos campos da Lagoa, em cuja circunferencia terao de
comprido duas leguas e meia e uma de largura.
Manoel Gongalves Nascimento, da Villa de Paranagua. Umas terras na paragem
Cubatao onde estao sitiados uns moradores sem titulos cujas terras principiarao no fim
do pasto de Jose Machado, rio acima a rumo do Norte, das quais quer o suplicante por
sesmaria meia legua para estabelecer seu engenho e os ditos moradores que ali se
acham sem titulo podem continuar a sua situagao, acabada a meia legua que ainda
sobram terras.
Manoel Jose Alves, morador na Villa de Antonina. Legua e meia de campos e
terras entre os rios Taquary e Capivary, no distrito da Villa de Curityba, fazendo
testada de rio a rio e os fundos pelo rio abaixo seguindo o rumo que a agulha der
confrontando o mesmo rio.
Manoel Jose Pereira. Uma legua e quarto de terras na paragem chamada
Curitybaahyva, freguesia do Pilar, distrito da Villa de Paranagua, principiando esta
concessao onde acabam suas posses e cultivados dos moradores daquela freguesia
que estao morando de uma e outra parte do dito rio e findando ao pe da serra do
caminho antigo que houve para a Villa de Curityba. As quais terras terao uma legua e
quarto pouco mais ou menos.
Manoel Jose Novaes Guimaraes, alferes, da Villa de Castro. Duas leguas de
testada e duas de fundo nas sobrequadras da sua mesma sesmaria, termo da Villa de
Castro, denominada Fazenda de Sao Bento, que foi do coronel Joaquim Jose Pinto de
Moraes Leme, com sesmaria confirmada de legua e meia em quadra.
Manoel de Lima Bicudo, morador na Villa de Curityba, em a paragem Boqueirao,
servindo o rio Tibagy de testada, principiando rio abaixo da barra do ribeirao das
Congonhas pelo rio acima ao Tibagy e a testada ate o rio de Guabetumirim que podera
ter legua e meia pouco mais ou menos e para o sertao legua e meia correndo o rumo
de Sueste.
Manoel de Lima Pereira, morador em Curityba. Meia legua de terras de testada,
comegando em urn ribeirao a que chamam Barreiros, correndo rio acima o Perauna e
uma legua de sertao rumo de Noroeste.
Manoel Mendes Pereira. Campos Gerais de Curityba. Legua e meia de terra em
quadra, principiando sua demarcagao abaixo do sitio chamado Cajeru nas testadas da
casa onde o suplicante tern uns currais de gado cavalar, correndo de Leste a Oeste
com travessao de Norte a Sul.
Manoel Mendes Pereira. Campos de Curityba. Legua e meia de terra em quadra,
principiando sua demarcagao no sitio chamado Cajeru, tres leguas nas testadas da
data que o suplicante tern currais de gado vacum correndo a legua e meia de terra de
Leste ao Este com o travessao de Norte a Sul.
Manoel Mendes Pereira. Campos de Curityba. Legua e meia de terra principiando
a sua demarcagao abaixo do sitio Cajeru nas testadas de Joao Correa de Araujo,
correndo de Leste ao Este com o travessao de Norte a Sul.
Manoel Miranda Coutinho, da Villa de Guaratingueta, digo da Villa de Guaratuba.
Uma legua de terras de testada com tres de fundo no lugar denominado Rio de S.
Joao, principiando no rio Clara, seguindo para cima a rumo Sul.
Manoel Ribeiro Lopes, morador em Curityba, freguesia de Sant'Anna das Lages.
Duas leguas de terras da outra parte do restingao de mato do Capivary para a parte do
Este e Ihe ficava a fazenda do alferes Antonio Gongalves dos Reis 13 para o Norte e a
de Victorino Furtado para o Sul.
Manoel Rocha Carvalhaes, morador em Curityba. Uma legua de terras de testada
e uma de largo nos Campos Gerais de Curityba na paragem chamada Macaranduva
que entesta nas cabeceiras com os campos cultivados por Joao Gongalves Figueira,
na paragem chamada Tucunduva e a restinga que reparte os campos do dito Joao
Gongalves Figueira correndo as ditas terras para o Lessudoeste.
Manoel Rocha e Souza, do termo da Villa de Castro. Duas leguas de terra de
comprido e legua e quarto na paragem denominada o Amparo confrontando da parte
de Leste com Bento da Rocha Carvalhaes, da parte de Este com o rio Capivary do
Mato, parte do Norte com o mesmo rio e da parte do Sul com o sertao do Guarapuava
fazendo piao onde melhor convier.
Manoel Rodrigues Motta. Legua e meia de terras de testada e uma de largo nos
campos de Cajeru, digo nos campos de Curityba, na paragem chamada
Maracananduva entre o ribeirao Tucununduva e outro chamado Cunhaporanga,
principiando de urn capao grande que esta nas cabeceiras do dito campo para o rumo
de Oeste.
Manoel Teixeira Oliveira Cardoso 14 , da Villa de Lages. Uns campos devolutos que
tern seu principio no fim dos matos do potreiro Grande e Potreiro de N. S. servindo-lhe
de divisa por urn lado o corrego que divide os campos de Manoel Correa da Camara e
do outro o ribeirao que sai do mato grosso e divide os campos do serrito, que ambos
desaguam no rio Caveiras, onde faz fundos os ditos campos.
Marcos Machado Lima. Cubatao. Caminho das minas de Paranapanema. Meia
legua em quadra fazendo piao onde tern o sitio defronte de uma cachoeira que fica na
aguada de urn ribeirao que vai desaguar no ribeirao das Almas o qual sitio fica entre o
morro chamado Itaembe.
Margarida Domingues, Jose da Rocha, Bento da Rocha, Miguel da Rocha,
Manoel Fernandes Jardim e Antonio Ferreira de Quadras, moradores na Villa de
Castro. Uma sorte de terras na paragem denominada o ribeirao frio, principiando na
13 Morador em Lages.
14 Em Lages.
barra que faz no rio Tibagy o ribeirao fundo, correndo por este acima ate entestar nos
matos gerais e pelo Tibagy abaixo ate a barra que nele faz o Rio Capivarv e por este
acima ate os ditos matos gerais, cujos matos e terras terao de comprido duas leguas e
uma de largo, pouco mais ou menos.
Maria Faustina Miquelina, viuva do Coronel Joaquim Manoel da Silva Castro 1516 .
As sobras dos campos das fazendas que tern no termo da Villa de Castro, nao
excedendo de duas leguas em quadra, no lugar chamado Cambiju e Taiacoca entre o
rio Tibagy e o ribeirao do Rio Verde e divide-se nos fundos com a fazenda dos
15 Dona Maria Fausta Miquelina de Araujo Azambuja resolveu vender as fazendas e passou procurapao ao reverendo
Joaquim Manuel de Oliveira e Castro. Nao sabemos porque, as escrituras de venda foram lavradas na Vila Nova do
Principe.
No dia 29 de marpo de 1817 foi vendida para o capitao Salvador de Oliveira Aires a fazenda de Itaiacoca, com os
campos e matos a ela pertencentes, e constavam da carta de confirmapao regia passada em 11 de junho de 1746 a
requerimento de dona Ana de Siqueira e outra carta de confirmapao regia passada a 5 de novembro de 1816 a
requerimento da mesma dona vendedora. Entraram na venda os moveis e ferramentas da fazenda, os escravos Joao,
Paulina (mulher dele), Leandro e Caetano, 7 bois carreiros, 93 touros de 3 anos, 156 touros de 2 anos, 92 terneiros de
ano, 545 vacas, 198 vitelas de 2 anos, 300 temeiras de ano, 46 ovelhas, 97 eguas, 6 potrancas, 6 potrilhos de ano, 6
pastores, 28 potros de 2 anos, 66 cavalos e eguas de costeio, 74 terneiros de ano.
No dia 1° de abril de 1817 foram vendidos para Domingos Ferreira Pinto os campos e matos do Cambiju, constantes das
sesmarias que se achavam em poder do capitao-mor Salvador de Oliveira Aires, comprador de Itaiacoca, pela divisa o
ribeirao chamado Natureza ate contestar a rumo sueste com o mato grosso. Entraram na venda moveis e ferramentas, os
escravos Francisco, Maria (mulher dele), Onofre, Josefa, Domingas, Antonio, Daniel, Gracia, Maria, Venancio, Joaquim
e Joana, 7 bois carreiros, 113 bois de 3 anos, 288 bois de 2 anos, 157 terneiros de ano, 1016 vacas, 36 cameiros, 382
eguas, 20 potrancas, 40 potrilhos, 10 potros, 35 cavalos mansos.
Em 1817 o Cambiju pertencia a Domingos Ferreira Pinto e Itaiacoca ao capitao-mor Salvador de Oliveira Aires,
morador no Registro de Curitiba. No cadastro de 1818 o Cambiju media 7500 x 6000 brapas e Itaiacoca 6000 x 6000
brapas. Salvador de Oliveira Aires era filho de Manuel Afonso Gaia e de Maria Pinto da Rocha, casado em 1793 com
Isabel Nunes Vieira, filha capitao Domingos Nunes Vieira e de Maria Nunes de Siqueira
Gabriel Aires de Aguirre, morador na vila de Itapetininga, vendeu em 20 de dezembro de 1828 a Bento Aires de Aguiar
uma parte de campos na fazenda de Taiacoca, que lhe tocara por legitima de seu falecido pai o capitao-mor Salvador de
Oliveira Aires, a vista da folha de partilha que apresentou, extraida do inventario do dito falecido. Em 17 de outubro de
1829, Paulino Aires de Aguirre e sua mulher Maria Joaquina do Sacramento (filha de Benedito Mariano Ribas),
senhores de um rincao de campos na fazenda de Taiacoca, que possuiam livre e desembarapado por heranpa e compra
que fizeram aos mais herdeiros do falecido capitao-mor Salvador Aires, venderam os mesmos tambem para Bento Aires
de Aguiar.
16 Em 24/X1I/1776, o Capitao Paulino Ayres de Aguirre e o sargento-mor Manuel Joaquim da Silva e Castro fazem
petipao as autoridades judiciais da Vila Nossa Senhora dos Prazeres de Itapetininga referente a arrematapao por
3:622$000 (tres contos, seiscentos e vinte e dois mil reis) pagaveis em 2 prestapoes anuais da Fazenda Boa Vista de
Botucatu, com todos os seus pertences. Esta foi dos extintos jesuitas. A autuapao de posse foi elaborada em 10/1/1777 e
encontra-se no AFl.No inventario do Cel. Paulino Ayres de Aguirre, falecido em 1798, constam esses bens de raiz cujas
divisas sempre foram o Rio Guarei, o Rio Paranapanema e a Serra de "Inhumbi" (e exatamente assim que a palavra entre
aspas esta escrita no documento); a) Fazenda Santo Inacio (Itapetininga) com todos os seus pertences. Nesta, entra uma
casa co parede de mao, coberta de telhas com 6 portas e 2 janelas e com alguns paiois com cobertura de palha avaliada
em 14S000. Desta fazenda fazem parte tambem um campo de criar, com terras lavradias avaliado em 250$000 e um
campo de criar com matos lavradios denominado Capela Velha avaliado em 100$000 com estes pontos de referenda:
Ribeirao do Jacui-mirim e Rio Guarei (parte de cima), b) Fazenda Botucatu (Itapetininga) com todos os seus pertences.
Avaliapao: 3:200$000. As propriedades a) e b) ficaram com a viuva-inventariante Maria de Nazareth do Nascimento
Lima. Pelo menos a propriedade b) foi por ela possuida atraves de licitapao ocorrida em 06/VII/1799 com a presenpa de
todos os herdeiros, do curador de menores e de interessados nesta. Em 29/XII/1799, Maria de Nazareth do Nascimento
Lima vendeu por 8:800$000 para Americo Antonio Ayres, filho do Cel. Paulino Ayres de Aguirre, as Fazendas
Reunidas Santo Inacio e Boa Vista de Botucatu ou Aterradinho de Botucatu, ou somente Botucatu ou somente
Aterradinho, ambas no termo da Vila de Itapetininga. O negocio foi realizado na Vila Nossa Senhora da Ponte de
Sorocaba e a escritura encontra-se no Livro de Notas do mencionado ano as fls 37v e 38. (Livro Guarei - Silvio Vieira de
Andrade)
Religiosos de S. Bento.
Maria Lucia de Menezes, viuva do desembargador Manoel Lopes Branco da
Silva, morador na Villa de Castro. Legua e meia de terra em quadra de campos na
mesma villa, nas sobras da fazenda do Tucanduva, principiando donde findar a meia
legua que forma a dita fazenda de Tucunduva concedida por sesmaria do snr. Rei D.
Joao 5° de 25 de Margo de 1728 ao bisavo da suplicante, Manoel Gongalves de
Aguiar 17 .
Maria Rodrigues de Oliveira, da Villa Nova do Principe. Duas leguas de terras na
paragem Ribeirao Passa-Dois, que confrontam da parte de Leste com o ribeirao que
divide os campos de Miguel Dias de Meira e da parte de Oeste com os campos
chamados o Faxinal do falecido Capitao-mor Francisco Teixeira Coelho e da parte do
Sul com urn ribeirao chamado Passa Dois e do Norte com o mato geral; igualmente
uma porgao de terras lavradias que ficam do outro lado do mesmo ribeirao Passa Dois.
Matheus Costa Rosa, morador em Paranagua. Quatro lotes de terras que nao
excederao de tres leguas de comprido e uma de largo, sitas em o termo da Villa de
Paranagua a saber: o primeiro consta de 1/2 legua que arrematou em praga e foram
de Thome Nabo de Mendonga, seus ascendentes e de quern eles as houveram, cujas
terras principiam defronte do sitio que foi de Joao Tavares e as demarcagoes divide
urn rio que nasce do sertao, no principio navegavel servindo o dito rio de demarcagao
ate o sertao e correm as ditas terras rio acima, de frente, buscando o sitio que foi de
Matheus Luiz Grou, cortando em direitura ao mesmo ribeirao, digo, direitura ao mesmo
sitio e os fundos sertao a dentro, passando urn rio chamado Sambaqui. Outro consta
de uma legua de terras que tambem foi arrematado em praga e foram de Matheus Luiz
Grou, de seus ascendentes e de quern eles houveram, as quais principiam onde
acabam as que foram de Thome Nabo de Mendonga, que agora pertencem ao
suplicante e de fronteira corre rio acima que sai no rio do Porto de Curityba e buscam o
Porto Real do Jordao e corre rio acima em direitura com seu sertao. Outro de meia
legua de terras que por falecimento do pai do suplicante Ihe coube em legitima e que
arrematou em praga e foram de Claudio Ramos e de seus ascendentes, as quais
principiam onde acabam as que foram do dito Matheus Luiz Grou, que hoje sao do
suplicante e correm o mesmo rumo de fronteira e sertao. Outro de uma legua de terra
17 Descendente de Antonio Jose Pereira Branco, filho de coronel Jose Joaquim Pereira Borges. Nasceu em Sao Paulo-
SP. Casou-se com Balbina Iria dos Guimaraes, batizada em 12/IV/l 794 em Curitiba , fdha de Manuel Gonsalves
Guimaraes nascido em Delaes, Vila Nova de Famalicao, Braga (Portugal e de Maria Madalena de Lima, nascida em
Paranagua-PR (J. Simoes Lopes, Diego Pufal).
que tambem houve em folha de partilha por falecimento do dito seu pai que as possui
por titulo de sesmaria ha mais de 50 anos ou 60, cujas principiam acabando as de
Claudio Ramos que hoje tambem sao do suplicante como fica exposto e correm o
mesmo rumo de fronteira e sertao como as mais.
Maximo de Goes e Siqueira e Luiz Pedro de Barros. Curityba. Tres leguas de
terra entre os rios Itarare e Jaguaricatu.
Miguel da Rocha. Veja Margarida Domingues.
Miguel Rodrigues de Araujo, da Villa de Castro. Uma legua de terras e legua e
meia de fundo no termo da Villa de Castro, na paragem chamada Sao Thome
comprada ao capitao-mor Luciano Carneiro Lobo e que foi sesmaria do primeiro
possuidor o padre Jose Rodrigues Franga, servindo de testada a estrada geral,
principiando no Arroio do Margal e seguindo pela estrada velha ate confinar com as
terras do sargento-mor Jose Carneiro que tera uma legua pouco mais ou menos com
os fundos ate o rio Pirahy e pode ter de extensao meia legua.
Pantaleao Pedroso de Moraes, da Villa de Curityba. Uma sorte de terras de
matos e campos havidas por compra na paragem chamada Santa Cruz, do mesmo
distrito, correndo entre o Rio Tibagy e o Pitanguy, o que naquele vao se achar ate a
barra destes que tera duas leguas de fundo e a testada na paragem e cabeceira do
ribeirao Sao Jose, discorrendo pela bocaina ate entestar no dito rio Pitanguy que tera
uma legua.
Paschoal Correa Lima. Uma fazenda no Parana acima que parte ao Norte com as
terras de Manoel Rodrigues Soares, pelo ribeirao de Sao Bernardo que e extrema e da
parte do Nascente com a primeira serra e ao Sul com o rio S. Miguel, partindo com
Manoel do Sacramento e ao Poente faz forquilha dos dois rios.
Pedro Fagundes. Veja Jose Antonio Moreira. Raphael Archanjo, Lourengo Pinto,
Antonio Cordeiro, Francisco Anhaia, Pedro Jose, Joao Pinto da Conceigao, Daniel da
Silva Furtado, Jose Antonio, Jose Gomes, Antonio Paes e Thereza de Jesus,
moradores no termo da Villa de Castro. Uns campos e matos no lugar denominado
Fundao no qual se compreendem varios rincoes que ao todo podera ter uma legua de
testada e tres quartos de fundo, que dividem pelo Norte com a Campina da Palmeira,
pelo Sul com o Ribeirao da Cambuca, pelo Leste com o sertao devoluto e pelo Oeste
com o Rio Hyapo.
Registro de Curitiba. Uma legua de terras de testada e outro tanto de fundo na
dita paragem que servirao de patrimonio da Igreja Matriz.
Rosa de Siqueira e Mendonga. Tres leguas de comprido e uma de largo nos
campos gerais de Curityba na paragem chamada Cambeju e Itaiacoca.
Salvador Teixeira de Castilho e Anna Perpetua Coelho. Da Villa Nova do Principe
e freguesia de Santo Antonio da Lapa. Legua e meia de terras na paragem, digo na
margem do rio denominado Passa Dois para a parte do Sul, principiando a divisa para
a parte de cima onde faz barra no dito Passa Dois o ribeirao das Tres Barras, partindo
por ele acima com o Capitao-mor Francisco Teixeira Coelho ate dar no lugar das Tres
Barras e dali seguindo rumo de Sul, fazendo testada pelo rio Passa Dois abaixo, a
rumo direito com o alferes Manoel Carneiro Lobo e para a parte de baixo divide com o
sertao inculto e realengo.
Thome de Almeida Paes. Meia legua de terra de testada e uma de fundo na
paragem chamada ribeirao fundo, distrito das minas de Piahy caminho de Curityba,
principiando do dito Ribeirao Fundo ate o corrego de Itapeva todo o campo e terras
lavradias que se achar.
Virissimo Gomes da Silva, morador em Paranagua, na paragem do rio chamado
Furalles rio acima onde acabam as terras que tern urn Manoel Gongalves Correa,
como tambem a ilha de terra que faz o dito rio fronteiro e mistica a declarada terra e
tera menos de meia legua de comprido e menos de 4 de largo.
CASAS DE FUNDIQAO-MINEIRAQAO (Receita Federal. Casas de Fundigao)
As antigas casas de fundigao de ouro podem fornecer preciosas informagoes
genealogicas, pois ali ficavam registradas todas as operagoes dos mineradores, entre
os quais, muitos sao nossos ancestrais. Estas fontes podem revelar a profissao,
residencia e pistas sobre nascimentos de filhos, casamentos, compra de terras e
inventarios.
Iguape e Paranagua estao entre as mais antigas, conforme pode ser verificado no
texto abaixo.
Os mais antigos orgaos encarregados da arrecadagao dos tributos sobre a
mineragao. A primeira Casa de Fundigao foi estabelecida em Sao Paulo, por volta de
1580, para fundir o ouro extraido das minas do Jaragua e de outras jazidas nos
arredores da Vila. As Casas de Fundigao recolhiam o ouro extraido pelos mineiros,
purificavam-no e o transformavam em barras, nas quais era aposto urn cunho que a
identificava como "ouro quintado". isto e, do qual ja fora deduzido o tributo do "quinto".
Era tambem expedido um certificado que deveria acompanha-la dai em diante. As
Casas de Fundigao eram dirigidas por um Provedor, auxiliado por Escrivaes, fundidores,
ensaiadores, cunhadores, meirinhos, tesoureiros e fiscais. Estes ultimos eram
nomeados por indicagao das Camaras Municipais. No decorrer do seculo XVII, duas
outras casas de fundigao foram instaladas na capitania de Sao Vicente: uma em Iguape
e outra em Paranagua, ambas por volta de 1650.
Casa de Fundigao Iguape
- Embora nao mencionada por muitos autores, e certa a sua existencia, disputando
com Paranagua a primazia de ser a primeira fora da Vila de Sao Paulo. Ernesto
Guilherme Young, o historiador de Iguape, chegou a localizar e transcrever preciosa
documentagao relativa a essa repartigao na Revista do Instituto Historico e Geografico
de Sao Paulo, volume VI, sob o titulo "Subsidios para a Historia de Iguape Mineragao do
Ouro". Por esses dados, verifica-se que ja existia casa de fundigao em Iguape em 1668,
com o nome de "Casa da Oficina". Sabe-se tambem que Manuel da Costa foi provedor
dessa casa de 1672 a 1679. Nao nos foi possivel apurar quando deixou de operar essa
casa, mas em 1722 havia sido reaberta por instrugoes do ouvidor-geral Rafael Pires
Pardinho com o nome de "Casa dos Quintos".
Segundo Carvalho Franco, a Casa de Fundigao de Iguape foi estabelecida em
1653, pelo Administrador Geral das Minas, Pedro de Sousa Pereira, que encarregou
dela a Diogo Vaz de Escobar. O ouro da casa de fundigao de Iguape financiou, em
1678, as diligencias do malogrado D. Rodrigo Castel Blanco. O predio onde funcionava
a Casa de Fundigao ainda existe atualmente, ocupado pelo Museu de Iguape, depois de
ter sido usado sucessivamente como cadeia, quartel e Casa da Camara. Esta
magnificamente restaurado e e o mais antigo edificio fazendario do Brasil. Nos o
visitamos recentemente e o fotografamos, para enriquecer o acervo fotografico do
"Projeto Memoria da Receita".
Ele merece maior atengao de nossa parte, especialmente para que o Museu ali
instalado possa recuperar os instrumentos usados na fundigao do ouro, que dali foram
retirados ha algumas decadas. Segundo consta, essas pegas teriam sido encaminhadas
ao Museu Nacional. Com o funcionamento do Museu de Iguape, elas devem ser
devolvidas ao seu ambiente de origem, onde ilustrarao melhor o Ciclo do Ouro. Veja
tambem CASA DOS QUINTOS DE IGUAPE. (FONTES: CARVALHO FRANCO, Historia
das Minas de Sao Paulo, 98 e 138 SALLES OLIVEIRA, Moedas do Brasil, 1; 161 e 170
ABN, 98:37 AMUL, 6:205. RIHG/SP, 6:400/435 e v. 7, 8, 9 e 10).
Casa de Fundigao PARANAGUA
- Segundo alguns teria sido criada em 1675, mas existem indicios de sua
existencia em 1652 e ate mesmo antes, em 1647, quando Mateus de Leao foi nomeado
Provedor das Minas de Paranagua. Noticias bem documentadas informam que, em
1649, barretas de ouro eram fundidas em Paranagua, cunhadas com o selo real. Nesse
ano o Provedor das Minas pediu ajuda a Camara de Sao Paulo para ir a Paranagua
impedir o funcionamento da Casa de Fundigao la instalada. E ha uma carta de Pedro de
Sousa Pereira, Administrador Geral das Minas do Sul, datada de 20 de maio de 1653,
comunicando ao Rei que transferira a "Casa dos Guintos" de Paranagua para Iguape. A
versao oficial e a de que Duarte Correia Vasqueanes. tambem Administrador Geral das
Minas da Repartigao do Sul, a criara em 3 de margo de 1650, apenas para a seguranga
dos "reais quintos" e "nao com o fundamento de se instituir nova casa de fundigao".
E certo, porem, que, em 1655, ali ja se "quintava" o ouro. E a Oficina dos Reais
Ouintos existia em 1674, chefiada por Manuel de Lemos Conde, Provedor das Minas de
Paranagua. Teria sido extinta em 1682 e restabelecida em 1719, para ser
definitivamente abolida em 1736, quando foi substituida por uma Intendencia do Ouro.
Benedicto Calixto diverge dessas datas e aponta o ano de 1697 para sua instalagao e
1730 para sua extingao, mas ele mesmo a menciona como existindo em 1735, razao
pela qual nao pode ser levado em consideragao. (FONTES: ARRUDA, A Circulagao, As
Finangas e as Flutuagoes Economicas, 192 CALIXTO, Capitania de Itanhaem.
Memorias Historicas PEDRO TAOUES, Historia da Capitania de Sao Vicente, 141
SANTOS, Memorias Historicas da Cidade de Paranagua, 38/46 Pauliceae, 2:260).
As Primeiras Minas de Paranagua (1646) (Romario Martins)
Dentre as regioes onde primeiro apareceram noticias de minas de ouro e que mais
esperangas despertaram de grandes exitos, figurou Paranagua. Em 1646 Gabriel de
Lara manifestava em S. Paulo o descobrimento das minas de ouro de Peruna e
simultaneamente eram divulgados descobrimentos semelhantes em Iguape, Cananea e
nos sertoes da Ribeira (compreendendo o Apiai) e do Assungui (compreendendo o
sertao das Furnas e os campos de Curitiba).
As duas zonas principals de penetragao de mineradores e pesquisadores de
minas, ao mesmo tempo ou com pequena diferenga, foram as do vale do Ribeira de
Iguape, compreendidos o Ribeirinha e o Assungui, suas principais nascentes; e no
Cubatao, atual Nhundiaquara, onde em 1653 ja estavam assinaladas onze jazidas
auriferas.
Ambos esses rumos eram tradicionalmente conhecidos. Pelo Ribeira-Assunguf,
penetravam os bandeirantes as regioes de Tibagf, Piquiri, Iguassu e mais tarde Uruguai,
desde os primeiros tempos de suas incursoes cagadoras de indios.Em todo o litoral de
Iguape a Sao Francisco, foram descobertas e exploradas jazidas auriferas, ate a Serra
do Mar, inclusive.
O processo de extragao de ouro com a "bateia" era o geralmente seguido; mas por
vezes desviavam temporariamente o curso dos ribeiros e atacavam o leito descoberto
retirando do fundo tanto minerio quanto podiam". (Euzebio de Oliveira, Geologia e
Recursos Minerais do Parana, 113).
Com as minas manifestadas por Lara, em 1646, ia eficientemente comegar o ciclo
da mineragao no Parana e ate mesmo na Colonia. Antes que a exploragao se iniciasse
regularmente, porem, ja o governo da metropole, pelo seu delegado, o Governador
Geral do Rio de Janeiro, nomeava Administrador e Provedor para o seu
desenvolvimento, pesquisas de novas jazidas e defesa fiscal dos quintos reais.
Foi para esse fim que em 1645-1647 o Governador Geral do Sul do Brasil Duarte
Correa Vasqueannes, expediu a Eleodoro Ebano Pereira como Entabolador e
Adminitrador nos Distritos do Sul e o Provedor da Fazenda Real, Pedro de Souza
Pereira, a Mateus de Leao para seu delegado em Paranagua, onde mal se tinham
descoberto as primeiras minas e nem se sabia ainda se seriam produtivas.
Mas o proprio fato da presenga de autoridades oficiais nas regioes das minas
entao descobertas, contribuiu para despertar o interesse por esse novo genera da
atividade economica sertanista e em breve Iguape e Paranagua se tornaram "as
povoagoes mais florescentes da costa, enquanto nao foram descobertos os ricos
aluvioes de Minas Gerais". (Euzebio de Oliveira, Geologia e Recursos Mineirais do
Parana, 113).
No litoral foram notaveis, pelo menos pela esperanga que despertaram, as minas
de Peruna (Santa Fe) de Don Jaime, as da serranias da baia dos Pinheiros e as
marginais do rio Cubatao (Nhundiaquara).
Fonte: Martins, Romario. Historia do Parana. Editora Guaira, Curitiba, 19xx, p.
180/181.
As Minas do Planalto Paranaense (Romario Martins).
No interior a area da exploragao proveitosa do aluviao aurifero atingiu
principalmente a vasta regiao do Assungui, de Jaguariaiva e Tibagi e do Planalto de
Curitiba.
Ha noticias de longas exploragoes das famosas lavras do Itaimbe (Assungui) por
ventura inicio da caga ao ouro no Brasil, ao mesmo tempo que nas minas da Ribeira de
Iguape a cuja regiao hidrografica pertencia. As tres principais investigagoes oficiais
sobre o Itaimbe foram das primeiras realizadas nos distritos auriferos do Sul: por Ebano
Pereira entre 1645 e 1647, por Agostinho de Figueiredo em 1670 e por Don Rodrigo
de Castelo Branco em 1679. Ainda na regiao do Assungui foram notaveis as minas de
N. S. da Conceigao, da Cachoeira e do Ribeirao, exploradas durante mais de 20 anos
por Salvador Jorge Velho e seu genro Antonio Pires de Campos a partir de 1678 ate
1699 e deste ano em diante tambem por seu irmao Simao Jorge Velho.
Em S. Jose dos Pinhais ha vestigios de grandes trabalhos de mineragao nas
lavras de Saraiva, nas da serra que forma os vales dos rios Guaratubinha e da Prata.
Em Lavrinhas, no sitio denominado Fazendinha em Campo Largo, ha indicios de
exploragao de ouro em veeiro de quartzo; e em lugar incerto, ainda em 1712, o Capitao-
Mor Joao Rodrigues de Franga garimpava com sucesso.
As minas do Arraial Grande (S. Jose dos Pinhais) formadoras de urn dos nucleos
de origem do povoamento efetivo de Curitiba pelo grupo de Balthazar Carrasco dos
Reis poucos anos antes de 1661, ainda em 1741 eram satisfatoriamente exploradas
pelos descendentes desse poliada seiscentista, Gaspar Carrasco dos Reis e Baltazar
Veloso da Silva e por Salvador de Albuquerque 18 .
Fonte: Martins, Romario. Historia do Parana. Editora Guaira, Curitiba, 19xx, p.
181/182.
De vez em quando no seculo XVIII, os governadores da Capitania de S. Paulo
ordenavam aos oficiais da Camara de Curitiba que intimassem perante o Juiz
18 Pode ser.: Salvador de Albuquerque nasceu em Sao Paulo-SP. Ele casou-se com Maria do Carmo Vale. Capitao, n.
1686, Sao Paulo e fal. 24.09.1756, Paranagua. Filho de Manuel Pacheco de Albuquerque e Catarina Moreira Godoy
(Joao Simoes Lopes Filho).
Ordinario os desencaminhadores dos quintos reais "a declararem por suas
consciencias" as importances sonegadas aos quintos reais. Por uma dessas
declaragoes, feita em 1725, sabe-se alguma cousa do movimento da mineragao nesse
ano, no Distrito de Curitiba e dos nomes de diversos mineradores.
Em 1725 declararam "por suas consciencias": Joao Veloso da Costa, haver extraido
200 oitavas; Zacarias Dias Cortes, 200 oitavas; Manoel Soares da Silva, dever 12
oitavas; Manoel Duarte de Camargo, dever 5 oitavas; Francisco Xavier dos Reis,
dever 10 oitavas; Bento Soares de Oliveira (minas de Catanduvas), dever 17 oitavas.
Marcelino Rodrigues, Angelo Pedroso e outros, descobridores e exploradores de
doze ribeiros auriferos no Tibagf, sem ordem legal, foram, entao, processados.
De um outro documento, o "Registro da Entrega de Ouro, em Curitiba ao Juiz
Ordinario, com destino a Casa de Fundigao de Paranagua, a 12 de Setembro de
1731", se verifica o declinio das extragoes de ouro em po no terrago curitibano, no
Arraial Grande, Canguiri, Uvaporanga e Puruna. Quintos remetidos, em oitavas:
Joan da Costa Borges (Arraial Grande), 120; Miguel Rodrigues Ribas (Arraial
Grande), (112 libra); Frei Lauriano da Silva, 78 oitavas; Manoel Gongalves Correa,
20; Manoel Rodrigues da Mota, 105; Agostinho Lopes (negociante), 15; Miguel
Rodrigues Ribas (mercador no Arraial Grande) 811/s; Manoel Pinto do Rego, 20;
Pedro Gouveia (ourives em Curitiba), 42; Padre Francisco Tomaz de Assungao
Braga (mercador de "fazendas secas" no Arraial Grande), 117; Miguel Rodrigues
Ribas (mercador de fazendas no Arraial Grande), 42; Manoel Rodrigues da Mota, 25;
Joan da Cruz Borges, 83; Frei Lauriano da Silva, 11/2; Alferes Manoel Moreira
(pagamento dos mineiros das Minas Velhas do Arraial Grande), 20; Antonio de
Aguiar (viajante), 18; Miguel Rodrigues Ribas (mercador de fazendas nas Minas
Velhas do Arraial Grande), 30; Joseph Dias Cortes (mineiro nas Minas Velhas do
Puruna), 31; Miguel Rodrigues Ribas (mercador nas Minas Velhas do Arraial
Grande), 232; Padre Francisco Tomaz de Assungao (mercador de fazendas no
Arraial Grande), 116. Varios mineiros fizeram mais de uma remessa, na mesma data.
Fonte: Martins, Romario. Historia do Parana. Editora Guaira, Curitiba, 19xx, p.
182/183.
A mineragao seduzia a todos, conforme podemos ver abaixo, embora pouco
representasse aos mais abastados, o interesse era geral.
A oitava de ouro, em 1703, valia, na Casa de Fundigao do Rio de Janeiro, 1$200
(Reis). Nestas condigoes 1.000 oitavas, que se acumularia com sacrifices faceis de
imaginar, nao passavam de 1:200$000. Mas esta quantia era "in ilo tempore", uma
riqueza. Da do porte, talvez, da de Salvador Jorge Velho, que Avevedo Marques diz ter
levado de Curitiba para Sao Paulo, e que mereceu ao historiador paulista o
qualificativo de "consideravel".
De 1° de Janeiro a 31 de Dezembro de 1731, foi a seguinte a remessa de ouro
dos quintos a Casa de Fundigao de Paranagua, em oitavas: Joan da Cruz Borges
(mercador no Arraial Grande), 47; Capitao Braz Domingues Veloso (viajante,
morador em Paranagua) 32; Joao Pereira Braga (morador nos Campos Gerais), 30;
Miguel Rodrigues Ribas (negociante na Vila), 336 V 2 ; Frei Lauriano da Silva, 40;
Antonio de Aguiar, 44; Joa N da Cruz Borges (morador em Paranagua), 19;
Juan Dias Cortes (minerador nas lavras do Canguiri e Uvaporanga), 112 V 2 ;
Agostinho Lopes (negociante na Vila), 77 V 2 ; Manoel Rodrigues Ribas (Arraial
Grande), 73; Capitao Antonio Luiz Tigre, 50; Frei Lauriano da Silva, 80; Zacarias
Dias Cortes (mineiro nas Lavras Velhas do Puruna), 25; Jua N da Cruz Borges
(morador em Paranagua), 280; Guilherme Paulo, 200; Manoel da Costa Filgueira,
50; Miguel Rodrigues Ribas, 54; Agostinho Lopes, 47 V 2 ; Manoel Alves Fontes,
60; Sebastiao dos Santos, 14; Manoel Rodrigues da Mota, 100; Manoel Martinez
de Faria, 78; Antonio de Aguiar, 16; Pedro de Gouveia (ourives na Vila), 24;
Capitao Antonio Luiz Tigre, 40; Sebastiao dos Santos Pereira, por Juan Cruz
Borges, 86; Sebastiao dos Santos Pereira, 33; Francisco Diniz Pinheiro, 90;
Miguel Rodrigues Ribas, 481; Agostinho Lopes, 92 V 2 ; Miguel Gongalves Lima,
23; Sebastiao dos Santos pereira, 74; Miguel Gongalves Lima (por conta de Juan
da Cruz Borges), 20; Manoel Gongalves Lima, 23; Miguel Gongalves Lima, 60;
Francisco dos Reis, 20 V 2 .
Fonte: Martins, Romario. Historia do Parana. Editora Guaira, Curitiba, 19xx, p.
183/184.
De vez em quando no seculo XVIII, os governadores da Capitania de S. Paulo
ordenavam aos oficiais da Camara de Curitiba que intimassem perante o Juiz
Ordinario os desencaminhadores dos quintos reais "a declararem por suas
consciencias" as importances sonegadas aos quintos reais.
Por uma dessas declaragoes, feita em 1725, sabe-se alguma cousa do
movimento da mineragao nesse ano, no Distrito de Curitiba e dos nomes de diversos
mineradores. Em 1725 declararam "por suas consciencias": Joao Veloso da Costa,
haver extraido 200 oitavas; Zacarias Dias Cortes, 200 oitavas; Manoel Soares da
Silva, dever 12 oitavas; Manoel Duarte de Camargo, dever 5 oitavas; Francisco
Xavier dos Reis, dever 10 oitavas; Bento Soares de Oliveira (minas de Catanduvas),
dever 17 oitavas. Marcelino Rodrigues, Angelo Pedroso e outros, descobridores e
exploradores de doze ribeiros auriferos no Tibagf, sem ordem legal, foram, entao,
processados. De um outro documento, o "Registro da Entrega de Ouro, em Curitiba ao
Juiz Ordinario, com destino a Casa de Fundigao de Paranagua, a 12 de Setembro de
1731", se verifica o declinio das extragoes de ouro em po no terrago curitibano, no
Arraial Grande, Canguirf, Uvaporanga e Puruna. Quintos remetidos, em oitavas:
Joan da Costa Borges (Arraial Grande), 120; Miguel Rodrigues Ribas (Arraial
Grande), (112 libra); Frei Lauriano da Silva, 78 oitavas; Manoel Gongalves Correa,
20; Manoel Rodrigues da Mota, 105; Agostinho Lopes (negociante), 15; Miguel
Rodrigues Ribas (mercador no Arraial Grande) 811/s; Manoel Pinto do Rego, 20;
Pedro Gouveia (ourives em Curitiba), 42; Padre Francisco Tomaz de Assungao
Braga (mercador de "fazendas secas" no Arraial Grande), 117; Miguel Rodrigues
Ribas (mercador de fazendas no Arraial Grande), 42; Manoel Rodrigues da Mota, 25;
Joa N da Cruz Borges, 83; Frei Lauriano da Silva, 11/2; Alferes Manoel Moreira
(pagamento dos mineiros das Minas Velhas do Arraial Grande), 20; Antonio de
Aguiar (viajante), 18; Miguel Rodrigues Ribas (mercador de fazendas nas Minas
Velhas do Arraial Grande), 30; Joseph Dias Cortes (mineiro nas Minas Velhas do
Puruna), 31; Miguel Rodrigues Ribas (mercador nas Minas Velhas do Arraial
Grande), 232; Padre Francisco Tomaz de Assungao (mercador de fazendas no
Arraial Grande), 116. Varios mineiros fizeram mais de uma remessa, na mesma data.
Fonte: Martins, Romario. Historia do Parana. Editora Guaira, Curitiba, 19xx, p.
182/183.
POVOADORES E SESMEIROS DE PARANAGUA E CAMPOS DE CURITIBA (R.
Roderjan)
A importancia da Capitania de Paranagua se evidencia com o aumento da sua
populagao. O estudo de antigas familias parnanguaras revela suas origens
predominantemente em Sao Paulo, Cananeia, Santos e Iguape e no elemento que
constantemente chega do Reino e das llhas. Sao o luso-brasileiro, o mameluco paulista e o
portugues, que formam essas familias.
Destacaram-se entre os primeiros povoadores de Paranagua, os capitaes-mores Gaspar
Teixeira de Azevedo, Francisco da Silva Magalhaes e Joao Rodrigues de Franga e tambem o
provedor Manoel de Lemos Conde.
Seus descendentes se transportaram para Antonina e Morretes, vilas litoraneas,
onde novos nucleos familiares foram constituidos. Sua descendencia alcangara os
planaltos paranaenses principalmente as atuais cidades da Lapa e da Palmeira, ja no inicio
do seculo XIX.
Em Curitiba, distinguiram-se entre seus primeiros povoadores, Baltasar Carrasco dos
Reis, Mateus Martins Leme, Joao Rodrigues Seixas e Luis de Gois, cujos descendentes
casaram entre si, constituindo numerosa parentela. Muitos ocuparam lugar de relevo na
historia do Parana e sua descendencia se estendeu ate os dias atuais.
Dos fins do seculo XVII em diante os povoadores de Paranagua e Curitiba, que tern
origens comuns em Sao Paulo e nas suas vilas litoraneas, estreitam seus lagos familiares,
unindo-se os Lara, Teixeira de Azevedo, Palhano, Cunha Gago, Fagundes, Cardoso Lima,
Franga, Moraes Cordeiro, Matoso, Morato do litoral, aos Leme, Carrasco dos Reis, Gois,
Siqueira Cortes, Rodrigues Seixas, Dias, Carvalho, Bueno, Andrade e Ribas de Curitiba.
MANOEL DE LEMOS CONDE (R. Roderjan)
Manoel de Lemos Conde, natural de Portugal, foi vereador e almotace da Camara de
Sao Paulo em 1656. Deu conhecimento a El-Rey e ao governador-geral. na Bahia, da
descoberta de minas em Paranagua, em 1674. Seu destino foi tragico. Dorn Rodrigode
Castelo Branco, governador-geral das minas, provando a inexistencia delas, prendeu-o e
sequestrou-lhe os bens. Em Sao Paulo, na prisao. Lemos Conde se suicida.
Lemos Conde casou com Ana Cordeiro Matoso Morato, filha do bandeirante portugues
Valentim Cordeiro e de Ana Morato. O pai de Ana Morato e o bandeirante Manoel Morato
Coelho e sua mae descende de Antonio Rodrigues de Alvarenga e de Estevao Ribeiro
Baiao Parente.
Lemos Conde teve:
F 1. Francisco de Lemos Matoso
F 2. Antonio Morato
F 3. Manoel de Lemos Conde (filho)
F 4. Catarina de Lemos
F 5. Maria de Lemos Conde.
Sua filha Catarina de Lemos casou com Pedro de Morais Monforte, que assinou a ata da
fundagao da Vila de Curitiba em 1693. Gaspar Gongalves de Morais, filho desse casal, casou
com Catarina de Senne, filha de Francisco Ferreira do Vale e Joana Cordeiro Matoso e
irma de Antonio Ferreira Matoso. Catarina e Antonio tinham como antepassados, pela parte
paterna, Domingos e Francisco Pinto do Rego, Andre Cursino Monteiro de Matos, Diogo
Pinto do Rego, Domingos Brito Peixoto e Lucrecia Leme (Guerra), esta filha de Pedro Leme
e Helena do Prado. Esta e a mesma ascendencia dos Brito Peixoto e dos Pinto Bandeira
de Laguna e do Rio Grande do Sul.
GASPAR TEIXEIRADEAZEVEDO (R. Roderjan)
Capitao-mor de Paranagua de 1789 a 1792, Gaspar Teixeira de Azevedo, nascidoem
Portugal, teve Domingos Teixeira de Azevedo, do seu primeiro casamento com Maria da Silva,
neta do capitao-mor governador Amadeu Bueno. Domingos Teixeira de Azevedo, casou com
uma descendente de Bras Esteves e Leonor Leme, Ana Siqueira de Mendonga, filha de Jose
Tavares da Siqueira e Isabel Maria da Cruz.
Por seu segundo casamento em Paranagua com Catarina de Ramos, filha de Manoel
da Cunha Gago e Antonia Siqueira de Almeida, o capitao-mor de Paranagua, Gaspar
Teixeira de Azevedo, teve Maria de Assungao, casada com Anastacio de Freitas Trancoso,
que foram os pais de: Maria da Conceigao. Esta, por seu casamento com Antonio Ferreira
Matoso, liga-se aos Morais Cordeiro, aos Matoso e aos Morato.
Aparentado com os Teixeira de Azevedo, Luis Palhano de Azevedo, morador em
Paranagua, tern descendentes casados com familiares de Baltasar Carrasco dos Reis, pelas
filhas deste, Maria Pais, Isabel Garcia Antunes e Domingas Antunes Cortes, moradores em
Curitiba.
DOMINGOS CARDOSO DE LIMA (R. Roderjan)
Domingos Cardoso de Lima, natural de Portugal, sargento-mor da Milicia de Paranagua,
falecido em 1781, era casado com Felicia Xavier Barbosa. Foi possuidor de minas de ouro em
Morretes tendo conseguido grande fortuna. Teve sete filhos, sendo que sua ultima filha,
Joana Cardoso de Lima, casada com o portugues Manoel Nunes de Lima, teve numerosa
descendencia nos Campos Gerais de Curitiba. Este casal casou sua filha Maria Madalena da
Silva com o portugues Manoel Gongalves Guimaraes, abastado proprietario nos Campos
Gerais, ligado ao tropeirismo.
Das filhas deste ultimo casal, Ana Ubaldina de Guimaraes casou com Joao da Silva Machado,
o barao de Antonina e Francisca de Paula Lima, com Francisco Teixeira de Azevedo, descendente
de Baltasar Carrasco dos Reis. Este ultimo casal foi proprietario do Carambei, nos Campos
Gerais. Sua filha Maria do Nascimento casou com Antonio Dias Batista e teve Firmino Teixeira
Batista (o coronel Vivida), Francisco Antonio Batista Rosas e Anacleto Dias Batista, que
casaram em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Os dois primeiros passaram a residir
respectivamente em Palmas e em Ponta Grossa, no Parana, tendo Anacleto se fixado em
Passo Fundo. Bonifacio Bias Batista, irmao dos precedentes, agraciado com o titulo de barao
de Monte Carmelo. residiu em Castro. A principal atividade desses quatro irmaos, foi o
tropeirismo.
O portugues Manoel Gongalves Guimaraes, c. com Maria Madalena da Silva. Das
filhas deste ultimo casal, entre outros (ver o titulo Manuel Gongalves Guimaraes)
F 1 Ana Ubaldina de Guimaraes casou com Joao da Silva Machado, o barao de
Antonina e
F 2 Francisca de Paula Lima, com Francisco Teixeira de Azevedo 19 , f.° de Joao
Gongalves Teixeira e de Ana Maria de Jesus, ambos de Curitiba.descendente de Balthazar
Carrasco dos Reis. Este ultimo casal foi proprietario do Carambei, nos Campos Gerais.
N 1. Balbina (bat. 20/XI1/1825 Castro) cc Jose Joaquim Marques de Souza;
BN 1. Agnelo Marques
19 Tropeiro - Francisco Teixeira de Azevedo Na lista de ordenanfas de 1820, foi recenseado o Capitao Francisco
Teixeira de Azevedo, com 60 anos, negociante de tropas e fazenda de criar. Era casado com Francisca de Paula e tinha
quatro filhos (Pesquisa, Museu do Tropeiro, Castro).
BN 2. Candida Marques
N 2. Maria do Nascimento, c.c. 1,° Antonio Dias Batista, 2.° cc Fernando Penteado
Rosas.
BN 1. Francisco Antonio Batista Rosas passou a residir em Ponta Grossa
BN 2. Firmino Teixeira Batista (o coronel Vivida), passou a residir em Palmas,
BN 3. Anacleto Dias Batista, que casou e se fixou em Passo Fundo, no Rio
Grande do Sul. Inventario de Lages 1885 (sem testamento). Falecida e inventariada:
Marcelina Rodrigues de Attayde filha de Claro Rodrigues de Attaydes, ja falecida na epoca
do inventario. Foi casada com Anacleto Dias Batista, pais de:
TNI Leocadia, casada com Manoel Esequiel da Silva, residente nesta cidade.
TN 2 Bernardino Dias Baptista, solteiro, idade dezoito anos, morador
nesta cidade.
TN 3 Anna Dias Baptista, solteira, com dezesseis anos de idade.
TN 4 Claro Dias Baptista, solteiro, falecido posteriormente a
inventariada.
BN 4. Bonifacio Dias Batista 20 , irmao dos precedentes, foi agraciado com o
titulo de barao de Monte Carmelo, residiu em Castro.
N 3. Joao Teixeira
N 4. Ana Placedina cc Antonio Madureira. Pais de:
BN 1. Capitao Claudio Jose de Madureira
MATEUS MARTINS LEME (R. Roderjan)
Mateus Martins Leme era filho de Tome Martins Bonilha, de ascendencia espanhola
e de Leonor Leme, esta descendente de Bras Esteves e Leonor Leme, que vieram da ilha
da Madeira para Sao Vicente, em 1550. Mateus Leme casou em Sao Paulo em Antonia de
Gois. Vieram para Curitiba, ondeja residiam em 1661. Foi "capitao povoador" de Curitiba,
onde faleceu em 1695, tendo presidido em 1693 a fundagao dessa Vila. Mateus Leme e
Antonia de Gois tiveram os seguintes filhos:
20 -Tropeiro. Bonifacio Dias Baptista Nasceu em 1827 na Vila do Principe. Iniciou-se como Tropeiro em 1843, com
apenas 15 anos de idade. Negociou durante anos no Tropeirismo, desenvolvendo depois as atividades de fazendeiro e
politico. Recebeu em 1886, do Imperador D. Pedro II, o titulo de Barao do Monte Carmelo (Pesquisa, Museu do
Tropeiro, Castro).
F 1. Antonio Martins Leme, casado em Curitiba com Margarida Fernandes, filha de
Baltasar Carrasco dos Reis e Isabel Antunes. O seu filho Jose Martins Leme casou com
Antonia Ribeiro da Silva, descencente de Estavao Baiao Parente, povoadorde Sao Paulo por
volta de 1600. Tiveram Maria de Almeida e Margarida da Silva, casadas em Curitiba com dois
filhos de Lourengo Castanho Taques (o mogo) e tambem Estevao Ribeiro Baiao, sertanista
que fez parte da expedigao do Tibagi, em 1769.
F 2. Mateus Martins Leme, casado com Isabel Pedroso.
F 3. Ana Maria da Silva ou Ana da Silva Leme, casada com Antonio da Costa Velloso,
natural de Portugal, que teve Bras Domingues Velloso. Este casou em primeiras nupcias com
Catarina de Melo Coutinho, neta do capitao-mor Joao Rodrigues de Franga. Em segundas
nupcias casou com Maria Pais de Jesus, bisneta de Baltasar Carrasco dos Reis, com quern
residia em Campo Largo em 1766.
F 4. Maria Leme da Silva, casada em Curitiba com o capitao Manoel Picao de Carvalho,
neto de Garcia Rodrigues Velho, povoador de Curitiba." Na sua descendencia figuram os
Rocha Loures e os Dias Batista, povoadores de Guarapuava e Palmas, com
descendentes no Rio Grande do Sul.
F 5. Salvador Martins Leme, casado com Isabel Fernandes de Siqueira.
JOAO RODRIGUES SEIXAS (R. Roderjan)
Joao Rodrigues Seixas, natural de Portugal, casou com Maria Maciel Barbosa em
Cananeia, onde residiam. Aproximadamente em 1670, tiveram Antonio Rodrigues Seixas e
depois Isabel Rodrigues Seixas.
Antonio Rodrigues Seixas Casou em Curitiba com Maria Soares Pais, filha de Manoel
Soares e Maria Pais, esta filha de Baltasar Carrasco dos Reis e Isabel Antunes da Silva,
povoadores de Curitiba. Antonio Rodrigues Seixas e Maria Soares Pais, tiveram:
FI Ines Rodrigues,
F 2 Juliana Rodrigues,
F 3 Joao Rodrigues Seixas, c.c. Francisca Maciel Sampaio 21 , filha de Manoel Martins
Valenga e de Joana Maciel Sampaio
F 4 Manoel Rodrigues Seixas, c.c. Isabel Martins Valenga, filha de Manoel Martins
Valenga e de Joana Maciel Sampaio. Tiveram:
21
netas de Gregorio Mendes Barbudo (de Portugal) e de Francisca Maciel Sampaio, estes residentes em Cananeia.
N 1 Maria Soares Rodrigues Pais, que casou com Francisco Monteiro de Araujo, filho
de outro de igual nome, natural de Portugal e de Isabel Rodrigues Barbosa.
Pais de:
BN 1 Ana Maria da Conceigao, casada com Manoel Jose de Araujo,
fundadores da cidade paranaense de Palmeira, origem dos Araujo, Marcondes, Sa, Albu¬
querque e Camargo da Palmeira.
BN 2 Lourengo Justiniano de Araujo, cujos descendentes foram povoadores
de Palmas, no sudoeste paranaense, em meados do seculo XIX.
F 5 Isabel Rodrigues Seixas, natural da Cananeia, casou com Lourengo de Andrade (de
Portugal). Eles foram o tronco dos Andrade e Lustosa de Andrade de Curitiba. Tiveram tres
filhos:
N 1 Antonio,
N 2 Maria Rodrigues de Andrade, natural de Curitiba, casou com o capitao Miguel
Rodrigues Ribas (de Portugal). Desse casamento descendem os Ribas de Curitiba e dos
Campos Gerais. Descendentes no Rio Grande, em Cruz Alta.
N 3 Agostinho de Andrade.
MANOEL GONQALVES DE AGUIAR (R. Roderjan)
Manoel Gongalves de Aguiar, sargento-mor comandante da praga de Santos, possui
sesmarias nos Campos de Curitiba, desde 1706, tendo sido o instituidor do vinculo de Nossa
Senhora das Neves, que compreendia varias fazendas. Desde 1711 inspecionava o litoral
para a Coroa, tendo explorado as costas de Paranagua ate Laguna. Em seu testamento
declarou ser natural de Sao Joao da Foz da Barra, do Porto, casado com Maria Pinheira,
filha de Jose Pinheiro e Joana Rodrigues de Franga e que nao tiveram descendencia.
POVOADORES DO TAMANDUA- CAMPOS GERAIS (Mauro Esteves)
Abaixo a relagao de sesmeiros do Tamandua mencionados na obra "Campo
Largo desde 1500",.
1 Joao Rodrigues Franga
2 Antonio Luiz Tigre
3 Jose Rodrigues Franga
4 Manoel Gongalves da Cruz
5 Antonio dos S. Soares
6 Antonia da Cruz R. F.
7 Manoel G. de Aguiar
8 Joao Pereira Braga
9 Manoel G. de Siqueira
10 Domingos G. Padilha
11 Braz Domingues Velloso
12 Pedro de S. Cortes
13 Joaquim Lopes de S. Cascaes
14 Manoel Rodrigues da Motta
15 Felipe de Santiago
16 Manoel Dias da Costa
17 Manoel Rodrigues Thomar
18 Francisco X. Pinto
19 Manoel Soares
20 Joao Ribeiro do Valle
21 Antonio Rodrigues Seixas
22 Bento Pires Leme
23 Jose Martins Leme
24 Manoel P. de Carvalho
25 Zacarias Dias Cortes
CAMPOS GERAIS (Jose Carlos Veiga Lopes)
O povoamento dos Campos Gerais na parte ao sul do rio Iguagu apresenta
caracteristicas diferentes em relagao aos campos ao norte do citado rio. Com a
descoberta do ouro nas Minas Gerais, no inicio do seculo XVIII o rei de Portugal
mandou incentivar a criagao de gado vacum, cavalar e muar nas capitanias do sul para
abastecimento das minas; ja havia urn caminho que ligava as vilas de Curitiba e
Sorocaba desde o final do seculo anterior, que serviu para o transporte de animais
produzidos nas primeiras sesmarias, concedidas a moradores de Sao Paulo, Santos e
Paranagua. Pedro Taques de Almeida e familiares pediram em 1704 terras entre o rio
Jaguaricatu e Itaiacoca,
Manuel Gongalves de Aguiar obteve em 1706 a sesmaria dos Carlos e apossou-
se da de Sao Luis (do Puruna), Antonio Luis Tigre tambem em 1706 obteve a
sesmaria do Rio Verde e apossou-se das terras do Tamandua, Manuel Gongalves da
Cruz em 1708 obteve sesmaria nos atuais municipios de Palmeira e Porto Amazonas e
Felipe Luis em 1709 das terras em Santa Quiteria, a assim por diante. As terras abaixo
do rio Grande, que eram os campos depois denominados da Lapa e do Tenente,
ficaram urn pouco esquecidas, embora havia alguns moradores na Boa Vista, como
veremos mais adiante.
Em 11 de fevereiro de 1728 foi iniciada por Souza Faria a abertura do caminho
entre o sul, Morro dos Conventos (Ararangua) e os Campos Gerais de Curitiba. Apos
mais de dois anos pelos sertoes passou o rio Una (Negro), seguiu por campos e
restingas, chegou ao rio Grande pequeno (Rio da Varzea) e desse aos Campos Gerais
de Curitiba e rio do Registro em 8 de setembro de 1730; o piloto dele, Jose Inacio,
disse que mais adiante de urn rio chamado Sao Bartolomeu, oito bragas de largo e tres
palmos de fundo, e caminho do norte, ficava o rio Grande pequeno, teria de largo doze
bragas e pouco mais de cinco palmos de fundo, e distava de Sao Bartolomeu cinco
leguas, e seguindo o mesmo rumo do norte sete leguas mais avante deram no rio
Grande de Curitiba.
Em novembro de 1732 Cristovao Pereira de Abreu chegou aos campos de
Curitiba com a primeira tropa, constituida por 800 cavalgaduras suas que trouxera da
Colonia do Sacramento, e mais 2.200 que pertenciam a diversos proprietaries, alem de
500 vacas que arrebanhara nos campos, iniciando o ciclo do tropeirismo, motivo do
desenvolvimento da regiao.
Quando da abertura do caminho por Souza Faria, como ele demorava a dar
noticias, em 1730 Manuel Rodrigues da Mota organizou uma bandeira para abrir uma
picada a fim de encontrar a que Francisco de Souza Faria vinha abrindo do rio
Ararangua, nos Conventos, que fracassou em sua tarefa; mais tarde Manuel declarou
que gastara na empreitada mais de 400$000 de sua fazenda, e em reconhecimento
recebeu patente de sargento-mor e tambem foi nomeado em 26 de julho de 1731 para
o cargo de superintendente do registo do gado e das cavalgaduras. Em 1733 Manuel
Rodrigues da Mota foi nomeado no posto de tenente-general. Talvez tenha sido ele
que deu o nome ao Campo do Tenente.
PIONEIROS DOS CAMPOS DA LAPA (J. C. Veiga Lopes).
Os primeiros proprietaries dos campos da Lapa moravam nos mesmos, muitos
oriundos de Curitiba, ao contrario dos demais de outras partes dos Campos Gerais,
que deixavam as fazendas por conta de fazendeiros ou de capatazes, morando em
Paranagua, Santos, Sao Paulo e Itu.
O povoamento dos Campos Gerais na parte ao sul do rio Iguagu apresenta
caracteristicas diferentes em relagao aos campos ao norte do citado rio. Com a
descoberta do ouro nas Minas Gerais, no inicio do seculo XVIII o rei de Portugal
mandou incentivar a criagao de gado vacum, cavalar e muar nas capitanias do sul
para abastecimento das minas; ja havia urn caminho que ligava as vilas de Curitiba e
Sorocaba desde o final do seculo anterior, que serviu para o transporte de animais
produzidos nas primeiras sesmarias, concedidas a moradores de Sao Paulo, Santos e
Paranagua.
Pedro Taques de Almeida e familiares pediram em 1704 terras entre o rio
Jaguaricatu e Itaiacoca, Manuel Gongalves de Aguiar obteve em 1706 a sesmaria dos
Carlos e apossou-se da de Sao Luis (do Puruna), Antonio Luis Tigre tambem em
1706 obteve a sesmaria do Rio Verde e apossou-se das terras do Tamandua, Manuel
Gongalves da Cruz em 1708 obteve sesmaria nos atuais municipios de Palmeira e
Porto Amazonas e Felipe Luis em 1709 das terras em Santa Guiteria, a assim por
diante. As terras abaixo do rio Grande, que eram os campos depois denominados da
Lapa e do Tenente, ficaram urn pouco esquecidas, embora havia alguns moradores
na Boa Vista, como veremos mais adiante.
Em 11 de fevereiro de 1728 foi iniciada por Souza Faria a abertura do caminho
entre o sul, Morro dos Conventos (Ararangua) e os Campos Gerais de Curitiba. Apos
mais de dois anos pelos sertoes passou o rio Una (Negro), seguiu por campos e
restingas, chegou ao rio Grande pequeno (Rio da Varzea) e desse aos Campos
Gerais de Curitiba e rio do Registro em 8 de setembro de 1730; o piloto dele, Jose
Inacio, disse que mais adiante de urn rio chamado Sao Bartolomeu, oito bragas de
largo e tres palmos de fundo, e caminho do norte, ficava o rio Grande pequeno, teria
de largo doze bragas e pouco mais de cinco palmos de fundo, e distava de Sao
Bartolomeu cinco leguas, e seguindo o mesmo rumo do norte sete leguas mais avante
deram no rio Grande de Curitiba.
Em novembro de 1732 Cristovao Pereira de Abreu chegou aos campos de
Curitiba com a primeira tropa, constituida por 800 cavalgaduras suas que trouxera da
Colonia do Sacramento, e mais 2.200 que pertenciam a diversos proprietaries, alem
de 500 vacas que arrebanhara nos campos, iniciando o ciclo do tropeirismo, motivo do
desenvolvimento da regiao.
Quando da abertura do caminho por Souza Faria, como ele demorava a dar
noticias, em 1730 Manuel Rodrigues da Mota organizou uma bandeira para abrir uma
picada a fim de encontrar a que Francisco de Souza Faria vinha abrindo do rio
Ararangua, nos Conventos, que fracassou em sua tarefa; mais tarde Manuel declarou
que gastara na empreitada mais de 400$000 de sua fazenda, e em reconhecimento
recebeu patente de sargento-mor e tambem foi nomeado em 26 de julho de 1731 para
o cargo de superintendente do registo do gado e das cavalgaduras. Em 1733 Manuel
Rodrigues da Mota foi nomeado no posto de tenente-general. Talvez tenha sido ele
que deu o nome ao Campo do Tenente.
Os primeiros proprietaries dos campos da Lapa moravam nos mesmos, muitos
oriundos de Curitiba, ao contrario dos demais de outras partes dos Campos Gerais,
que deixavam as fazendas por conta de fazendeiros ou de capatazes, morando em
Paranagua, Santos, Sao Paulo e Itu.
Apos a descoberta do ouro nas Minas Gerais, o rei de Portugal incentivou a
concessao de sesmarias nas capitanias do sul do Brasil, para que fornecessem
montarias e alimentos ao mineradores, assim, ja a partir de 1704 encontramos diversas
nos Campos Gerais, ao norte do rio Iguagu, formando-se fazendas que abasteceram Sao
Paulo e as minas nas primeiras decadas do seculo XVIII. Ao contrario das outras partes
dos Campos Gerais, nao encontramos no inicio desse seculo cartas de sesmaria dos
campos da regiao da Lapa, os povoadores fizeram posse.
O povoamento dos Campos Gerais na parte ao sul do rio Iguagu apresenta
caracteristicas diferentes em relagao aos campos ao norte do citado rio. Com a
descoberta do ouro nas Minas Gerais, no inicio do seculo XVIII o rei de Portugal mandou
incentivar a criagao de gado vacum, cavalar e muar nas capitanias do sul para
abastecimento das minas; ja havia urn caminho que ligava as vilas de Curitiba e
Sorocaba desde o final do seculo anterior, que serviu para o transporte de animais
produzidos nas primeiras sesmarias, concedidas a moradores de Sao Paulo, Santos e
Paranagua. As terras abaixo do rio Grande, que eram os campos depois denominados da
Lapa e do Tenente, ficaram um pouco esquecidas, embora havia alguns moradores na
Boa Vista, como veremos mais adiante.
Os primeiros proprietaries dos campos da Lapa moravam nos mesmos, muitos
oriundos de Curitiba, ao contrario dos demais de outras partes dos Campos Gerais, que
deixavam as fazendas por conta de fazendeiros ou de capatazes, morando em
Paranagua, Santos, Sao Paulo e Itu.
Um dos primeiros moradores dos campos da Lapa foi Joao Pereira Braga. Ele foi
batizado no dia 13 de fevereiro de 1696 no orago de Santa Maria da freguesia de Covas,
concelho de Vila Verde, arcebispado de Braga, filho de Jose Martins e de Esperanga
Pereira. No dia 27 de maio de 1724, na solicitagao da sesmaria do Alegre (atual Monte
Alegre, municipio de Telemaco Borba) Joao Pereira Braga disse que era morador nos
campos de Curitiba na paragem chamada Boa Vista; em outro documento do mesmo ano
Joao Pereira Braga disse que assistia nos campos de Curitiba havia mais de cinco anos
beneficiando alguns gados na paragem chamada Boa Vista. Entao ele teria chegado ali
mais ou menos em 1719 e realgamos que anos mais tarde, conforme veremos adiante, a
fazenda pertencente a sua viuva denominava-se Boa Vista.
Joao Pereira Braga teve com Teresa de Oliveira uma filha natural, Francisca
Pereira, nascida mais ou menos em 1722, tambem conhecida por Francisca de Oliveira.
Joao Pereira Braga contraiu nupcias na matriz de Nossa Senhora da Luz de
Curitiba com Josefa da Silva, filha de Joao da Silva Reis e Josefa da Silva (ver mais
dados deste casal adiante), no dia 14 de Janeiro de 1726.
Segundo Francisco Negrao, em 1729 Joao Pereira Braga era o administrador da
fazenda dos Campos Gerais no lugar denominado Lapa, pertencente ao capitao Manuel
Dias da Costa e sua mulher Isabel Pinheiro, inventariado em nesse mesmo ano em
Curitiba; infelizmente este inventario foi destruido pelo fogo quando se incendiou o
arquivo da vara de orfaos de Curitiba (mais ou menos em 1933). Nao sabemos se este
lugar denominado Lapa era na regiao da atual cidade da Lapa ou no local escrito Lapa
no mapa feito pelo Dr. Antonio dos Santos Soares sobre parte dos Campos Gerais,
datado de 1728; este ultimo local estava na fazenda entao denominada Capao Grande,
nas cabeceiras do rio dos Papagaios, e sua formagao geomorfologica esta com relativa
precisao no citado mapa.
A fazenda Capao Grande era vizinha as fazendas de Manuel Gongalves de Aguiar,
concunhado de Manuel Dias da Costa, e apos a morte do primeiro foi realizado um
contrato para administragao das fazendas dos Carlos e Sao Luis, doadas a Nossa
Senhora das Neves, onde esta dito que nas ditas fazendas tambem se achava gado
cavalar e pouco vacum pertencente aos orfaos do capitao Manuel Dias da Costa, que o
outorgado seria obrigado a marcar com a sua marca e beneficia-lo, que tomasse conta o
tutor ou seu procurador nas fazendas do Dr. Antonio dos Santos Soares chamadas
Papagaios e Cancela, que nelas se achassem dito gado vacum e cavalar e nelas teria o
curral dos ditos orfaos chamado o Capao Grande.
Que sabemos, eram orfaos do capitao Manuel Dias da Costa, frei Manuel e frei
Joao, religiosos de Nossa Senhora do Carmo, e tambem havia a filha Maria Teresa de
Jesus, que foi madrinha de sua prima Ana Maria das Neves. A fazenda Capao Grande
depois passou a denominar-se Sant’Ana e a veio a pertencer a dita Ana Maria das
Neves.
Em terras do atual municipio da Lapa encontramos dois requerimentos de
sesmarias, mas nao as cartas. Manuel Gongalves de Aguiar, sargento-mor da infantaria
paga da praga de Santos, fez requerimento no dia 25 de Janeiro de 1722, dizendo que
nos Campos Gerais de Curitiba (Curuiuba) da outra banda do rio Grande defronte donde
o suplicante tinha uns currais de gado, estavam uns campos a que chamavam de
Taabauna, devolutos, os quais queria o suplicante povoar para o que pedia legua e meia
dos ditos campos de Taabauna, na mesma paragem onde os padres da Companhia de
Paranagua em algum tempo os largaram por inutil e que a dita legua e meia comegaria
aonde os ditos padres formaram curral, correndo rio abaixo e rio acima onde concluia a
legua e meia, com uma legua de sertao, para nos ditos campos e matos mandar fazer o
suplicante fazendas e lavouras para de tudo pagar dizimo.
Em 15 de outubro de 1722 o cunhado de Manuel, o padre Jose Pinheiro Machado,
presbitero do cabido de Sao Pedro, requereu dizendo que no campo de Itabauna da
parte do rio Grande de Curitiba, onde os reverendos padres da Companhia tiveram gado
em algum tempo e por estarem devolutos, fabricou o suplicante duas fazendas de gado
vacum e cavalgaduras de que pagava dizimos a Deus, assim do dito gado como das
lavouras, cujos campos os queria haver por carta de data de sesmaria, a saber, de urn
capao chamado do Pinheiro em que o suplicante tinha a dita fazenda uma legua de largo
ao rumo dos oes-sudoeste e do dito capao legua e meia rumo do noroeste; legua e meia
caminho e rumo de sudoeste servindo o dito capao de piao, cujos campos tinham seus
capoes e partiam com campos e terras do cunhado do suplicante, sargento-mor Manuel
Gongalves de Aguiar. Estes documentos estao no Arquivo Publico do Estado de Sao
Paulo em lata contendo Sesmarias e Requerimentos com despacho final.
Em 11 de fevereiro de 1728 foi iniciada por Souza Faria a abertura do caminho
entre o sul, Morro dos Conventos (Ararangua) e os Campos Gerais de Curitiba. Apos
mais de dois anos pelos sertoes passou o rio Una (Negro), seguiu por campos e
restingas, chegou ao rio Grande pequeno (Rio da Varzea) e desse aos Campos Gerais
de Curitiba e rio do Registro em 8 de setembro de 1730; o piloto dele, Jose Inacio, disse
que mais adiante de urn rio chamado Sao Bartolomeu, oito bragas de largo e tres palmos
de fundo, e caminho do norte, ficava o rio Grande pequeno, teria de largo doze bragas e
pouco mais de cinco palmos de fundo, e distava de Sao Bartolomeu cinco leguas, e
seguindo o mesmo rumo do norte sete leguas mais avante deram no rio Grande de
Curitiba.
Em novembro de 1732 Cristovao Pereira de Abreu chegou aos campos de Curitiba
com a primeira tropa, constituida por 800 cavalgaduras suas que trouxera da Colonia do
Sacramento, e mais 2.200 que pertenciam a diversos proprietaries, alem de 500 vacas
que arrebanhara nos campos, iniciando o ciclo do tropeirismo, motivo do
desenvolvimento da regiao.
O casal Joao Pereira Braga e Josefa da Silva teve os filhos, as datas
correspondendo a batizados: Maria Pereira da Silva (27.03.1728), padre Joao da Silva
Reis (07.08.1730), Ana Pereira da Silva (01.11.1733), Joana Pereira da Silva
(02.02.1737), Inacia Maria Pereira da Silva (02.07.1739), tenente Domingos Pereira da
Silva (07.07.1743).
Em 1745 o brigadeiro Jose Custodio de Sa e Faria fez viagem entre Santo Antonio
da Patrulha e Sorocaba. No dia 20 de novembro de 1745 passaram o rio da Vargea
foram seguindo sempre para o norte, e nornordeste, pousaram no campo da Lapa. No
dia 22 sairam do campo da Lapa correndo direitos ao norte. Primeiro documento onde
encontramos a denominagao Lapa.
Joao Pereira Braga faleceu no dia 7 de agosto de 1747 e foi sepultado na Capela
de Nossa Senhora da Conceigao do Tamandua.
Vamos dar a seguir algumas informagoes sobre a familia de Joao Pereira Braga.
Na lista de ordenangas de 1765, no Registo (sic, em todos os documentos antigos
era escrito sem o “R”, e em Portugal ainda e assim), em terras do atual municipio da
Lapa, estavam os genros de Joao Pereira Braga: Manuel Correia, casado com Ana
Pereira da Silva; Manuel Simoes, casado com Joana Pereira (da Silva); e Joao
Gongalves Barreiros, casado com Inacia Maria (da Silva), o filho Antonio Gongalves dos
Reis, 1 ano; alem do filho Domingos Pereira da Silva, que morava com a mae viuva
Josefa da Silva; o outro filho, o futuro padre Joao da Silva Reis, que foi o primeiro vigario
da freguesia de Santo Antonio da Lapa, nao aparece; encontramos tambem Francisco
dos Reis, casado com Joana Rodrigues. Na freguesia de Sao Jose encontramos
morando o genro de Joao Pereira Braga, Jose dos Santos Pacheco (Lima), casado com
Maria Pereira da Silva, que cuidava da Fazenda Rio Grande.
Na relagao de 1772 a fazenda de Josefa da Silva (viuva de Joao Pereira Braga)
chamada a Boa Vista estava na estrada, tinha 85 vacas de ventre, 15 novilhas, 4 touros,
6 bois capados, 2 ditos mansos, 25 eguas de ventre, 2 potros, 6 potras, 2 cavalos
mansos, 2 pastores, 4 eguas mansas, 1 porca, 1 marrao, 2 capados, 4 escravos. Josefa
faleceu no dia 29 de junho de 1779.
Vamos dar alguns dados sobre os filhos de Joao Pereira Braga, de quern
descendem muitas das farmlias tradicionais da Lapa.
Inacia Maria Pereira casou no Tamandua no dia 26 de julho de 1761 com Joao
Gongalves Barreiro, natural de Santa Olalia do Cerdal, Braga, nascido em 1739, filho de
Jose Gongalves Barreiro e de Maria Afonsa. Foi feita uma escritura publica de contrato
entre o Dr. Gaspar da Rocha Pereira (denominado constituinte), por seu procurador
bastante o reverendo Padre Doutor Jose Rodrigues Franga (outorgante) com Joao
Gongalves Barreiros (outorgado) no dia 12 de julho de 1756, para feitor e conservador
das fazendas, e mais bens pertencentes a capela de Nossa Senhora das Neves e os
testamentos do tenente-general Manuel Gongalves de Aguiar e de sua mulher dona
Maria Pinheira de que o dito constituinte, o doutor Gaspar da Rocha Pereira era o
administrador por cabega de sua mulher dona Maria Gomes Pinheira, e eram duas
fazendas de gado vacum e cavalar nos Campos Gerais, distrito desta Vila de Curitiba,
chamada uma de Carlos e outra de Sao Luis. No citado contrato, Joao Gongalves
Barreiro tinha que conservar as fazendas, ficando com a quarta parte do gado vacum e
cavalar. Na relagao de 1772, em terras da freguesia de Santo Antonio da Lapa, a fazenda
de Joao Gongalves Barreiros, na estrada do sertao, tinha 40 vacas de ventre, 15
novilhas, 6 touros, 2 bois mansos, 6 eguas mansas, 1 cavalo manso, 2 porcas, 7 leitoes,
1 marrao, 4 escravos. Na lista de 1775 encontramos no Rocio a casa de Joao Gongalves
Barreiro. Joao Gongalves Barreiro faleceu em 23 de junho de 1789 e Inacia Maria da
Silva em 3 de janeiro de 1822.
O Padre Joao dos Reis foi ordenado presbitero em 1757. Apos ordenado
costumava celebrar sacramentos na capela de Nossa Senhora da Conceigao do
Tamandua. Foi o primeiro vigario da freguesia de Santo Antonio da Lapa. Na relagao de
1772 a fazenda do reverendo vigario Joao dos Reis era distante da estrada uma legua e
tinha 4 vacas, 8 novilhas, 8 touros, 20 eguas de ventre, 5 potras, 2 pastores, 2 cavalos
mansos. Faleceu na Lapa no dia 21 de fevereiro de 1785.
No dia 24 de maio de 1803 foi lavrada uma escritura de declaragao na fazenda da
Boa Vista, termo da Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba, onde o
tabeliao foi, sendo presentes de uma parte como outorgante o tenente Domingos Pereira
da Silva e da outra como aceitante Joaquim Jose do Canto e Melo, ambos moradores da
dita freguesia de Santo Antonio da Lapa; o outorgante, como testamenteiro que era do
falecido seu irmao reverendo Joao da Silva Reis, declarou que o mesmo em sua vida
alem dos mais bens que possuia era bem assim senhor de uma sorte de terras e campos
e matos lavradios que principiavam no passo do arroio ao pe do sitio de Antonio de
Torres (?) correndo por urn arroio mais pequeno que nele fazia barra a procurar o pau
papudo e desse correndo por urn espigao de matos ate a cabeceira de urn lajeado,
correndo por ele abaixo ate a barra que fazia no ribeirao de Jose Preto da Cruz, seguindo
por ele abaixo ate a barra que nele fazia urn arroiozinho que nascia do espigao da Boa
Vista e da dita barra correndo o mesmo arroiozinho acima ate o buracao da Palmeira e
desse a rumo direito ate a cabeceira de urn arroio a procurar a ponta da serra, correndo a
dita serra ate o fim dela que era onde principiavam as ditas confrontagoes, em cujos
limites se compreendiam terras lavradias, vargens, capoeiras e campos, que tudo havia o
dito testador dado em dote de casamento ao aceitante por se casar com uma de suas
expostas de nome Antonia Francisca da Silva, que por esse motivo sendo ele outorgante
testamenteiro e inventariante nas terras a inventario nem de seus herdeiros a requereram
por saberem da verdade da dita doagao, ficando logo o doado de posse havia vinte anos
a essa parte sem contradigao de pessoa alguma.
Ana Pereira da Silva casou em primeiras nupcias com Manuel Correia, natural da
freguesia de Nossa Senhora da Assungao, Vila de Cascais, filho do tenente Domingos
Correia e de Maria Carrasca, no dia 2 de fevereiro de 1749, em Curitiba. Casou em
segundas nupcias no dia 9 de janeiro de 1770 com Francisco Gongalves Dias Senra,
natural da freguesia de Santa Maria da Abadia, Vila de Barcelos, filho de Francisco
Gongalves Castelo Branco e Domingas Dias, viuvo de Maria Rodrigues. Na relagao de
1772 a fazenda de Francisco Gongalves Dias (Senra), na estrada, tinha 17 vacas de
ventre, 5 novilhas, 2 touros, 3 eguas mansas, 2 escravos, 1 porca, 3 leitoes, 1 marrao. Na
lista de 1775 encontramos no Rocio a casa de Francisco Gongalves Dias. Ana Pereira da
Silva faleceu em 31 de outubro de 1780.
No dia 13 de setembro de 1793 Francisco Gongalves Dias Senra vendeu para
Alferes Joaquim Vicente um sitio na paragem chamada Alagoa que de um lado partia
com a restinga da freguesia de Santo Antonio unida a Lapa, e de outra com o tenente
Domingos Pereira da Silva e servia de divisa nos fundos o corrego Capivari e a frente o
capao do Maia e a campina de Francisco da Silveira, como tambem vendia 150 bragas
de terras lavradias com seus fundos correspondendo para o sertao na paragem chamada
a Barra, fazendo testada no ribeirao que vinha do faxinal do tenente Domingos Pereira da
Silva correndo para o mato dentro encostadas a Manuel de Moura Cardoso e de outra
parte partiam em terras do vendedor.
Joana Pereira da Silva casou no Tamandua no dia 26 de julho de 1759 com Manuel
Simoes, natural de Sao Bento, Barcelos, Braga, filho de Manuel Gomes e de sua mulher
Domingas Simoes. Na lista de 1772 o sitio de Manuel Simoes em terras de Jose dos
Santos Pacheco tinha 12 vacas criadeiras, 2 novilhas, 1 touro, 8 eguas de ventre, 2 ditas
mansas, 3 potras, 1 pastor, 2 cavalos mansos, 3 escravos, 1 porca, 1 marrao, 6 leitoes.
Na lista de 1775 encontramos na freguesia de Santo Antonio da Lapa a casa do alferes
Manuel Simoes, 55 anos, casado. Joana Pereira da Silva faleceu repentinamente na
Lapa em 14 de fevereiro de 1795. Manuel Simoes faleceu em 31 de julho de 1800.
Domingos Pereira da Silva foi casado com Casimira da Costa Franga, filha do
capitao Jose da Costa Resende, natural da ilha dos Agores e de Maria d’O Franga. Na
lista de 1775 encontramos na freguesia de Santo Antonio da Lapa a casa do tenente
Domingos Pereira da Silva; e no Campo do Tenente a casa do alferes Domingos Pereira
da Silva. Na relagao de 1776 encontramos Domingos Pereira da Silva, a mulher Casimira
da Costa, o filho Joao, 3 anos. Tinha 3 escravos, 2 reses, 3 eguas e vivia das suas
lavouras. No dia 15 de junho de 1801 foi lavrada uma escritura entre o tenente Domingos
Pereira da Silva e sua mulher dona Casimira da Costa Franga e seu sobrinho Francisco
Gongalves da Silva. Por Domingos e Casimira foi dito que eles tinham feito troca com
Francisco Gongalves Senra, pai do comprador, dando a esse um pedago de terras
lavradias na paragem denominada Barra, entrando pelo caminho de carro a direita ate
uma divisa que sempre conservaram com o dito Senra, como tambem um pedago de
campo no fundo do potreiro deles vendedores, que descia para a Barra fazendo um valo
para dentro cortando rumo direito da ponta do dito valo ao ribeirao que ia da casa do
alferes Manuel Simoes, ficando pertencendo tudo do valo para a Barra ao dito Senra,
assim terras lavradias como campo, recebendo eles vendedores um rincao de campo
pertencente ao comprador, que nesse tempo era orfao menor e porque de presente em
razao da nulidade da dita troca, ficou cada um com aquilo que antigamente Ihe pertencia
e como as ditas terras e campos livres e desembargados a eles vendedores, entao de
suas livres vontades e sem constrangimento de pessoa alguma vendiam como de fato
vendido tinham a ele comprador pelo prego e quantia de 20$000. Domingos faleceu em
1812.
Maria Pereira da Silva casou-se no Tamandua no dia 28 de agosto de 1753 com
Jose dos Santos Pacheco Lima, natural de Ponte de Lima, filho de Francisco Pacheco de
Miranda e de sua mulher Cristina da Costa Miranda. Na lista de 1775 encontramos no
Rossio a casa de Jose dos Santos Pacheco. Jose dos Santos Pacheco era dono da
fazenda do Bom Jardim, antes chamada de Registo Velho, por se achar a passagem do
registo. Jose dos Santos Pacheco Lima faleceu em 1806. Manuel dos Santos Pacheco,
Francisco dos Santos Pacheco, Manuel Jose Barbosa e Francisco Jose de Sampaio
pediram sesmaria das posses do falecido pai Jose dos Santos Pacheco. O juramento da
camara da Vila do Principe foi em 6 de setembro de 1816.
Em 15 de novembro de 1816 o capitao-mor Francisco de Paula Teixeira Coelho
informou o que dizia matos maninhos se achavam devolutos dentro das confrontagoes
requeridas e porque dentro do mesmo limite da sesmaria pedida se achava arranchado
Francisco Antonio com porgao bastante de cultivados, por parte do mesmo necessitava
ter-se requerido a camara dessa Vila fosse o mesmo contemplado na mesma sesmaria
com igual porgao de mato que Ihe tocasse pro rata e que entraria na igual despesa. No
dia 20 de outubro de 1817 disseram Manuel dos Santos Pacheco, Francisco dos Santos
Pacheco, Manuel Jose Barbosa e Francisco Jose de Sampaio que eles suplicantes
moradores na Vila do Principe estabelecidos em terras lavradias sem legitimo titulo,
conservando as posses do falecido Jose dos Santos Pacheco, pai dos suplicantes, as
quais teriam uma legua de testada e duas de sertao, correndo para o nascente, partiam
com as terras do guarda-mor Jose de Miranda e Silva e Manuel Rodrigues Coira, e
desejando os suplicantes haver por sesmaria para sustentagao de numerosa farmlia de
todos os suplicantes. Em outro documento disseram ter 36 escravos.
A filha natural Francisca de Oliveira casou no dia 23 de novembro de 1744 com
Miguel da Serra, filho de Pedro da Serra e de Maria Pascoa; ele tambem era conhecido
por Miguel Serra Castelhano, tendo ela 25 anos em 1747, quando do inventario do pai.
Em 1750, Francisca Pereira, filha natural do defunto Joao Pereira Braga, casada com
Miguel Serra, passou uma quitagao, dizendo que em vida do defunto seu pai recebeu em
dinheiro de contado o valor e quantia de 100$000 e por falecimento do dito defunto
ajustou-se com sua madrasta a senhora dona viuva Josefa da Silva, com certa quantia
de gado e eguas e dinheiro da legitima que Ihe tocara, como tambem Ihe deram e aceitou
umas terras em que vivia, chamada a paragem o Cercadinho, que partia com o mato
grosso chamado Maracananduba, advertindo que eram tres cercados, o primeiro e o
segundo o que se achava e povoado e com casa, esses o era e outro logo que se seguia.
Estas terras estavam no atual municipio de Castro.
Joao da Silva Reis era natural da freguesia de Lordelo, Portugal, filho de Manuel
dos Reis e de sua mulher Maria Francisca. Foi casado em primeiras nupcias com Felicia
Martins Paiva, e tiveram uma filha chamada Josefa. Casou-se em segundas nupcias com
Maria Rodrigues (ou Maria Rosa, segundo documentos de Portugal), natural da freguesia
de Sao Joao da Foz do Douro, Porto. Maria Rodrigues nasceu em 9 de maio de 1680,
filha de Manuel Rodrigues e Maria Pinheira, da rua da Mota; foram seus padrinhos Joao
de Sequeira, alferes do Castelo e morador na cidade do Porto, e Maria da Luz, mulher do
capitao Luis Carvalho, da freguesia de Miragaia (2° bairro do Porto). Entre outros filhos,
Joao da Silva Reis e Maria Rodrigues tiveram Josefa da Silva. Vieram para o Brasil e
fixaram-se nos campos da Lapa. Segundo Negrao, quando vieram para ca a filha Josefa
da Silva tinha dez anos de idade.
Maria Rodrigues fez testamento no dia 12 de outubro de 1750, onde declarou ser
filha de Manuel Rodrigues e Maria Pinheira, ja defuntos, e que fora casada com Joao da
Silva Reis, de cujo matrimonia vivia unicamente sua filha Josefa da Silva; declarou que
possuia nos Campos Gerais as campinas chamadas de Joao Pereira de Avelar (Joao
Pereira de Avelar morava no atual municipio de Castro). Faleceu no dia 17 de julho de
1755, sendo sepultada na capela de Nossa Senhora da Conceigao do Tamandua; foram
testamenteiros Manuel Correia e Joao da Silva Reis.
Tambem vieram para os campos da Lapa, Francisco dos Reis e sua mulher Joana
Rodrigues. Francisco dos Reis era natural de Couto de Sao Joao da Foz e filho de
Manuel dos Reis. Joana Rodrigues nasceu na freguesia de Sao Joao da Foz do Douro,
Porto, Portugal, em 25 de julho de 1684, filha de Manuel Rodrigues Macieira e Maria
Pinheira, portanto irma de Maria Rodrigues; foram seus padrinhos o capitao de Castelo
Antonio de Almeida e o padre Manuel dos Santos. Na lista de ordenangas de 1765
encontramos Francisco dos Reis, 80 anos, 4 escravos, casado com Joana Rodrigues.
Francisco dos Reis fez testamento em 12 de Janeiro de 1767 e faleceu a 18 de margo (ou
abril) de 1768, aos 80 anos, e foi sepultado na capela de Nossa Senhora da Conceigao
do Tamandua; foi testamenteiro o padre Joao da Silva Reis.
Joana Rodrigues faleceu na freguesia de Santo Antonio da Lapa em 26 de junho de
1771, sendo sepultada na igreja matriz. Esta havia feito testamento em 21 de setembro
de 1768, dizendo ser natural de Sao Joao da Foz, bispado da cidade do Porto, filha de
Manuel Rodrigues Macieira e Maria Pinheira, que fora casada com Francisco dos Reis
sem deixar filhos; declarou possuir os escravos Jose e sua mulher Isabel, Maria, outra
Maria, Marta, Eufrasia, Paulo e Teodosia, 6 vacas, 6 novilhas, 10 eguas com suas crias e
alguns moveis poucos que se achavam em sua casa; deixou em testamento o escravo
Paulo para seu sobrinho Domingos, a escrava Teodosia para sua sobrinha Joana, mulher
de Manuel Simoes, a escrava Marta para sua sobrinha Inacia, mulher de Joao
Gongalves, e escrava Maria a mais moga das duas para Maria mulher de Jose dos
Santos, e deixou por sua universal herdeira, depois de cumpridos os legados, a sua
sobrinha Josefa da Silva; foi testamenteiro seu sobrinho neto o padre Joao da Silva Reis.
No dia 20 de junho de 1773 Josefa declarou que estava de posse dos bens herdados de
sua tia.
Dorn Luis Antonio de Souza Botelho Mourao, governador e capitao geral da
capitania de Sao Paulo, atendendo o que representaram por petigao os moradores do
Registo de Curitiba, que ele havia mandado fundar na dita paragem uma povoagao por
ordem que para isso tivera de sua majestade, e como para efeito de poderem subsistir
necessitavam de pasto espiritual, pretendiam formar uma igreja para que pelo tempo
adiante Ihe servisse de matriz, a qual se nao podia erigir sem se fazer patrimonio, para
do seu redito ter a dita igreja a sua devida conservagao; e como na dita paragem havia
muitas terras devolutas e nao possuidas por pessoa alguma, pretendiam os suplicantes
que ele Ihes concedesse uma legua de terras de testada e outro tanto de sertao para
patrimonio da dita igreja, pelo que Ihe pediam Ihes mandasse passar carta de sesmaria
das terras acima declaradas visto ser para fim tao justo, que os suplicantes requeriam e
de se cumprir assim a sua ordem, porque mandar fundar a referida fundagao.
Deu por sesmaria aos moradores da nova povoagao do registro de Curitiba uma
legua de testada e outro tanto de sertao, as quais nao poderiam vender ou transpassar a
outro em tempo algum, por qualquer razao que houvesse, sem sua expressas ordem, e
so serviriam para patrimonio da dita igreja, na forma declarada; e logo que de todo
estivesse formada e congregados os moradores de modo ja tivessem de cinquenta
vizinhos para cima, mandariam confirmar essa sua carta por sua majestade; e antes de
tomar posse das ditas terras iria o seu ajudante de suas ordens Afonso Botelho de
Sampaio e Souza, com o procurador da camara respectiva, piloto, e mais pessoas
necessarias em semelhantes atos a demarcar a paragem em que se havia perfazer para
dita igreja....fariam auto nas costas dessa para a todo tempo constasse sendo para esse
efeito notificadas as pessoas com quern confrontasse para que se evitassem duvidas
para o futuro. Dada a carta de sesmaria aos 13 de maio de 1768. Marina Ritter diz que
estava localizada na paragem da Lapa, de outra parte do Registro, num campestre entre
a restinga grande e a Lapa ate urn cercado chamado boqueirao e o sitio de Diogo
Gongalves.
A freguesia de Santo Antonio da Lapa foi ereta no dia 13 de junho de 1769. O
primeiro vigario foi o padre Joao da Silva Reis, nomeado por Dorn Frei Manuel da
Ressurreigao, que tomou posse a 15 de junho de 1769, quando feita a medigao judicial
do patrimonio. O padre Reis iniciou em 1784 a construgao da igreja matriz.
O vigario padre Reis faleceu em 21 de fevereiro de 1785 e ficou como vigario
interino frei Angelo da Trindade, carmelita do Tamandua; nesse mesmo ano de 1785 foi
designado vigario o padre Antonio Gongalves Pereira Cordeiro. O padre Cordeiro no dia
14 de junho de 1785 registrou que o distrito da freguesia da Lapa comegava do ribeirao
chamado de Isabel Alves, que estava junto a lagoa das Almas, e a dividia da freguesia de
Sao Jose e terminava na Estiva, que estava no meio do sertao que se estendia para a
vila de Lajes; da freguesia de Curitiba a dividia o rio do Registo, e dali todo o terreno
ainda inculto que ia ate as serras do mar, ate perder-se; eram ali os seus limites, assim
na extensao como na circunferencia, deles estava de posse desde a sua eregao.
O padre Cordeiro permaneceu ate 1791; em seguida o vigario foi o padre Francisco
Pacheco de Oliveira. Em 31 de outubro de 1791, em casas de morada do vigario da
freguesia de Santo Antonio da Lapa foi lavrado pelo escrivao Francisco de Paula Teixeira
urn termo de apresentagao, quando apareceu o diretor das obras da dita freguesia, o
capitao Francisco Teixeira Coelho, e apresentou uma provisao do bispo e uma provisao
( pam ) com urn despacho do vigario capitular que mandava se benzesse a igreja em
virtude da mesma provisao, e o vigario da dita freguesia, o padre Francisco Pacheco de
Oliveira, prometeu cumprir tudo na forma dela.
A regiao da Lapa possuia muitos moradores, vamos citar alguns, somente os que
tinham terras na relagao de fazendas e sitios elaborada por Afonso Botelho em 1772.
Manuel Rodrigues da Luz, nascido mais ou menos em 1717, era filho do sargento-
mor Antonio Rodrigues de Lara e de Maria Rodrigues Antunes; casou com Ana Luisa de
Siqueira. Segundo Marina Ritter, Manuel Rodrigues da Luz obteve sesmaria em 20 de
margo de 1751, localizada abaixo do rio Grande ate as terras de Baltasar Fernandes
Leme. Baltasar Fernandes Leme obteve em 12 de abril de 1706 sesmaria localizada de
leste oeste pelo rio Grande abaixo, medindo uma legua por tres. Na sessao da camara
da vila de Curitiba de 7 de dezembro de 1752 foi requerido que fosse notificado Manuel
Rodrigues da Luz para em urn termo depois de citado desistisse de umas terras que tinha
aforado no rossio da citada vila e os tinha deixado, por cuja razao os tinha pedido por
aforamento em que os oficiais da camara tinham deferido, que fazendo o dito Manuel
Rodrigues desistencia se Ihe deferiria e assim requeria fosse citado para o que
apresentava segunda petigao para a dita diligencia que requeria fosse feita para o dito
Manuel dissesse em urn termo o que tivesse.
Na sessao de 17 de fevereiro de 1753 foi requerido fosse Manuel Rodrigues da Luz
apregoado, pois o tinha feito e notificado para desistir de 100 bragas de terras do rocio da
vila de Curitiba, pelas ter desamparado e ausentando-se para as partes do Registo da
dita vila, as quais tinha o procurado pedido por devolutas, para em urn termo dizer o que
tivesse a dita citagao ou desistir das ditas terras e nao podendo, se Ihe assinasse urn
termo e sendo o dito Manuel Rodrigues da Luz apregoado pelo alcaide, que fazia as
vezes de porteiro, por nao aparecer nem outrem por ele. Na sessao de 31 de margo foi
mandado que Manuel Rodrigues da Luz fosse conservado nas 100 bragas, visto ter
pagado Jose Luis por sua ordem o foro delas. Na relagao de 1772 a fazenda ou sitio de
Manuel Rodrigues da Luz, distante da estrada duas leguas e meia, tinha 8 vacas, 3
novilhas, 1 touro, 3 eguas mansas, 1 pastor, 2 ovelhas, 5 capados, 2 porcas, 5 leitoes, 1
marrao.
Antonio Gongalves dos Reis ja morava na regiao na relagao de 1765, era solteiro.
Em 16 de fevereiro de 1765 disse o alferes Antonio Gongalves dos Reis que da outra
parte do Registo, correndo rio Grande abaixo seis leguas, pouco mais ou menos, adiante
de urn restingao em que findavam os campos de Manuel da Luz, se achavam uns
campos que o suplicante havia urn ano tinha fabricado e cultivado com fogos e gados,
cujos campos depois poderiam vir a ter tres leguas, pouco mais ou menos, e o suplicante
queria pedi-los por sesmaria ao senhor conde vice-rei. A camara da vila de Curitiba
concordou em 23 de fevereiro de 1765. Antonio Gongalves dos Reis, morador no distrito
da vila de Curitiba obteve a carta de sesmaria em 3 de fevereiro de 1767, da outra parte
do Registo correndo o rio Grande abaixo, coisa de seis leguas pouco mais ou menos,
adiante ate um restingao em que findavam os campos de Manuel da Luz, onde se
achavam uns campos que o suplicante havia tres (?) anos tinha fabricado e cultivado
com fogos e gados, devolutos e incultos, que depois poderiam vir a ter tres leguas com
pouca diferenga. Na relagao de 1772 a fazenda da Boa Vista dos Faxinais do capitao
Antonio Gongalves dos Reis era distante da estrada 3 leguas, tinha 80 vacas de ventre,
20 novilhas, 6 touros, 2 bois carreiros, 25 eguas bravas, 6 eguas mansas, 2 cavalos
pastores, 6 cavalos mansos de costeio, 2 porcas, 6 leitoes, e um por culhudo, 6 escravos.
Na lista de 1776, Antonio Gongalves dos Reis estava ausente.
Ordem do general governador de 11 de Janeiro de 1779 ordenou que pela grande
ausencia que fez Antonio Gongalves dos Reis, capitao de ordenangas da freguesia de
Santo Antonio, se nomeasse outro para servir o referido posto. Antonio Gongalves dos
Reis vendeu estas terras para Manuel Antonio de Araujo, que as denominou de Serrito.
Em 15 de agosto de 1804 foi arrematado no juizo da Vila de Curitiba um campo e matos
com seus faxinais denominado Serrito, na outra banda do Registro, na freguesia da Lapa,
pertencentes por heranga aos herdeiros do falecido mestre de campo Manuel Antonio de
Araujo
Na lista de 1765 encontramos Antonio Garces, 16 anos, uma arma, filho de Miguel
Garces. Na relagao de 1772 encontramos o sitio de Miguel Garces da Cunha, distante da
estrada uma legua. Na relagao de 1776 encontramos a casa de Miguel Garces, 60 anos,
a mulher Maria de Goes, 60, o filho Miguel, 16 anos.
Joao Cordeiro Matoso, natural de Paranagua, casou com Maria Pereira Maciel. Na
lista de 1765 encontramos Joao Cordeiro Matoso com a farmlia. Na relagao de 1772
encontramos a fazenda de Joao Cordeiro ao pe do Registo, distante da estrada um
quarto de legua, tinha 1 vaca de ventre, 5 novilhas, 2 touros, 2 bois mansos, 9 eguas de
ventre, 3 potras, 2 eguas mansas, 1 pastor, 2 porcas, 8 leitoes, 1 marrao. Joao Cordeiro
Matoso e sua mulher Maria Pereira Maciel faleceram de sarampo, ele em 31 de agosto
de 1781, 58 anos, e ela em 3 de setembro de 1781, com 45 anos. Eram herdeiros
Placido, com 22 anos, Venancio com 18 anos, Serino (Cirino) com 14 anos, Bernarda
com 9 anos, Luisa com 6 anos e Mauricia com 6 meses. Maria Pereira Maciel as vezes
aparece como Maria Pereira da Silva.
Manuel Ribeiro Lopes era natural de Curitiba, filho de Luis Ribeiro Lopes e de
Angela Pereira; mais ou menos em 1766 arrematou em praga no inventario de seu pai
terrenos na regiao da Lapa. Disse Manuel Ribeiro Lopes, morador na Vila de Curitiba,
freguesia de Santo Antonio da Lapa, que ele suplicante haveria oito anos que tinha
fabricado em uns faxinais, cultivado-os em campos de criar, onde trazia animais, e nos
matos suas lavouras, que eram as terras que ficavam para dentro dos campos do
Capivari, entre as terras de Vitorino Furtado e as do alferes Antonio Gongalves dos Reis,
que corriam do restingao aos ditos campos de Capivari para o este e a quadra do dito
Vitorino da Silva Furtado para o norte, tudo teria duas leguas, pouco mais ou menos, e
porque o suplicante nao tinha mais terras em que pudesse viver, lavrar e fabricar
fazendas e as queria possuir por titulos, para os poder os pedia. A camara da Vila de
Curitiba concordou em 1° de novembro de 1770.
Em 4 de agosto de 1771 disse Manuel Ribeiro Lopes, morador em o termo da Vila
de Curitiba na freguesia de Santo Antonio da Lapa, que ele suplicante havia oito anos
que rompendo o sertao achara uns faxinais vizinhos a dita freguesia e os tinha cultivados,
reduzindo-os a pastos criadores, onde trazia seus gados e lavouras nos matos, cujas
terras estavam da outra banda do restingao de mato do Capivari para a parte do este e
ate Ihe ficava a fazenda do alferes Antonio Gongalves dos Reis para o norte e a de
Vitorino Furtado para o sul, cujos campos e faxinais com sua terras lavradias poderiam
ter duas leguas como tudo constava da atestagao dos oficiais da camara que junto
estava. Manuel Ribeiro Lopes, morador em Curitiba, na freguesia de Santo Antonio da
Lapa obteve em sesmaria no dia 17 de outubro de 1771, duas leguas de terras da outra
banda do restingao de mato do Capivari para a parte oeste e Ihe ficava a fazenda do
alferes Antonio Gongalves dos Reis para o norte e de Vitorino Furtado para o sul. No dia
27 de setembro de 1779 Manuel Ribeiro Lopes passou urn papel onde disse que era
verdade que vendia a Antonio Francisco urn sitio em Capivari com as benfeitorias
fabricadas, arvoredos e a posse que tinha nos campos por onde costumava queimar para
pasto dos seus animais, divisando com o licenciado Inacio da Silva Moreira pelo capao e
urn lajeado que desaguava no rio do Registo e para o sul em Capivari, enfim tudo na
forma que os tinha possuido havia treze anos que os arrematou na praga por falecimento
do defunto seu pai e assim o vendia por 16$000 de cuja quantia estava pago e satisfeito
por verdade de tudo isso Ihe passou aquele papel.
O sitio de Angela Correa, em Santa Fe (?), pagava foro aos herdeiros de Salvador
Fernandes, distante da estrada uma legua. No dia 19 de maio de 1800 Inacia Esmeria de
Miranda vendeu por 25$000 para Joao Dias de Freitas (este por procuragao passada a
Joao Vieira Gongalves) uma parte de campo na paragem Cercado Grande, termo e
limites da freguesia de Santo Antonio da Lapa, cujo campo era em urn rincao em que
tinham parte os herdeiros do falecido Manuel Rodrigues conforme os limites e
confrontagoes que via da escritura deles, porque tudo o mais que se achava no dito
rincao pertencia a ela outorgante por arrematagao que mandou fazer no juizo de orfaos
da vila de Curitiba pelo falecido capitao-mor Lourengo Ribeiro de Andrade, como havia de
constar do inventario feito por falecimento de Salvador Fernandes, o qual vendeu parte
do dito rincao na sua vida ao dito Manuel Rodrigues.
No dia 1° de agosto de 1801 foi lavrada uma escritura de declaragao entre os
outorgantes Jose Antonio Mendes Viana por cabega de sua mulher Maria Angela,
tenente Joao Antonio da Costa por cabega de sua mulher Dona Francisca de Paula
Ribas, tenente-coronel Francisco de Paula Ribas, ajudante Antonio Ribeiro de Andrade e
o tenente Manuel Jose Taborda, todos herdeiros do falecido capitao-mor Lourengo
Ribeiro de Andrade, e do outro lado como aceitante Inacia Esmeria de Miranda,
moradora na freguesia de Santo Antonio da Lapa; foi dito pelos outorgantes que seu
falecido pai e sogro dito capitao-mor Lourengo Ribeiro de Andrade, em sua vida
arrematara no juizo de orfaos da vila de Curitiba uns campos de criar na paragem
denominada Capivari alem do rio do Registo que constava do inventario que se fez por
falecimento de Salvador Fernandes, a quern pertenceram os ditos campos, que
principiava de uma barra que fazia no Capivari urn ribeirao pelo qual se dividiam com os
campos de Joao Luiz, descendo pelo Capivari abaixo ate fazer barra no rio do Registo e
por ele abaixo ate a barra de urn lajeado chamado do Adao (Adam) e por ele acima ate o
capao donde nascia o mesmo lajeado e do dito capao nascia outro arroio que ia fazer
barra no ribeirao que dividia os campos denominados de Santa Clara e por esse acima
ate o passo denominado Taboao e dali cortando por uma grata ao capao chamado da
Invernada e dali partindo por outro capao ate ir dar no passo do meio do ribeirao de Joao
Luis descendo por ele abaixo ate a barra que fazia no Capivari, vinha a ser tudo o que
pertencia ao dito falecido Salvador Fernandes segundo os titulos antigos de sua compra
e porque a dita arrematagao fizera o mesmo capitao-mor em dinheiro e por que de troco
da dita aceitante (dao a entender que o pai e sogro comprara para Inacia com dinheiro
que ela dera) por essa escritura vinham declarar que tudo o que constava da dita
arrematagao a ela pertencia e como tal sempre estado na posse dos ditos campos e nem
eles outorgantes fizeram dele mengao no inventario do dito capitao-mor por Ihes nao
pertencer mas sim a dita aceitante. No dia 1° de agosto de 1801 Inacia Esmeria de
Miranda vendeu para Inacio Serino Leite, homem tropeiro, por 100$000, urn campo de
criar na paragem denominada Capivari, por arrematagao que mandou fazer pelo capitao-
mor Luciano Ribeiro de Andrade, ja falecido, no juizo de orfaos da vila de Curitiba,
constante do inventario do falecido Salvador Fernandes, a quern pertenceram os ditos
campos de que tinha estado de posse e na mesma forma que possuia sem foro nem
pensao alguma vendia ao dito comprador os citados campos (seguem as mesmas divisas
declaradas acima).
Inacio da Silva Moura morava ao pe do rio Capivari, distante da estrada uma legua.
Na freguesia de Santo Antonio da Lapa, no dia 7 de agosto de 1793, Manuel da Silva Lira
como testamenteiro de Inacio da Silva Moura vendeu a Jose Soares, terras lavradias com
seus campos da mesma forma que o testador declarou em seu testamento, na paragem
chamada Sao Patricio, que misticavam com terras de Inacia de Jesus ate o corrego seco,
das quais o testamenteiro disse tinha carta de sesmaria que se achava registrada no
cartorio ordinario (de Curitiba) ou nos livros da camara, como tambem vendia todas as
posses que o testador tinha nessa paragem em sua vida, com entradas e saidas e seus
faxinais e o mais que Ihe pertencesse.
Na relagao de 1772 encontramos outros sitios e fazendas na regiao do atual
municipio da Lapa. A fazenda de Gongalo Jose de Meneses, na paragem chamada
Santa Clara, distava da estrada 2 leguas. A fazenda de Antonia de Souza Neves (ou
Naves) ao pe do Registo, estrada do sertao. O sitio de Salvador Martins nas terras de
Santo Antonio. O sitio de Manuel Batista, distante da estrada legua e meia. O sitio de
Roque Vaz, distante da estrada legua e quarto. O sitio de Diogo Gongalves Ribeiro, ao pe
da freguesia, distante da estrada uma legua. O sitio de Jose da Veiga de Godoy, distante
da estrada 2 leguas. O sitio de Vitorino da Silva, distante da estrada uma legua e urn
quarto. O sitio de Liberato Ferreira, na estrada.
No dia 28 de agosto de 1750 o reverendo padre frei Inacio Pinheiro, religioso de
Nossa Senhora do Monte do Carmo, vendeu o seu sitio Santa Clara junto ao Registo,
com 3 leguas de campinas e todos os matos, capoes, casas e benfeitorias que nele se
achassem, como tambem seus rogados de 2 alqueires de milho de mata virgem ao
reverendo padre Francisco de Meira Colago, por prego e quantia de quatro eguas
mansas de carga, que recebia em contento, e porque o sitio chamado Santa Clara o
possuia porque o herdara de seu irmao o reverendo padre Jose Pinheiro do habito de
Sao Pedro e possuiu apos sua morte; as divisas partiam de urn ribeirao que fazia divisa
com o licenciado Jose Rodrigues Franga e de outra parte com o rio de Capivari, que de
tudo melhor constava de uma sesmaria que se obrigava a entregar ao comprador. No dia
12 de Janeiro de 1753 o reverendo padre coadjutor Francisco de Meira Colago vendeu
para Salvador Fernandes de Siqueira tres leguas de campinas de testada pouco mais ou
menos, na paragem chamada Santa Clara, junto ao Registo da Vila de Curitiba, que
partiam com Roque Fernandes de Siqueira pelo rio de Capivari acima e com o ribeirao
que fazia divisa com o reverendo padre doutor Jose Rodrigues Franga, fazendo testada
ao rumo de noroeste, correndo pelo rio Grande abaixo fazendo sertao a rumo de leste,
com todos os capoes e restingas que se achassem dentro desta testada.
No dia 20 de fevereiro de 1777 Dom Pedro de Ceballos invadiu Santa Catarina. O govemo
de Sao Paulo resolveu mandar um exercito de 6.000 homens para acudir. No dia 14 de maio
compareceu na camara da vila de Curitiba o tenente Jose Joaquim Mariano da Silva Cesar e em
nome do capitao general govemador de Sao Paulo comunicou que conforme ordem que trazia, de
15 de abril de 1777, a dita deveria de abastecer com 9.300 alqueires de milho, 4.650 dito de
farinha, 3.000 animais suficientes arriados e cangalhas, 1.200 reses gordas mansas e de conta, 500
pessoas para arrieiros e peoes do gado, 20 bruacas de sal, 200 couros desfeitos em surroes de
alqueire. Na mesma sessao a camara de Curitiba protestou, alegando pobreza da regiao, expondo
em detalhes os problemas da vila, principalmente pela grande quantidade de suprimentos
solicitada. Ainda na mesma sessao, em resposta as ponderagoes da Camara, o tenente Cesar
entregou varias determinagoes, com muitos detalhes, inclusive a relagao de pousos onde seriam
entregues as requisigoes; o caminho a ser utilizado era o antigo das tropas, passando por
Jaguariaiva, Cinza, Fumas, Cameiro, Iapo, Carambei, Pitangui, Itaiacoca, Porcos, Sao Luis,
Registo e Santo Antonio da Lapa.
Em cada pouso haveria pessoas responsaveis pelo recebimento, para o Registo foi designado
para feitor o sargento Joao de Deus Borges, que receberia 250 alqueires de milho, 75 ditos de
farinha, uma quarta de sal, 20 animais arriados de cangalhas, 30 reses gordas e seis pessoas (para
arrieiros); no pouso de Santo Antonio deveriam ser entregues ao feitor o alferes Francisco Teixeira
Coelho, por falta desse ao feitor Jose dos Santos Pacheco Lima, 4500 alqueires de milho, 225
alqueires de farinha. Na ordem estava dito que os mantimentos que se remetessem a Santo Antonio
nao indo em surroes deveriam ir em cestos, porem tambem acondicionados, que nao sucedesse
derramar-se e levariam por cima um ligal por conta dos tempos que os podia arruinar e se fazia
indispensavel remeter a camara de Curitiba a Santo Antonio sem demora cinquenta couros,
cobrando recibo de todos os feitores; deveria mandar tambem imediatamente a Santo Antonio 225
alqueires de farinha, 600 ditos de milho, 200 de feijao, 300 animais arriados e a primeira partida
dos homens acima referidos, uma vez que nao poderia ser remetida toda a requisigao de uma so
vez. Ordem do governador datada de 23 de agosto de 1777, recebida pela camara de Curitiba no
dia 7 de setembro mandou que os feitores dos pousos entregassem os mantimentos, cavalgaduras e
gados que estavam aprontados pelos referidos pousos; o tratado de Santo Ildefonso, assinado em 1°
de outubro de 1777, veio por fun as campanhas militares.
No termo de vereanca da camara da vila de Curitiba de 3 de novembro de 1777, esta dito que
no mesmo instante que receberam a ordem do govemador geral de 23 de agosto, recebida no dia 7
de setembro, mandaram aos feitores dos pousos que entregassem os mantimentos, cavalgaduras e
gados que estavam aprontados pelos referidos pousos, e como o feitor respectivo do pouso de
Santo Antonio nao tinha dado cxccucao as ordens que a camara lhe tinha mandado respectivo aos
animais e mais viveres, por cuja demora mandaram o vereador Joao Barbosa Calheiros, morador na
mesma freguesia., que em virtude da mesma ordem do governador e da maquina de queixas do
povo pela demora e seus animais se lhes inconviu (sic) os regressos de todas as cavalgaduras que a
camara tinha remetido para a mesma freguesia, e muito principalmente as cavalgaduras que na
ultima recoluta se encaminharam para aquela freguesia depois de haver noticia certa voltarem as
companhias para tras, cuja conduta ja parecia desnecessaria; e sendo assim deveria o mesmo
vereador da mesma forma que dali se remeteu fazer voltar para a vila de Curitiba para se entregar a
seus donos, visto se nao ter ocupado no real scrvico; e como obrasse muito o contrario do que a
camara lhe determinara, sem atcncao ao prejuizo do povo, resolveu mandar uns poucos de animais
sem relacocs que os acompanhasse nem os arriadores saberem seus donos, de donde tinha nascido
segundo lhes constava ter se descaminhado alguns daquele pouso, como foram dois animais que
sendo da vila de Curitiba de Sebastiao Alves de Araujo, foram esses achados na freguesia de Sao
Jose; e pelo pouco caso que tinha feito das ordens da camara e inovedientes ao real scrvico,
mandaram passar mandado para que um oficial de justica fosse a freguesia de Santo Antonio da
Lapa e notificasse da parte da camara ao feitor daquele pouso Jose dos Santos Pacheco e o
vereador Joao Barbosa Calheiros para virem dar contas de tudo o quanto se lhe incumbiu
respectivo ao real scrvico, com pena de que nao oferecendo assim logo que notificado fossem se
proceder contra eles como fosse de direito e justiga, da qual diligencia passariam os oficiais
certidao para a todo tempo constar. Segundo Negrao, o feitor do pouso da freguesia de Santo
Antonio da Lapa, Jose dos Santos Pacheco por nao cumprir inteiramente a ordem do general, foi
preso e remetido para a cadeia de Sao Paulo em fins de 1777, e quando do inventario de sua sogra
em 1779 ainda estava encarcerado.
Os moradores da regiao tinham certas vantagens na passagem do Registo, que
foram cortadas por administrador, o que levou a uma petigao passada a requerimento
dos moradores de Santo Antonio da Lapa e Tamandua aos senhores oficiais da camara
de Curitiba. Diziam os moradores da freguesia de Santo Antonio da Lapa e os moradores
de Tamandua, termo da vila de Curitiba, que o Registo desse continente fora criado para
arrecadagao dos quintos dos animais que eram conduzidos de Sao Pedro do Sul partes
de Viamao e debaixo dessa criagao muitos anos foi conservado o contrato dos referidos
quintos e passados muitos anos foi povoada a dita freguesia estabelecendo-se os
moradores da mesma com suas fazendas e lavouras, cuja freguesia e seu distrito fora
mistica com o rio de onde se achava o dito Registo, e assim estiveram noutros anos
isentos de pagarem quintos de animais que em suas fazendas criavam, que depois de
largos anos foi requerimento dos contratadores dos mesmos quintos, conseguiram pela
Real Junta da cidade de Sao Paulo pagarem quintos os animais criados no distrito
daquela freguesia, que depois disso indo em aumento os moradores ficaram muito
destrocados, e nao satisfeitos os contratadores daqueles quintos com esse vexame que
haviam causado aos suplicantes, porem a criando mais que no contrato passado de que
foi contratado o mestre-de-campo Manuel de Oliveira Cardoso conseguiu despacho do
ilustrissimo e excelentissimo senhor general da capitania de Sao Paulo para que cinco
leguas ao redor do dito Registo nao houvesse loja de fazenda em que houvesse negocio
algum, mas de que tao somente no mesmo Registo tivesse loja de fazenda o mesmo
contratador, e por essa ordem assim concedida pelo dito ilustrissimo e excelentissimo
senhor, de uma vez ficaram os suplicantes destruidos e inabeis, porque indo em aumento
a mesma freguesia muitos moradores a tinham despovoado, que nao oprimidos no ja
referido mas ainda privados de negociarem, quando o monte se sua majestade
fidelissima que Deus guardasse, uma que todos os procuravam meios de viver, uns por
negocios e outros por suas lavouras, do intento daquele contratador mentor de todo esse
vexame foi so dirigido a fazer negocio para si proprio e privar de que os suplicantes o
fizessem para so virem comprar por avultados pregos, e como isso assim estava
concedido e nesse presente contrato o arrematante dele arrematou sendo-lhe assim
concedido, e tinha chegado a tanto que sendo os suplicantes chamados para justiga da
vila de Curitiba para algumas dependences da mesma Justiga, naquele Registo os nao
deixaram passar sem que primeiro Ihe pagassem de suas pessoas, e quintos dos cavalos
em que vinham montados, pois sendo administrador o capitao Francisco de Paula
Teixeira do mesmo contrato e vindo a essa vila o sargento-mor Francisco Jose Monteiro
com ordem do dito excelentissimo senhor general a fazer recruta de soldados, e vindo
alguem daquela freguesia no Registo o dito capitao os nao deixou passar pedindo-lhes
pagamento, e havia pouco tempo na mesma freguesia sucedeu-se fazer das mortes, e
vindo algumas testemunhas para na vila de Curitiba jurarem na devassa tambem os nao
deixaram passar e tudo puseram os suplicantes atestagao de vossas merces.
Pediam fossem servidos passarem atestagao do sobredito e daquilo que eles (os
oficiais da camara) fossem cientes debaixo de juramento de seus nobres cargos, no que
recebiam merces. No dia 31 de maio de 1794 o juiz presidente e mais oficiais da camara
que esse ano serviam na Vila de Curitiba e seu termo, por bem de ordem de sua
majestade fidelissima, que Deus guardasse, atestaram debaixo de juramento de seus
cargos que entao serviam que era certo de que a petigao fora substabelecida para
autuagao dos quintos tao somente dos animais que vinham de Sao Pedro do Sul
continente de Viamao, e que depois de assim substabelecido dali alguns anos foi
fundada e povoada a freguesia de Santo Antonio da Lapa para la do outro lado do
registo, essa nos seus primeiros tempos floresceu e passaram-se anos que aqueles
moradores foram isentos de pagar quintos de animais criados no distrito daquela mesma
freguesia, e depois por requerimento de urn contratador do dito contrato, a Real Junta da
cidade de Sao Paulo conseguiu que os animais criados curitibanos daquela freguesia
pagassem quintos; tambem era certo que no contrato passado de que foi contratador na
ultima arrematagao que fez em Sao Paulo o mestre-de-campo Manuel de Oliveira
Cardoso conseguiu despacho do ilustrissimo e excelentissimo senhor general da
capitania para que no circuito de cinco leguas ao redor do mesmo Registo nao houvesse
lojas de negocios e nao tao somente naquele contrato, o que assim se tinha observado e
era constante o prejuizo grande que os moradores daquela freguesia recebiam, e por
causa disso e se achar nao so a capela do Tamandua se nao a mesma freguesia por
estar sem comercio no circuito das ditas cinco leguas as duas povoagoes, que
comerciavam com as lojas, muito tern despovoado e viriam todos os povos a despovoar
aquela freguesia da Lapa, por se Ihe ter tirado o comercio, vendo-se essa era fronteira
junto a gentilidade, e util ao bem publico do comercio de sua majestade a conservariam
dos ditos povos, pois os contratadores procuravam esses meios para aumentar as suas
conveniences e poderem reputar suas fazendas, como faziam por pregos exorbitantes
por estar aquela freguesia e seu distrito misticos, e com o rio do Registo; e tambem era
certo que os moradores da mesma freguesia quando eram chamados pela justiga da Vila
de Curitiba para algumas dependences da mesma justiga os nao deixavam passar sem
primeiro pagar passagem, e quinto dos cavalos, ainda que fosse para vir e voltar com os
mesmos cavalos debaixo do mesmo servigo da majestade, e isso mesmo sucedeu
quando foi da recruta dos soldados que o sargento-mor Francisco Jose Monteiro veio
fazer como tambem entao de poucos dias vindo testemunhas daquela freguesia para a
vila de Curitiba donde tinha de longe quinze leguas vinham essas testemunhas jurarem
por chamado da justiga em uma devassa de duas modes e no Registo os nao deixaram
passar por so poder tirar aquela devassa e por nos ser pedida a presente a mandamos
pelo escrivao da camara o alferes Francisco da Silva Leme e foi por eles oficiais assinada
e selada com o selo que Ihes servia.
A 06 de junho de 1806 a freguesia de Santo Antonio da Lapa foi elevada a Vila com
a denominagao de Vila Nova do Principe.
Apos a criagao da Vila Nova do Principe foram concedidas algumas sesmarias.
Maria Rodrigues de Oliveira do termo da Vila do Principe, disse que ela possuia uns
campos chamados Faxinais, dos quais tinha posse havia mais de vinte anos, onde tinha
criagoes, cujos campos teriam de comprido legua e meia e de largura uma legua pouco
mais ou menos, que confrontavam da parte de leste com urn ribeirao que dividia os
campos de Miguel Dias de Meira, e da parte d’oeste com os campos chamados o
Faxinal, do falecido capitao-mor Francisco Teixeira Coelho, e da parte do sul com urn
ribeirao chamado Passa Dois, e do Norte com o Mato Geral, utilizando-se igualmente de
uma porgao de terras lavradias que ficavam de outro lado do mesmo ribeirao o Passa
Dois, onde tinha suas lavouras e cultivados, cujo terreno pedia Ihe concedesse carta de
sesmaria. Conseguiu a carta de sesmaria em 5 de julho del813, com a observagao de
que para nao originar duvidas se devia declarar nessa carta de sesmaria que meia legua
havia com terras lavradias ou matos no lugar do arranchamento da suplicante ate o
ribeirao Passa Dois, onde principiavam os campos, e legua e meia de campo debaixo
das referidas confrontagoes, se entre essas houvesse a dita legua e meia de extensao, e
no caso que nao chegasse deveria a sesmeira contentar-se com o que houvesse na
ocasiao da medigao, e sobrando campos, tambem nao estenderia o seu dormnio a mais
do que se Ihe concedesse. Obteve em 2 de setembro de 1815
Em 29 de agosto de 1815 disse Antonio Ferreira Amado, morador na Vila do
Principe, que ele comprara de Joao Dias de Freitas urn sitio com seu pedago de campo
que tinha de propriedade, e uns cultivados que fizera em terras devolutas na testada, ou
sobrequadras dos campos denominados de Santa Clara, pertencentes ao patrimonio do
reverendo Joao Cardoso de Meneses da Vila de Parnaiba, e para melhor possuir e ter
justo titulo das ditas terras, as queria o suplicante haver por sesmaria desde o fim dos
ditos campos do patrimonio daquele padre, findava a sua medigao o campo e mato que
sobrassem entre dois ribeiros, por eles acima, denominados Santa Clara e Sao
Francisco, ate onde perfizesse uma legua de sertao e servindo de tesada o rumo e
quadra do dito patrimonio.
A camara da Vila Nova do Principe de Santo Antonio da Lapa atestou em 2 de
novembro de 1815 e pedido em 22 de dezembro de 1815. Disseram o capitao-mor
Francisco de Paula Teixeira Coelho e o guarda-mor Jose de Miranda e Silva, da Vila do
Principe, que eles suplicantes se achavam estabelecidos com posse pessoal e por
compra de uma sorte de terras lavradias sem titulo legitimo, os quais os suplicantes
desejavam haver por sesmaria para as cultivarem e pagarem dizimos, compreendendo
nas ditas sesmarias as posses dos suplicantes e a compra que fizeram de Francisco Luis
de Siqueira, que teriam tres quartos de legua mais ou menos entre os cultivados de
Bento Luis de Siqueira e herdeiros do falecido Jose dos Santos Pacheco, correndo a
testada nos limites das terras de dona Gertrudes Maria dos Santos, com legua e meia de
sertao para a Lagoa das Almas; obtiveram a sesmaria em 15 de Janeiro de 1816. Em 21
de julho de 1826 Manuel Inacio Peres e Ana Ferreira de Jesus venderam para o
sargento-mor Joao da Silva Machado umas terras, capoeiras, com matos de planta, na
paragem denominada Bairro do Antunes, metade de uma sesmaria que tinha sido
concedida ao capitao-mor Francisco de Paula Teixeira Coelho e guarda-mor Jose de
Miranda e Silva, e eles vendedores obtiveram por compra ao dito capitao-mor, o que
fazia de leste a oeste seu maior comprimento e de norte a sul sua competente largura.
Em 15 de Janeiro de 1827 Jose de Miranda e Silva vendeu para o sargento-mor Joao da
Silva Machado a outra metade da sesmaria.
Joao da Silva Machado morador na Vila Nova do Principe Ihe requereu, que nao
tinha terras de cultura e tendo escravos bastantes, e posses para estabelecer uma
fazenda, queria que Ihe concedesse em uma sesmaria nos matos denominados os
Cardosos, de meia legua de frente de norte a sul, e uma legua de fundo de leste a oeste,
confrontando pelo sul com a posse que foi de Joao Dias de Freitas, por urn pau de cedro
que ficava no comego dos rogados do suplicante, de onde correriam os rumos de norte a
sul por uma pequena vertente que corria junto do mesmo cedro e outro se dividia com a
posse de Jose Antonio Cardoso ate a forquilha da dita vertente, da qual se seguiria rumo
direito de sul a norte, ate o completo da meia legua de frente, e pelo norte, e pelo sertao
com matos devolutos. Obteve a sesmaria em 31 de maio de 1816.
Salvador Ferreira de Castilho e Ana Perpetua Coelho, da Vila Nova do Principe e
freguesia de Santo Antonio da Lapa solicitaram legua e meia de terras em quadra na
margem do rio denominado Passa Dois, para a parte do sul principiando a divisa para a
parte de cima onde faz barra no dito Passa Dois o ribeirao das Tres Barras, partindo por
ele acima com o capitao Francisco Teixeira Coelho, ate dar no lugar das tres barras e dai
seguindo a rumo do sul, fazendo testada pelo rio Passa Dois abaixo, a rumo direito com o
alferes Carneiro Lobo e para a parte de baixo partia com o sertao inculto e realengo.
Obtiveram em 15 de maio de 1819.
Na relagao da lei regia de 1817, realizada em 1818, as terras e patrimonio do
padroeiro da Vila situadas no rocio da paroquia estavam aforadas a 34 pessoas.
Por lei de 15 de outubro de 1827 foi criado o distrito judiciario do Principe (*).
Em 21 de dezembro de 1853 o chefe da Policia comunicou por oficio ao presidente
da provincia que a Vila do Principe era termo e 1° distrito do mesmo.
O decreto imperial n° 1418 de 16 de agosto de 1854 determinou que haveria no
termo da Vila do Principe juiz municipal e de orfaos.
No dia 31 de agosto de 1855 pelo procurador Fabricio Jose de Oliveira Botelho
foram cadastrados terrenos que possuia o padroeiro Santo Antonio na Vila do Principe.
Uns terrenos de campos e matos com uma legua em quadra mais ou menos, conforme o
termo de medigao que se acha no cartorio feito em 1769 e tern princtpio em cima da
Lapa donde supoe-se pertencer a Santo Antonio, no meio da restinga que esta ao pe da
casa de Reginaldo Rodrigues, em uma baixa que faz e seguindo daqui para o poente
mais ou menos descendo o cerro da cabeceira do corrego que divide o potreiro de
Antonio Gongalves dos Santos e Antonio Alves de Oliveira, e descendo por este arroio
abaixo ate o fundo da chacara de Jose Vieira Nunes, donde faz barra no arroio do passo
da Quiteria, e subindo por este acima por entre o potreiro de Francisco Lidio de Almeida
e Tristao da Rosa a ir bater no valo de Joao Suplici, deixando as casas do boqueirao a
esquerda, e seguindo pelo vale adiante para o poente ate onde o mesmo finda, e
seguindo por uma quebrada abaixo por onde esta cercado ate no fundo para cima para
cima da casa do finado Castilho, de onde ficar em frente a urn pinheiro que esta no alto
no campo rumo do sul, cujo pinheiro tern cruz antiga, neste lugar ainda nao estao bem
verificadas as divisas de Santo Antonio com os Castilhos, e seguindo de dito pinheiro da
cruz rumo do sul, deixando a casa de Caetano Prestes a esquerda, por uma lomba e
bater no alto do morro no campo em uma pedra grande, indo ao mesmo rumo entrando
no mato, e passando o arroio do aterrado ate em cima no espigao em urn pinheiro mais
alto meio branco, que do campo aparece, neste lugar ate sair no campo nao esta bem
verificada a divisa com os Veigas e Miguel de Paula Xavier Bueno, e deste pinheiro rumo
do sul ate sair no campo em frente a cabeceira de uma quebrada que atravessa a
estrada e divide com os campos de Gaspar Teixeira, e da quebrada d’onde esta urn
marco fincado a rumo do nascente pelo pe da cerca de Manuel Afonso Vieira, por onde e
conhecido ate em cima da serra, e seguindo o mesmo rumo saindo no campo de
Joaquim Pereira Resende, deixando este a direita, e abeirando a restinga que fica a
esquerda duas bragas por dentro da restinga, e passando por um marco deixando este a
direita, indo ao mesmo rumo do nascente a passar por detras do atual quintal de Inacio
Antonio e rodeando o quintal ate a cabeceira de uma grota que cai no itambe, abaixo da
casa de Inacio Antonio, e descendo pela grota abaixo pelo mato ate o passo do Mariano
de Barros, e descendo pelo mesmo abaixo ate o ribeirao Grande, daqui olhando para o
cerro de urai (?) por uma lomba das capoeiras, que divide com Joao Leandro da
Fonseca ate o cerro de pedra, e indo abeirando o cerro dividindo com o mato do urai,
indo pelo paredao ate em frente ao pau arcado e passando por este pau atravessando a
estrada rumo do nascente ate a cabeceira de uma grota que cai no itambe, e descendo
por este arroio abaixo dividindo no fim com a campina de Benedito da Silveira ate o
ribeirao grande, e subindo por este acima dividindo com os matos dos Silveiras, deixando
o monjolo de Joao Colago a esquerda ate o meio da restinga perto da casa do referido
Reginaldo em uma quebrada no meio da restinga donde teve principio. Estes terrenos
foram dados a Santo Antonio pelo reverendo padre Joao da Silva Reis e sendo ainda
esta Vila freguesia ou capela, foi medido e demarcado pela justiga de Curitiba em 1769,
cujo termo de medigao e sesmarias e mais documentos... e os ditos terrenos se acham
aforados de quarto de legua para fora.
Pelo decreto imperial n° 2924 de 14 de maio de 1862 o termo do Principe ficou
reunido ao de Curitiba, sob a jurisdigao de um so juiz municipal e de orfaos, ficando
revogado o decreto n° 1418. Pelo decreto imperial n° 3283 de 11 de junho de 1864 ficou
separado do termo de Curitiba o do Principe, e criado nele um juiz municipal, que
acumularia as fungoes de juiz de orfaos.
Em 30 de maio de 1870, pela lei n° 212, ficou criada uma comarca com a
denominagao de Lapa, compreendendo o termo do Principe e o municipio da Palmeira,
desanexando-se este da comarca de Castro e aquela da de Curitiba; instalada em 11 de
junho de 1871. Pela lei n° 293 de 07 de margo de 1872, foi elevada a categoria de cidade
a vila do Principe, na comarca da Lapa, com a denominagao de cidade da Lapa.
Pelo decreto n° 81 de 16 de maio de 1890, considerando que com a elevagao a
cidade, pela lei n° 293 de 7 de margo de 1872, tomou a vila do Principe, na comarca da
Lapa, a denominagao de cidade da Lapa, conservando o respectivo termo por anomalia o
antigo nome da vila, denominar-se-ia termo da Lapa o atual termo da Vila do Principe.
A estagao ferroviaria foi inaugurada em 1891
Durante a revolugao federalista a Lapa, sob o comando das forgas legalistas do
entao coronel Antonio Ernesto Gomes Carneiro, foi cercada pelas tropas revolucionarias
no dia 17 de Janeiro de 1894 e houve heroica resistencia, tendo Carneiro falecido no dia
9 de fevereiro e no dia 15 de fevereiro a praga capitulou. Este episodio atrasou o
deslocamento das tropas revoltosas em diregao a Sao Paulo, dando tempo a Floriano de
preparar-se, o ocasionou a retirada dos maragatos.
No dia 2 de maio de 1905 foi realizada uma escritura publica, onde a Igreja Matriz
da cidade da Lapa, representada pelo bispo de Curitiba, vendeu para a Camara
Municipal da Lapa uma sorte de terras devolutas, compostas de campos, matos, ervais,
capoeiras e faxinais, com a area de 39.436.547,5m2, primitivamente uma legua de
testada e outro tanto de sertao, nos arredores da cidade, que Ihe fora doado para
construgao de seu patrimonio pelo governo de Portugal, conforme carta de sesmaria
expedida pelo governador e capitao general da capitania de Sao Paulo, dom Luis Antonio
de Souza Botelho Mourao em 13 de maio de 1768. Dividia com o patrimonio da Camara
Municipal da Lapa, constituido por urn quarto de legua em raio de circulo.
POVOADORES DOS CAMPOS GERAIS
JOAO PEREIRA BRAGA (J. C. Veiga Lopes)
Um dos primeiros moradores dos campos da Lapa foi Joao Pereira Braga. Ele foi
batizado no dia 13 de fevereiro de 1696 no orago de Santa Maria da freguesia de
Covas, concelho de Vila Verde, arcebispado de Braga, filho de Jose Martins e de
Esperanga Pereira. No dia 27 de maio de 1724, na solicitagao da sesmaria do Alegre
(atual Monte Alegre, municipio de Telemaco Borba) Joao Pereira Braga disse que era
morador nos campos de Curitiba na paragem chamada Boa Vista; em outro
documento do mesmo ano Joao Pereira Braga disse que assistia nos campos de
Curitiba havia mais de cinco anos beneficiando alguns gados na paragem chamada
Boa Vista. Entao ele teria chegado ali mais ou menos em 1719 e realgamos que anos
mais tarde, conforme veremos adiante, a fazenda pertencente a sua viuva
denominava-se Boa Vista.
Joao Pereira Braga foi batizado no dia 13 de fevereiro de 1696 no orago de Santa
Maria da freguesia de Covas, concelho de Vila Verde, arcebispado de Braga, filho de
Jose Martins e de Esperanga Pereira, naturais da freguesia de Santa Maria de Covas
(ou Couras), termo da Vila de Barca, arcebispado de Braga.
Foi dito por Negrao que em 1710 o tio (afim) de Joao Pereira Braga, o sargento-
mor Manuel Gongalves de Aguiar, mandou vi-lo de Portugal para administrar as
fazendas de Curitiba; essa informagao e erronea, pois na citada data de 1710 tinha
apenas quatorze anos. Em um processo de 1734, onde foi testemunha, disse que tinha
a idade de 34 anos pouco mais ou menos. Joao Pereira Braga nao veio casado de
Portugal, e chegou aqui solteiro, em 1719 ja estava morando na paragem chamada
Boa Vista (nos campos da Lapa.
Joao Pereira Braga teve com Teresa de Oliveira uma filha natural, Francisca
Pereira, nascida mais ou menos em 1722, tambem conhecida por Francisca de
Oliveira.
No dia 27 de maio de 1724, Joao Pereira Braga, assistente na cidade de Sao
Paulo e morador nos campos de Curitiba na paragem chamada Boa Vista, disse que
ele suplicante havia ano e meio descobrira com muito trabalho e risco da sua vida no
dito sertao, uns campos na paragem chamada o Alegre (atual Monte Alegre, municipio
de Telemaco Borba), distante donde ele suplicante assistia mais de cinco dias de
viagem, que tinha de sertao tres leguas e duas de testada, partindo com o rio do
Alegre e sem haver mais pessoas com quern Ihe iriam repartir, nos quais campos tinha
ele suplicante metido ja alguns gados para principio de sua pessoa e porquanto queria
justificar o referido para da dita justificagao se Ihe passasse uma carta de sesmaria
para titulo de suas terras, portanto pedia em sua petigao Ihe fizessem mandar tomar
justificagao e que dela se passasse seu instrumento.
Em outro documento Joao Pereira Braga disse que era natural do distrito de
Braga e que assistia nos campos de Curitiba havia mais de cinco anos beneficiando
alguns gados na paragem chamada Boa Vista. Foram ouvidas varias testemunhas e
no termo de conclusao foi dada por justificada a petigao do suplicante, publicada em
20 de maio de 1724. Mas Joao nao obteve carta de sesmaria, e sim seu tio Manuel
Gongalves de Aguiar, em 6 de outubro de 1727.
Joao Pereira Braga contraiu nupcias em Curitiba com Josefa da Silva, filha de
Joao da Silva Reis, em 14 de janeiro de 1726, quando entao administrou as fazendas
do tio dela: Manuel Gongalves de Aguiar; como vimos, Joao possuia, antes de casar,
uma filha natural, Francisca Pereira, nascida mais ou menos em 1722, que recebeu
bens quando de seu falecimento, e se fosse adulterina nada teria herdado. Josefa era
sobrinha do sargento-mor Manuel Gongalves de Aguiar (cremos que da esposa dele),
proprietario das fazendas dos Carlos e de Sao Luis, entre outras.
Manuel Gongalves de Aguiar era natural de Sao Joao da Foz da Barra do Porto,
Portugal, filho de Pedro Gongalves da Cunha e de Maria de Aguiar; veio para o Brasil,
onde se radicou na Vila de Santos, tendo casado com Maria Pinheira, filha de Jose
Pinheiro Machado 22 e de sua segunda mulher, Joana Rodrigues Franga, com quern
22 Manuel Gon 9 alves de Aguiar, sargento-mor da infantaria paga da pra 9 a de Santos, fez requerimento no dia 25 de
janeiro de 1722, dizendo que nos Campos Gerais de Curitiba (Curuiuba) da outra banda do rio Grande defronte donde o
suplicante tinha uns currais de gado, estavam uns campos a que chamavam de Taabauna, devolutos, os quais queria o
suplicante povoar para o que pedia legua e meia dos ditos campos de Taabauna, na mesma paragem onde os padres da
Companhia de Paranagua em algum tempo os largaram por inutil e que a dita legua e meia come 9 aria aonde os ditos
padres formaram curral, correndo rio abaixo e rio acima onde concluia a legua e meia, com uma legua de sertao, para
nos ditos campos e matos mandar fazer o suplicante fazendas e lavouras para de tudo pagar dizimo.Em 15 de outubro de
1722 o cunhado de Manuel, o padre Jose Pinheiro Machado, presbitero do cabido de Sao Pedro, requereu dizendo que
no campo de Itabauna da parte do rio Grande de Curitiba, onde os reverendos padres da Companhia tiveram gado em
algum tempo e por estarem devolutos, fabricou o suplicante duas fazendas de gado vacum e cavalgaduras de que pagava
dizimos a Deus, assim do dito gado como das lavouras, cujos campos os queria haver por carta de data de sesmaria, a
saber, de um capao chamado do Pinheiro em que o suplicante tinha a dita fazenda uma legua de largo ao rumo dos oes-
sudoeste e do dito capao legua e meia rumo do noroeste; legua e meia caminho e rumo de sudoeste servindo o dito capao
de piao, cujos campos tinham seus capoes e partiam com campos e terras do cunhado do suplicante, sargento-mor
Manuel Gonpalves de Aguiar. Estes documentos estao no Arquivo Publico do Estado de Sao Paulo em lata contendo
nao teve filhos; Jose Pinheiro Machado nasceu em Matozinhos, filho de Sebastiao
Machado e Francisca Pinheira.
O casal Joao e Josefa teve 6 filhos:
§ 1 Maria Pereira da Silva (27.03.1728),
§ 2 padre Joao da Silva Reis (07.08.1730),
§ 3 Ana Pereira da Silva (01.11.1733),
§ 4 Joana Pereira da Silva (02.02.1737),
§ 5 Inacia Maria Pereira da Silva (02.07.1739),
§ 6 tenente Domingos Pereira da Silva (07.07.1743).
§ 1
Maria Pereira da Silva (27.03.1728).
Maria Pereira da Silva 23 casou-se no Tamandua no dia 28 de agosto de 1753 com
Jose dos Santos Pacheco Lima, natural de Ponte de Lima, filho de Francisco Pacheco
de Miranda e de sua mulher Cristina da Costa Miranda.
O casal teve os filhos:
F 1 Gertrudes Maria dos Santos, bat. 20.05.1765, Curitiba e fal. 25-02-1832,
Lapa, casada em 13 de junho de 1774 com Francisco Teixeira Coelho, natural de Sao
Miguel, Bastos, arcebispado de Braga, filho de Custodio Teixeira e Catarina Francisca;
Na lista de 1775 encontramos no Rocio a casa de Francisco Teixeira, 27 anos, casado.
Na lista de 1776 encontramos a casa de Francisco Teixeira 30 anos, a mulher Maria, 21anos, 3 escravos,
vivia de seus negocios.
Sesmarias e Requerimentos com despacho final.
Pela morte do padre Jose Pinheiro seu irmao o frei beneditino Inacio Pinheiro herdou os seus bens.
No dia 28 de agosto de 1759 o reverendo padre frei Inacio Pinheiro, religioso de Nossa Senhora do Monte do Carmo,
vendeu o seu sitio Santa Clara junto ao Registo, com 3 leguas de campinas e todas os matos, capSes, casas e benfeitorias
que nele se achassem, como tambem seus ro 9 ados de 2 alqueires de milho de mata virgem ao reverendo padre Francisco
de Meira Colatjo, por pre 90 e quantia de quatro eguas mansas de carga, que recebia em contento, e porque o sitio
chamado Santa Clara o possuia porque o herdara de seu irmao o reverendo padre Jose Pinheiro do habito de Sao Pedro e
possuiu apos sua morte; as divisas partiam de um ribeirao que fazia divisa com o licenciado Jose Rodrigues Fran 9 a e de
outra parte com o rio de Capivari, que de tudo melhor constava de uma sesmaria que se obrigava a entregar ao
comprador (J. C. Veiga Lopes).
23
Maria Pereira da Silva casou-se no Tamandua no dia 28 de agosto de 1753 com Jose dos Santos Pacheco Lima,
natural de Santa Maria dos Anjos de Ponte de Lima, Ponte de Lima, onde nasceu a 01-11-1732, tendo sido batizado a
04-11-1732 na mesma freguesia e faleceu em 1806 nos Campos Gerais, filho de Francisco Pacheco de Miranda (bat. 18-
09-1698 na mesma freguesia do filho, onde tambem casou a 29-08-1716) e de sua mulher Cristina Rodrigues da Costa,
bat. 16-07-1695, freguesia de Romarigaes, Paredes de Coura, Viana do Castelo, n.p. Pedro Barbosa e de Maria Pacheca
de Miranda (esta filha natural do Padre Manuel Pacheco de Miranda e de Maria Pereira), n.m. Amaro Rodrigues e Ana
Pires da Costa, naturais de Romarigaes. Francisco Pacheco de Miranda e Cristina Rodrigues da Costa ainda foram pais
de Luiz Vicente Pacheco de Miranda (bat. 03-08-1723, Ponte de Lima e casado a 07-02-1755, Triunfo, com Gertrudes
Barbosa de Menezes, filha de Jeronimo de Ornelas Menezes e Vasconcelos e Lucrecia Leme Barbosa). (D. Pufal)
O casal teve os filhos:
N 1 Francisco de Paula Teixeira Coelho (02.04.1777), casado com Clara
Joaquina de Oliveira, natural do Rio Grande do Sul; Damaso (04.02.1780), falecido em
26 de outubro de 1786;
N 2 Serafim (19.08.1781), falecido em 15 de dezembro de 1781;
N 3 Maria da Conceigao Coelho, (3.10.1783), casou com o capitao Jose
Francisco Correa, natural de Sao Pedro de Cesar, entre o Douro e Minho;
N 4 Ana Perpetua Teixeira Coelho (02.12.1786), casada em primeiras nupcias
com Manuel Carneiro Lobo, natural de Castro, filho de Luciano Carneiro Lobo e
Francisca de Sa, e em segundas com Elias Rodrigues de Almeida, natural de
Sorocaba;
N 5 Manuel Teixeira Coelho (27.06.1791), casado no Rio Grande do Sul com
uma filha de Manuel Gongalves de Almeida;
N 6 Antonio Teixeira Coelho (17.09.1792), casado no Rio Grande do Sul com
uma filha de Manuel Castanho;
N 7 Joaquina Teixeira Coelho (22.01.1795), casada com o comendador Manuel
Antonio da Cunha, natural de Portugal.
Na sessao da camara da vila de Curitiba de 23 de Janeiro de 1779, Francisco Teixeira Coelho foi nomeado
capitao de ordenanfa da freguesia de Santo Antonio, que era entao alferes da mesma freguesia.
A camara da Vila Nova do Principe de Santo Antonio da Lapa atestou em 2 de novembro de 1815.
Pedido em 22 de dezembro de 1815. Dizem o capitao-mor Francisco de Paula Teixeira Coelho e o guarda-
mor Jose de Miranda e Silva, da Vila do Principe, que eles suplicantes se achavam estabelecidos com posse pessoal
e por compra de uma sorte de terras lavradias sem titulo legitimo, os quais os suplicantes desejavam haver por
sesmaria para as cultivarem e pagarem dizimos, compreendendo nas ditas sesmarias as posses dos suplicantes e a
compra que fizeram de Francisco Luis de Siqueira, que terias tres quartos de legua mais ou menos entre os
cultivados de Bento Luis de Siqueira e herdeiros do falecido Jose dos Santos Pacheco, correndo a testada nos limites
das terras de dona Gertrudes Maria dos Santos, com legua e meia de sertao para a Lagoa das Almas.
Francisco de Paula Teixeira Coelho, capitao-mor e Jose de Miranda e Silva, guarda-mor, da Vila do Principe.
Uma sorte de terras compradas a Francisco Luis de Siqueira, compreendendo % de legua mais ou menos entre os
cultivados de Bento Luis de Siqueira e herdeiros do falecido Jose dos Santos Pacheco correndo a testada nos limites
das terras de D. Gertrudes Maria dos Santos com legua e meia de sertao. 15 de janeiro de 1816.
F 2 Joaquim Jose dos Santos Pacheco 2425 , casado no Rio Grande do Sul, onde
passou a assinar Joaquim Jose dos Santos Lima. Foi Alferes. Faleceu a 09-05-1820
nos Campos das Missoes no RS, tendo seus restos sido enterrados somente em 12-
01-1822 em Triunfo/RS, conforme consta em seu obito: "Aos doze dias do mes de
Janeiro do anno de mil oito centos e vinte dous, nesta // Freguesia do Triunfo se
sepultarao os ossos do fallecido Alferes Joaquim // Jose dos Santos Lima, que falleceu
nos Campos das Mosses aos nove de // Mayo de mil oito centos, e vinte, com idade de
sessenta annos, natural de // Curitiba, e era casado com Ignacia Barboza de Menezes,
nao tinha tes-//tamento. Foi por mim encomendado e foi sepultado nesta Matriz. De
que // para constar fiz este assento, que assignei. O Vigr.o. Manoel Marq.s. de
S.Payo". Joaquim casou em Triunfo/RS a 15-01-1782 com a sobrinha de seu tio, Inacia
Barbosa de Menezes, bat. 02-01-1765, Viamao (2-43), filha de Jacinto Roque Pereira
Guimaraes (n. Sao Sebastiao, Guimaraes, Braga) e de Brfgida Ornelas de Menezes
(*Viamao, filha de Jeronimo de Ornelas Menezes e Vasconcelos e Lucrecia Leme
Barbosa). Foram pais de dez filhos:
N 1 Maria Joaquina dos Santos, bat. 09-09-1782, Triunfo, onde casou a 18-
02-1822 com o espanhol Diogo Zamora, filho de Diogo Zamora e Damiana Luiza.
N 2 Padre Clementino Jose dos Santos Lima, n. 30-05-1784, Triunfo e fal.
1837 Santa Maria ou Triunfo.
N 3 Florisbela Joaquina dos Santos, bat. 09-01-1786, Triunfo. Casou com o
major Domingos Gomes Monteiro.
N 4 Alteia Joaquina dos Santos, bat. 29-07-1787, Triunfo.
N 5 Dorothea Joaquina dos Santos, bat. 04-01-1789, Triunfo. Casou com
Francisco de Oliveira Pinto, n. 23-06-1790, Triunfo, filho do Alferes Reginaldo Ferreira
de Miranda (ou Reginaldo Pinto de Oliveira), n. 1765, Santana de lapo, Castro/PR e
24 Manuel dos Santos Pacheco, Francisco dos Santos Pacheco, Manuel Jose Barbosa e Francisco Jose de Sampaio
pediram sesmaria das posses de do falecido pai Jose dos Santos Pacheco. O juramento da camara da Vila do Principe foi
em 6 de setembro de 1816. Em 15 de novembro de 1816 o capitao-mor Francisco de Paula Teixeira Coelho informou o
que dizia matos maninhos se achavam devolutos dentro das confrontafoes requeridas e porque dentro do mesmo limite
da sesmaria pedida se achava arranchado Francisco Antonio com por?ao bastante de cultivados, por parte do mesmo
necessitava ter-se requerido a camara dessa vila fosse o mesmo contemplado na mesma sesmaria com igual porijao de
mato que lhe tocasse pro rata e que entraria na igual despesa. No dia 20 de outubro de 1817 disseram Manuel dos Santos
Pacheco, Francisco dos Santos Pacheco, Manuel Jose Barbosa e Francisco Jose de Sampaio que eles suplicantes
moradores na Vila do Principe estabelecidos em terras lavradias sem legitimo titulo, conservando as posse do falecido
Jose dos Santos Pacheco, pai dos suplicantes, as quais teriam uma legua de testada e duas de sertao, correndo para o
nascente, partiam com as terras do guarda-mor Jose de Miranda e Silva e Manuel Rodrigues Coira, e desejando os
suplicantes haver por sesmaria para sustentafao de numerosa familia de todos os suplicantes. Em outro documento
disseram ter 36 escravos (J. C. Veiga Lopes).
25 Descendencia e notas bibliograficas fomecidas por Diego Pufal.
fal. 22-03-1827, Porto Alegre, e de Eufrasia Maria da Conceigao, bat. 11-03-1772,
Triunfo, n.p. de Antonio Ferreira de Miranda (*Taubate/SP e fal. 1813, Piraf,
Castro/PR) e de Maria do Rosario (*Mogi das Cruzes/SP), n.m. Francisco de Oliveira
Raposo e Angelica Maria Pereira de Souza. Pais de:
BN 1 Joaquina Eufrasia de Oliveira, n. 02-02-1811, Triunfo, onde
casou com Jose Calisto Colago, *Viamao, filho de Joaquim Jose Colago e Maria de
Jesus.
BN 2 Generoso de Oliveira Santos Lima, n. 20-11-1812, Triunfo e fal.
1876, Rio Pardo, onde casou a 08-01-1836 com Emilia Fausta de Oliveira, ali
nascida, filha de Antonio Jose de Carvalho e Domiciana Antonia de Olvieira.
BN 3 Jeronimo Francisco de Oliveira, n. 20-05-1815, Triunfo.
BN 4 Francisca Rosa de Oliveira, n. 30-09-1817, Triunfo. Casou em
Santa Maria a 19-12-1835 com Manuel Jose Lopes, n. Sao Borja, filho de Jose Lopes
de Paula e Maria Antonia de Bittencourt.
BN 5 Inacia Barbosa, n. 02-09-1821, Triunfo, e fal. 1887, Santa Maria,
onde provavelmente casou com Joao Alves de Oliveira, bat. 30-09-1820, Santa Maria
e onde fal. 17-03-1876, filho de Mariano Alves de Oliveira e Maria Joaquina do
Nascimento (esta filha de Jose Mariano de Salles, citado no vol. V da Genealogia
Tropeira). Inacia e Joao foram pais de seis filhos, dentre eles: Benedicto Alves de
Oliveira e Francisca Alves de Oliveira, ambos ascendentes de Diego de Leao Pufal).
N6 Joao Jose dos Santos Lima, bat. 11-07-1790, Triunfo, onde casou a 28-
02-1829 com Francisca da Silva Lima, n. Triunfo, filha de Jose Antonio da Silva
Ferrao e Ermelinda Maria de Jesus, nats. Santo Amaro/RS.
N7 Manuel Jose dos Santos Lima, bat. 22-04-1794, Triunfo.
N8 Francisco Jose dos Santos Lima, n. 12-01-1796, Triunfo.
N9 Rita Joaquina dos Santos, n. 21-05-1800, Triunfo.
N10 Joaquim Jose dos Santos Lima, n. 03-03-1803, Triunfo.
F 3 Manuel dos Santos Pacheco, capitao de ordenanga, nasceu em 1761, casou-
se em 4 de agosto de 1798 com sua prima Maria Coleta da Silva, filha de Joao
Gongalves Barreiro e Inacia da Silva, sua prima;
Pais de:
N 1 Jose Gaspar dos Santos Lima, nascido na cidade paranaense da Lapa,
em 1804. Juiz de direito em Cruz Alta e Sao Borja. Casado em Itu, com Messia de
Oliveira Lima.
N 2 David dos Santos Pacheco, o barao dos Campos Gerais (PR);
N 3 Tenente-coronel Joaquim Pacheco dos Santos Resende.Casou com Ana
Marcondes de Oliveira Pacheco, filha dos Baroes de Tibagi. (Palmeira PR). Sua
mulher descende dos povoadores da atual cidade paranaense de Palmeira, Manoel
Jose de Araujo (MG) e Ana Maria da Conceigao Araujo, esta descendente do povoador
de Curitiba, em meados do seculo XVII, Baltasar Carrasco dos Reis.
Joaquim Pacheco da Silva Resende descende de Joao Pereira Braga e de
Josefa Guimaraes da Silva (de Portugal), povoadores dos Campos de Curitiba e da
Lapa (PR) na primeira metade do seculo XVIII. teve propriedades no Rio Grande do
Sul.
F 4 Joao dos Santos Pacheco;
F 5 Maria Angelica Pacheco (11.03.1776);
F 6 capitao Francisco dos Santos Pacheco Lima, casado em 28 de janeiro de
1806 com Ana Francisca Camara, filha de Joao Francisco Correia e Ana Maria da Luz;
F 7 Rosa dos Santos Pacheco, casada com Manuel Jose Barbosa, natural de
Portugal, filho de Joao Marques da Silva e Joana Maria;
F 8 Francisca de Assis Pacheco, casada com Francisco Luis de Siqueira;
F 9 Maria do Espirito Santo Pacheco, casada em 13 de novembro de 1805 com
Jose Francisco de Sampaio, filho de Timoteo Sampaio e Ana Maria de Jesus; Joao
Batista, faleceu com mais de vinte anos em 2 de setembro de 1789.
Na lista de 1775 encontramos no Rocio a casa de Jose dos Santos Pacheco, 40 anos, casado e o filho
Joaquim dos Santos, 20 anos.
Na rela9ao de 1776 encontramos Jose dos Santos Pacheco, 40 (verificar) anos, a mulher Maria Pereira, 50,
os filhos Joaquim, alferes auxiliar, 22 anos, Manuel, 13, Joao, 10, Francisco, 8, Rosa, 6, Francisca, 4 e Maria, 1;
tinha 2 escravos, 20 reses e vivia de suas lavouras.
Jose dos Santos Pacheco era dono da fazenda do Bom Jardim, antes chamada de Registro Velho, por se
achar a passagem do registro.
Na lista de 1782 encontramos Jose dos Santos Pacheco, 50 anos, com a mulher Maria pereira da Silva, 52
anos. Na lista de 1791 encontramos Jose dos Santos Pacheco, 62 anos, com a mulher Maria Pereira da Silva.
Jose dos Santos Pacheco Lima faleceu em 1806.
Manuel dos Santos Pacheco, Francisco dos Santos Pacheco, Manuel Jose Barbosa e Francisco Jose de
Sampaio pediram sesmaria das posses de do falecido pai Jose dos Santos Pacheco. O juramento da camara da Vila
do Principe foi em 6 de setembro de 1816.
Em 15 de novembro de 1816 o capitao-mor Francisco de Paula Teixeira Coelho informou o que dizia matos
maninhos se achavam devolutos dentro das confrontafbes requeridas e porque dentro do mesmo limite da sesmaria
pedida se achava arranchado Francisco Antonio com porfao bastante de cultivados, por parte do mesmo necessitava
ter-se requerido a camara dessa vila fosse o mesmo contemplado na mesma sesmaria com igual porcjao de mato que
lhe tocasse pro rata e que entraria na igual despesa.
No dia 20 de outubro de 1817 disseram Manuel dos Santos Pacheco, Francisco dos Santos Pacheco, Manuel
Jose Barbosa e Francisco Jose de Sampaio que eles suplicantes moradores na Vila do Principe estabelecidos em
terras lavradias sem legitimo titulo, conservando as posse do falecido Jose dos Santos Pacheco, pai dos suplicantes,
as quais teriam uma legua de testada e duas de sertao, correndo para o nascente, partiam com as terras do guarda-
mor Jose de Miranda e Silva e Manuel Rodrigues Coira, e desejando os suplicantes haver por sesmaria para
sustenta 9 ao de numerosa familia de todos os suplicantes. Em outro documento disseram ter 36 escravos.
§2
Padre Joao da Silva Reis (07.08.1730),
No dia 24 de maio de 1803 foi lavrada uma escritura de declarafao na fazenda da Boa Vista, termo da vila
de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba, onde o tabeliao foi, sendo presentes de uma parte como
outorgante o tenente Domingos Pereira da Silva e da outra como aceitante Joaquim Jose do Canto e Melo, ambos
moradores da dita freguesia de Santo Antonio da Lapa; o outorgante, como testamenteiro que era do falecido seu
irmao reverendo Joao da Silva Reis, declarou que o mesmo em sua vida alem dos mais bens que possuia era bem
assim senhor de uma sorte de terras e campos e matos lavradios que principiavam no passo do arroio ao pe do sitio
de Antonio de Torres (?) correndo por um arroio mais pequeno que nele fazia barra a procurar o pau papudo e desse
correndo por um espigao de matos ate a cabeceira de um lajeado correndo por ele abaixo ate a barra que fazia no
ribeirao de Jose Preto da Cruz seguindo por ele abaixo ate a barra que nele fazia um arroiozinho que nascia do
espigao da Boa Vista e da dita barra correndo o mesmo arroiozinho acima ate o buracao da Palmeira e desse a rumo
direito ate a cabeceira de um arroio a procurer a ponta da serra correndo a dita serra ate o fim dela que era onde
principiavam as ditas confrontafbes, em cujos limites se compreendiam terras lavradias, vargens, capoeiras e
campos, que tudo havia o dito testador dado em dote de casamento ao aceitante por se casar com uma de suas
expostas de nome Antonia Francisca da Silva, que por esse motivo sendo ele outorgante testamenteiro e
inventariante nas terras a inventario nem de seus herdeiros a requereram por saberem da verdade da dita doac;ao,
ficando logo o doado de posse havia vinte anos a essa parte sem contradi 9 ao de pessoa alguma.
§3
Ana Pereira da Silva (01.11.1733). Ana Pereira da Silva casou-se em primeiras
nupcias com Manuel Correia, natural da freguesia de Nossa Senhora da Assungao,
vila de Cascais, filho do tenente Domingos Correia e de Maria Carrasca, no dia 2 de
fevereiro de 1749, em Curitiba, com quern teve os filhos:
F 1 Manuel Correia da Silva, nascido em 1755, casado em Piratini com Rosa da
Silva;
F 2 Clemente Correia da Silva, nascido em 1753;
F 3 Joaquim Correia Pereira da Silva, nascido em 1766, casado no Rio Grande
do Sul;
F 4 Jose Correia da Silva, nascido em 1766, faleceu no Rio Grande do Sul.
Casou-se em segundas nupcias no dia 9 de Janeiro de 1770 com Francisco
Gongalves Dias Senra, natural da freguesia de Santa Maria da Abadia, Vila de
Barcelos, filho de Francisco Gongalves Castelo Branco e Domingas Dias, viuvo de
Maria Rodrigues, com que teve os filhos:
F 5 Francisco Gongalves da Silva, batizado na Lapa em 9 de dezembro de 1770,
casou com Ana Maria de Jesus, faleceu em 9 de dezembro de 1802 de convulsao;
F 6 Antonio Gongalves da Silva, batizado em 4 de agosto de 1775 e falecido 4 de
agosto de 1782.
§4
Joana Pereira da Silva (02.02.1737), casou no Tamandua no dia 26 de julho de
1759 com Manuel Simoes, natural de Sao Bento, Barcelos, Braga, filho de Manuel
Gomes e de sua mulher Domingas Simoes. O casal teve os filhos:
F 1 Manuel Simoes, falecido em 1795 26 ;
F 2 Francisco Simoes;
F 3 Rosa Pereira da Silva, casada em primeiras nupcias com o alferes Joaquim
Vicente e, em segundas nupcias, com o capitao Bernardo Gomes de Campos;
F 5 Maria da Luz, casada com Antonio de Souza Fagundes;
F 6 Maria do Rosario, casada com Alexandre Luis Monteiro;
F 7 Florencia Maria Simoes, casada com Manuel Jose de Macedo e Castro, filho
de Afonso de Macedo e Araujo, natural de Braga, e de sua mulher Maria Rodrigues de
Franga;
F 8 Maria Ines Simoes, casada com Manuel de Melo Cardoso; Matilde.
Joana Pereira da Silva faleceu repentinamente na Lapa em 14 de fevereiro de
1795. Manuel Simoes faleceu em 31 de julho de 1800.
§5
26 Joana Pereira da Silva casou no Tamandua no dia 26 de julho de 1759 com Manuel Simoes, natural de Sao Bento,
Barcelos, Braga, filho de Manuel Gomes e de sua mulher Domingas Simoes. O casal teve os filhos: Manuel Simoes,
falecido em 1795; Francisco Simoes; Rosa Pereira da Silva, casada em primeiras nupcias com o alferes Joaquim Vicente
e em segundas nupcias com o capitao Bernardo Gomes de Campos; Maria da Luz, casada com Antonio de Souza
Fagundes; Maria do Rosario, casada com Alexandre Luis Monteiro; Florencia Maria SimSes, casada com Manuel Jose
de Macedo e Castro, filho de Afonso de Macedo e Araujo, natural de Braga, e de sua mulher Maria Rodrigues de
Franca; Maria Ines Simoes, casada com Manuel de Melo Cardoso; Matilde.
Na lista de 1772 o sitio de Manuel SimSes em terras de Jose dos Santos Pacheco tinha 12 vacas criadeiras, 2 novilhas, 1
touro, 8 eguas de ventre, 2 ditas mansas, 3 potras, 1 pastor, 2 cavalos mansos, 3 escravos, 1 porca, 1 marrao, 6 leitoes,
semeavam um alqueire e meio de milho e colheria 230 maos, plantou 1 alqueire de feijao que poderia rende 20 alqueires.
Na lista de 1775 encontramos na freguesia de Santo Antonio da Lapa a casa do alferes Manuel Simoes, 55 anos, casado.
Na relafao de 1776 encontramos o alferes Manuel Simoes, 66 anos, a mulher Joana Pereira, 36 anos, os filhos
Alexandre, 9, Francisco, 8, Manuel, , Maria, 16, Maria, 14, Rosa, 10 e Maria, 5. Tinha, 2 escravos, 20 reses, 4 eguas e
vivia de suas lavouras.
Na lista de 1782 encontramos Manuel Simoes, 78 (?) anos, com a mulher Joana Pereira da Silva, 43 anos. Joana Pereira
da Silva faleceu repentinamente na Lapa em 14 de fevereiro de 1795. Manuel Simoes faleceu em 31 de julho de 1800.
Inacia Maria Pereira da Silva (02.07.1739),
§6
Tenente Domingos Pereira da Silva 27 (07.07.1743), foi casado com Casimira da
Costa Franga, filha do capitao Jose da Costa Resende, natural da ilha dos Agores e de
Maria d’O Franga.
Na lista de 1775 encontramos na freguesia de Santo Antonio da Lapa a casa do tenente Domingos Pereira da
Silva, 30 anos, casado; e no Campo do Tenente a casa do alferes Domingos Pereira da Silva, casado, 49 anos.
Na relafao de 1776 encontramos Domingos Pereira da Silva, a mulher Casimira da Costa, o filho Joao, 3
anos. Tinha 3 escravos, 2 reses, 3 eguas e vivia das suas lavouras.
O casal teve os filhos:
F 1 tenente Joao da Mota Resende, batizado em 28 de fevereiro de 1773, casado
com Ana Ferreira, filha de Joao Ferreira Torres e Maria de Sa;
F 2 Maria Angelica da Silva, batizada em 10 de dezembro de 1782;
F 3 Francisco de Paula Resende, batizado na Lapa em 8 de setembro de 1784,
casado com Florinda Mendes de Sampaio;
F 4 tenente Lourengo da Silva Resende, casado em 28 de dezembro de 1804
com sua prima Rosaura Maria da Silva, filha de Joao Gongalves Barreiro e Inacia
Maria da Silva.
Domingos faleceu em 1812.
Na lista de 1782 encontramos Domingos Pereira da Silva, 40 anos, com a mulher Casemira da Costa, 40
anos. Na lista de 1791 encontramos o tenente Domingos Pereira da Silva, 47 anos, a com a mulher Casemira da
Costa, 40 anos.
No dia 15 de junho de 1801 foi lavrada uma escritura entre o tenente Domingos Pereira da Silva e sua
mulher dona Casimira da Costa Franfa e seu sobrinho Francisco Gon 9 alves da Silva. Por Domingos e Casimira foi
dito que eles tinham feito troca com Francisco Gonsalves Senra, pai do comprador, dando a esse um pedaijo de
terras lavradias na paragem denominada Barra, entrando pelo caminho de carro a direita ate uma divisa que sempre
conservaram com o dito Senra, como tambem um pedafo de campo no fundo do potreiro deles vendedores, que
descia para a Barra fazendo e um valo para entro cortando rumo direito da ponta do dito valo ao ribeirao que ia da
casa do alferes Manuel Simoes, ficando pertencendo tudo do valo para a Barra ao dito Senra, assim terras lavradias
27 No dia 15 de junho de 1801 foi lavrada uma escritura entre o tenente Domingos Pereira da Silva e sua mulher dona
Casimira da Costa Franfa e seu sobrinho Francisco Gonsalves da Silva. Por Domingos e Casimira foi dito que eles
tinham feito troca com Francisco Gonsalves Senra, pai do comprador, dando a esse um peda 90 de terras lavradias na
paragem denominada Barra, entrando pelo caminho de carro a direita ate uma divisa que sempre conservaram com o dito
Senra, como tambem um peda 90 de campo no fundo do potreiro deles vendedores, que descia para a Barra fazendo e um
valo para entro cortando rumo direito da ponta do dito valo ao ribeirao que ia da casa do alferes Manuel Simoes, ficando
pertencendo tudo do valo para a Barra ao dito Senra, assim terras lavradias como campo, recebendo eles vendedores um
rincao de campo pertencente ao comprador, que nesse tempo era orfao menos e porque de presente em razao da nulidade
da dita troca, ficou cada um com aquilo que antigamente lhe pertencia e como as ditas terras e campos livres e
desembargados a eles vendedores, entao de suas livres vontades e sem constrangimento de pessoa alguma vendiam
como de fato vendido tinham a ele comprador pelo pre 90 e quantia de 20S000. Domingos faleceu em 1812 (J. C. Veiga
Lopes).
como campo, recebendo eles vendedores um rincao de campo pertencente ao comprador, que nesse tempo era orfao
menos e porque de presente em razao da nulidade da dita troca, ficou cada um com aquilo que antigamente lhe
pertencia e como as ditas terras e campos livres e desembargados a eles vendedores, entao de suas livres vontades e
sem constrangimento de pessoa alguma vendiam como de fato vendido tinham a ele comprador pelo pre?o e quantia
de 20S000.
Em 1729, nos autos do inventario do capitao Manuel Dias da Costa, Joao Pereira Braga
era o administrador da fazenda dos Campos Gerais no lugar denominado Lapa, pertencente ao
dito capitao Manuel Dias da Costa e sua mulher Isabel Pinheiro. Nao sabemos se esse lugar
Lapa era no atual municipio da Lapa, ou no local em que no tnapa elaborado pelo doutor
Antonio dos Santos Soares em 1728 esta escrito Lapa, onde depois situou-se a fazenda de
Sant’Ana, atuais tnunicipios de Balsa Nova e Campo Largo. Isabel Pinheiro era irma de Maria
Pinheiro, mulher de Manuel Gonsalves de Aguiar; em seu testamento em 1745 Manuel
Gonsalves de Aguiar declarou que foi tutor dos filhos de seu defunto seu cunhado Manuel Dias
da Costa, a saber, Frei Manuel e Frei Jose, religiosos de Nossa Senhora do Canno, e a atnbos
tinha satisfeito suas legitimas, e o tanto que lhes devia constava de uma escritura.
No dia 12 de julho de 1756 foi celebrado um contrato com Joao Gon£alves Barreiro para
feitor e conservador das fazendas dos Carlos e de Sao Luis, pertencentes a Nossa Senhora das
Neves, e esta citado que nas ditas fazendas tambem se achava gado cavalar e pouco vacum
pertencente aos orfaos do capitao Manuel Dias da Costa, que as teria obrigado (Barreiro) a
tnarcar com a sua marca e beneficia-lo, requerendo o quarto ao juizo dos orfaos da vila de
Santos e quern sem isso o nao teria por ele outorgante nao poder nem o dito seu constituinte dele
dispor, o Sr. Antonio Gonsalves Ribas (sobrinho de Manuel Gonsalves de Aguiar), tutor dos
orfaos do capitao Manuel Dias e Joao Maria de Oliveira (ou Pereira), ao qual faria entrega o que
lhe pertencesse e constasse da folha de partilha de cada um, que lhe mandava entregar por sua
sentcnca de mea£ao julgado a que ficasse ele outorgado fazendo na fazenda dos Carlos a dita
entrega ao dito tutor ou procuradores na fonna pelo juizo de residuos a ele ordenasse do gado
cavalar e de algumas cabccas de vacum e manifestando que de mais gado que lhe pertencia e
tomasse conta o dito tutor ou seu procurador nas fazendas do Dr. Antonio dos Santos Soares
chamadas Papagaios e Cancela, que nelas se achassem dito gado vacum e cavalar e nelas teria o
curral dos ditos orfaos chamado o Capao Grande (o Capao Grande ficava junto a fazenda de
Sant’Ana), que por essa lhe dava em nome do dito seu constituinte a ele outorgado de poder e
autoridade para que em nome do dito seu constituinte em juizo e fora dele podia defender as
ditas fazendas de qualquer ... deforga e esbulho, o fruto pedindo judicialmente quando nao
pudesse logo incontinente dcsforcar-sc por si, que trataria finalmente da conscrvacao dos
escravos e do vestuario deles, do rendimento dos frutos dela ano e mes que sobrassem do
sustento na forma da ordem que ele dito outorgante em nome do seu dito constituinte lhe daria
por escrito e que em tudo o mais o serviria exatamente com diretdrio e por ele dessa escritura
principalmente no tirar e remeter das boiadas que ele outorgante ou seu dito constituinte
ordenasse.
No dia 20 de Janeiro de 1742 Joao Pereira Braga comprou de Diogo da Costa Rosa uma
parte de terras e campos na paragem chamada Palmeira nos Campos Gerais de Curitiba, junto
aos rios Verde e Pitangui (Ponta Grossa), mas cremos que desistiu do negocio, pois estas terras
vieram a pertencer aos herdeiros de Diogo.
No testamento de Manuel Gonsalves de Aguiar, em 1745, ele deixou doze bois de conta
de esmola ao Colegio dos jesuitas de Santos, cuja esmola se entregaria ao Padre Reitor,
mandasse ele tomar conta deles. Deixou por esmola ao convento de Santo Antonio da vila de
Santos doze bois de conta, que os mandariam receber na Fazenda do Rio Grande, tanto para esse
convento como para o Colegio.
Declarou que esses vinte e quatro bois era sua vontade que se tirassem cada ano das suas
fazendas do Rio Grande e da parte do Rio Grande para o dito Colegio e convento de Santo
Antonio e tirados os vinte e quatro cada um ano e o mais gado que sobrasse ficava no monte
unido ao seu sobrinho Joao Pereira Braga e seus filhos para tratarem da dita fazenda e ao dito
seu sobrinho ele deixava cada ano para ele e seus filhos vinte cabecas o que se entendia de cada
paricao anual, ficando a fazenda sempre em ser com os mais rendimentos para Nossa Senhora
das Neves sua legitima herdeira, que por tal instituia.
Deixou por seu administrador das suas fazendas de Curitiba ao seu sobrinho Joao Pereira
Braga, para que ele cuidasse como bom parente nos aumentos das ditas fazendas, como ate
entao o tinha feito.
Joao Pereira Braga faleceu no dia 7 de agosto de 1747, com a idade aproximada
de 40 anos (esta idade consta do registro do obito, mas deve estar errada) e foi
sepultado na Capela de Nossa Senhora da Conceigao do Tamandua.
Na relagao de 1765, na freguesia de Sao Jose encontramos morando o genro de Joao
Pereira Braga, Jose dos Santos Pacheco (Lima), casado com Maria Pereira da Silva, seguindo-se
os escravos de Nossa Senhora das Neves da vila de Santos, num total de 100; nas minas de
Itambe repetiram os 100 escravos, de 5 fazendas (Rio Grande, Carlos, Sao Luis, Capao Redondo
e Furnas) de Nossa Senhora das Neves da vila de Santos.
No Registo (em terras do atual municipio da Lapa) estavam os genros: Manuel
Correia, 52 anos, 2 armas, 3 escravos, casado com Ana Pereira da Silva, e os filhos
Clemente Correia, 15, Manuel Correia, 12 e Jose Correia, 3; Manuel Simoes, 46 anos,
uma arma, 4 escravos, casado com Joana Pereira (da Silva), os filhos Alexandre
Simoes, 6 anos e Francisco Simoes, 2 anos; e Joao Gongalves Barreiros, 39 anos,
uma arma, 5 escravos, casado com Inacia Maria (da Silva), o filho Antonio Gongalves
dos Reis 28 , 1 ano; alem do filho Domingos Pereira da Silva, 22 anos, 2 armas, 4
escravos, que morava com a mae viuva Josefa da Silva; o outro filho, o future padre
Joao da Silva Reis, que foi o primeiro vigario da freguesia de Santo Antonio da Lapa,
nao aparece, devia estar no seminario.
JACOMO RODRIGUES (J. C. Veiga Lopes)
Jacomo Rodrigues, tambem conhecido por Jacques Frestier ou Jacques Rodrigues
Frances, pirata (?), natural de Marselha, era morador em Itanhaem, onde foi vereador em
1655; foi casado com Maria de Franga, natural de Itanhaem. Que sabemos, o casal teve
dois filhos: Joao Rodrigues Franga e Joana Rodrigues Franga. Pais de 2 filhos, qd:
Titulo 1. Capitao-mor Joao Rodrigues Franga, natural de Itanhaem.
Titulo 2. Joana Rodrigues Franga.
Titulo 1
Capitao-mor Joao Rodrigues Franga, natural de Itanhaem, casado com Francisca
Pinheira, natural de Santos, filha de Jose Pinheiro Machado e de sua primeira mulher
Maria Pinta. Tambem tinha filhas com Maria da Conceigao. Faleceu em 1715.
28 Na relafao de 1765 encontramos Antonio Gonsalves dos Reis, 45 anos, alferes....na for 9 a....a terra de Viamao.
Cremos que ele era solteiro.
Em 16 de fevereiro de 1765 disse o alferes Antonio Gon 9 alves dos Reis que da outra parte do Registo, correndo rio
Grande abaixo seis leguas, pouco mais ou menos, adiante de um restingao em que findavam os campos de Manuel da
Luz, se achavam uns campos que o suplicante havia um ano tinha fabricado e cultivado com fogos e gados, cujos
campos depois poderiam vir a ter tres leguas, pouco mais ou menos, e o suplicante queria pedi-los por sesmaria ao
senhor conde vice-rei. A camara da vila de Curitiba concordou em 23 de fevereiro de 1765
Antonio Gonqalves dos Reis, morador no distrito da vila de Curitiba obteve a carta de sesmaria em 3 de fevereiro de
1767, da outra parte do Registo correndo o rio Grande abaixo, coisa de seis leguas pouco mais ou menos, adiante ate um
restingao em que fmdavam os campos de Manuel da Luz, onde se achavam uns campos que o suplicante havia tres (?)
anos tinha fabricado e cultivado com fogos e gados, devolutos e incultos, que depois poderiam vir a ter tres leguas com
pouca diferen 9 a.
Na relapao de 1772 a fazenda da Boa Vista dos Faxinais do capitao Antonio Gon 9 alves dos Reis era distante da estrada 3
leguas, tinha 80 vacas de ventre, 20 novilhas, 6 touros, 2 bois carreiros, 25 eguas bravas, 6 eguas mansas, 2 cavalos
pastores, 6 cavalos mansos de costeio, 2 porcas, 6 leitoes, um por culhudo, 6 escravos., semeavam 2 alqueires de milho e
colheriam 400 maos, um alqueire de feijao e colheria 20 alqueires, 1 alqueire de trigo e colheria 10 alqueires.
Na lista de 1775 encontramos a casa do capitao Antonio Gon 9 alves dos Reis, 60 anos, solteiro.
Na lista de 1776, Antonio Gon 9 alves dos Reis, 60 anos, estava ausente; tinha 160 reses, 60 eguas, 10 escravos, vivia de
suas lavouras e diziam ser rico.
Ordem do general govemador de 11 de janeiro de 1779 ordenou que pela grande ausencia que fez Antonio Gonqalves
dos Reis, capitao de ordenan 9 as da freguesia de Santo Antonio, se nomeasse outro para servir o referido posto.
Teve com Francisca Pinheiro:
Cap. 1 Joana Rodrigues de Franga;
Cap 2 Maria da Assungao;
Cap. 3 Padre Nicolau Rodrigues de Franga, da Companhia de Jesus.
Cap. 4 Padre Inacio Rodrigues de Franga, da Companhia de Jesus.
Cap. 5 Frei Joao Rodrigues de Franga, irmao de Santo Antonio.
Cap. 6 Padre Julio Rodrigues de Franga
Cap. 7 Padre Lucas Rodrigues de Franga, batizado em Paranagua em 25 de outubro
de 1692, falecido entre 1762 e 1763. Possuia fazendas nos Campos Gerais.
Cap. 8 Padre Doutor Jose Rodrigues de Franga. Quando estudava em Coimbra teve
urn filho, de quern nao sabemos o nome da mae. Faleceu em 19 de novembro de 1760.
Cap. 9 Sargento-mor Cristovao Pinheiro de Franga
Cap. 10 Custodia Rodrigues de Franga
Cap. 11 Paula Rodrigues de Franga
Cap. 12 Ana Rodrigues de Franga
Cap. 1
Joana Rodrigues de Franga, casada em primeiras nupcias, antes de 1715, com
Manuel Gongalves da Cruz, portugues (ja era falecido em 12 de novembro de 1719), em
segundas nupcias com Manuel Mendes Pereira (em 14 de abril de 1722 ja estavam
casados e em 6 de dezembro de 1724 ja estava ele morto) e em terceiras nupcias com o
Doutor Antonio dos Santos Soares, portugues (provavelmente antes de 1728), que
sobreviveu a esposa. Ela faleceu entre 1764 e 1765. Teve do primeiro casamento:
F 1 Antonia da Cruz Franga 29 , batizada em 27 de janeiro de 1715 na matriz de
Paranagua. Casada em 1734 com o doutor Manuel dos Santos Lobato, portugues, falecido
entre 1759 e 1760, e em segundas nupcias, no dia 20 de margo de 1770, com o sargento-
mor Francisco Jose Monteiro de Castro, natural da freguesia de Nossa Senhora dos Anjos
da cidade de Lisboa, filho de Francisco Monteiro de Souza e Sande e de dona Arcangela
de Santa Maria Engracia de Sampaio e Castro. Faleceu em 10 de outubro de 1770, sem
descendencia.
29 Antonia herdou de seus pais seis fazendas nos Campos Gerais (Papagaios, Cancela, Botuquara, Porcos de Cima, Lago
e Santa Cruz). Quatro dessas fazendas passaram para o capitao-mor de Paranagua Jose Cameiro dos Santos, que era
casado com Maria Angelica Gomes Franga, neta de Maria de Assungao. tia de Antonia. Esta possuia outros bens em
Santos e Paranagua e sesmarias nos Campos de Curitiba. Faleceu com testamento em 1770, sem descendencia (R.
Roderjan).
Cap 2
Maria da Assungao, casada em primeiras nupcias com o capitao Francisco
Rodrigues Godinho, natural de Conceigao de Itanhaem, e em segundas nupcias com o
capitao-mor Andre Gongalves Pinheiro. Sua descendencia e muito grande e podemos
encontrar no terceiro volume da Genealogia Paranaense de Francisco Negrao, vamos
nomear apenas os filhos e os netos, alem de outros descendentes que vieram a possuir
terras na regiao estudada. (Observe-se que Negrao e Ermelino a chamam Maria da
Ascensao, mas em todos os documentos de fonte primaria que vimos sempre esta escrito
Maria da Assungao).
Teve do primeiro casamento:
§ 1 Josefa Rodrigues de Franga;
§ 2 Francisca Pinheiro
§ 3 Maria Pinheiro de Franga
Teve do segundo casamento:
§ 4 Ana Pinheiro de Franga;
§ 5 Maria d’O Franga;
§ 6 Bernarda Rodrigues de Franga;
§ 7 Lourenga Rodrigues de Franga;
§ 8 Isabel Rodrigues Franga ou Isabel Pinheiro da Costa, faleceu solteira.
§ 9 Vitoria Rodrigues da Costa
§ 10 Joana Rodrigues de Franga, casada com Antonio Jose Gambino, natural de
Portugal.
§ 11 Padre Jose Rodrigues de Franga.
§ 12 Padre Joao Rodrigues de Franga.
§1
Josefa Rodrigues de Franga, casada com o capitao Francisco da Silva Freire 30 , filho
de Antonio da Silva Freire e Isabel da Silva. Teve os filhos:
F 1 Antonio Esteves Freire, casado com Ana Antonia Laynes, filha do sargento-mor
doutor Joao Francisco Laynes.
F 2 Padre Policarpo Eloi da Silva.
F 3 Miguel da Silva Freire, casado com Maria Pinto, filha de Bento Pereira.
30
Deles descende Manoel Antonio Guimaraes, o visconde de Nacar, cuja mae e neta de Gaspar Gon 9 alves de Morais.
F 4 Joana Rodrigues de Franga, casada com o alferes Antonio dos Santos Teixeira,
filho de Gaspar Teixeira Ribeiro e Maria Rodrigues do Rosario.
F 5 Margarida da Silva Freire, casada com o alferes Antonio Lopes Ves.
F 6 Isabel Rodrigues de Franga, casada com o tenente Tomas Correia Pimentel,
natural dos Agores.
F 7 Eufrosina da Silva Freira, casada com Raimundo Jose Sanabio, natural de Angra.
§2
Francisca Pinheiro, casada em primeiras nupcias com Domingos Machado e em
segundas nupcias com o capitao Verissimo Gomes da Silva, natural da freguesia de Santo
lldefonso da cidade do Porto. Teve do primeiro casamento:
F 1 Beatriz Pinheiro, casada em primeiras nupcias com o coronel Jose Francisco de
Faria, natural de Portugal e em segundas nupcias com Manuel Domingos dos Santos,
natural da cidade de Santos.
F 2 Domingos Machado Pereira, casado com Francisca Xavier Pimentel, filha de
Caetano Antonio.
N 1 Tenente Domingos Machado Pereira, casado com Ana Maria da Rocha, sua
parente. Faleceu em 19 de fevereiro de 1840 com 66 anos mais ou menos
N 2 Modesta Xavier Machado.
N 3 Apolinaria Libania Pereira.
F 3 Manuel Machado Pereira.
F 4 Padre Francisco de Borja Pinheiro.
Teve do segundo matrimonio:
F 5 Antonio Gomes. Casado com Maria, filha de Joao Francisco.
F 6 Padre Jose Pinheiro.
F 7 Eusebio Gomes da Silva, casado com Ana Maria Laynes, filha do capitao-mor
Joao Francisco Laynes e de Maria de Brito e Silva.
F 8 Maria Angelica Gomes Franga, casada com capitao-mor Jose Carneiro dos
Santos, natural da freguesia de Santiago de Carreira, arcebispado de Braga, filho de
Joaquim Carneiro e Josefa Pereira. Maria Angelica faleceu em 5 de janeiro de 1811 e
Jose Carneiro dos Santos entre 1815 e 1816. Pais de 10 filhos:
N 1 Ricardo Carneiro dos Santos, casado com Josefa de Souza Guimaraes, filha
de Alexandre de Souza Guimaraes e Isabel Martins Novaes
BN 1 Alferes Jose Ricardo Carneiro
BN 2 Amalio
BN 3 Ana Carneiro de Simas
BN 4 Maria Ricarda Carneiro
BN 5 Isabel dos Santos Carneiro
BN 6 Francisca Carneiro dos Santos
BN 7 Maria dos Anjos
N 2 Francisco Carneiro dos Santos, casado com Ana Maria de Jesus, filha de
Joao Pereira de Lima e Maria do Nascimento de Jesus.
BN 1 Benedito Carneiro dos Santos, falecido em 15 de maio de 1823
BN 2 Francisco Carneiro dos Santos
BN 3 Eduvigem MarcNia de Franga, casada com Simao Jose Henrique
Deslandes, natural de Marselha.
N 3 - Verissimo Carneiro dos Santos ou Verissimo Jose Gomes, casado no dia 16
de outubro de 1790 no Tamandua com Rita Maria do Nascimento 31 , filha de Marcelino
Gomes da Costa e de Joana Francisca de Abreu. Faleceu em 1817
BN 1 Josefa (26.02.1792), falecida em 27 de margo de 1796.
BN 2 Jose Marcelino Carneiro (26.10.1793), casado com Ana Maria
Marcondes, filha do tenente-coronel Francisco de Paula Ribas e Maria Joaquina
Marcondes de Sa.
TN .1 Fernando Carneiro.
TN .2 Generoso Carneiro.
TN .3 Maria Clara Carneiro.
TN .4 Josefa Marcondes
TN .5 Fidencio Marcondes Carneiro
TN .6 Balbina Marcondes Carneiro, casada com Antonio Leite.
QN 1 Cesar Marcondes Leite
QN 2 Olegario Boaventura Marcondes
QN 3 Elisa Marcondes, casada com Joaquim de Souza Camargo.
TN .7 Francisca Marcondes Carneiro.
TN .8 Maria Joaquina.
TN .9 Prudencia Carneiro.
TN .10 Marcelino Marcondes Carneiro.
TN .11 Amantina Carneiro
31 Eles residiam nos Campos Gerais, onde casaram filhas suas com os Araujo fundadores da Palmeira, de quem descende
a baronesa de Tibagi. Seus descendentes vao povoar Palmas e Guarapuava (R. Roderjan).
TN .12 Francisco de Paula Carneiro.
TN .13 Candido Marcondes Carneiro.
TN .14 Luisa Marcondes de Oliveira e Sa
BN 3 Maria (03.11.1795), faleceu em 23 de fevereiro de 1796.
BN 4 Josefa Joaquina Pinheiro de Franga (10.12.1796), casada com
Domingos Inacio de Araujo 32 , filho de Manuel Jose de Araujo e Ana Maria da Conceigao,
no dia 8 de margo de 1810.
TN 1 Maria dos Anjos de Araujo (12.12.1810),
TN 2 Candida Marcondes,
TN 3 Isabel Caetana de Franga (25.07.1813). Casou-se com Antonio
Joaquim de Oliveira, filho de Joaquim Antonio d'Oliveira e Maria da Luz Ferreira do
Sacramento, de quern se divorciou em 9 de julho de 1846
TN 4 Verissimo Inacio de Araujo Marcondes (16.10.1814),
TN 5 Joao Carneiro de Araujo Marcondes (01.01.1816),
TN 6 Maria das Dores de Araujo (20.10.1817),
TN 7 Antonio Cornelio Marcondes (21.10.1819),
TN 8 Maria de Jesus (05.07.1821),
TN 9 Manuel Marcondes de Sa (30.05.1823),
TN 10 Maria Joana (14.08.1825),
TN 11 Jose Prudencio Marcondes (06.06.1827), casado em 8 de
dezembro de 1851 com Candida Joaquina Branco Marcondes,sua parente.
TN 12 Maria da Conceigao (08.12.1835),
TN 13 Pedro Marcondes,
TN 14 Francisco Inacio Marcondes de Araujo.
BN 5 Joaquim, mentecapto.
BN 6 Emiliana Amalia Franga (12.02.1804), casada com Joao Batista de
Oliveira Ribas, filho de Joaquim Mariano Ribeiro Ribas e Maria Rita de Oliveira Bueno, em
5 de agosto de 1823.
BN 7 Manuel da Cruz Carneiro (15.05.1806), casado com Francisca
Caetana Marcondes. de Oliveira 33 , filha de Jose Caetano de Oliveira e Querubina
Marcondes de Oliveira e Sa (Baroes de Tibagi).
32 Os fundadores de Palmeira. Parana (R. Roderjan).
33 Filha dos baroes de Tibagi e neta dos fundadores de Palmeira.
BN 8 Ana Amalia de Franga casada com Antonio Gongalves Dias (ou da
Silva), filho de Francisco Gongalves Dias Senra e Ana Pereira da Silva, em 25 de
novembro de 1823.
TN 1 Joana Francisca, casada com Eugenio Westphalen 34 .
TN 2 Amalio Gongalves da Silva.
TN 3 Paulino Gongalves da Silva.
TN 4 Eugenio Margal Gongalves da Silva
BN 9 Maria Rita de Franga, casada com Manuel Martins de Araujo, filho de
Domingos Inacio de Araujo (o tio) em 15 de abril de 1827.
TN 1 Manuel Martins de Araujo, casado com Ana Martins de Araujo.
QN 1 Maria das Dores de Araujo, casada com Jose Martins de Araujo.
QN 2 Rita do Nascimento Martins de Araujo, casada com Frederico Mascarenhas
Martins.
TN 2 - Frederico Martins de Araujo.
TN 3 - Generoso Martins de Araujo, casado com Maria Madalena
Branco
QN 1 Manuel Martins de Araujo, casado com Rita Branco.
QN 2 Felicio Martins de Araujo, casado com Francisca de Almeida Araujo.
QN 3 Josino Martins casado com Dulcina Guimaraes.
QN 4 Francisca Martins, casada com Jeremias de Almeida.
QN 5 Minervina Martins, casada com Joao Branco.
QN 6 Maria Rita Martins, casada com Vespasiano Madureira.
QN 7 Balbina Martins, casada com Ricardo Lustosa Ribas.
QN 8 Juvenal Martins, casado com Cecilia Cardoso Martins.
TN 4 Verissimo Martins de Araujo, solteiro.
TN 5 Delfina Martins de Araujo, solteira
TN 6 Francisca Martins de Araujo, casada com Bernardo
Mascarenhas Martins.
QN1 Bernardo de Assis Mascarenhas Martins, casado com Clementina de Oliveira
Lima.
de Araujo
TN 7 Joao Martins de Araujo Franga, casado com Francisca Martins
34 Com descendencia do Parana e na regiao serrana do Rio Grande do Sul.
BN 10 Joao Nepomuceno Carneiro, casado com Maria Soledade dos
Santos.
TN 1 Ambrosina Carneiro, casada com Germano Westphalen.
TN 2 Lidia Carneiro, casada com Francisco da Cruz Bastos.
TN 3 Porcina de Sa Carneiro, casada com Eugenio Margal da Silva.
TN 4 Gil dos Santos Carneiro, casado com Eliza Schulki.
TN 5 Jose Verissimo Carneiro, solteiro.
TN 6 Eduardo dos Santos Carneiro.
BN 11 Maria Josefa de Franga (06.10.1816), casada com Francisco Inacio
de Araujo Pimpao, filho de Domingos Inacio de Araujo e mae incognita;
BN 12 Francisca, morreu com 3 meses em 9 de junho de 1818.
N 4 Padre Joao Carneiro dos Santos, nascido e batizado em Paranagua no dia 28
de junho de 1771.
N 5 Joaquim, falecido solteiro em estado de dementia em 1804.
N 6 Ana, falecida solteira antes dos pais.
N 7 Serafim, falecido antes dos pais.
N 8 Jose, falecido antes dos pais.
N 9 Maria, falecida antes dos pais.
§3-
Maria Pinheiro de Franga, casada com o sargento-mor Damiao Carvalho da Cunha.
Teve do segundo casamento:
§4
Ana Pinheiro de Franga, casado com o mestre de campo Antonio Gomes Setubal,
natural de Portugal. Teve:
F 1 Maria Gomes Setubal, casada com o capitao Antonio Rodrigues de Carvalho,
natural de Tras-os-Montes, Portugal.
§5
Maria d’O Franga, casada com o capitao Jose da Costa Resende 3536 , natural da ilha
de Sao Miguel. Teve:
F 1 Conego Joaquim da Costa Resende.
F 2 Cordula Rodrigues de Franga, casada com Custodio Martins de Araujo, natural
da freguesia de Sao Miguel do Alcaide de Braga.
F 3 Casemira Rodrigues e Franga, casada com o tenente Domingos Pereira da
Silva 37 , filho de Joao Pereira Braga e de Josefa Gongalves da Silva.
§6
Bernarda Rodrigues de Franga, casada com o cirurgiao Manuel Gongalves Silvestre,
natural de Portugal. Teve:
F 1 Luis.
F 2 Jose.
§7
Lourenga Rodrigues de Franga, casada com Jose Pedro da Costa Lobato, portugues,
sobrinho do ouvidor Manuel dos Santos Lobato, marido de sua prima Antonia da Cruz
Franga.
F 1 Ana, falecida em crianga.
§8
Isabel Rodrigues Franga ou Isabel Pinheiro da Costa, faleceu solteira.
§9
Vitoria Rodrigues da Costa, casada com Lourengo Maciel Azamor, natural de
Esporande, filho de Dionisio Maciel Azamor e Clemencia da Costa Teixeira. Teve:
F 1 Carlos.
F 2 Maria.
F 3 Jose Cireno.
F 4 Antonio Maciel Azamor, casado com Ana Luisa, do Rio de Janeiro.
35
Esse casal e a origem dos Rezende, Lacerda, Braga, Munhoz da Rocha, Araujo Fraruja do Parana, muitos deles
naturais da cidade paranaense da Lapa (R. Roderjan).
36 Joaquim Rezende Correa de Lacerda, n. 1847, na Lapa (Parana), onde t, em VII-1905, c.c. Maria Madalena Moojen,
n. 2S-V-1857, em Passo Fundo (Rio Grande do Sul), t 9-XII-1931, na
Lapa, Pais de:
F 1 Jose de Lacerda, n. 22-VIII-1877, na Lapa, onde t, a 6-X-1940. A 5-XII-1903, em Curitiba (Parana), c.c. Cecilia
Brito, n. n-VI-1888, em Curitiba, filha de Francisco de Paula Moura Brito, n. e t em Curitiba, e de d.a Rosa Licia
Pedrosa, n. 5-IV-1857, em Curitiba, onde t a 24-1-1940. Pais de:
N 1 Dr. Joaquim Brito de Lacerda, n. 8-IV-1914, na Lapa, reside em S. Mateus (Parana). Em Curitiba, a 28-VI-1937,
c.c. Glicinia Pemeta, ali nascida a 31-1-1917, ilha de Julio David Pemeta, t em Curitiba, e de Carolina Xavier. Pais de:
Bn 1 Maria Teresa, n. ll-IV-1938, na Lapa.
Bn 2 Jose, n. 29-IV-1939, na Lapa (Anuario Genealogico, IV, 1942).
37 Descendentes em Julio de Castilhos.
§10
Joana Rodrigues de Franga, casada com Antonio Jose Gambino, natural de Portugal.
§11
Padre Jose Rodrigues de Franga.
§12
Padre Joao Rodrigues de Franga.
Cap. 3
Padre Nicolau Rodrigues de Franga, da Companhia de Jesus.
Cap. 4
Padre Inacio Rodrigues de Franga, da Companhia de Jesus.
Cap. 5
Frei Joao Rodrigues de Franga, irmao de Santo Antonio.
Cap. 6
Padre Julio Rodrigues de Franga
Cap. 7
Padre Lucas Rodrigues de Franga, batizado em Paranagua em 25 de outubro de
1692, falecido entre 1762 e 1763. Possuia fazendas nos Campos Gerais.
Cap. 8
Padre Doutor Jose Rodrigues de Franga. Quando estudava em Coimbra teve urn
filho, de quern nao sabemos o nome da mae. Faleceu em 19 de novembro de 1760. pai de
(verificar):
Joao Crisostomo, natural de Coimbra, casado no Pilar da Graciosa com Domingas
Cordeiro, filha de Andre Rodrigues Cordeiro e Maria da Assungao. Foi dono dos campos
do Guartela, Sao Damaso, Sao Tome e Santa Cruz, herdados de seu pai, que doou as
filhas. Teve as filhas:
F 1 Ana Maria do 6, casada em 9 de fevereiro de 1762 com Joaquim Jose Alvres
Freire, filho de Manuel Alvres Freire e Antonia Maria. Teve:
N 1 Cosme da Silva Alves ou Alves Freire (05.10.1766), casado com Escolastica
Maria
BN 1 Tristao
BN 2 Francisco
BN 3 Ana.
BN 4 Angelica.
BN 5 Hipolito Alves Freire
N 2 Francisco de Paula Freire (13.02.1768), casado com Rosa Maria Coelho,
viveram juntos apenas um ano, nao tiveram filhos. Teve dois filhos naturais reconhecidos.
BN 1 Basilio Jose de Paula, casado com Ana, filha de Manuel Afonso
Ennes.
BN 2 Verissimo Jose de Paula.
N 3 Teodora (09.10.1774).
F 2 Maria Marcela Ana de Jesus, casada em Curitiba no dia 12 de outubro de 1775
com Antonio Rodrigues Pinto, natural de Minas Gerais, filho de Jose Pinto da Mota e Maria
Rodrigues de Moura.
N 1 Clemencia (24.04.1779)
N 2 Manuel (30.05.1782)
N 3 Antonio.
N 4 Ana Maria.
N 5 Joaquina.
N 6 Maria.
N 7 Joao.
N 8 Mariana.
Cap. 9
Cristovao Pinheiro de Franga. Licenciado, advogava em Paranagua. Faleceu solteiro
em 1° de margo de 1789.
Joao Rodrigues Franga teve com Maria da Conceigao 38 as filhas que moravam em
Curitiba, enquanto que os outros filhos moravam em Paranagua.
Cap. 10
Custodia Rodrigues de Franga, casada com Manuel da Costa Filgueira.
F 1 Antonio da Costa Filgueira, casado com Maria Vieira Pedrosa.
F 2 Rita da Conceigao Franga, casada com Francisco Fernandes Saraiva.
F 3 Maria Rodrigues de Franga, casada em primeiras nupcias com Amaro Fernandes
da Costa em segundas com Afonso de Macedo Araujo
F 4 Bruno da Costa Filgueira.
38 Dessas tres netas de Joao Rodrigues de Fran 9 a e Francisca Pinheiro, provem a sua maior descendencia. A uniao com
os descendentes de Gaspar Gon 9 alves de Morais, fizeram de Paranagua o ber 90 das mais antigas familias do Parana, as
quais se estendem depois a Morretes e Antonina (cidades paranaenses do litoral) e aos planaltos (R. Roderjan).
F 5 Jose da Costa Filgueira.
F 6 Bernardino da Costa Filgueira, casado com Margarida Cardoso de Jesus
F 7 Joao da Luz Costa Filgueira casado com Francisca Rodrigues Teixeira.
Cap. 11
Paula Rodrigues de Franga, casada com Manuel Gongalves de Siqueira 39 . Pais de 9
filhos:
§1 Domingos Gongalves Padilha
§ 2 Josefa Rodrigues Gongalves, casada com Manuel da Rocha Carvalhais
§ 3 Catarina de Melo Coutinho, casada com Bras Domingues Veloso
§ 4 Ana Gongalves Coutinho, casada com Pedro de Siqueira Cortes
§ 5 Maria
§ 6 Joao
§ 7 Francisco Gongalves Siqueira
§ 8 Manuel Ferreira de Souza.
§ 9 Helena Rodrigues Coutinho, casada com Manuel Rodrigues da Mota
§1
Domingos Gongalves Padilha 40 , casado com Ana de Melo Coutinho, filha de
Francisco de Mello (Coitinho), natural de Sao Paulo e de Isabel Luiz Tigre, irma do Capitao
Antonio Luiz Tigre, e neta do Capitao Matheus Luiz Grou, sesmeiro nos campos de
Curitiba, em 1639, e de Isabel de Pina Cortes.
F 1 Cap. Antonio Gongalves Padilha 41 , casado com Angela Maria do Nascimento.
39 Natural da ilha de Sao Sebastiao e que faleceu em Curitiba em 1729 (R. Roderjan).
4U Domingos Gon 9 alves Padilha, fal. 23.8.1747 em Tamandua, c. 50 anos. (casou com Ana De Mello Coutinho, n.
Curitiba, filha de Francisco Coutinho, n. SP e de s.m. Izabel Luiz Tigre, fal. 21.12.1739, com 70 anos, viuva. Ana
recebeu do Cap. Antonio Luiz Tigre, como dote por ter contratado com Domingos, uma sesmaria de 1/2 legua no Rio
Verde e casas em Curitiba. Sua sogra fez doafao em 28.12.1731 de 750 bra 9 as de terras no Bariguy. Ana viuvou.
Tiveram 11 filhos (R. Roderjan).
41 No dia 20 de julho de 1795 Silvestre Preto de Oliveira vendeu para Antonio Gon 9 alves Padilha uma sorte de terras e
campos que tinham principio na barra do Tubauna correndo rio Grande acima ate a divisa com Joaquim Cardoso
correndo ao rumo do sul ate entestar com terras que foram de Josefa da Silva, pela composipao que o vendedor fizera
com a dita e constava dos autos de apela 9 ao e um termo que neles se achava, cujas terras houve ele vendedor por compra
que fizera a Bernardo Jose e sua mulher por escritura passada na vila de Curitiba.
Antonio Gon 9 alves Padilha, nat. de Curitiba (matriz de NS da Luz), fal. em Cima da Serra a 10-10-1788; casou com Agueda
Vieira Pinheiro.
O inventario de Padilha foi autuado a 23-9-1789 (C. O. de P. Alegre, n. 146, m. 10, est. 2), e forma tres grossos volumes.
Foram partilhados:
1) "uns campos sitos em Cima da Serra com tres leguas de comprido e duas de largo pouco mais ou menos, em que se
acha situada a fazenda chamada Santa Barbara, que foram comprados ao capitao Miguel Pedroso Leite, com varias
benfeitorias e casas de vivenda, que parte com a Estancia Grande Rio Fundo da Camisa", no valor de 2 contos de reis;
F 2 Angelo Gongalves Padilha 42 , casado em 25 de maio de 1776 com Ana Joaquina
do Nascimento, filha de Joao Gongalves da Costa e Joana Francisca de Souza
N 1 Francisca Padilha (16.12.1782).
N 2 Manuel Gongalves Padilha (28.08.1785).
N 3 Ten.Cel. Joao Gongalves Padilha 43 .
N 4 Jose Maria Padilha 44 , casado com Josefa Alves de Bastos.
N 5 Jeremias (11.05.1794) 45
F 3 Maj. Leocadio Gongalves Coutinho
2) "Um potreiro de campos e matos sito no distrito da vila de Santo Antonio da Guarda Velha deste Continente, que parte
pelo norte com a Serra e mato que banha o Rio do Sino e do sul com a Estrada Geral, servindo-lhe de ataque uma sanga ou
arroio proximo a dita estrada e pelo oeste com campo e matos dos herdeiros de Francisco de Almeida e de leste com
campos e matos dos herdeiros de Francisco e Jose Silveira Peixoto, divididos por um corrego com sua restinga de mato,
que tera de comprido meia legua e de largo um quarto, com seu rancho e arvoredos", por 300S000;
3) "uma casa de pau-a-pique coberta de palha sita na freguesia de Santo Antonio da Guarda Velha, que parte por um lado com
Antonio Jose de Freitas e pelo outro com casas vizinhas, com seu quintal", no valor de 30S000.
No recenseamento de proprietaries da freguesia de St a Antonio, feito a 2-6-1785 (Arq. Hist, do RGS, Codice 128) explica-
se que a fazenda Santa Barbara, com 3/4 de legua de comprido por uma de largo, fora comprada por escritura publica ao
capitao Miguel Pedroso Leite, que a adquirira ao 1° possuidor Manuel de Barros Pereira, figura esta muito ligada a historia
de Santo Antonio; possuia nessa fazenda 1800 reses, 20 cavalos, 500 eguas, 14 bestas, 2 burros e 4 burras.
Era possuidor de outro campo na Vacaria, despovoado, com 2 leguas de comprido por uma de largo, comprado a
Francisco Alvares da Silva e Manuel Alvares de Gusmao, que o haviam adquirido em prafa publica; fmalmente, ainda na
Vacaria, a fazenda do Morro Agudo, com 3 leguas de comprido por uma de largo, comprada a Francisco Alvares Xavier,
com 3 mil reses, 4 bois, 40 cavalos e 25 eguas. A filha Ana Gonsalves Coutinho, ao casar com Manuel Francisco Pires,
recebera como dote a fazenda Cambara, com 1 legua e quarto de comprido por uma de largo. Do casal Antonio Gon 9 alves
Padilha/Agueda Vieira Pinheiro houve os seguintes filhos (Rever):
F 1 Ana Gon 9 alves Coutinho, 1 ° casou com Manuel Francisco Pires; recebeu em dote "um peda 90 de campo chamado
Cambara, que tem de comprido tres quartos de legua e de largo em partes um quarto de legua e em partes menos, sito no
distrito de Cima da Serra, que parte com os campos de Miguel Pedroso Leite por um lado e por outro com campos de
Antonio Manuel Velho", em cuja posse se achava a 2-6-1785 (AHRS, Cod. 128), povoado com 200 reses, 12 cavalos e 4
eguas.
Em 2 as nupcias Ana casou com Antonio Manuel Velho, seu vizinho;
F 2 Manuel Joaquim Padilha, pardo forro, nat de Sao Francisco de Paula de Cima da Serra, casou em St a Amaro a 18-9-
1814 (1C-91) com a India Guarani Inocencia Maria, ali nascida, filha de Casimiro Pinto e Joana Maria.
F 3 Joaquim Gon 9 alves Padilha, casou com Paula Maria de Lemos, nat. de Vacaria, filha de Domingos de Sousa e
Francisca Tavares, a qual Paula Maria tomou a casar-se com Jose Rodrigues Gularte, fregueses de Cangu 9 u em 1810.
42 No dia 7 de dezembro de 1808 Angelo Gon 9 alves Padilha e sua mulher Mariana Fran 9 a de Oliveira venderam por
350S000 para Aurelio da Costa Portela e seu filho Joao da Costa Portela uma sorte de terras e campos que tinham
principio na barra de Tabauna correndo rio Grande acima ate divisa com Joaquim Cardoso, correndo a rumo do sul ate
entestar em terras que foram de Josefa da Silva, pela composi 9 §o que o vendedor fez com a dita e constava dos autos de
apela 9 ao de um termo que neles se achava, cujas terras as houveram eles vendedores a metade por dote a outra metade
compraram, tudo tinha sido de Silvestre Preto de Oliveira Preto, pai e sogro deles vendedores. Na lista de 1818 a fazenda
Tabauna pertencia a Joao da Costa Portela e media 1500x1500 bra 9 as.
43 Batizado. Tamandua a 7.6.1787 e fal. 13.7.1859 na FAZENDA DO SOBRADO, hoje Julio de Castilhos, c. em
8.3.1859 c. Bemardina Gomes da Silveira, em Passo Fundo, b. 1.6.1830 em Lages- SC e que nesse mesmo ano casou
com o Maj. Francisco Jose de Salles, n. e b. em Sorocaba, filho de Antonio Jose de Salles e de Maria Gertrudes
Camargo, ambos da Cotia SP (F. Salles).
44 Negociava para o Sul com tropas e boiadas e ali faleceu. Era muito rico e ofereceu a matriz de Campo Largo a
custodia de prata e ouro que ainda existe. Casou com Josefa Alves Bastos Coimbra, que foram pais de Zeferina Maria de
Jesus Padilha (fal. na C.Alta) casada na Lapa com Ten.Cel Jose Pinto de Oliveira Ribas -, nat. Lapa, que casou 1° com
Maria Guilhermina Salles e 2 a vez com Amelia Moreira Fagundes (F. Salles).
45 Nascido e b. na Capela de Tamandua, c.a 31.7.1831 na freg. de Sao Martinho, c. Manuela Pereira dos Santos, n. 1814
nessa freg. e * 9.4.1891, filha de Joao Pereira dos Santos (1773-1857) e de Louren 9 a Ribeiro. Jeremias morreu em 1842
em combate nas imedia 9 des de JDC contra os farroupilhas. C.G (F. Salles).
F 4 Maria da Penha Franga
F 5 Felipe Gongalves Padilha 46
F 6 Vitoria Rodrigues de Franga (ou Rodrigues Padilha), c. em 21.9.1751 c.
Francisco Rodrigues Coura 47 , fal. 1°.7.1800, filho de outro de igual nome e de Lucrecia
Leme de Brito, n. na Vila de Santo Antonio de Padua de Guaratingueta, SP.
F 7 Joana Gongalves Coutinho, c.c. Joao Fagundes dos Reis 48 .
F 8 Inacio
F 9 Francisco Gongalves Padilha
F 10 Isabel Rodrigues Coutinho
§2
46 Ou Maria Dolores Padilha da Rocha.
47 . Pais de:
F 1 Ana Rodrigues Franfa, casada com Joaquim Vieira de Alvarenga, fal. em 1806 na vila de N.S. da Luz de Curitiba,
Capitania da Sao Paulo, que em 1812 foi erigida era Comarca de Paranagua e Curitiba, filho de Jose Velho Bicudo e de
Escolastica Cordeiro. Teve 7 filhos:
N 1
Maria Vieira de Alvarenga, c. 28,5.1808 em Curitiba, c.seu primo -irmao Ignacio Rodrigues Franfa, filho de Jose
Rodrigues Franfa e de Escolastica Preto Bueno.
N 2
Joao Vieira de Alvarenga. Descendentes em Julio de Castilhos, Rio Grande do Sul, onde foi o doador do terreno para a
fundafao da capela.
N 3
Valerio Vieira de Alvarenga, n. e b. na freg. de Tamandua, lugar proximo de Palmas, no hoje Estado do Parana, casou a
8.9.1829 na Capela Curada da Povoafao de Santa Maria da Boca do Monte da Provincia do Rio Grande do Sul, com
Joaquina Buena de Jesus, viuva de Domingos Jose do Nascimento (C.5,68). Possuia campos nas proximidades do arroio
Buracos, que dividiam-se com a antiga Faz.da Reserva, em 1835
N 4
Joao Batista Vieira de Alvarenga
Ana Vieira de Alvarenga, c.c. Jose Soares da Silva.
Francisca Vieira de Alvarenga
N 5
N 6
N 7
Joana Vieira de Alvarenga, n. Curitiba, c. 26.3.1824 com Ignacio Henriques, nat. Itapetininga, filho de Joao Henriques e
de Ana Leme. Descendentes em Santiago do Boqueirao, Rio Grande do Sul.
F 2 Vitoria de Franfa Padilha, c.c. Francisco Rodrigues Barbosa, filho de Francisco Rodrigues Coura nasceu em
Portugal e de Lucrecia Leme Rangel, falecido em 1800 em Sao Jose dos Pinhais. Pais de:
N 1
Antonio Rodrigues Padilha, nascido em Curitiba. Casou -se com Faustina Maria da Ascenfao, filha de Manuel Antonio
Severo e Maria Joaquina de Jesus, em 13/IX/1824 em Alegrete. Foi fazendeiro em Alegrete inicialmente e
posteriormente em Sao Martinho, Rio Grande do Sul (F. Salles).
48
Joana Gonfalves Coutinho, nat. de Curitiba, casou com Joao Fagundes dos Reis, nat. de Paranagua; pais de:
F 1 Domingos Fagundes dos Reis, nat. de Curitiba, casou em St Q Antonio da Lapa (Parana) a 4-10-1781, (1C-33)
com Erigida Maria de Castilhos, nat. de Curitiba, filha de Joao Batista de Castilhos e Joana Rodrigues de Siqueira;
pais de:
N 1
Joaquim Fagundes dos Reis, nat. de Curitiba (matriz de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais), 1° casou com Vicencia
Pereira de Lima, nat. de Triunfo/ RS, filha de Vltorino Luis Antonio e Inacia Pereira de Lima.
Joaquim Fagundes dos Reis casou 2 vez em Santa Maria a 14-2-1830 (lC-94v) com Emilia Francisca de Borba, nat.
de Cafapava, filha de Evaristo Francisco de Borba e Felicidade Perpetua do Nascimento.
Josefa Rodrigues Gongalves, casada com Manuel da Rocha Carvalhais. Manuel era
natural da freguesia de Dantas, bispado da cidade do Porto, filho de Antonio da Rocha e de
Maria Joao, casado com Josefa Rodrigues Coutinho, filha de Manuel Gongalves de Siqueira
e de Paula Rodrigues Franga, esta filha do capitao-mor Joao Rodrigues Franga e de Maria
da Conceigao. Josefa Rodrigues Coutinho faleceu nos Campos Gerais em 23 de setembro
de 1739 e ali inicialmente enterrada; depois seus ossos foram transferidos para a matriz de
Curitiba. Manuel da Rocha Carvalhais faleceu em 3 de fevereiro de 1757 e foi sepultado na
capela de Santo Antonio do Capao Alto da religiao do Carmo.
F 1. Bartolomeu da Rocha Carvalhais (08.09.1717), casou-se em Curitiba no dia 4 de
margo de 1749 com Margarida Domingues, filha de Joao Paes Domingues e Maria do
Espirito Santo, batizada em 11 de agosto de 1731. Bartolomeu faleceu em 15 de agosto de
1785 e Margarida Domingues faleceu em 28 de julho de 1808.
N 1 Rosa do Espirito Santo Coutinho (25.12.1749, capela de Santa Barbara). Casou
em 27 de abril de 1767 com Luis Castanho de Araujo, filho de Inacio de Sa Arruda e Antonia
de Almeida Bueno. Rosa faleceu no dia 4 de novembro de 1816 e Luis Castanho de Araujo
no dia 30 de agosto de 1830.
BN 1 Belquior (24.07.1768).
BN 2 Felipe Castanho (20.09.1770). Residente no Sul, onde faleceu.
TN 2 Luis
BN 3 Antonio Castanho (10.04.1776). Residente no Sul
BN 4 Ana Maria de Araujo (02.08.1779). Casou no dia 3 de fevereiro de 1796 com
Jose Rodrigues Pereira, natural da cidade de Beja, filho de Domingos Pereira (ou
Rodrigues) e Maria da Conceigao. Jose faleceu em 30 de junho de 1819 e Ana Maria
faleceu em 15 de novembro de 1855.
TN 1 Antonio Rodrigues de Araujo (14.11.1799). Casou em 1819 com Maria da
Trindade Carneiro, filha de pai incognito e Ana do Rosario Carneiro (ver titulo Francisco
Carneiro Lobo)
TN 2 Joaquim Jose Castanho (09.03.1802). Casou em 27 de dezembro de 1830 com
Francisca Carneira, filha de Joao Alves Pereira e Delfina Carneira.
TN 3 Joaquina Maria Rodrigues (26.12.1803). Casou em 10 de fevereiro de 1822 com
Joaquim Antonio, natural de Curitiba, filho de Joaquim Pinto e Maria da Silva.
TN 4 Gertrudes Maria de Araujo (23.03.1806). Casou em 3 de novembro de 1827 com
Bento Machado de Campos, filho de Antonio Jose de Campos Machado e Maria Buena.
TN 5 Maria da Conceigao (09.02.1808). Casou em 7 de Janeiro de 1825 com Fernando
Jose de Brito, natural da Vila de Viana, arcebispado de Braga, filho de Manuel Antonio de
Caldas e Maria Joaquina de Brito
TN 6 Maria.
TN 7 Luisa Maria da Conceigao. Casou em 27 de dezembro de 1829 com Francisco de
Paula Machado, filho de Antonio Jose de Campos Machado e Maria Buena.
TN 8 Jesuina Castanha. Casou em 21 de maio de 1835 com Manuel da Silva Cesar,
natural de Sao Roque, filho de Calisto Antonio Ferreira e Ana Francisca do Prado.
TN 9 Rosa Maria de Araujo. Casou em 9 de julho de 1834 com Cirino Jose Gomes,
filho de Maria Joaquina e pai incognito.
BN 5 Antonia (01.03.1781)
BN 6 Joao (25.07.1783)
BN 7 Marcelo Castanho (21.10.1785). Residente no Sul.
BN 8 Joaquim (26.11.1788)
N 2 Serafim (01.06.1751, capela de Santa Barbara do Pitangui).
N 3 Lourengo da Rocha (08.12.1752, Capao Alto). Ausente para os espanhois nos
inventarios do pai e da mae.
N 4 Eufrasia (06.01.1754, Capao Alto).
N 5 Jose da Rocha Carvalhais (29.04.1757, Capao Alto). Solteiro, teve dois filhos
naturais reconhecidos.
BN 1 - Cristovao da Rocha Carvalhais.
BN 2 - Jose Bernardes da Rocha.
N 6 Joao (25.12.1759, capela do Pitangui)
N 7 Joaquim (13.10.1758, Capao Alto).
N 8 Bento da Rocha Carvalhais (mais ou menos em 1760). Casou com Rita Joaquina
de Jesus (6 filhos em 1820)
N 9 Vitoriano (26.07.1762).
N 10 Maria Flavia da Rocha ou Maria da Rocha Carvalhais (09.04.1769, Capao Alto).
Casou com Antonio Pereira de Quadras, filho de Antonio de Quadras Bicudo e Antonia
Pereira.
BN 1 - Ana Antonia, casada com Francisco de Paula Machado.
BN 2 - Maria Eugenia (ou Maria Ludgera de Quadras, confirmar), casada com seu
primo Miguel da Rocha Ferreira, filho de Miguel da Rocha Carvalhais.
BN 3 Antonio Pereira de Quadras. Casou com sua prima Fortunata, filha de Miguel da
Rocha Carvalhais.
BN 4 Manuel Bernardo de Quadras ou Manuel Bernardo da Anunciagao. Casou com
sua prima Eufrasia, filha de Miguel da Rocha Carvalhais.
N 11 Miguel da Rocha Carvalhais (15.04.1774, Capao Alto). Casou em 1803 com
Helena Maria Ferreira, filha de Jose Ferreira Pinto e Barbara Antonia Pedrosa.
BN 1 Miguel da Rocha Ferreira. Casou com sua prima Eugenia de Quadras, filha
Antonio Pereira de Quadras e Maria Flavia da Rocha.
BN 2 Maria Balbina. Casou com Manuel Rodrigues da Silva.
BN 3 Eufrasia da Rocha. Casou com Manuel Bernardo de Quadras (ausente no
Continente em 1830), filho de Antonio Pereira de Quadras e Maria Flavia da Rocha.
BN 4 Jose da Rocha
BN 5 Fortunata. Casou com seu primo Antonio Pereira de Quadras, filho de Antonio
Pereira de Quadras e Maria Flavia da Rocha
BN 6 Alexandre da Rocha
BN 7 Placidina
BN 8 Antonio
BN 9 Ana
N 12 Metildes. Casou com Manuel Fernandes Jardim, natural de Santos.
BN 1 Ricardo.
BN 2 Francisco
BN 3 Eufrasio
BN 4 Antonio
BN 5 Leocadia
BN 6 Rita
BN 7 Justino
BN 8 Ponciano
F 2. Joao Coutinho da Rocha (28.04.1720) casou no Rio de Janeiro com Maria de
Almeida.
N 1 - Joaquim Coutinho da Rocha, casado em 1803 com Ismeria Maria Prestes, filha
de Joao de Barros Araujo e Julia Maria Ferreira.
F 3. Maria da Rocha Carvalhais ou Maria Flavia da Rocha (22.08.1723), casou 3 de
maio de 1741 com Bento Soares de Oliveira, natural de Sao Paulo (alguns dizem Minas
Gerais), filho de Joao Serrano Soares e Maria Nunes de Oliveira. Bento faleceu em 1779
N 1 Helena (16.07.1742).
N 2 Joao Soares de Oliveira (10.11.1743). Mudou-se para Minas Gerais onde casou
com Ana Joaquina.
N 3 Bernarda Soares ou Bernarda de Oliveira (06.03.1744, Capao Alto). Casou com
Antonio Rodrigues Teixeira e Francisco da Costa Mendes
Filhos do primeiro casamento.
BN 1 Francisco.
BN 2 Ana.
BN 3 Margarida.
BN 4 Maria.
BN 5 Francisca
N 4 Manuel Soares de Oliveira ou Manuel Soares da Rocha. Casou no dia 10 de
fevereiro de 1806, na matriz de Castro, com Francisca da Silva, natural da Vila de Castro,
filha de Jose Teixeira e de Teresa da Silva de Jesus, sendo a contraente viuva de Manuel
Soares Chaves. Casou em segundas nupcias em 24 de agosto de 1813 com Bernarda
Cordeira, filha de Jose Cordeiro do Prado e Inacia Ribeiro do Prado. Manuel faleceu em 18
de agosto de 1820.
Filhos do primeiro casamento
BN 1 Maria Francisca Teixeira (13.06.1807). Casou com Joaquim Alves Barreto ou
Barbosa.
BN 2 Bento (08.09.1808).
N 5 Teresa Soares de Oliveira (06.08.1747). Casou em 1770 no Capao Alto com Diogo
Bueno de Almeida, filho de Inacio de Sa Arruda e Antonia de Almeida Bueno. O inventario
de Teresa e de 1782
BN 1 Francisco
BN 2 Mariano.
BN 3 Francisco Jose
BN 4 Mariana.
BN 5 Maria.
N 6 Salvador Soares de Oliveira (18.10.1753, Capao Alto). Casou com Teresa de
Almeida.
BN 1 Inacio. Ausente para o sul.
BN 2 Jose.
BN 3 Inocencio.
BN 4 Antonio.
BN 5 Antonia.
BN 6 Francisco.
N 7 Josefa (22.05.1757, Capao Alto).
N 8 Rosa Rodrigues (ou Coutinho ou Serrana da Rocha) (10.09.1758, Capao Alto).
Casou com Joao Domingos Maciel ou Joao Paes Domingues, filho de Joao Paes
Domingues e Maria do Espirito Santo.
BN 1 Maria.
BN 2 Antonia.
BN 3 Catarina.
BN 4 Maria.
BN 5 Ana.
BN 6 Joao
BN 7 Benedita
BN 8 Inacia
N 9 Antonia Soares de Oliveira (03.08.1755). Casou com Felipe Fogaga de Almeida.
BN 1 Maria Francisca de Jesus, casada com Hipolito Alves Teixeira.
N 10 Joaquim Soares de Oliveira (14.12.1760, Capao Alto). Casou com Francisca
Lopes ou Francisca de Almeida. Faleceu em fevereiro de 1790.
BN 1 Luzia
N 11 Felizarda Soares (26.07.1762, Capao Alto). Casou com Antonio Castanho Paes,
filho de Inacio de Sa Arruda e Antonia de Almeida.
BN 1 Quintiliano
BN 2 Francisco
BN 3 Bernardo Castanho da Rocha. Casou em Castro em 2 de maio de 1811 com
Maria Eufrasia e se mudaram para o Rio Grande do Sul
N 12 Francisco Soares. Casou no continente do Sul.
F 4. Paula Rodrigues Franga ou Paula Rodrigues da Rocha (07.09.1726, a confirmar,
esta danificado), casou em Curitiba no dia 1° de setembro de 1745 com Antonio Martins
Lisboa, filho de Jose Nicolau Lisboa e Antonia de Lemes. Paula faleceu em 17 de junho de
1769. Moravam no bairro do Palmital.
N 1 Jose Martins Lisboa. Faleceu solteiro, parece que teve filhos naturais.
N 2 Josefa Martins dos Santos Coutinho, casada em 13 de julho de 1773 com Joao da
Silva Leite, de Sorocaba, filho de Joao Cardoso Leite e Maria da Silva.
N 3 Gertrudes Maria de Jesus ou Gertrudes Maria da Silva, casada em 12 de agosto
de 1772 com Manuel de Oliveira Assungao.
N 4 Isabel de Franga. Faleceu solteira.
N 5 Maria de Jesus. Faleceu solteira.
F 5. Lourengo da Rocha Carvalhais (25.02.1730).
F 6. Quiteria Rodrigues da Rocha (01.02.1733). Quiteria Rodrigues da Rocha casou-se
em 2 de novembro de 1752 com o capitao Francisco Carneiro Lobo, filho do capitao Gabriel
Carneiro Lobo e de sua mulher Ana Pires, naturais de Santa Maria do Douro-Viana-Braga,
com quern teve os filhos, todos batizados no Capao Alto.
N 1 Gabriel (23.10.1753, batizado na fazenda dos religiosos de Nossa Senhora do
Carmo dos Campos Gerais, que deve ter falecido crianga).
N 2 Luciano Carneiro Lobo (27.10.1757). Ver o titulo Francisco Carneiro Lobo, onde
estao casamentos e filhos.
N 3 Francisco Carneiro Lobo Filho (25.12.1759, Capao Alto). Casou em 3 de maio de
1797 com Ana de Sa, filha de Inacio de Sa Arruda e Antonia de Almeida. Francisco faleceu
em 1° de margo de 1797 e o casal nao teve filhos. Ana de Sa Buena faleceu no dia 16 de
agosto de 1836.
N 4 Mariana Vilinda (ou Berlinda) Carneiro (03.02.1762, Capao Alto). Casou com
Francisco Antonio de Meneses, de quern divorciou-se, nao tendo filhos.
F 7. Jose da Rocha (08.07.1737).
Foram proprietaries de fazenda de gado nos Campos Gerais tendo ele falecido em
1757 49 .
49 § 1 Maria da Rocha, casada com Bento Soares de Oliveira, natural de Minas Gerais, casou em 1741 com Maria da
Rocha Carvalhais, filha de Josefa Rodrigues de Franfa e Manoel da Rocha Carvalhais, natural de Portugal. Por parte
materna Marta da Rocha Carvalhais e neta de Paula Rodrigues de Franfa e Manoel Gonfalves de Siqueira, natural da
ilha de Sao Sebastiao, ela filha do capitao-mor Joao Rodrigues de Franfa. Seu inventario data de 1810 e nele constam os
seguintes filhos:
F 1 Joao Soares, falecido, casado em Minas Gerais com Ana. Tem um filho.
F 2 Bemarda Soares, casada com Francisco Mendes da Costa.
F 3 Teresa, casada com Diogo Bueno de Almeida.
Em 1780 Diogo tem 38 anos e reside em Castro com sua mulher Tereza de Oliveira, de 33 anos, e os filhos:
N 1
Francisco, 7anos;
N 2
Mariano, de 5 anos e;
Francisco, de 10 meses.
N 3
§3
Catarina de Melo Coutinho, casada com Bras Domingues Veloso
§4
Ana Gongalves Coutinho, casada com Pedro de Siqueira Cortes
Maria.
§5
§6
Em 1789 Diogo Bueno de Almeida, de 43 anos esta casado com Inacia Maria (2 a esposa), contando com os filhos:
Francisco, de 15 anos, Mariana, de 14 anos, Francisco Jose, de 11 anos, Mariana, de 10 anos e Maria de 8 anos, que,
pelas idades, sao fdhos da primeira esposa.
O inventario de Diogo Bueno, de 1822, esta quase ilegivel. A inventariante e a mulher, Inacia de Quadros.
F 4 Manoel Soares Oliveira, com 60 anos.
F 5 Salvador Soares, casado com Rita de Oliveira, com 58 anos.
F 6 Antonia Soares, falecida, com fdhos.
F 7 Felizarda Soares, casada com Antonio Castanho. Em 1789 esta casada com Antonio Castanho e Maria Flavia da
Rocha Carvalhais casou com Antonio Pereira de Quadros fdho do casal Antonio de Quadros Bicudo e Antonia Pereira,
origem dos Quadros dos Campos Gerais de Curitiba e do Planalto Medio do Rio Grande do Sul. Seu inventario data de
1822, onde constam os seguintes filhos:
N 1
Ana Antonia, casada com o capitao Francisco de Paula Machado.
N 2
Maria Eugenia, casada com Miguel da Rocha Ferreira.
N 3
Antonio, solteiro, de 16 anos.
N 4
Manoel Bernardo, solteiro, de 15 anos. Ou Bernardo Castanho da Rocha. Antonio Castanho e Felizarda Soares tiveram
Bernardo Castanho da Rocha que vai se destacar no povoamento e governanc;a das vilas que se forma no Planalto Medio
do Rio Grande do Sul. Bernardo casou em Castro, a 2 de maio de 1811, com Maria Eufrasia, com quem vai casado para
o Rio Grande do Sul.
F 8 Rosa Soares, casada com Joao Pais Domingues.
F 9 Francisco Soares, casado no Continente do Sul.
F 10 Joaquim Soares, falecido, casado com Francisca Lopes. Tem uma filha.
§ 2 Quiteria Rodrigues da Rocha, casada com Francisco Carneiro Lobo, natural de Viana do Castelo (Portugal), o
capitao Francisco Carneiro Lobo estabeleceu-se nos Campos Gerais, na povoapao de Iapo, ao casar em 1752 com
Quiteria Maria da Rocha, nascida em 1733.
O capitao Francisco Carneiro Lobo faleceu a 16 de abril de 1795, com 70 anos. Seu inventario data de 1795, onde ficou
registrada a sua descendencia. Do seu primeiro casamento, com Quiteria Rodrigues da Rocha, teve:
F 1 Luciano Carneiro Lobo, casado em 1795 com Francisca de Sa, filha de Inacio de Sa Arruda e Antonia de Almeida.
F 2 Francisco Cameira Lobo (filho), solteiro em 1795, casado com Ana de Sa, filha de Inacio de Sa Arruda e Antonia de
Almeida, irma da anterior.
F 3 Francisca Velinda Carneiro, casada com Francisco Antonio de Menezes.
Do seu segundo casamento, com Maria de Jesus Vasconcelos, teve:
F 4 Francisca de Paula Carneiro, com 22 anos, solteira em 1795.
F 5 Ana do Rosario, solteira, com 20 anos.
Dos seus filhos naturais foram incluidos no inventario:
F 6 Joaquim Carneiro Lobo, casado, com 43 anos.
F 7 Quiteria, com 30 anos, casada com Jose Raimundo Serrano.
F 8 Domingas, de 23 anos, foi excluida do inventario.
§ 3 Bartolomeu da Rocha Carvalhais, casado em 1741 com Margarida Domingues.
Eram moradores do distrito de Castro, nos Campos Gerais, na segunda metade do seculo XVIII. Foram proprietaries de
fazenda de gado nos Campos Gerais tendo ele falecido em 1757. Seus 10 filhos:
F 1 Rosa do Espirito Santo da Rocha (ou Coitinho), casada com Luiz Castanho de Araujo,
Em 1816 Luis Castanho de Araujo tem anos e faleceu Rosa com 66 anos. Ele foi inventariado em 1830 e constam como
herdeiros:
Joao
§7
Francisco Gongalves Siqueira
§8
Manuel Ferreira de Souza.
§9
Helena Rodrigues Coutinho, casada com Manuel Rodrigues da Mota
F 1 Manuel Rodrigues da Mota (15.10.1720)
F 2 Antonio da Mota dos Santos (06.08.1722).
F 3 Maria Rodrigues Pinta (01.10.1724), casada em primeiras nupcias em 26 de
novembro de 1739 com Manuel Ferreira de Souza, filho de Marcos Ferreira de Souza e
Serafina Marinha e em segundas no dia 29 de maio de 1751 com Antonio Jose de Oliveira
Rosa, natural de Vila Vigosa, bispado de Elvas, filho de Jose de Oliveira e Vicencia de
Assungao.
Teve do primeiro matrimonio
N 1 Maria Rodrigues Ferreira (06.10.1740, Tamandua), casada em 26 de maio de
1758 com Lourengo Alvares da Silva, natural da freguesia de Santa Maria de Gulpiares,
filho de Lourengo Alvares e Ana de Sa. Teve os filhos:
BN 1 Manuel Ferreira de Souza, casado em 18 de Janeiro de 1776 com
Luzia Pires do Prado, filha de Joao Pires Santiago e Ana Maria do Prado.
BN 2 Bernardina Pereira de Jesus, casada com Marcelo Antunes Maciel,
filho de Francisco Antunes Maciel e Teresa de Jesus.
Ana Maria, viuva, foi inventariante
Antonio Castanho, casado, reside no Sul
Felipe Castanho, falecido, com o filho Luis, residente no Sul
Marcelo Castanho, residente no Sul.
§ 4 Catarina de Melo Coutinho,
§ 5 Ana Gon 9 alves Coutinho,
§ 6 Maria,
§ 7 Joao,
§ 8 Francisco Gon 9 alves Siqueira,
§ 9 Manoel Ferreira de Sousa, e,
§10 Flelena Rodrigues Coutinho (R. Roderjan).
N 1
N 2
N 3
N 4
BN 3 Antonio Ferreira Pinto, batizado em 23 de maio de 1762, casado em
21 de junho de 1813 com Francisca Maria de Santa Ursula, filha de Aleixo Rodrigues da
Mota e Maximiana Maria de Jesus.
Maria Ferreira (06.06.1814), casou com Joaquim Manuel de Oliveira Ribas, filho de
Joaquim Mariano Ribeiro Ribas e Rita Maria Bueno, em 24 de abril de 1827; Carlota
(12.08.1816).
BN 4 Joaquim Ferreira Pinto, batizado em 26 de novembro de 1774, casado
em 22 de setembro de 1798 com Maria Rosa dos Santos, filha de Manuel dos Santos e de
Maria dos Passos.
TN 1 Manuel Ferreira dos Santos (19.03.1800) casado com Balbina
Maria de Siqueira, filha de Bento de Siqueira Cortes e de Ana Maria de Jesus, em 10 de
Janeiro de 1821.
TN 2 Joaquina Ferreira dos Santos, casada em 15 de junho de 1823
com Joaquim Gabriel de Souza, filho de Benedito Mendes Sampaio.
TN 3 Antonio Ferreira dos Santos (nascido mais ou menos em 1812)
casou-se com Margarida Antunes, filha de Jeremias Jose Pinto e Alexandrina Maria de
Oliveira em 5 de fevereiro de 1842.
TN 4 Jose Ferreira dos Santos (nascido mais ou menos em 1813)
casou-se com Nuncia Maria da Rocha, filha de Teodoro da Rocha Ribeiro e de Gertrudes
Maria de Oliveira.
TN 5 Sancia Ferreira (25.09.1814), casada com Francisco Teixeira
de Freitas, filho de Antonio Teixeira de Freitas e de Maria Teresa do Espirito Santo (filha
de Manuel Jose Teixeira).
TN 6 Maria (14.01.1819); Maria Angelica dos Santos, casada em 2
de fevereiro de 1819 com Caetano Antonio Teixeira, filho de Jose Rodrigues do Couto e
Maria Teixeira.
TN 7 Ana Ferreira dos Santos, casada em 3 de janeiro de 1823 com
Jeronimo Jose Caldas, viuvo de Ana Quadras de Oliveira.
TN 8 Maria Clara, casada em 21 de novembro de 1819 com Jose
Custodio Guimaraes, filho do alferes Joao da Silva Guimaraes e Custodia Maria.
TN 9 Maximiliana Ferreira de Sa (31.05.1820), casou-se em 24 de
junho de 1834 com Jose de Siqueira, filho de Bento de Siqueira Cortes e Ana Maria de
Jesus.
TN 10 Maria (02.06.1822). Uma das Marias, Maria Joaquina, casou
com Joao de Dias Batista, e outra, Maria dos Passos, casou com Jose Antonio de Souza,
filho de Jose Antonio de Souza e Gertrudes Maria (filha de Benedito Mendes Sampaio) em
12 de margo de 1840 e em segundas nupcias com Jose Cardoso Pases, viuvo de
Umbelina de Paula, em 18 de dezembro de 1849.
TN 11 Gemeos Manuel e Maria faleceram em 21 de agosto de 1816.
BN 5 Quiteria Maria de Jesus, batizada em 7 de julho de 1766, casada com
Joao Batista Vieira.
BN 6 Ana, batizada em 19 de margo de 1770.
BN 7 Ana Ferreira de Jesus, batizada em 24 de fevereiro de 1772, casada
com Inacio de Lima Pereira.
BN 8 Maria, batizada em 14 de janeiro de 1769.
N 2 Antonio Ferreira de Souza, batizado em 22 de setembro de 1743.
N 3 Jose Ferreira Pinto, batizado em 10 de janeiro de 1745, casado em 7 de
janeiro de 1765 com Barbara Antonia Pedrosa, filha de Domingos Antonio Duarte (natural
de Santiago de Lustosa, arcebispado de Braga) e Francisca Pedrosa, neta paterna de
Frutuoso Antonio e Maria Luis Duarte e materna de Felipe Leme de Siqueira e Sebastiana
Pedroso de Lima
BN 1 Francisca, casada com Joaquim Paes, falecida antes do pai.
TN 1 Joaquim
TN 2 Manuel
BN 2 Domingos Ferreira Pinto, batizado na capela de Nossa Senhora da
Conceigao do Tamandua no dia 10 de dezembro de 1769, casado em 18 de fevereiro de
1814 com Ana Joaquina de Oliveira, filha de Jose Antonio de Oliveira e Quiteria Angela
Maria. Faleceu em 30 de abril de 1843.
TN 1 Maria (09.04.1815)
TN 2 Ana Maria Ferreira, casada com Antonio Bueno.
TN 3 Domingos Ferreira Pinto (05.10.1820), o Barao de Guarauna,
casado com sua prima Maria Ambrosia da Rocha Ferreira, filha de Teodoro da Rocha
Ribeiro e Gertrudes de Oliveira, com quern nao teve filhos. Teve com Ana Flora de Araujo,
moradora em Palmeira, duas filhas naturais, reconhecidas.
QN1 Nardina Ferreira, batizada em Palmeira no dia 28 de agosto de 1845, casou no
dia 16 de agosto de 1857, na igreja de Nossa Senhora Sant’Ana da Ponta Grossa, com
Francisco Teixeira Alves, natural de Passo Fundo, filho de Manuel Teixeira Alves e de
Francisca Alves. Faleceu em 28 de agosto de 1890.
PN 1 Procopio Teixeira Alves, nascido em Passo Fundo
aproximadamente em 1858, que casou com Maria Alves do Belem.
PN 2 Manuel Teixeira Diniz, nascido em Passo Fundo
aproximadamente em 1860, casou com Zelinda Teixeira d’Almeida.
PN 3 Filomena Teixeira (ou Ferreira d’Almeida), nascida
aproximadamente em 1863, que casou em Ponta Grossa em 26 de julho de 1879 com
Bonifacio d’Almeida e Silva (25.12.1854, Ponta Grossa, com 9 meses), filho de Atanagildo
Jose de Almeida e de Francisca da Silva Leiria, estando dito que os nubentes eram
naturais da paroquia de Ponta Grossa;
PN 4 Bernardina de Paula Teixeira, nascida
aproximadamente em 1865, natural de Passo Fundo, casou em Ponta Grossa no dia 25
de julho de 1880 com Ricardo Dias Batista, natural de Ponta Grossa, filho natural de Maria
da Gloria.
PN 5 Pedro Teixeira Alves (ou de Paula Teixeira),
nascido aproximadamente em 1867, natural de Passo Fundo, casou em Ponta Grossa no
dia 14 de abril de 1889 com Maria de Jesus Ribas, viuva do finado Augusto de Almeida
Taques, filha do major Dulcio Mariano Ribas e de dona Francisca de Macedo Ribas.
PN 6 Domingos de Paula Teixeira, nascido
aproximadamente em 1869;
PN 7 Candida de Paula Teixeira, nascida
aproximadamente em 1871, casou em Ponta Grossa no dia 25 de margo de 1891,
freguesa da Palmeira, com Laurindo Dias Batista (ou Ribeiro), filho natural de Maria da
Gloria.
PN 8 Jose, nascido em Ponta Grossa no dia 18 de
setembro de 1874, batizado em 8 de dezembro de 1874, que faleceu antes da mae.
PN 9 Hortencio Teixeira Alves, nascido em Ponta
Grossa no dia 1° de margo de 1877 e batizado em 2 de abril de 1877, casou com
Bernardina Teixeira Bueno.
Camargo.
QN 2 Sinhorinha Ferreira, casada com Jesuino Pereira de
meses.
PN 1 Esidio, batizado em 7 de janeiro de 1865 com 4
15 dias.
um mes.
PN 2 Pedro, batizado em 30 de dezembro de 1865 com
PN 3 Laurindo, batizado em 6 de Janeiro de 1868 com
PN 4 Anardina, batizada em 21 de Janeiro de 1870 e
nascida em 5 de dezembro de 1869.
TN 4 Jose Ferreira Pinto
TN 5 Manuel Ferreira Pinto
TN 6 Joaquim Ferreira Pinto
TN 7Antonio Ferreira Pinto
BN 2 Maria (28.01.1771),
BN 3 Antonio Ferreira da Luz (16.1.1774), casado em 16 de novembro de
1797 com Margarida da Luz, filha natural de Jose Pedroso de Morais.
BN 4 Teodora (26.07.1777).
BN 5 Helena, (mais ou menos em 1779) casada com Miguel da Rocha
Carvalhais.
BN 6 Jose (30.12.1781).
BN 7 Manuel (12.04.1784).
BN 8 Francisco (mais ou menos em 1786).
BN 9 Matilde (mais ou menos em 1788).
N 4 Helena Rodrigues Coutinho, batizada em 20 de setembro de 1749, casada
com Eusebio
Teve do segundo casamento
N 5 Margarida Rodrigues de Oliveira, batizada em 30 de margo de 1752; casou no
dia 1° de junho de 1768 com Marcos Antonio de Moura, natural da Vila de Penajoia,
bispado de Miranda, filho de Domingos Martins Linha, natural da Vila de Megadouro, e de
Maria de Moura
BN 1 Silverio Antonio de Oliveira, casado em 9 de julho de 1795 com
Antonia Maria de Jesus, filha de Manuel de Lima Pereira e Ana Maria de Jesus.
BN 2 Maria Antonia, casada em 21 de outubro de 1795 com Inacio dos
Santos Belem, filho de Antonio dos Santos Belem e Francisca Diniz Pinheiro.
N 6 Aleixo Rodrigues da Mota, batizado em 20 de agosto de 1754; casou com
Maximiana Maria de Jesus.
BN 1 Isabel, com seis meses em 1776, que morreu crianga.
BN 2 Antonio, com 5 anos em 1782, que faleceu solteiro no dia 1° de maio
de 1813.
BN 3 Manuel Rodrigues da Mota (26.06.1780), casou com Ana Joaquina.
BN 4 Jose Rodrigues da Mota (24.06.1782) faleceu em 25 de Janeiro de
1783.
BN 5 Maria Rodrigues da Mota (08.12.1784) , morreu sufocada por
garrotilho em 2 de dezembro de 1795, com 11 anos, e foi sepultada no Tamandua.
BN 6 Maria Rodrigues da Mota (06.08.1786) casou em 16 de outubro de
1801 com Joao Mendes de Araujo, filho de Francisco dos Santos Belem e Micaela
Arcangela de Anunciagao.
BN 7 Jose Rodrigues da Mota (24.06.1788), deve ter morrido solteiro.
BN 8 Joao Rodrigues da Mota (17.07.1790), deve ter morrido solteiro.
BN 9 Maria Rodrigues da Mota (20.09.1792), morreu solteira.
BN 10 Francisca Maria de Santa Ursula (08.09.1794), casou com Antonio
Ferreira Pinto em 22 de junho de 1813 e enviuvou em 11 de janeiro de 1816, casou em
segundas nupcias no dia 16 de novembro de 1819 com Joao Evangelista Ribas, filho de
Joaquim Mariano Ribeiro Ribas e Maria Rita de Oliveira Buena.
BN 11 Ana Josefa de Oliveira (25.12.1796), casada com Joaquim Delrio
Cardenas (em alguns documentos Cardoso ou Caldeira), natural de Paranagua.
BN 12 Rita Maria Antonina ou Antonia (01.06.1800), casou-se com Miguel
Jose da Silva e foi morar em Morretes.
BN 13 Manuel (10.08.1802).
F 4 Feliciana do Espirito Santo (27.05.1728).
F 5 Manuel (06.05.1731).
F 6 Jose (03.01.1734).
F 7 Ines Rodrigues da Mota (30.01.1736).
F 8 Isabel Rodrigues da Mota (08.3.1738, Tamandua).
F 9 Maria (24.08.1740, Tamandua).
F 10 Joana Rodrigues da Mota (11.09.1741 .Tamandua).
F 11 Joaquim Rodrigues da Mota (07.12.1745, Tamandua).
Cap. 12
Ana Rodrigues de Franga, casada com Antonio Luis Tigre 50 , sem descendencia.
Fim do primeiro titulo.
Titulo 2.
Joana Rodrigues Franga. Foi segunda mulher de Jose Pinheiro Machado, ele nasceu
em Matozinhos, filho de Sebastiao Machado e Francisca Pinheira. Veio para a Vila de
Santos e foi casado em primeiras nupcias com Maria Pinta e em segundas nupcias com
Joana Rodrigues Franga. Pais de 5 filhos:
Cap. 1 Maria Pinheira
Cap. 2 Padre Jose Pinheiro Machado;
Cap. 3 Isabel Pinheira;
Cap. 4 Ana Pinheira, natural de Santos;
Cap. 5 Padre Inacio Pinheiro.
Cap. 1
Maria Pinheira, casada com o sargento-mor (depois tenente-general) Manuel
Gongalves de Aguiar, natural de Sao Joao da Foz da Barra do Porto, Portugal, onde deve
ter nascido entre 1661 e 1662, quando pediu a aposentadoria, obtida em 1732, disse estar
com setenta anos. Era filho de Pedro Gongalves da Cunha e de Maria de Aguiar. Sem
descendencia.
Cap. 2
Padre Jose Pinheiro Machado. De 1714 a 1717 foi vigario de Curitiba
Cap. 3
Isabel Pinheira, casada com o capitao Manuel Dias da Costa. Manuel possuia
fazenda no lugar denominado Lapa, nos Campos Gerais e seu inventario foi realizado na
50 Doou suas terras as filhas de suas irmas. O capitao Antonio Luis Tigre nomeou sua herdeira universal a Nossa
Senhora da Conceitpao do Tamandua.
Natural de Parnaiba, em Sao Paulo. Segundo Ermelino de Leao, era filho de Antonio da Mota Maris e de Maria de Pina
e assim neta, pelo lado patemo, de Matheus Luiz Grou (sesmeiro no Juruqui-Miri N e
que foi morador em Paranagua) e de sua mulher Isabel de Pina Cortes. Esta seria irma de Isabel Antunes, casada com
Baltazar Carrasco dos Reis (v. 1, p. 93). Casou-se com Ana Rodrigues de Fran?a, filha do Capitao-Mor de Paranagua,
Joao Rodrigues Fran 9 a. Capitao de Ordenanqas. Camarista em 1700 e 1702. Em 24 de janeiro de 1726 deu a sua
sobrinha Ana de Mello Coitinho, natural de Paranagua, filha de Francisco de Mello Coitinho e de Isabel Luiz Tigre, a
sesmaria do Rio Verde e moradas de casas em Curitiba, e a sobrinha Catarina Gon 9 alves Coitinho, uma sesmaria no
Rodeio e Campo Largo. Instituiu em 1727, a Capela do Tamandua. Faleceu a 30 de dezembro de 1738, ja viuvo de Ana
de Fran 9 a (R. Roderjan).
vara de orfaos de Curitiba em 1729; era tutor dos seus filhos Antonio Gongalves Ribas,
sobrinho de Manuel Gongalves de Aguiar.
F 1 Frei Manuel, religioso de Nossa Senhora do Carmo.
F 2 Frei Joao, religioso de Nossa Senhora do Carmo.
F 3 Maria Teresa de Jesus (foi madrinha de Ana Maria das Neves, estando dito que
era filha do defunto Manuel Dias da Costa)
Cap. 4
Ana Pinheira, natural de Santos, casada com Manuel Gomes Calheiros, das partes
de Portugal, primo irmao do sargento-mor Manuel Gongalves de Aguiar. Pais de:
Maria Gomes Pinheira, batizada em casa por necessidade em Santos no dia 6 de
julho de 1710, casada em Santos no dia 18 de outubro de 1746 com o ouvidor Gaspar da
Rocha Pereira, natural da freguesia de Sao Miguel de Cristelo e Sao Pedro Fins da
Parada, conselho de Coura, comarca de Valenga do Minho, arcebispado de Braga, filho de
Gaspar da Rocha Pereira e de Paula Maria Fernandes da Costa, juiz de fora de Santos
em 1739 e ouvidor de Paranagua de 1741 a 1743. Foi a primeira administradora do
vinculo de Nossa Senhora das Neves. Teve os filhos, qd:
§1 - Ana Maria das Neves, natural da cidade de Santos
§2 - Jose Joaquim da Rocha Pereira, padre.
§1
Ana Maria das Neves, natural da cidade de Santos, batizada na capela das Neves no
dia 6 de agosto de 1747. Casada em 5 de agosto de 1763 na capela das Neves com
Francisco Cardoso de Meneses e Souza, natural da freguesia de Sao Cosme e Sao
Damiao, da comarca e bispado de Lamego, filho de Luis Cardoso de Meneses e Souza e
de Maria Francisca da Silva, falecido em 20 de dezembro de 1799. Teve os filhos:
F 1 Jose Francisco Cardoso de Meneses, nascido em Santos mais ou menos em
1765, casado em Paranagua mais ou menos em 1796 com Maria Joana Branco e Silva,
natural da cidade de Faro, filha do ouvidor de Paranagua doutor Manuel Lopes Branco e
Silva 51 e de sua primeira mulher Bibiana Perpetua Branco e Silva. Faleceu em 26 de maio
de 1830. Teve os filhos:
51 Desse ramo devem descender a familia em Cima da Serra de Viamao e da fronteira, estas entrela 9 adas aos Domingues
e Domingues e Silva.
N 1 Maria Jose Branca de Meneses, batizada no Tamandua em 16 de julho de
1797 (deve ser dona Maria Bendita Cardoso de Meneses, que em seu testamento
declarou dever a seu irmao Tristao Cardoso de Meneses a quantia de 1:911 $000, e cujo
pagamento estava a cargo do Seminario Episcopal de Sao Paulo; provavelmente era
religiosa).
N 2 Tristao Cardoso de Meneses Souza, batizado no Tamandua em 16 de julho de
1798, casado com sua prima e meia tia Maria Jacinta de Meneses. Faleceu em 7 de
fevereiro de 1861 na fazenda da Boiada, onde foi sepultado. Teve os filhos:
BN 1 Maria Joaquina Branco, batizada em 20 de julho de 1823, primeira
esposa de Verissimo Inacio de Araujo Marcondes, filho de Domingos Inacio de Araujo e
Josefa Joaquina Pinheiro de Franga, desconhecemos descendencia.
BN 2 Francisca, batizada em 24 de julho de 1824, falecida antes do pai.
BN 3 Maria Caetana de Meneses, nascida mais ou menos em 1825, casada
em Ponta Grossa em 18 de agosto de 1858 com Joaquim Pupo Ferreira, filho de Antonio
Pupo Ferreira e Rita Maria do Nascimento. Teve os filhos:
TN 1 Joao Crisostomo Pupo Ferreira, casado com Maria de Jesus
Marcondes Ferreira, filha de Jose Prudencio Marcondes e Candida Joaquina Marcondes.
TN 2 Procopio, batizado em Ponta Grossa em 29 de janeiro de 1864.
BN 4 Candido, nascido mais ou menos em 1827, falecido crianga.
BN 5 Maria Candida de Meneses, batizada em 22 de junho de 1833 na
fazenda do Capao d’Anta, demente.
BN 6 Gabriela Cardoso de Meneses, demente, nascida aproximadamente
em 1837 em Santos; faleceu em 1877.
BN 7 Tristao Cardoso de Meneses, nascido aproximadamente em 1840 em
Santos, advogado formado pela academia de Sao Paulo; casado com Ursula Santos
Cardoso de Meneses. Teve, que sabemos, o filho:
TN 1 Jose Cardoso de Meneses, nascido em 1886.
BN 8 Joaquim Elias Cardoso de Meneses, nascido aproximadamente em
1843 em Santos, falecido solteiro em 1869.
BN 9 Manuel Anselmo Cardoso de Meneses, nascido aproximadamente em
1749 em Santos, falecido solteiro em 10 de outubro de 1870.
BN 10 Maria Flora de Meneses, nascida aproximadamente em 1852 em
Santos, casada com Henrique Pupo Ferreira (supomos filho do cap. Joaquim Pupo
Ferreira e de Ana Maria Franga, naturais de Xiririca-?-). Faleceu em 1875. Teve os filhos:
TN 1 Domingos Pupo de Meneses, batizado em Ponta Grossa em 8
de setembro de 1873, casado com Serafina Barbosa de Meneses.
TN 2 Henrique Pupo de Meneses.
N 3 Jose Cardoso de Meneses e Silva, batizado no Tamandua em 16 de julho de
1800; deve ter falecido crianga.
F 2 Maria Lucia de Meneses, casada com o doutor Manuel Lopes Branco e Silva,
natural de Alcacer do Sal, comarca de Setubal, arcebispado de Evora, filho de Jose da
Costa e de Cristina Maria Jorge, casado em primeiras nupcias com Bibiana Perpetua
Branco da Silva. Foi nomeado ouvidor de Paranagua por provisao regia de 12 de outubro
de 1789 e tomou posse no dia 9 de outubro de 1790. Maria Lucia faleceu em 26 de
novembro de 1828 e foi sepultada na capela do Tamandua. Teve os filhos:
N 1 Manuel Joaquim Branco e Silva.
N 2 Jose.
N 3 Joaquim Mateus Branco e Silva, casado em Palmeira, Parana, com Maria das
Dores de Araujo, filha de Domingos Inacio de Araujo e Joaquina Josefa Pinheiro de
Franga. Teve os filhos:
BN 1 Josefina Branco, casada em primeiras nupcias com Pedro Prestes da
Silva e em segundas com Jose Gongalves Pimenta.
BN 2 Maria Dias Dores Branco, casada com Maximiliano de Campos.
BN 3.- Domingos Mateus Branco, casado com Maria de Jesus Branco.
BN 4 Rafael Lopes Branco, casado com Maria Augusta Marcondes.
BN 5 Candida Joaquina Branco, casada em 8 de dezembro de 1851 com
Jose Prudencio Marcondes (1.2.2.8.3.4.11).
BN 6 Frederico Lopes Branco, casado com Maria Barbosa Branco.
BN 7 Eugenio Lopes Branco, casado com Alzira Saldanha Branco.
BN 8 Adelaide Branco.
BN 9 Messias Branco, casada com Inacio Teixeira.
BN 10-Zelinda Branco, casada com Antonio Madureira Branco.
BN 11 David Lopes Branco, casada com Inacio dos Santos Lima.
BN 12 Joaquim Lopes Branco, casado em primeiras nupcias com Julieta
Saldanha e em segundas com Olimpia Flieger.
BN 13 Jose Branco, solteiro.
BN 14 Joaquina Branco, casada com Joao Amaral.
BN 15 Maria Jacinta de Araujo Branco, casada com Gervasio Gongalves de
Vilhena Braga.
BN 16 Gertrudes de Araujo Branco.
BN 17 Gabriel Lopes Branco, casado com Matilde de Araujo Branco.
N 4 Ana Maria Branco e Silva, batizada em 12 de abril de 1800, casada com Joao
Carlos Kolfers Diffenbach.
BN 1 Maria do Carmo, casada com Jose Joaquim Correia de Melo (2a
esposa dele).
TN 1 Gaudencio Jose de Melo.
TN 2 Galdina Antonia de Melo, casada com Jose Ferreira de
Almeida.
BN 2 Maria dos Prazeres, casada com Anacleto Pereira Bueno 52 .
TN 1 Edmundo Pereira Bueno ou Branco
TN 2 Anacleto Pereira Bueno ou Branco.
TN 3 Alzira Maria Branco Pupo, casada com Tiburcio Pupo Ferreira.
N 5 Maria, nascida em 16 de novembro de 1802, batizada no dia 26 de dezembro
de 1802 no oratorio da fazenda Boa Vista nova, faleceu em 6 de junho de 1806, de
sarampo.
N 6 Maria, batizada em 4 de maio de 1806 na capela da fazenda do Limoeiro e
falecida em 1807.
N 7 Maria Jacinta de Meneses, batizada em 5 de novembro de 1807 no oratorio da
fazenda da Boa Vista. Casou-se com seu primo e meio sobrinho Tristao Cardoso de
Meneses, ver ai a descendencia. Faleceu em 1865.
N 8 Joao, nascido em 21 de janeiro de 1809, falecido pequeno.
F 3 Padre Jose Gaspar da Rocha Cardoso de Meneses, natural e batizado na cidade
de Santos em 25 de margo de 1768 na capela de Nossa Senhora das Neves. Faleceu em
12 de margo de 1829 e apos sua morte urn mulato chamado Jose Maria do Nascimento
quis parte da heranga, e como o padre nao declarara por papel de mao ou testamento, os
irmaos do falecido deram a ele somente a quantia de 200$000.
F 4 Ajudante Francisco Cardoso de Meneses Souza.
F 5 Padre Joaquim Maria Cardoso, morador em freguesia de Sao Fim (?) do
arcebispado de Braga, depois reverendo abade.
52 Tropeiro - Felisbino Gonsalves Pereira Bueno Nasceu em Castro, em 1836, no Bairro do Tronco. Em 1892 comprou
500 bestas para vender em Sorocaba. Nesta atividade de tropeiro era ajudado pelos seus filhos, socios dos negocios e
aprendizes dos seus principios de honestidade e trabalho (Museu do Tropeiro, Castro).
F 6 Ana Maria de Meneses Souza.
F 7 Padre Luiz Cardoso de Meneses Souza.
F 8 Mariana de Meneses.
F 9 Joao Evangelista. Deve ser o futuro o padre Joao Cardoso de Meneses Souza.
§2
Jose Joaquim da Rocha Pereira, padre e coroinha, nascido em Sao Joao Del Rei.
Apos sua morte houve processo de paternidade apresentado por Gertrudes Maria do
Espirito Santo para sua filha Ana Maria Rocha. Gertrudes era filha de Manuel Borges de
Sampaio, natural da freguesia de Sao Joao de Chaves, arcebispado de Braga e de
Margarida Gongalves, natural da Vila de Curitiba
F 1 Ana Maria da Rocha, batizada em 30 de maio de 1780 em Curitiba, casou-se no
dia 8 de Janeiro de 1793 com o tenente Domingos Machado Pereira, seu parente, filho de
Domingos Machado Pereira (1.2.2.2) e de Francisca Xavier Pimentel, que foi dono das
fazendas dos Porcos de Baixo, Cajuru e Bacacheri.
N 1 Maria, batizada em 17 de outubro de 1793, falecida em 22 de Janeiro de 1794.
N 2 Domingos Floriano Machado, batizado em 25 de setembro de 1795; faleceu
solteiro, mas tinha filhos naturais nao reconhecidos
BN 1 Laurinda Maria da Rocha.
N 3 Jose, batizado em 5 de novembro de 1796.
N 4 Maria Eufrasia do Nascimento, batizada em 26 de setembro de 1798.
N 5 Lodovina (ou Ludobina) Maria, batizada em 10 de agosto de 1800. Casou em
4 de novembro de 1822 com Joaquim de Maia.
N 6 Fortunato, batizado em 09 de julho de 1803 e falecido em 26 de setembro de
1803.
N 7 Maria da Anunciagao Machado, casada em 16 de julho de 1825 com Manuel
Mendes de Araujo, filho de Joao Mendes de Araujo e de Maria Rodrigues da Mota.
BN 1 Manuel, batizado em 7 de julho de 1838.
BN 2 Jose, batizado em 10 de agosto de 1841.
N 8 Maria do Carmo, batizada em 28 de abril de 1806, casada com Pedro Jorge
Stebler, conhecido por Pedro Alemao.
BN 1 Umiliana Stebler, casada com Felipe Gref.
N 9 Balbina Maria do Nascimento, batizada em 30 de agosto de 1807, casou-se
com o capitao Joaquim Jose Ferreira Belo. Falecida em 4 de fevereiro de 1857. Teve os
filhos:
BN 1 Padre Lourengo Justiniano Ferreira Belo.
BN 2 Padre Joao Batista Ferreira Belo.
BN 3 Capitao Constantino Ferreira Belo.
BN 4 Capitao Jose Ferreira Belo, casado com Geraldina da Mota Bandeira
Belo.
BN 5 Joaquim Ferreira Belo.
BN 6 Rosa Maria Madalena, casada com Joao de Sant’Ana Pinto.
BN 7 Ludovina Ferreira Belo, casada em primeiras nupcias com Felipe
Sarty e em segundas nupcias com Julio Camilo Belache.
BN 8 Ana Ferreira Belo, casada com Manuel Joaquim Machado.
BN 9 Balbina Ferreira Belo, falecida solteira.
N 10 Francisco Romano Machado, batizado em 19 de margo de 1810; casado em
primeiras nupcias em 7 de dezembro de 1832 com Francisca Maria da Conceigao, filha de
Joao Mendes de Araujo e Maria Rodrigues da Mota e, em segundas nupcias, com
Candida Flora dos Santos.
N 11 Ana Maria da Rocha, casada com Claro Rodrigues Lanhoso.
N 12 Redozina Machado, casada em 12 de margo de 1832 com Jose Rodrigues
Lanhoso, filho de Joaquim Rodrigues Lanhoso e Maria Madalena dos Santos.
N 13 Manuel Joaquim Machado, batizado em 23 de janeiro de 1816.
N 14 Joaquim Antonio Machado, batizado em 22 de fevereiro de 1819. Foi casado
com Laurinda Maria da Anunciagao ou Laurinda Maria da Rocha, filha natural de
Domingos Floriano Machado, assassinada pelos indios em 1° de fevereiro de 1854.
BN 1 Maria, assassinada pelos indios em 1° de fevereiro de 1854.
BN 2 Joaquim
BN 3 Senhorinha
N 15 Delfino Prudencio Machado, batizado em 8 de setembro de 1822.
Cap. 5
Padre Inacio Pinheiro.
ANTONIO DE QUADROS BICUDO (R. Roderjan)
Antonio de Quadras Bicudo (* 1712 Itu, f 1766 Castro), primo de Manoel de Melo
Rego, de Inacio Taques de Almeida e de Inacio de Sa Arruda (dos troncos dos Quadras,
Taques e Arrudas de Sao Paulo), citado por Silva Leme no Tit. Quadras, Cap. 3.° § 9.°, 3-
2, f.° de Bernardo de Quadras e Francisca Cubas de Brito, c.c. Antonia Pereira dos
Santos (* Curitiba t 1769 Castro), f. a de Joao Batista Pereira e de Catarina de Senne
Dias.
§ 1 Inacia Pereira de Quadras
§ 2 Francisca de Quadras
§ 3 Ana de Quadras
§ 4 Bernardo Pereira de Quadras
§ 5 Luisa Maria de Quadras
§ 6 Antonio Pereira de Quadras
§ 7 Maria Joana (Joaquina) de Quadras
§ 8 Francisco de Quadras
§ 9 Jose de Quadras
§1
Inacia Pereira de Quadras, em 1763 , c.c. Antonio Lima de Siqueira, f.° de Felipe
Leme de Siqueira e de Sebastiana, de Curitiba, n. p. de Luiz Siqueira e de Ana Leme, de
Sao Paulo, e n. m. de Antonio Betim (ou Garcia) e Maria Nunes (* Curitiba), irmao de
Felipe Garcia de Lima, casado com Maria Joaquina n.° § 7.
§2
Francisca de Quadras, c.c. Francisco da Cruz.
§3
Ana de Quadras, c.c. Luis de Melo Rego, f.° de Manoel de Melo Rego e Ana
Barbosa Leme
F 1 Luciano Antonio de Melo (Quadras?), c.c. sua prima Ana Joaquina de Quadras,
f. a de Mariana de Melo Rego e Pedro Pereira dos Santos
F 2 Joaquim Luis de Melo, c.c. sua prima Felizarda de Melo Rego, f. a de Mariana de
Melo Rego e Pedro Pereira dos Santos (irmao de Antonia Pereira). Felizarda casou-se
ainda com Valentim Correa de Melo. Sem geragao dos dois maridos.
F 3 Francisco de Quadras, c.c. sua prima Isabel de Melo, f. a de Mariana de Melo
Rego e Pedro Pereira dos Santos
N 1 Manoel Caetano de Quadras
N 2 Felisbina de Melo,
N 3 Ana Emilia de Quadras
N 4 Firmino Pereira de Quadras
N 5 Francisco Pereira de Quadras
§4
Bernardo Pereira de Quadras (* 1755 Castro), c.c. Branca Bueno de Morais (*
Curitiba), f. a de Jose Correia de Morais (* Atibaia) e de Antonia Ribeiro, esta f. a de Inacio
Taques de Almeida 53 e Margarida da Silva.
F 1 Ana Florinda de Quadras (* 1781 Castro) em 1798, c.c. Alvaro Gongalves
Martins 54 , descendente de Rodrigo Felix Martins, * 1779 Castro).
N 1 Alvaro Gongalves Martins (* 1818, f 06/1903 Castro) em 06/VIII/1858, c.c.
Maria Floriana de Almeida (* 06/1841 Castro?, t 01/IX/1881 Castro)
BN 1 Luziano Gongalves Martins, c.c. Maria da Luz Braga Carneiro (*
Lapa)
BN 2 Laurindo Gongalves Martins,, c.c. Francisca Georgina Martins, seu
parente.
BN 3 Fernando Gongalves Martins (f solteiro)
BN 4 Eugenio Gongalves Martins, c.c. Candida Joaquina Novaes
BN 5 Maria Das Dores Gongalves Martins (* 23/VIII/1871
53 Tropeiro - Inacio Taques de Almeida Quis o destino que essa nossa terra, antes cenario de verdes pinheiros e
campinas, fosse hoje a cidade de Castro. As margens do rio Iapo, rnuitos haveriam de fixar-se, atraidos pelo encanto
irresistivel desta terra dadivosa. Para aqui afluiram energias, esperangas e ambigdes e a terra terminou por fixar o
homem. Foi assim com a familia Taques. Lembramos aqui o nome do sobrinho-neto de Pedro Taques de Almeida,
Inacio Taques de Almeida, pioneiro de quern descendem todos os Taques dos Campos Gerais. Inacio Taques de Almeida
foi dono das terras que iam do barranco do rio Iapo, onde depois foi fundada a Vila de Castro, ate a paragem chamada
Taponhoacanga. Faleceu em 1769, deixando para sempre seu nome registrado na memoria de Castro (Pesquisa do
Museu do Tropeiro, Castro).
54 Tropeiro - Alvaro Gongalves Martins Neto do tropeiro Rodrigo Felix Martins, considerado patriarca das cidades Passo
Fundo e Carazinho no Rio Grande do Sul. Alvaro Gongalves Martins nasceu em 1808 e foi tropeiro durante grande parte
da sua vida. Realizou muitos negocios de tropas com o Comendador Prates no Rio Grande do Sul. Em 1877 estava
presente na Feira de Sorocaba conforme relato de um Jomal da epoca (Pesquisa do Museu do Tropeiro, Castro).
Castro, t 06/VI/1960 Castro) em 15/XI1/1889, c.c. Augusto Luiz Pinto Martins ( N
1 abaixo, * 24/XI/1866 Passo Fundo, t 11 A/I 1/1931 Castro)
BN 6 Eusebio Gongalves Martins (f solteiro?)
N 2 Joaquim Antonio Pinto Martins (* Castro?, f Sorocaba), c.c. Firmina
Albuquerque (f 13/VIII/1905 Sorocaba)
BN 1 Augusto Luiz Pinto Martins (* 24/XI/1866 Passo Fundo, t 11/VI1/1931
Castro), c.c. Maria Das Dores Gongalves Martins, seu parente
BN 2 Trajano Heitor Pinto Martins (f Sao Paulo), c.c. Antonietta
BN 3 Alexandre Vital Pinto Martins (* 1870 Sorocaba, t 23/X/1956
Sorocaba) (f solteiro)
BN 4 Julia Martins,
BN 5 Francisca Georgina Martins, c.c. Laurindo Gongalves Martins, seu
parente
BN 6 Clara Martins, c.c. ? Barbosa
N 3 Jose Raquel Pinto (Martins?) (f 1847 Castro), solteiro, sem filhos.
N 4 Jose Mariano Pinto (Martins?)
N 5 Iria Balbina da Piedade
N 6 Jesuina Joaquina de Jesus
F 2 Luzia Maria de Quadras (* 1785 Castro; f 10/X/1816 em viagem para o sul), em
21/11/1785, c.c. Rodrigo Felix Martins (F 7 dos descendentes de Rodrigo Felix Martins, *
1783 Castro)
N 1 Joaquim Roberto Martins (* 1803), c.c. sua tia Ana Emilia de Quadras (F 12
abaixo)
N 2 Jose Fidelis Martins (* 1807), c.c. Ermenegilda Correa Martins
N 3 Ana Claudina Martins (* 1809, f 12/11/1879), c.c. Bernardo Pereira de
Quadras, seu tio.
Nasceu em Castro e em 1803 e mora com seus pais o irmaos no bairro da
Parigao, onde seu pai e fazendeiro (capataz) da FAZENDA SAO JOAO, contando
Bernardo 4 anos de idade. A fazenda possui oito escravos e nove agregados.
Bernardo Pereira de Quadras transfere-se para o Planalto Medio do Rio Grande do Sul
e indica que casou com Ana Claudina de Quadras, filha de Rodrigo Felix Martins e
Reginalda Buena de Morais, que era sua sobrinha. Sua propriedade ficava no atual
povoado de Carazinho, Rio Grande do Sul.
N 4 Francisco Leandro Martins (* 1811, f 19/IX/1871 Passo Fundo) 55 , c.c. Maria
Benedita do Amaral (F 3 abaixo, * 22A//1870 Passo Fundo)
N 5 Francisco Xavier Martins (* 1813), c.c. Ana Antonia Martins. Proprietario da
FAZENDA NAO-ME-TOCA (Nao-Me-Toque). Antigo distrito de Passo Fundo..
N 6 Rodrigo (* 1816, f antes de 1853)
F 3 Reginalda Bueno de Morais (* 1787 Castro), em 21 /X/1818, c.c. Rodrigo Felix
Martins 56 , viuvo de sua irma Luzia Maria de Quadras acima.
N 1 Maria Leduina do Nascimento (* 1821), c.c. Antonio Pereira de Quadras (f
1891) ( N 4 abaixo), filho de Antonio Pereira de Quadras e de Maria Rodrigues Rocha.
Descendentes no Rio Grande.
F 4 Maria de Quadras
F 5 Jose Antonio de Quadras (* Castro, t 1869 Passo Fundo) em 25/XI1/1813, c.c.
Alda Brandina, filha de Iria Balbina da Piedade (§ 5 dos descendentes do capitao-mor
Rodrigo Felix Martins) e de Jose Manoel Ferreira.
N 1 Clementina (* 1824), c.c. Joao Floriano de Quadras
N 2 Francisco Manoel de Quadras (* 1826)
N 3 Luzia Lima da Silva (* 1834), c.c. Alexandre Luis da Silva
N 4 Joaquim Manoel de Quadras (* 1837)
N 5 Jose Manoel de Quadras (* 1839)
N 6 Manoel Inacio de Quadras (* 1841)
N 7 Claudino Antonio de Quadras
N 8 Laurindo Antonio de Quadras (* 1843)
N 9 Ermenegilda,, c.c. Joao Alberto Correa
N 10 Maria Rita de Quadras (* 1847)
N 11 Severino Antonio de Quadras (* 1851)
N 12 Alexandre Luis de Quadras (* 1855)
F 6 Francisco de Quadras
F 7 Joaquim de Quadras
F 8 Francisco Leandro de Quadras (f 27/11/1844)1,°, c.c. Felicidade Maria do
Amaral, filha de Atanagildo Pinto Martins (este filho de Rodrigo Felix Martins) e Ana
55 Tenente Francisco Leandro Martins (*1811, |19/IX/1871 - Fazenda da Gloria - Jacuyzinho/Carazinho - Passo
Fundo) c/c Maria Benedita do Amaral (*22/V/1870, Passo Fundo), sua prima, filha de Francisco de Paula Pinto. Foram
os primeiros moradores do local onde esta localizada a cidade de Carazinho, na fazenda que deu origem ao Bairro Gloria
(Idem).
56 Em novembro deste mesmo ano (1816), o Alferes Rodrigo Felix Martins plantou a timbauva, marco inicial do
povoamento do Jacuizinho e sede da fazenda Sao Benedito (Pedro Ari Verissimo da Fonseca).
Joaquina do Amaral; 2.°, c.c. Carlota Maria do Amaral (* 1804), irma de Felicidade, 3.°,
c.c. Balbina Maria da Trindade 57 .
N 1 Jose (filho natural reconhecido, exposto em 21 /XI1/1825)
Teve da 1 , a :
N 2 Fabricio Luis de Quadras (* 1827), c.c. Ilibia Maria de Quadras (
BN 1 acima)
Da 2. a :
N 3 Honorato Amancio de Quadras (* 1830) em 26A/II/1855, c.c. Luzia Emilia
Martins, sua parente
Da 3. a :
N 4 Caldinha de Quadras (* 1835)
N 5 Crispim de Quadras (* 1837)
N 6 Calorinda ou Carolina de Quadras (* 1839)
N 7 Marcolina de Quadras (* 1840)
N 8 Ismael de Quadras (* 1842)
N 9 Francisco de Quadras (* 1844)
Francisco Leandro de Quadras nasceu em Castro, consta na lista da Ordenanga
de Castro em 1811 morando com seus pais no bairro de Sao Damaso, com 13 anos de
idade. Esta registrado no Livro do Regimento de Milicia de Curitiba com 22 anos filho
de Bernardo de Quadras tendo sentado praga a 19 de Janeiro de 1815.
Seu falecimento ocorreu em 27 de fevereiro de 1844 e foi inventariado pela
mulher, Balbina Maria da Trindade. No inventario constam seus dois primeiros
casamentos, com Felicidade Carlota do Amaral, inventariadas em 1834, filhas do Sgto-
mor Atanagildo Pinto Martins e sua mulher Ana Joaquina do Amaral. Dos filhos
registrados no inventario, Jose, de 19 era filho natural, reconhecido, exposto em 21 de
dezembro de 1825, conforme comprova a padre Damaso; da paroquia de Castro, em
1845. Fabricio, de 17 anos, e filho de Felicidade do Amaral e Honorato, de 13 anos, e
filho de sua irma Carlota do Amaral, ambos netos do Atanagildo Pinto Martins. Os
demais sao filhos de Balbina Maria da Trindade.
F 9 Gabriel de Quadras
F 10 Bernardo de Quadras (* Castro, f Carazinho), casou 1,° com Felicidade de
Oliveira, filha de Francisco Xavier de Oliveira (* Castro); casou 2.° com sua sobrinha Ana
57
Claudina Martins de Quadras (f 12/11/1879), sua sobrinha, filha de Rodrigo Felix Martins e
sua irma Luzia Maria de Quadras.
Teve da 1 , a :
N 1 Maria de Jesus Quadras (*Carazinho, f Carazinho)
Da 2. a :
N 2 llibia Maria de Quadras (a mesma de
BN 1 acima), c.c. Fabricio Luis de Quadras, seu parente
N 3 Rodrigo Martins de Quadras (o mesmo de BN 2 acima)
N 4 Delminda Quadras, c. c. seu parente Procopio Jose Martins.
N 5 Ana Maria de Quadras, c. c.seu parente Pedro Bueno de Quadras
N 6 Maria Clarinda Quadras (f antes de 1879), c.c. seu parente Manoel Joaquim
Martins
N 7 Josina Maria de Quadras.
F 11 Firmiano de Quadras
F 12 Ana Emilia de Quadras (* 1807 Castro f 1896 Passo Fundo) em 02/V/1823,
c.c. Joaquim Roberto Martins (* 1874), seu parente, f.° de Rodrigo Felix Martins e Luzia
Maria de Quadras
N 1 Firmino (ou Firmiano) Martins (o seu parente acima?)
F 13 Joao de Quadras
§5
Luisa Maria de Quadras (f 1789 em Castro), c.c. capitao Inacio Taques de Almeida,
f.° de Inacio Taques de Almeida e Margarida da Silva. Neto paterno de Lourengo
Castanho Taques e de Ana Arruda Coutinho. Neto materno do capitao Jose Martins
Leme n. Curitiba e de Antonia Ribeiro da Silva, n. Curitiba.
F 1 Ana Vitoria 58 ,
F 2 Balduino Jose Taques de Almeida (* 1786) em 08/11/1809, c.c. Maria Antonia de
Macedo Silva (ou Borges de Macedo)
F 3 Maria (* 1789, t provavelmente na infancia)
§6
58 Segundo Rosellys Roderjan, em 1796, c.c. Lucio Alvares Martins Gaviao, filho de Rodrigo Felix Martins e Ana Maria
de Jesus; segundo Oney Borba, em Casos e Causos Paranaenses, V. I„ c.c. Francisco Xavier de Almeida
Antonio Pereira de Quadras (* Castro, fl 891 Passo Fundo), em 14/11/1795, c.c. 1.°
Maria Flavia da Rocha Carvalhais, f. a de Bartolomeu da Rocha Carvalhais e Maria
Domingues de Araujo, n. p. de Manoel da Rocha Carvalhais (* Freg. Dantas, Bisp. do
Porto, t 03/11/1757 Castro, PR)
F 1 Gabriel de Quadras, (f antes de 1815 "nas guerrilhas do Prata")
F 2 Ana Antonia,, c.c. Francisco de Paula Machado
F 3 Maria Eugenia de Quadras,, c.c. seu primo Miguel da Rocha Ferreira, f.° de
Miguel da Rocha Carvalhais e de Helena Ferreira
F 4 Antonio Pereira de Quadras (* 1805 Castro t 1891), c.c. sua prima Fortunata
Dina da Rocha Carvalhais (* 1810 Castro f 1845 Castro), f. a de Miguel da Rocha
Carvalhais e de Helena Ferreira; 2. a vez com Maria Leduina do Nascimentos, sua parente
Da 1. a :
N 1 Ana Antonia, casada com Antonio da Rocha Ribeiro.
Da 2. a :
N 2 Amelia Quadras, c.c. Lazaro de Oliveira Vargas
N 3 Ernesto Pereira de Quadras
N 4 Severe Pereira de Quadras
N 5 Idalina de Quadras (f antes de 1891), c.c. Miguel Antonio da Rocha.
F 5 Manoel Bernardo de Quadras (ou da Anunciagao) (* 1809 Castro f 13/IV/1857
Passo Fundo), c.c. sua prima Eufrasia da Rocha Ferreira (* 1810), f. a de Miguel da Rocha
Carvalhais e de Helena Ferreira
§7
Maria Joana (Joaquina) de Quadras,, c.c. Felipe Garcia de Lima, f.° de Felipe Leme
de Siqueira e de Sebastiana, de Curitiba, n. p. de Luiz Siqueira e Ana Leme, de Sao
Paulo, e n. m. de Antonio Betim (ou Garcia) e Maria Nunes (* Curitiba), irmao de Antonio
de Lima e Siqueira, casado com Inacia n.° § 1.
§8
Francisco de Quadras (f na infancia)
§9
Jose Pereira de Quadras
INACIO DE SA ARRUDA (Roselys Roderjan)
Casado com Antonia de Almeida. Inacio de Sa Arruda, assim como seu primo
Inacio Taques de Almeida, sao netos de Maria de Quadras e de Francisco de Sa
Arruda, este vindo para Sao Paulo da ilha de Sao Miguel com seus irmaos Sebastiao
de Arruda Botelho e Andre Sampaio de Arruda. Esses tres irmaos casam com Maria,
Isabel e Ana, filhas de Bartolomeu de Quadras e Isabel Bicudo de Mendonga. Deste
casal descende Inacio de Sa Arruda, Inacio Taques de Almeida, Manoel de Melo Rego
e Antonio de Quadras Bicudo, povoadores dos Campos Gerais de Curitiba e
moradores do povoado do lapo em 1766. Ai criaram seus filhas, que realizaram varios
casamentos entre si.
Inacio de Sa Arruda e filho de Jose de Sa Arruda que casou com Maria de
Araujo, filha de Lourengo Castanho Taques e de outra Maria de Araujo. Natural de
Parnaiba, Capitania de Sao Paulo, casou com Antonia de Almeida Bueno,
descendente dos Lara, Bueno, Moraes e Castanho de Almeida que se transferiram de
Sao Paulo para Parnaiba.
Silva Leme registrou-os na Genealogia Paulistana, quando ainda tinham somente
quatro filhos: Maria de Sa Araujo, Luiz Castanho de Araujo, Joana Bueno e Diogo
Bueno.
Mas a lista de ordenangas de 1766, acusa a presenga de Inacio de Sa Arruda
nos Campos Gerais, com 56 anos, casado com Antonia Almeida, e seus filhos: Luis
Castanho, de 35 anos, Diogo Bonette, de 29 anos, Inacio da Silva, de 21 anos, Jose
da Silva, de 9 anos, Joaquim de Almeida, de 6 anos, Antonio Bonette , de 5 anos e
Manoel Castanho, de 3 anos. Sao todos solteiros e as filhas nao foram cadastradas.
Em 1780 Antonia Arruda (ou Almeida) ja viuva, com 56 anos, mora com seus
filhos Joaquim (16 anos), Antonio (13 anos), Manoel (11 anos), Guilherme (9 anos),
Isabel (28 anos) e Ana (1A anos), no bairro de Santo Antonio, da freguesia do lapo.
Em 1789 Antonia de Almeida tern 62 anos e vive com seus filhos Guilherme, de
23 anos e Ana, de 21 anos.
Sem informagoes sobre os obitos de Antonia de Almeida e Inacio de Sa Arruda,
nem sabre seus testamentos e inventario, reconstituimos a relagao dos seus filhos,
baseando-nos principalmente em varias listas de ordenangas:
FI Luis Castanho de Araujo, casado com Rosa do Espirito Santo;
F 2 Diogo Bueno de Almeida, casado com Teresa Soares de Oliveira e em
segundas nupcias com Inacia Maria de Quadras.
F 3 Inacio da Silva;
F 4 Jose da Silva;
F 5 Joaquim de Almeida;
F 6 Antonio Bonette, Castanho ou Castanho de Sa, casado com Felizarda
Soares;
F 7 Manoel Castanho;
F 8 Guilherme;
F 9 Maria de Sa Araujo, casada com Jose Alves;
F 10 Joana Buena de Almeida, casada com Antonio Pereira dos Santos;
F 11 Isabel;
F 12 Francisca de Sa, casada com Luciano Carneiro Lobo 59 ;
F 13 Ana de Sa, casada com Francisco Carneiro Lobo F°
Desses filhos, sete pudemos localizar com certeza como residentes em Castro,
com sua filiagao.
FAZENDA DA CINZA (J. C. Veiga Lopes)
As terras desta fazenda, apesar de estarem dento da sesmaria requerida por
Pedro Taques e familiares, foram dadas novamente em sesmaria para outro.
Jose Martins Leme, morador na Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais,
sobre necessitar de terras para currais, pediu ao governador da capitania Ihe
concedesse umas que principiavam da paragem Restinga, indo do pouso chamado
das Furnas ate o capao da Cilada, que fosse uma legua pouco mais ou menos. No
dia 16 (em alguns documentos 6) de outubro de 1716, Dorn Bras Baltasar da Silveira
houve por bem de fazer merce ao dito Jose Martins Leme da dita legua de terras ou o
que se achasse nao sendo mais de legua e meia, na paragem nomeada no mesmo
pedido. Jose era filho do capitao Antonio Martins Leme, 1° escrivao de sesmarias de
Curitiba e de Margarida Fernandes e foi vereador varias vezes; casou-se com
59 Tropeiro - Luciano Carneiro Lobo Nasceu e residiu em Castro, sendo proprietario da grande FAZENDA DE
JAGUARIAIVA. Quando da morte da sua primeira esposa, Francisca de Sa, declarou no inventario possuir eguas para
cria de burro, 44 mulas e 08 burros. Foi homem de grande fortuna e respeito, tendo sua reputa 9 ao chegado ate a Corte.
(Museu do Tropeiro, Castro).
Antonia Ribeiro da Silva, filha do capitao Antonio Ribeiro da Silva e Maria de Siqueira
de Almeida.
No dia 18 de fevereiro de 1733 o capitao Jose Martins Leme dotou este sitio a
seu genro Lourengo Castanho de Araujo, casado com sua filha Maria de Almeida e
Siqueira (batizada em 21.04.1710), uma legua e meia de terras na paragem chamada
Capao da Cinza, as quais terras partiam de urn ribeirao da testada do sargento-mor
Manuel Gongalves de Aguiar correndo para o capao da Cilada que assim se
intitulava, possuida por carta de sesmaria. Lourengo Castanho de Araujo era filho de
Lourengo Castanho Taques, este irmao de Maximiano de Goes e Siqueira e Luis
Pedroso de Barros, donos da fazenda de Morungava, e havia sido casado em
primeiras nupcias com Branca de Almeida. Logo depois da doagao Lourengo vendeu
a fazenda da Cinza a Joao de Melo Rego.
No dia 8 de abril de 1733, o coronel Joao de Melo Rego, morador na Vila de Itu,
disse que ele suplicante comprou umas terras e campos com gado e cavalgaduras
no distrito de Curitiba a Lourengo Castanho de Araujo, o qual os houve em dote que
Ihe deu seu sogro Jose Martins Leme e este os houve por titulo de sesmaria e havido
do governador capitao-mor general que foi da capitania, o excelentissimo Conde de
Assumar, Dorn Pedro de Almeida, e como essa se remetendo a Portugal se
desencaminhou e porque nao e a novigao, queria ele suplicante nova carta de
sesmaria das ditas terras de legua e meia de testada, comegando do ribeirao da
Cinza, que partia com os campos do sargento-mor Manuel Gongalves de Aguiar e
legua e meia de sertao para a parte do capao da Cilada. Obteve em 10 de abril de
1733, era a fazenda das Cinzas.
O capitao-mor Joao de Melo Rego, natural da ilha de Sao Miguel, era casado
em 1704 em Itu com Bernarda de Arruda, natural da Vila de Parnaiba, filha de
Sebastiao de Arruda Botelho (da ilha de Sao Miguel) e de Isabel de Quadras.
Exerceu em Itu cargos da republica e foi coronel do regimento de auxiliares dessa
vila, provedor dos reais quintos e comissario dos direitos da fazenda real a que
estavam sujeitas as bestas saidas das campanhas do Rio Grande do Sul.
O casal teve os filhos: doutor Manuel de Melo Rego, nascido em Itu, mestre em
artes pelos patios do colegio em Sao Paulo, que se casou com Ana Barbosa Leme,
natural de Guaratingueta (Silva Leme da Pindamonhangaba), filha de Antonio
Raposo Leme e Luzia Machado Leme, viuva de Antonio Correa Rangel, na fazenda
do Pitangui a 15 de margo de 1749; Miguel de Melo Rego, casado em 1748 em
Parnaiba com Escolastica de Arruda; Luzia de Melo, casada em 1749 em Itu com
Estanislau de Campos Paes; Antonio de Melo Rego, casado em Aragariguama com
Gertrudes Pedroso Leme; Isabel de Melo Rego, casada em 1750 em Itu com Bento
Leme Cesar; Maria de Melo, solteira; Jose de Melo, solteiro.
O coronel regente Joao de Melo Rego, morador na Vila de Itu, disse que ele
suplicante era senhor e possuidor de umas terras ou campos com gados vacuns e
cavalares no distrito do sertao de Curitiba, por titulo de compra a Lourengo Castanho
de Araujo, de cujas terras tirara ele suplicante carta de sesmaria pelo Conde de
Sarzedas, governador e capitao-general que foi da capitania de Sao Paulo, a qual
remetera a Portugal a confirmar e se desencaminhara, de sorte que nao houvera
noticia dela, e queria o suplicante nova carta de sesmaria das ditas terras de legua e
meia de testada, comegando do ribeirao da Cinza, que partia com os campos do
sargento-mor Manuel Gongalves de Aguiar e legua e meia de sertao para a parte do
capao da Cilada, e que tudo havia de constar pela dita sesmaria que se achava
registrada na secretaria do governo; foi-lhe dada nova carta de sesmaria em 12 de
margo de 1739, confirmada em 19 de Janeiro de 1742.
Antonio Paes, filho de Bartolomeu Paes de Abreu, este que foi proprietario da
fazenda vizinha dos Pinheiros, andou fabricando currais no capao da Cilada, o que
ocasionou petigao do coronel Joao de Melo Rego; este, morador na Vila de Itu, ao
juizo ordinario da Vila de Curitiba, no dia 31 de julho de 1741, dizendo que ele era
senhor e possuidor de uma fazenda de terras e gado nos Campos Gerais de Curitiba,
por titulo de compra que dela fizera a Lourengo Castanho de Araujo, na paragem
chamada Cinza, de que estava de posse pacifica e quieta havia mais de dez, vinte,
trinta anos, por si e seus antecessores, sem contradigao de pessoas alguma, e por
que tendo em principios do mes de abril desse ano Antonio Paes, filho de Bartolomeu
Paes, que Deus houvesse, levantara urn curral para gado no capao chamado da
Cilada, sito nas mesmas terras da dita fazenda, onde entao o suplicante tinha
levantado curral, e seus antecessores, como foi urn Jose Martins, tambem na mesma
paragem e haviam fabricado outros, de sorte que sempre o suplicante, por si e seus
antecessores, estiveram de posse pacifica e quieta no dito capao da Cilada, e o
suplicado Ihe perturbou a dita posse, fabricando o dito curral, empossando-se do dito
capao por autoridade propria, sem ordem ou figura do juizo, no que tinha cometido
forga e esbulho contra o suplicante, perturbando-o e inquietando-o em sua antiga
posse, e estava incurso no caso do interdito indibi, assim devia despejar e a desabrir
mao da dita paragem e capao, desfazendo o dito curral, de sorte que ficasse
restituido o suplicante a sua antiga posse, pagando-lhe todas as perdas e danos que
pelo esbulho se Ihe causou, e protestava dessa causa somente do possessorio e nao
da propriedade.
Para esclarecimento, foram ouvidas testemunhas no mesmo dia. Vitorino
Teixeira de Azevedo, Manuel dos Santos e Joao Batista Pereira disseram mais ou
menos as mesmas coisas, que sabiam por ver, que vindo de proximo das partes de
Sao Paulo e passando pela fazenda da Cinza acharam em urn capao chamado
capao da Cilada urn curral que era novo e esse tinha feito Antonio Paes, arrodeando
outro curral que era do justificante, que era mais antigo, e tinha tambem uma casinha
nova, que tambem era do dito Antonio Paes, que estava junto a outra casinha ja
antiga, que era do justificante, e na dita casinha nova estavam tres negros do dito
Antonio Paes, e sabiam mais eles testemunhas, por ouvir aos vizinhos daquela
paragem que o dito Antonio Paes voluntariamente de seu proprio moto levantara
aquele curral sem consentimento do justificante; disseram mais que sabiam por ouvir
vulgarmente que aquela dita paragem da fazenda da Cinza era do capitao Jose
Martins Leme e dera em dote a seu genro Lourengo Castanho e esse vendera a dita
fazenda ao justificante.
O capitao Jose Martins Leme disse que ele foi senhor e possuidor dos campos
da Cinza e neles teve suas criagoes e casando-se Lourengo Castanho com sua filha
deu ele testemunha em dote ao dito Lourengo Castanho a dita fazenda da Cinza e
que tambem o capao da Cilada compreendia a dita fazenda da Cinza e por tal teve
ele testemunha criagoes na dita paragem com curral feito, que sempre o conservou,
e que depois ele testemunha deu a dita fazenda a seu genro Lourengo Castanho em
dote e esse vendeu ao suplicante justificante. O juiz ordinario Miguel Ribeiro Ribas,
tendo em vista os depoimentos, deu ganho de causa ao coronel Joao de Melo Rego,
dando urn prazo de vinte e quatro horas para que Antonio Paes retirasse o curral e a
casa que tinha feito no capao da Cilada.
O filho de Joao, o doutor e licenciado Manuel de Melo Rego, veio morar na
fazenda da Cinza, provavelmente para cuidar da mesma. Anteriormente, Antonio
Correia Rangel, casado com Ana Barbosa Leme, esta natural de Guaratingueta,
havia vindo para a dita fazenda da Cinza, onde faleceu. O doutor Manuel do Melo
Rego, dizendo que com a graga de Deus queira casar com a viuva, e que fora
batizado na freguesia de Nossa Senhora da Candelaria da Vila de Itu, em 14 de
outubro1748 entrou com o pedido de dispensa eclesiastica. Quando correram os
banhos em Curitiba, Francisco da Silva veio com o impedimento que ouviu de Matias
de Freitas que o contraente mandara matar o marido da contraente por urn seu negro
e que estava com ela de porta adentro ainda em vida do dito seu marido e tambem
Lourengo Ribeiro de Andrade disse que ouvira de Joao Batista Diniz que o contraente
mandara matar o marido da contraente por urn negro.
Manuel de Melo Rego defendeu-se dizendo que fizera corner urn banho na Vila
de Curitiba e tinha noticias de Ihe porem impedimento a isso, aludindo falsamente
haver matado ele suplicante ao senhor Antonio Correia Rangel, sendo que era
notorio haver falecido na fazenda da Cinza, distante da freguesia de Curitiba quinze
dias, onde foi tambem sepultado de umas perpetuas lepras ou mal de Sao Lazaro,
que todo com semelhante achaque o desenganava que morria, como, com efeito,
faleceu da mesma molestia, e como sem duvida era falso o que se Ihe imputava,
queria purgar o dito impedimento, mostrando por suas testemunhas a falsidade do
impedimento.
Depuseram a favor de Manuel, Sebastiao Alves de Araujo, Joao de Mendonga
Coelho e Francisco Inacio Cardoso. Sebastiao Alves de Araujo disse que sabia, por
ser publico e notorio, que vindo de Guaratingueta Antonio Correia Rangel para essas
partes de Curitiba e que na fazenda chamada da Cinza enfermara, e a testemunha,
vindo das partes de Sao Paulo, vira por seus olhos, de cama, padecendo
mortalmente suas feridas, que Ihe chamavam mal de Sao Lazaro, de que todos nao
Ihe julgavam a vida, como, com efeito, morreu brevemente, que o soube ele
testemunha; disse que vindo com o justificante da Vila de Itu para a dita fazenda da
Cinza, por ser fazenda de seus pais e nela existia entao, porem quando chegou
achou na dita fazenda ao dito Rangel arriado por causa da doenga a que faleceu.
Joao de Mendonga Coelho, natural da ilha de Faial, disse que por ver e ter conhecido
e negocios com o defunto Antonio Correia Rangel, a quern viu andar enfermo de
suas feridas leprosas, que havia anos padecia, do que veio a falecer na fazenda
chamada da Cinza; que sabia de certo o nao ter mandado matar o justificante, que se
originou por causa de uma inclinagao haver dito semelhante palavra urn Matias de
Freitas, homem de conhecida e notoria circunstancia de nao falar verdade nunca em
sua vida.
Francisco Inacio Cardoso disse saber por publica voz de que Antonio Correia
Rangel andava enfermo de umas lepras ou mal de Sao Lazaro e que tendo vindo das
partes de Sao Paulo em companhia de sua mulher a fazer seus negocios enfermara
mortalmente da mesma molestia na fazenda chamada da Cinza, onde morreu e,
outrossim, sabia a testemunha ser falso dizerem que o justificante o mandara matar,
se nao haver falecido da mesma molestia e que saira da cabega de Matias de
Freitas. Antonio Pereira Gomes disse que quando chegou o justificante em sua
fazenda da Cinza, vindo da Vila de Itu, achou o dito Rangel de cama para morrer e a
razao do seu dito era por assim ter ouvido ao dito seu cunhado.
Ana Barbosa Leme entrou com o pedido de dispensa em 14 de outubro de
1748, dizendo que era natural da Vila de Guaratingueta e entao assistente na Vila de
Curitiba, que vindo ela suplicante para as ditas partes de Curitiba em companhia de
seu marido Antonio Correia Rangel, na fazenda chamada da Cinza, distrito da Vila de
Curitiba, enfermara mortalmente o dito seu marido de umas feridas leprosas, que
havia anos padeceu, de que sem remedio faleceu e foi sepultado na dita fazenda, por
ser mais distante de quinze dias de viagem para a Vila de Curitiba e porque estao
estava em pobreza resolveu tornar-se a casar e porque tendo ela preciso mostrar
certidao de falecimento do dito seu marido e nao podia fazer por ser sepultado
naquele caminho e apenas tinha na Vila de Curitiba com quern justificar o haver
falecido e sepultado na dita fazenda da Cinza o dito seu marido. Apresentando as
testemunhas Sebastiao Alves de Araujo, Manuel Alves de Siqueira, Jose de
Mendonga Coelho e Francisco Inacio de Castro, que confirmaram ela ser viuva, tendo
o marido falecido de lepra.
Para esclarecimento das acusagoes, foram ouvidos varios depoimentos,
havendo urn jogo de empurra, urn langando a culpa para outro, foi so urn diz que- diz
que.
No dia 21 de novembro depos Joao Batista Diniz, dizendo que ouvira dizer a
Matias de Freitas que o licenciado Manuel de Melo Rego tramara matar Antonio
Correia Rangel, marido que foi de Ana Barbosa Leme e a razao do seu dito era so
por ter ouvido o dito Matias de Freitas e nao ouvira de pessoa mais alguma. Matias
de Freitas de Sampaio, morador e natural da Vila de Curitiba, homem solteiro que
vivia das suas agencias, de idade que disse ser de 32 anos pouco mais ou menos,
disse que ouvira dizer de Joao Rodrigues do Prado, e que tambem tinha dito Jose
Cavalheiro, que o licenciado Manuel de Melo Rego mandara matar Antonio Correia
Rangel na fazenda da Cinza e disse que tampouco havia presenciado, se nao
somente ouvira dessas pessoas.
No dia 13 de dezembro de 1748, Manuel Jose Cavalheiro, natural da cidade de
Sao Paulo e morador na Vila de Curitiba, que vivia das suas lavouras, disse que
ouvira de Joao Rodrigues do Prado. Joao Rodrigues do Prado, natural da cidade de
Sao Paulo, morador na Vila de Curitiba, casado, que vivia das suas agencias, 30
anos, disse (esta um pouco dificil a leitura) que chegara o licenciado Manuel de Melo
Rego que ia chamar a Maria Rosa, sogra dele testemunha, por mandado de Ana
Barbosa, para ajudar na morte de seu marido, cujo Ihe foi perguntado ao dito escravo
de que morrera, respondeu que da doenga que padecia e, outrossim, que langava
sangue pela boca na ocasiao da morte, como tambem tempo bastante antes dela, e
tambem disse ele testemunha nao sabia o nome do escravo nem tampouco podia ser
certo o dito Melo matar a Antonio Correia Rangel, por estar esse ultimo por enfermo
de um mal que sempre se Ihe julgou a morte e a razao do seu dito era presenciar o
que o negro dissera como seu vizinho da fazenda da Cinza e nao sabia de mais nada
nem certeza, sem embargo de que a ...zamente correu no ato disso, mas ele
testemunha e assim nao jurava nem certificava.
O licenciado Manuel de Melo Rego ficou isento da culpa, mas o impasse
surgido atrasou o casamento, que somente realizou-se em 15 de margo de 1749, na
fazenda do Pitangui, um dia apos o batizado do filho mais velho.
Manuel do Melo Rego e Ana Barbosa Leme tiveram os filhos:
F 1 Luiz de Melo Rego (batizado em 14 de margo de 1749 na fazenda do
Pitangui), casado com Ana de Quadras, filha de Antonio de Quadras e Antonia
Pereira;
F 2 Francisco de Melo Rego (batizado em 19 de agosto de 1750 na fazenda de
Jaguariaiva), casado em Itu em 1776 com Ana de Melo Rego, filha de Miguel de Melo
Rego (irmao de Manuel) e Escolastica de Arruda;
F 3 Manuel de Melo Rego (batizado em 28 de abril de 1754 na fazenda da
Cinza pelo missionario frei Luis), casado com Isabel de Arruda Cesar, filha de Bento
Leme Cesar e Isabel de Melo Rego, foi capitao-mor da Faxina;
F 4 Joao de Melo;
F 5 Jose Antonio de Melo (batizado em 26 de julho de 1763 no Capao Alto),
casado em 1788 com Gertrudes Maria, filha de Joao Rodrigues Pinto e Ana
Conceigao;
F 6 Antonio de Melo Rego, casado em primeiras nupcias com Ana Francisca de
Camargo, filha de Valentim Correia Leme e Antonia Pires de Camargo;
F 7 Joaquim de Melo Rego (batizado em 24 de abril de 1767 no Capao Alto),
casado em 1781 em Parnaiba com Escolastica Maria Bueno Camargo, filha de
Valentim Correa Leme e Antonia Pires de Camargo;
F 8 Vicente (batizado em 9 de abril de 1769, alguns dao Joaquim Vicente);
F 9 Bernarda Arruda de Melo (batizada em 20 de setembro de 1752 na capela e
Santa Barbara do Pitangui), casada em 20 de junho de 1767 com Jose Alexandre da
Silveira, natural da ilha do Pico, filho do capitao Antonio Francisco de Avila e Helena
Clara da Silveira;
F 10 Ana Maria de Melo, casada com Joaquim Jose; Mariana de Melo Rego,
casada com Pedro Pereira dos Santos (em 3 de margo de 1772 na capela de
Sant’Ana do lapo), filho do alferes Joao Batista de Oliveira e Catarina de Sene Dias;
Ana Maria Barbosa.
Na relagao de 1765, Manuel de Melo Rego, 58 anos, era casado com Ana
Barbosa Leme e tinha 6 filhos homens: Luis de Melo, Francisco de Melo, Manuel de
Melo, Joao de Melo, Jose de Melo e Francisco de Melo e 1 agregado Antonio Melo.
Bernarda de Arruda faleceu em 1767, com 91 anos, e o capitao Joao de Melo
Rego em 1771, em Itu, com 94 anos.
Em 6 de setembro de 1771, quando das expedigoes ao sertao do Tibagi, na lista
da gente que trabalhou na colheita das rogas do porto de Sao Bento por ordem do
tenente-coronel Afonso de Botelho de Sampaio, no qual havia pouca gente, e se
alugaram varias pessoas, a urn jornal de 80 reis, encontramos Francisco da fazenda
de Cinza, que trabalhou 8 dias. Entre fevereiro e margo de 1772 foi apresentada uma
lista de animais que ficaram no sertao de Guarapuava, os quais foram usados por
ordem do coronel Afonso Botelho no continente do lapo e se entregaram por ordem
dele a Joao Lopes no Carrapato, sendo que os que morreram foram cinco; do doutor
Manuel de Melo Rego, foi urn cavalo castanho colonia que poderia valer 5$000; de
Joao Batista, fazendeiro da Boa Vista, foi uma egua russa que poderia valer 4$000.
Na relagao de 1772 a fazenda da Cinza pertencia a Manuel de Melo Rego, que
nela vivia, na estrada, distante da povoagao do lapo 9 leguas, na qual criava 100
vacas de ventre, 20 novilhas, 30 touros e bois capados, 100 eguas de ventre, 30
potrancas, 20 potros, 10 eguas mansas, tinha 2 escravos machos e 1 femea,
plantava 1 alqueire de milho e outro de feijao. Na relagao de 1776 aparece no bairro
de Pirai ate Morungava a casa de Manuel de Melo Rego, 68 anos, a mulher Ana
Barbosa, os filhos Jose, Antonio, Joaquim, Vicente e Ana, possuia sua fazenda
chamada Cinza, tinha 4 escravos, 140 eguas, 120 vacas de crias, seus campos e
terras lavradias, plantava 1 alqueire de milho e meio de feijao, vivia de sua criagoes.
Para a expedigao de 1777, no pouso da Cinza o feitor era o mesmo do pouso
de Jaguariaiva e deveriam ser entregues duzentos e cinquenta alqueires de milho e
setenta e cinco de farinha.
Na relagao de 1778 Manuel de Melo Rego estava com 72 anos, morava com a
mulher Ana, 6 filhos e 3 escravos.
Na relagao de 1780 encontramos no bairro do Pirai a casa de Manuel de Melo
Rego, 70 anos, a mulher Ana Barbosa e os filhos Vicente, Joaquim, Jose e Ana e a
casa de Bernarda de Melo com o filho Jeremias; no bairro da Catanduba a casa de
Luiz de Melo Rego, a mulher Ana de Quadras, os filhos Luciano e Joaquim, a
cunhada Luzia de Quadras e o cunhado Jose de Quadras. Na relagao de 1782
aparece a casa do doutor Manuel de Melo Rego, 77 anos, casado com Ana Barbosa,
50 anos, e os filhos Vicente, Joaquim, Antonio, Jeremias e Bernarda; em outra casa
encontramos Luis de Melo Rego, 34 anos, com a mulher Ana Pereira, 31 anos, e os
filhos Luciano e Joaquim, e o agregado Bernardo. Na relagao de 1783 encontramos
Luis de Melo, com a mulher Ana de Quadras, os filhos Luciano e Angelica, e 4
escravos.
Na relagao de 1789 a fazenda das Cinzas tinha 6 escravos, o capataz era Luis
de Melo, 42 anos, com a esposa Ana, os filhos Luciano, Joaquim, Francisco,
Bernardo e Angelica e 2 agregados, Maria e Gabriel, ambos com 6 anos. Na relagao
de 1790 o capataz da fazenda da Cinza era Antonio Jose Monteiro, que morava com
a mulher Ana e 2 filhos, o capataz possuia 1 escravo e a fazenda 2. Na relagao de
1791 morava na fazenda da Cinza o doutor Manuel de Melo, 80 anos, a mulher Ana e
a filha Bernarda, 28 anos, havia 9 escravos; era agregado Pedro Pereira dos Santos
(genro), que morava com a mulher Mariana e 8 filhos; no bairro do Porto de
Jaguariaiva esta relacionada a casa de seu filho Luis de Melo, 42 anos, com a
esposa Ana, 8 filhos e 4 escravos.
Manuel fez testamento em 10 de agosto de 1792, declarando possuir na
fazenda 900 vacuns, 370 cavalares e 3 carneiros machos; tinha uma morada de
casas na Vila Nova de Castro e dez escravos. Faleceu em 15 de janeiro de 1795 e
eram seus herdeiros a mulher Ana Barbosa Leme e os filhos: Luis; Francisco de
Melo, casado, 44 anos; Manuel de Melo, casado, 41 anos; Joao de Melo, casado em
Viamao, 32 anos; Jose Antonio, casado, 31 anos; Antonio de Melo, casado, 30 anos;
Joaquim de Melo, casado, 28 anos; Vicente, solteiro, 26 anos; Bernarda, casada com
Jose Alexandre, 43 anos; Manana, casada com Pedro Pereira, 34 anos; Ana Maria,
casada com Joaquim Jose, 33 anos. A fazenda das Cinzas, descrita como uma
situagao da fazenda com curral, casas e campos, foi avaliada por 400$000; foi
tambem avaliado urn rincao chamado a Enxovia e a Campina de Dentro, que se dizia
anexo da mesma fazenda, por 30$000; uma morada de casas na Vila de Castro por
80$000. Foram avaliados os escravos: Francisco, 35 anos, do gentio de Guine, por
120$000; Domingos, 25 anos, do gentio de Guine, por 120$000; Antonio, 21 anos, do
gentio de Guine, por 120$000; Francisco Congo, 50 anos, nagao Congo, por 20$000;
Antonio Surdo, gentio de Guine, por 120$000; Vicente, 18 anos, nagao de Guine, por
120$000; Joao, 15 anos, gentio de Guine, por 120$000; Inacio, 5 anos, crioulo, por
40$000; Maria, 26 anos, nagao Congo, por 100$000; Josefa, 8 anos, crioula, por
76$800. Gado vacum: 488 vacas soltas, 119 vacas com crias femeas, 74 vacas com
crias machos, 100 ditos de ano, 88 bois de 3 bois para cima, 74 bois de sobreano, 1
junta de bois carreiros. Eguas: 233 eguas, 39 eguas com crias femeas, 32 eguas com
crias machos, 3 eguas mansas, 13 potros crioulos, 2 pastores colonias, 17 potros de
sobreano, 11 cavalos mansos crioulos, 5 cavalos, 2 cavalos mansos. Foi avaliado urn
cachorro onceiro por 8$000. Foram avaliados: 5 foices, 5 machados velhos, 3 foices,
3 enxadas, 1 enxada velha, 2 armas de fogo, 1 tacho velho, 1 caldeirao, 1 par de
canastras velhas; 2 enxos (uma chata e outra goiva), 2 escapolos (urn chato e outro
goivo), 1 serra velha, 5 catres, 4 mochos, 1 bofete, 1 marca, 1 prato de meia cozinha,
3 cangalhas, 1 almofariz, 1 coco de cobre, 1 capote velho, 1 casaca velha, 1 vestia
velha, 1 vestia calgao de congo. O monte mor desse inventario atingiu o valor de
4:127$040. Na partilha a viuva ficou com metade da fazenda das Cinzas e a outra
metade ficou em dez partes iguais para os filhos Joao, Vicente, Joaquim, Francisco,
Antonio, Jose Antonio, Manuel, Ana, Bernarda e Pedro Pereira (genro); Luis de Melo
ficou com o rincao chamado Enxovia.
Dona Ana Barbosa Leme faleceu em 1796. Havia os filhos Luis de Melo,
Francisco, Manuel, Jose Antonio, Antonio, Joaquim, Vicente, Bernardo, Mariana
(casada com Pedro Pereira dos Santos) e Ana Maria (casada com Joaquim Jose).
Tinha casa na Vila de Castro mas morava na fazenda das Cinzas; possuia 132
eguas, 390 vacas, 1 vaca colonia com cria, 59 novilhas, 5 bois de 2 anos, 30 boi de
sobreano, 3 pastores crioulos, 1 pastor colonia, 1 pastor colonia velho, 1 junta de bois
carreiros, 2 eguas mansas, 6 escravos, uma casa coberta de telhas (80$000),
campos, casas e currais e situagao (metade da fazenda das Cinzas) mais 8 cavalos
mansos.
Na relagao de 1796 moravam na fazenda da Cinza Joaquim de Melo Rego, a
mulher Escolastica, 3 filhos, 2 agregadas e 7 escravos; no bairro de Porto de
Jaguariaiva encontramos a casa de Luis de Melo Rego com a mulher Ana, 8 filhos, 1
agregado e 9 escravos e a casa de Bernarda de Melo, 41 anos, com 1 escravo.
Na relagao de 1798, Luis de Melo Rego, 50 anos, morava na fazenda da
Cinza. No dia 26 de maio de 1798, seu filho Luciano Antonio do Melo Rego casou-se
com Ana de Melo, filha de Pedro Pereira dos Santos e Mariana de Melo.
Na relagao de 1818 a fazenda da Cinza pertencia a Francisco de Melo,
morador em Itu, media 4500x4500 bragas, era de criagao e tinha 1 escravo.
No dia 29 de julho de 1823 Luis de Melo Rego e sua mulher Ana de Quadras
venderam para Joao Carneiro Lobo urn sitio com casas de dois langos cobertas de
telha e com seus arvoredos, e bem assim uns campos denominados Enxovia sitos no
bairro da Cinza, que se dividiam por urn lado com as divisas da fazenda da Cinza, por
outro lado com as divisas da fazenda da Tapera e por outro lado com as divisas do
campo da Jararaca.
Na relagao de 1825 aparece a fazenda da Cinza de Francisco de Melo Rego,
com 400 vacuns, tendo marcado 80 e era capataz Vicente, 43 anos. Jose Antonio de
Melo vivia de seus negocios, morava em Jaguariaiva, casado com Ana Carneiro, os
filhos Benedito, Ana, Balbina, Iria e Jesuino, tinha 80 vacuns e marcou 30. O
ajudante Luciano de Melo, casado com Ana de Melo, vivia de seus negocios e
marcou 12 vacuns. Luis de Melo Rego, casado com Ana de Quadras, marcou 6
vacuns. Francisco de Quadras, viuvo, miliciano, tinha 37 vacuns e marcou 4. Antonio
de Melo, viuvo, tinha 56 vacuns, marcou 8 e vivia de salario de seus escravos.
Joaquim Luis, casado com Felizarda, vivia dos seus negocios e marcou 8 vacuns.
Mariana de Melo, viuva, 67 anos, morava com as filhas Maria Joaquina e Maria
Antonia, marcou 12 vacuns. Joaquim Jose de Miranda, paradeiro, 54 anos, vivia de
salarios, morava com a mulher Isabel, 43 anos, marcou 6 vacuns e 4 cavalares. Joao
dos Santos, 53 anos, tambem era paradeiro e vivia dos seus salarios, morava com a
mulher Joaquina, 51 anos. Jose Maria, 21 anos, era bugreiro, vivia de seus salarios,
morava com a mulher Delfina, 21 anos.
Em 1845 Irineu Correia de Melo doou a Balbina de Melo uma parte de campos
no bairro da Cinza, que obtivera por heranga de seu finado pai, no valor de 2$000.
Maria Luisa e Maria Angelica, irmas gemeas, filhas de Mariana de Melo Rego,
faleceram em 1851. Foram herdeiros seus irmaos: Maria Joaquina de Melo Rego;
Maria Agostinha; Ana de Melo, que foi casada com o capitao Luciano de Melo Rego,
com os filhos Francisco das Chagas Melo, Jose Albano, Flora de Melo (viuva) Ana
Esmeria (casada com Joao Rodrigues Biscaia), Bento Antonio de Melo; Isabel Maria,
falecida, que era casada com Francisco de Quadras, com filhos Manuel, Caetano,
Fermino de Quadras, Felisbina de Melo (viuva), Ana Emilia, Francisco de Quadras.
Possuiam duas partes na fazenda das Cinzas.
Em 2 de agosto de 1851 Dona Maria Joaquina de Melo Rego doou a seu
sobrinho Jose Francisco Ribeiro parte de campo na fazenda das Cinzas.
Maria Joaquina de Melo Rego, filha de Pedro Pereira dos Santos e de Mariana
de Melo Rego, faleceu solteira em 1854. Legou a escravos e libertos uma sorte de
campos de criar e terras lavradias na fazenda das Cinzas.
A fazenda das Cinzas nos inventarios de Manuel de Melo Rego e mulher foram
muito partilhadas, muitos herdeiro venderam partes e ficou em comum, sem divisao.
No cadastro de 1855 vejamos como estava.
Francisco das Chagas Melo, Firmino Pereira de Quadras, Jose Francisco
Ribeiro, Joao Ferreira da Silva, Flora Maria de Melo, Manuel Rodrigues Borba,
Belarmino Rodrigues Borba, Joaquim Antonio de Quadras, Bento Antonio de Melo e
Delfina Maria de Melo, alem de outros herdeiros, eram senhores e possuidores da
FAZENDA DAS CINZAS, com parte de campo e matos, pertencentes a mesma, que
a eles tocara por heranga de seus antepassados; as suas confrontagoes eram as
seguintes: pelo nascente dividia-se por urn valo velho, que nascia da serra e dai em
diante ate o capao da Cilada, dividindo-se por restinga e banhado, e desse capao,
por uma vertente abaixo, ate fazer barra no rio de Capivari, dividindo com Antonio
Joaquim de Araujo, Barao de Antonina e Manuel Rodrigues Borba, e pelo poente
com a fazenda da Tapera, pelo urn ribeirao denominado Aguiar, que desaguava no
rio das Cinzas, e da cabeceira a rumo, a cabeceira do rio Pirai, e pelo norte com a
fazenda de Jaguariaiva, pelo rio denominado Capivari e por ele abaixo ate a vertente
que Ihe fazia barra do capao da Cilada e da cabeceira do Capivari a rumo a
cabeceira duma vertente que ia desaguar no rio da Cinza, denominada Fundao, pelo
sul pela serrinha das Furnas, ate o referido Antonio Joaquim d’Araujo, cuja fazenda
de sesmaria de 1706 (parece 1702), medida e confirmada, teria de comprimento 2
leguas mais ou menos e outro tanto de largura.
Francisco de Paula d’Oliveira registrou uma parte de campo e matas lavradias
no lugar chamado Cinza, que possuia por compra que fez a Irineu de Tal.
Policena Emilia da Conceigao e Delfina Maria de Melo cadastraram uma parte
de campo e matos de lavrar no lugar denominado Cinza, residencia de Delfina, no
mesmo lugar denominado Cinza e de Policena existia no Pirai-mirim, elas ambas
irmas eram possuidoras pelo falecimento de sua mae finada Maria Angelica de Melo,
o qual fazia divisao no mesmo terreno com varios herdeiros, com Francisco de
Chagas Melo, Firmino de Quadras, Manuel Caetano de Quadras e mais herdeiros e
herdeiras.
Francisco Lourengo de Brito cadastrou uma parte de campo nos campos da
Cinza, distrito de Jaguariaiva, da qual nao podia dar suas divisas por se achar pro
indivisa com varios herdeiros; essas partes e campo houve por compra que fez a
Flora Maria de Melo, como constava do papel de venda passado em 5 de fevereiro
de 1855.
Delfino Jose Lopes cadastrou urn sitio com terras lavradias, campos e faxinais
no bairro da Cinza e por outro com a fazenda da Tapera e de outro com o campo da
Jararaca; esse sitio foi por ele comprado de Dona Maria da Anunciagao Melo em
1847 por escritura publica datada de 20 de abril.
Ana Carneiro possuia na fazenda da Cinza uma parte de campo e matos
lavradios pro indivisos com os mais herdeiros das ditas fazendas, que Ihe tocou pelo
falecimento de seu marido Jose Antonio de Melo.
Camilo Rodrigues de Melo cadastrou duas partes de campo na fazenda das
Cinzas, urn possuia por heranga do seu finado sogro Jose Antonio de Melo e outro
por compra que fez de seu cunhado Joao Fabricio, ambas duas partes ainda
indivisas.
Francisco Antonio da Silva cadastrou imovel nas Cinzas.
Candido Ferreira de Melo cadastrou uma sorte de terras lavradias e cerrado no
lugar denominado rio das Cinzas, os quais se dividiam para o poente com Dona Ana
Estevao Carneira, para o norte com Joaquim Carneiro Lobo, para o sul com Dona
Isabel, cujas terras possuia por posse pessoal.
Joao Rodrigues Biscaia e mais herdeiros do finado capitao Luciano Antonio de
Melo, que eram Francisco das Chagas Melo, Bento Antonio de Melo, Jose Albano de
Melo e filhos menores Jordao de Melo e Flora Maria de Melo, declararam serem
senhores e possuidores de urn rincao de campo chamado Cercado da Ronda Grande
das Pedras, no bairro da Cinza, com as divisas seguintes: pelo Itaimbe e pantano
que corria para o rio da Cinza, cujo rincao de campo Ihe tocara e aos mais herdeiros
por falecimento do seu sogro Luciano Antonio de Melo.
Bento d’Andrade Nogueira cadastrou uma parte de campo no distrito de
Jaguariaiva no bairro da Cinza, indiviso com todos os moradores do mesmo bairro,
cuja parte obtivera por compra de Antonio Joaquim d’Araujo havia pouco mais de tres
anos.
Antonio Joaquim de Carvalho cadastrou uma parte de campos e matos na
fazenda da Cinza, por compra que fizera a Carlos Antonio de Quadras, e bem assim
uma parte na ronda da mesma fazenda, por deixa que Ihe fizera a finada Dona Maria
Joaquina de Melo, cuja fazenda dividia com a de Jaguariaiva, Tapera, Sertao da
Marinha e com a de Pinheirinhos.
A localizagao da freguesia do Senhor Bom Jesus da Pedra Fria, como vimos,
chegou a ser cogitada para o local denominado Enxovia, bairro da Cinza, em terreno
pertencente a Manuel Caetano de Quadras, no lugar denominado Cemiterio, o que
nao aconteceu porvontade de Dona Isabel.
MANOEL JOSE DE ARAUJO (Roselys Roderjan)
Manoel Jose de Araujo e Ana Maria da Conceigao, os fundadores da freguesia de
Palmeira, hoje cidade paranaense, tiveram os seguintes filhos:
F 1 Elias Inacio de Araujo, casado com Lucrecia Maria da Silva.
F 2 Ana Joaquina de Araujo, casada com Francisco de Oliveira Bueno.
F 3 Jose Caetano de Araujo, faleceu solteiro.
F 4 Manoel Mendes dos Santos, casado com Ana Joaquina dos Santos, filha da
sua tia Rufina Antonia de Sa.
F 5 Matilde Umbelina da Gloria, casada com Antonio Joaquim de Camargo (S P),
tronco dos Camargo de Palmeira. Foram os pais de Antonio de Sa Camargo, o
visconde de Guarapuava, casado com Zeferina Marcondes de Sa, filha de seus tios,
Baroes de Tibagi. Ele reside em Guarapuava em 1840.
F 6 Domingos Inacio de Araujo, casado com Josefa Joaquina Pinheiro de Franga,
filha de Verissimo Carneiro dos Santos, este descendente do Capitao-mor Joao
Rodrigues de Franga. Francisco Inacio de Araujo Pimpao, filho de Domingos e Josefa
casou com a irma desta, Maria Josefa de Franga. Ele acompanhou Jose Ferreira dos
Santos na expedigao que este comandou, em 1839, para a conquista dos campos de
Palmas, na qual seu pai tambem e citado. Francisco Inacio e Maria Josefa tiveram 12
filhos e entre eles: Amazonas de Araujo Marcondes, residente em Uniao da Vitoria
(PR); Brasileiro Marcondes Pimpao, Manoel Inacio do Araujo Pimpao, estes dois
ultimos residentes em Palmas.
F 7 Francisco Jose de Sa e Araujo, transferiu-se para o Rio Grande do Sul.
F 8 Maria Caetana de Sa, casada em 1820 com o seu primo Manoel Martins de
Araujo.
F 9 Candida Flora de Sa 60 .
JOSE CAETANO DE OLIVEIRA
Alferes Jose Caetano de Oliveira, casou com Cherubina Rosa Marcondes de Sa, a
Viscondessa do Tibagy. Os filhos do casal sao os seguintes:
F 1 Conselheiro Jesuino Marcondes de Oliveira e Sa, c.c. Domitila Alves de Araujo;
F 2 Comendador Antonio Caetano de Oliveira, c.c Maria da Luz de Oliveira;
F 3 Jose Mathias de Oliveira e Sa, c.c. Luiza Marcondes de Oliveira e Sa;
F 4 Francisca Caetana Marcondes de Oliveira e Sa, c.c. Major Manoel da Cruz
Carneiro
F 5 Maria das Dores Marcondes de Oliveira e Sa, falecida na infancia;
F 6 Maria Clara Marcondes de Oliveira e Sa, c.c. Coronel Francisco Martins de Araujo;
F 7 Zeferina Marcondes de Oliveira e Sa, c.c. Coronel Antonio de Sa Camargo,
Visconde de Guarapuava.
F 8 Anna Marcondes de Oliveira Pacheco, c.c. Ten.Cel. Joaquim Pacheco da Silva
Rezende. Descendentes no Sul, onde foi proprietario da FAZENDA COQUEIROS, Passo
Fundo, atualmente cidade emancipada que leva o seu nome.
O alferes Jose Caetano de Oliveira, depois Barao do Tibagy, buscando os rendosos
negocios das tropas de muares, viajava constantemente ao Rio Grande do Sul, na fronteira
com o Uruguai, levando animais para engordar nos Campos Gerais do Parana, vendendo-
os, depois, nos mercados de Sao Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.
Os negocios prosperavam, pois, na fazenda, em Palmeira, Dona Cherubina mantinha
firme o leme das atividades domesticas e da produgao, nao descuidando o casal
empreendedor de encaminhar as filhas e os filhos aos estudos, pois, como diziam, se
60 Descendentes em Uruguaiana.
faziam necessarios para o progresso intelectual. Nessas viagens para o sul, Jose Caetano
adquiriu terras para os seus filhos.
A esposa, Cherubina Rosa Marcondes de Sa, nasceu na Fazenda da Palmeira, nos
Campos Gerais, em 1794. Casou com Jose Caetano em 27 de novembro de 1814, na
Capela de Tamandua. Jose nasceu em Sorocaba, em abril de 1794, e faleceu na Palmeira,
Parana, em 10 de outubro de 1889.
ANTONIO DA ROCHA LOURES (Roselys Roderjan)
Antonio da Rocha Loures nasceu a 3 de abril de 1781 em Sao Jose dos Pinhais
(PR), filho de Joao da Rocha Loures e de Ana Ferreira de Oliveira ou de Jesus, ambos
nascidos em Curitiba. Seu avo paterno, Antonio Joao da Costa (de Loures, Portugal),
casou com Maria da Rocha de Jesus, descendente de Mateus Martins Leme, capitao
povoador de Curitiba em 1668 e de Baltazar da Costa Veiga, dos Prado, Bueno da
Ribeira, Pires e Mendonga de Sao Paulo.
Na lista de Ordenanga de 1766 foram registrados na freguesia de Sao Jose,
Maria Bueno da Rocha, viuva e seus filhos Joao Matias de Carvalho e Bernardo, que
eram irmaos de Maria da Rocha de Jesus, esta avo de Antonio da Rocha Loures a
qual foi cadastrada com seu marido Antonio Joao da Costa, de 60 anos e mais seis
filhos, entre eles Joao da Rocha (Loures) com 19 anos de idade. 0 irmao de Maria
Bueno da Rocha, Amador Bueno da Rocha estava viuvo e possuia 18 escravos e 3 mil
cruzados, revelando posses acima da media. Ambos eram filhos dos paulistas Antonio
Bueno da Veiga e Isabel Fernandes da Rocha e netos de Baltazar da Costa Veiga e
Maria Buena de Mendonga.
Antonio da Rocha Loures casou com Joana Maria da Luz ou de Lima, filha de
Manoel Jose Barbosa (de Portugal) e de Ana Maria, descendente de Joana Gracia das
Neves, esta neta de Baltazar Carrasco dos Reis.
O Livro de Milicia da Vila de Curitiba, registrou em 1810 Antonio da Rocha Loures
com 29 anos, alferes por patente do governador, a 3 de julho de 1806, tenente a 15 de
margo de 1810 e capitao a 23 de outubro de 1822.
Antonio da Rocha Loures tomou parte na Real Expedigao de Guarapuava, tendo
fixado residencia em Belem (atual cidade paranaense de Guarapuava), depois da sua
fundagao. Em 1840 ele reside no 1° quarteirao do distrito da freguesia de Guarapuava,
com sua esposa “dona Joana Maria Lima” (54 anos), seu filho Joao (15 anos), e dois
escravos, contando com 58 anos de idade. No 2° quarteirao localiza-se sua estancia,
que tem nove escravos e cinco agregados. Residem tambem em Guarapuava seus
genros Joao Carvalho de Assungao, casado com Maria Francisca da Rocha e
Francisco Aires de Araujo, casado com Gertrudes Escolastica.
Seu testamento esta registrado no Cartorio Menarim da Comarca de Castro e
nele constam os seguintes filhos:
F 1 Francisco, casado;
F 2 Joao Cipriano. Varios descendentes no Rio Grande do Sul, regiao de Passo
Fundo.
F 3 Maria Francisca, casada com o capitao Joao Carvalho de Assungao.
F 4 Gertrudes Escolastica, viuva de Francisco Aires de Araujo.
F 5 Rosa Delfina, viuva de Benedito Mendes de Sampaio.
F 6 Escolastica, casada com Joaquim Alves Ribeiro.
F 7 Joaquina, casada com Benjamim Simoes de Oliveira.
Francisco da Rocha Loures e seu irmao Joao Cipriano saindo de Guarapuava em
1845, alcangaram os Campos de Nonoai, atravessando o rio Uruguai pelo passo do
Goio-En, abrindo urn novo caminho para as Missoes. Francisco estabeleceu-se em
Guarapuava e Joao Cipriano foi residir no Rio Grande do Sul.
INACIO TAQUES DE ALMEIDA (J. C. Veiga Lopes)
Na lista de ordenangas de 1766 Inacio Taques de Almeida 61 tem 80 anos e esta e
moram com eles os filhos: Inacia Taques Pires, com 31 anos, Manoel Ribeiro de
Almeida, com 28 anos e Eusebio Pedroso de Barros, com 18 anos. As filhas nao foram
cadastradas. Possuem dois escravos. Da mesma lista constam sua filha, Antonia
Ribeira, casada com Jose Correia de 43 anos (e o filho Manoel Correia, de 3 anos) e
tambem Ana de Arruda, casada com “Antonio Roiz Maciel”, de 42 anos e o filho 157
Inacio Taques de Almeida era filho de Lourengo Castanho Taques e Ana Arruda
Coutinho; foi casado em Curitiba com Margarida da Silva, batizada em Curitiba no dia
21 de setembro de 1712, filha de Jose Martins Leme e Antonia Ribeiro da Silva (havia
outra Margarida, batizada em 6 de janeiro de 1709, que deve ter falecido crianga); o
pai de Inacio era filho de Lourengo Castanho Taques, o mogo e de dona Maria de
61 Roselys Roderjan
Araujo, ele irmao de Pedro Taques de Almeida, que requereu a sesmaria de 1704.
Inacio nasceu em Itu mais ou menos em 1691, e, como vimos, nao descendia em linha
direta de Pedro Taques de Almeida, mas sim por uma linha lateral; ele foi confundido
com Inacio de Almeida Lara, este sim filho de Pedro Taques, que faleceu solteiro antes
do pai, que foi dono da fazenda dos Pinheiros, no atual municipio de Jaguariaiva.
Inacio Taques de Almeida faleceu em outubro do ano de 1769, com 78 anos de idade
e foi inventariado em 1770; Margarida da Silva faleceu no dia 25 de fevereiro de 1789
Inacio Taques de Almeida e Margarida da Silva tiveram os filhos (davam aos
filhos os sobrenomes dos padrinhos)
F 1 Jose Pompeu (de Almeida) (14.06.1731). Casou em 1760 com Maria de
Godoi ou Goes Moreira, estava em Sao Paulo por ocasiao do inventario de seu pai,
moraram em Sao Joao de Atibaia, posteriormente veio a falecer em Vacaria.
F 2. Ana de Arruda Coutinho (28.06.1733, Campos Gerais), casou em 1752 com
Antonio Rodrigues Maciel, filho de Antonio Graces Barreto e Juliana Antunes
(moradores no bairro de Piraquara).
N 1 Margarida.
N 2 Josefa
N 3 Maria.
F 3. Inacio Taques de Almeida (mais ou menos em 1735), tambem conhecido por
Inacio Taques Pires. Casou com Luisa Maria de Quadras, filha de Antonio de Quadras
Bicudo e Antonia Pereira.
N.1 Cel. Balduino de Almeida Taques ou Balduino Jose Taques de Almeida
(29.01.1786). Casou em 8 de fevereiro de 1809 com Maria Antonia de Macedo e
Silva 62 , filha de Cirino Borges de Macedo e Rosa Maria da Silva. Tiveram 5 filhos.
BN 1 capitao Jose Borges de Almeida Taques, c.c. Manoela Ribas Taques, filha
do sargento-mor Benedito Mariano Ribas, natural de Tamandua, Curitiba, falecidoem
1842 e de Maria da Luz Ferreira do Sacramento, natural do Rio Grande do Sul.
BN 2 cap. Ignacio Taques de Almeida, natural da Provincia do Parana, falecido
em 1883 em Santa Tecla (distrito de Santo Angelo, RS), casado com Gertrudes
62 Neta paterna de Bento Ribeiro Guimaaes e Maria Correia de Almeida.
Domingues Bueno, falecida em 1883 em Santa Tecla, filha de Pedro Domingues
Garcia/ Bueno e Angelica Maria Bueno. Sem filhos.
N 2 Ana Vitoria de Almeida, casou em 1796 com Lucio Alvares Martins Gaviao,
filho de Rodrigo Felix Martins e Ana Maria de Jesus. Casou 63 com Francisco Xavier de
Almeida.
N 3 Maria, morreu crianga.
F 4 Manuel Ribeiro de Almeida (ou de Andrade) (mais ou menos em 1739), casou
em Sorocaba em 1781 com Ana Maria Bueno, filha de Pascoal Delgado de Moraes e
Maria de Almeida Bueno.
F 5. Antonia Ribeiro da Silva ou de Almeida (23.10.1741), casou em 1761 no
Capao Alto com Jose Correia de Moraes, nascido em Atibaia.
N 1 Manuel Correia
N 2 Antonio
N 3 Francisco
N 4 Inacio
N 5 Maria
N 6 Luzia. Casou com Rodrigo Felix Martins, filho de Rodrigo Felix Martinse Ana
Maria de Jesus, (verificar o casamento).
N 7 Jose
N 8. Branca Bueno de Almeida. Casou com Bernardo Pereira de Quadras, n.
1755 em Castro, Parana, filho de Antonio de Quadras Bicudo e de Antonia Pereira dos
Santos.
F 6. Maria das Neves (mais ou menos em 1742), parece que morreu solteira.
F 7. Branca de Almeida (31.10.1745, fazenda do Pitangui), casou com Antonio
Ferreira de Andrade
N 1 Antonia
N 2 Francisca
N 3 Maria
N 4 Bernarda
F 8. Eusebio Pedroso de Barros (03.11.1747), casou em Rio Pardo
F 9. Escolastica Pedrosa (19.03.1752), ou Escolastica de Almeida, casou com
Francisco Ferreira de Andrade
N 1 Lucio.
63 Oney Borba. Casos e Causos Paranaenses.
N 2 Inacio
N 3 Joaquim
N 4 Eusebio
N 5 Jose
N 6 Genoveva
N 7 Esmeria,
F 10. Teresa Maria de Jesus (15.01.1755). Casou com Salvador Soares de
Oliveira.
N 1 Bento
N 2 Inacio
N 3 Jose
FRANCISCO ANTONIO DE ARAUJO (R. Roderjan)
Francisco Antonio de Araujo e Ana Maria de Jesus Maciel. Pais de:
F 1 Major Joao Ferreira Maciel, casado com Maria Rosa do Bom Jesus, filha do
coronel Antonio Ferreira Maciel.
F 2 Coronel Manoel Lourengo de Araujo, casado com Maria dos Passos Carneiro.
F 3 Antonio Ferreira de Araujo, casado com Leocadia Emilia Ferreira de Araujo e,
em segundas nupcias, com Maria da Conceigao Fritz?
F 4 Francisca de Araujo, casada com Jesuino de Siqueira Cortes.
F 5 Major Domingos Ferreira de Araujo, casado com Olimpia Ferreira Maciel e
depois com Eugenia Fonseca de Araujo.
F 6 Pedro Ferreira de Araujo, casado com Amalia Maciel e depois com Balbina da
Siqueira.
F 7 Coronel Misael de Araujo, casado com Maria Cristina da Siqueira e depois
com Flavia Guimaraes de Araujo.
F 8 Paulo Ferreira de Araujo, casado com Emilia Pacheco de Araujo.
F 9 Ana Luisa de Araujo Maciel, casada com o coronel Jose Maciel de Sousa.
F 10 Maria Lourengo de Araujo, casada com o coronel Domingos Soares, nascido
em Guarapuava, filho do coronel Joaquim Mendes de Sousa, urn dos descobridores
dos campos de Palmas.
F 11 Gertrudes de Araujo Maciel casada com Diogo Maciel.
F 12 Rosa de Araujo Bela, casada com o capitao Vicente Ferreira Belo.
Desses filhos, NEGRAO 64 cita os sete ultimos como naturais.
JOSE FERREIRA BUENO (Roselys Roderjan)
Nascido em Curitiba, filho de Joao Ferreira de Oliveira Bueno, este casado em
1800 em Curitiba com Maria Helena do Nascimento, filha de Jose dos Santos Lima,
irmao do padre Francisco das Chagas Santos, descendentes de Baltasar Carrasco dos
Reis. Jose Ferreira Bueno por sua avo paterna Rita Ferreira Bueno, descende dos
Bueno da Ribeira de Sao Paulo. Ela era esposa do sargento-mor Francisco Xavier
Pinto nascido em Portugal.
Jose Ferreira Bueno casou em primeiras nupcias com Inacia Maria da Silva,
bisneta de Joao Pereira Braga e de Josefa Gongalves da Silva, povoadores da Lapa.
Desse casamento nasceu Serafim Ferreira de Oliveira e Silva, nascido na Lapa em
1834, onde seu pai fixou residencia, dedicando-se ao tropeirismo. Serafim casou com
Julia Moreira do Amaral, nascida em Cruz Alta em 1834, na FAZENDA SANTA
BARBARA, neta do sargento-mor Atanagildo Pinto Martins e de Ana Joaquina do
Amaral. De Serafim e Julia nasceram treze filhos, que constituiram a farmlia Ferreira
Amaral de Curitiba. Eram todos nascidos na Lapa, com excegao de Inacia do Amaral
Marcondes, casada com Brasileiro Marcondes Pimpao, que passaram a residir em
Palmas (PR).
Do seu segundo casamento, com Maria Bernarda de Ramos, nasceram os
seguintes filhos:
F 1 Maria de Jesus, casada em segundas nupcias com Joaquim Antonio Portes.
F 2 Joaquina Francisca, casada com Manoel Fidencio Guimaraes.
F 3 Joana Ferreira de Ramos, casada com Francisco Sampaio e Silva.
F 4 Ana Joaquina ou Ana Jacinta de Ramos, casada com Geniplo Pereira
Ramos.
F 5 Manoela, casada com Joaquim Ferreira Bueno.
F 6 Rufino Ferreira Ramos, casado com Rita de Paula Ramos.
F 7 Jose Ferreira Ramos.
Jose Ferreira Bueno participou da Real Expedigao de Guarapuava. Fidelis Dalci
64 Francisco Negrao. Genealogia Paranaense.
N BARBOSA da Jose Ferreira Bueno como fundador da cidade gaucha de Lagoa
Vermelha.
ANTONIO LOPES DE TOLEDO (Introdugao a Historia de Tibagi. J.C. Veiga
Lopes).
Natural de Mapendi (Baependi), bispado de Minas Gerais, filho de Francisco
Rafael Ribeiro e Maria Rosa de Toledo casou em 7-7-1754 (Capao Alto, Tibagi, PR)
com Inacia Dias de Freitas, filha de Mathias de Freitas e de Teresa Pinta de Jesus.
Pais de:
F 1 Jose Lopes de Toledo, bat. 19.8.1755 no Capao Alto. Casou com Maria da
Paz. Com quern teve:
N 1 Jose Lopes de Almeida, c.c. Antonia Dias de Freitas, filha de Francisco
Pereira (de 6) e Angela de Freitas (ou Ribeira de Cordola), naturais da Vila de Castro,
Bispado de Sao Paulo, fregueses desta Capela de Sao Francisco de Assis.
F 2 Antonio Lopes de Toledo (ou Almeida de Toledo), bat. 16.1.1757. Casado
com Tereza de Toledo Jaques, n. Campos Gerais e filha de Caetano Alvares de Mello
e Francisca de Toledo, nat.s de Sao Paulo. Pais de:
N 2 Francisco, bat. 16/IX/1801 em Santa Maria.
N 3 Irene, bat. Santa Maria em 1804.
F 3 Francisco Lopes de Toledo, bat. 1-XI-1758.
Viuvo, casou em 2 a s nupcias com Catarina de Proenga, com quern teve:
F 4 Salvador Lopes de Toledo (tambem assinava Lopes de Almeida), bat.
1.11.1763. Casado com Maria Pires, n. Castro. Pais de:
N 4 Josefa de Almeida Silva, Castro, SP, c.c. Americo de Oliveira Ribas,
Curitiba, SP filho de Joaquim Mariano (Ribeiro Ribas) e Maria Ritta (Ferreira Bueno).
Sao fregueses da Capela de Sao Francisco de Assis. Pais de:
BN 1 Jeremias Ramao de Oliveira Ribas, n. cerca de 1821. Casou com
Mariana Gaviao, filha de Antonio Lopes Gaviao e Mariana Francisca de Lima. Foi dos
primeiros fazendeiros do Cadeado, Cruz Alta. Pais de :
TN 1 Lidia;
TN 2 Rosalina;
TN 3 Jovino Eugenio Ribas, n. cerca de 1856.
BN 2 Maria, bat. 20.11.1827 em Sao Francisco de Assis. Os pais eram
fregueses desta Capela.
N 3 Salvador do Espirito Santo e Sousa, casado 20-1-1828 com Claudiana
Delfina de Ataide, filha de Zacarias Soares da Silva, n. 1780 Santo Amaro, c.c. Ana
Delfina de Ataide, n. lajes.
N 4 Francisca Lopes de Almeida c.c., Januario Gomes de Quevedo, n.
Sorocaba.
F 5 Bento Lopes de Toledo, nasc. em 1765.
ANTONIO BICUDO CAMACHO ()
Antonio Bicudo Camacho, filho de Antonio Bicudo Carneiro e Izabel Rodrigues,
natural de S. Paulo. Casado em cerca de 1635 em Santana do Parnaiba com Maria da
Rocha, f. a de Diogo Pires e de Izabel de Brito, V. 2.° pag. 6. Faleceu em 1650
deixando 10 f.°s, dos quais:
§ 1. Luis Fernandes n. cerca de 1636 em Sao Francisco do Sul, Santa Catarina.
§ 2. Miguel Fernandes de Siqueira, n. cerca de 1682 no Rio de Sao Francisco
das Chagas.
§ 3 Izabel Bicudo de Brito;
§1
Luis Fernandes n. cerca de 1636 em Sao Francisco do Sul, Santa Catarina.
Casou com Suzana Siqueira em Sao Francisco do Sul, Santa Catarina, cerca de 1661
com Suzana de Siqueira, pais de :
Luiz Fernandes de Siqueira, n. 1662 em Sao Francisco do Sul, Santa Catarina.
Foi casado, cerca de 1686, em Curitiba, Parana, com Ana Leme. Sao os pais de:
F 1 Phelipe Leme de Siqueira, casado com Sebastiana Pedroso de Lima, filha de
Antonio (Garcia) Betim, natural de Sao Paulo e Maria Nunes, natural de Curitiba.. Os 4
primeiros irmaos residem em Castro. Pais de:
N 1. Francisca Pedrosa casou em 11 de julho de 1746 com Domingos Antonio
Duarte (de Portugal), filho de Frutuoso Antonio e Maria Luiz Duarte. Pais de Barbara
Antonia Pedroso, casada em 1765 com Jose Ferreira Pinto;
N 2. Manoel Rodrigues de Siqueira, c em 29/IX/1763 c/ Joana Esteves de
Araujo, filha de Francisco Xavier Esteves e Maria do Carmo, ambos de Curitiba.
N 3. Antonio de Lima Siqueira, casado em 19/V/1763 em Curitiba com Inacia
Pereira de Quadras, filha de Antonio de Quadras e Antonia Pereira.
N 4. Felipe Garcia de Lima 65 , casado com Maria Joana (Joaquina), irma da
precedente.
N 5. Aniceto Rodrigues de Siqueira, c.c. em Curitiba a 15/11/1768 com Ana
Mendes dos Santos.
N 6. Felipe Leme de Siqueira;
F 2 Izabel Leme da Silva, c.c. Miguel Gois e Siqueira, filho de Luiz de Gois e
Maria de Siqueira, naturais de Sao Paulo.
§2
Miguel Fernandes de Siqueira, n. cerca de 1682 no Rio de Sao Francisco das
Chagas. Casou com Maria Luis em cerca de 1707 em Curitiba, Parana, com
Maria Luis Tigre de (Cortez) Lima.
Eles tiveram os seguintes filhos
F 1 Antonio Fernandes de Lima (ou de Siqueira) casado com Maria Paes
Domingues (ou Domingues de Guadalupe) em 28/1/1751 em Curitiba, filha de Joao
Paes Domingues e Maria do Espirito Santo.
Antonio tambem se casou com (2°) Rita Maciel, filha de coronel Antonio Antunes
Maciel e Maria Paes Domingues, em 1749 em Sorocaba.
Antonio tambem se casou com (3°) Catarina de Siqueira Cortes, filha de Luis de
Goes e Maria de Siqueira Cortes.
Eles tiveram os seguintes filhos
N 1 Maria da Conceigao que casou-se com Francisco Dias Palhano, filho de
Luis Palhano de Azevedo e Maria Dias Domingues, em 16 setembro 1754 em Curitiba.
N 2 Maria Dias de Siqueira, que casou-se com Manuel Dias Colago, filho de
Francisco de Souza Aguiar e Felicia Dias de Meira. Manuel nasceu c.1713 em
Curitiba.
N 3 Maria Luis, que se casou com Antonio Rodrigues Lisboa em 23 fevereiro
1759 em
Curitiba.
N 4 Ana Luis de Siqueira, casou-se com Manuel Rodrigues da Luz, filho de
sargento-mor Antonio Rodrigues de Lara e Maria Rodrigues Antunes, em 1738 em
Curitiba.
65 Junto aos irmaos, residem em Castro (R. Roderjan).
F 2 Luzia Fernandes de Siqueira, c.c. Francisco da Silva Xavier, filho de Joao da
Silva Redondo e Clara Marinho. Residiram em Ponta Grossa.
F 3 Teresa de Jesus nasceu c.1729.
F 4 Agostinho Fernandes nasceu em 8 de setembro 1710 em Curitiba.
F 5 Joao nasceu em 8 de setembro de 1710 em Curitiba, c.c. em Curitiba com
Joana Barboza de Gois, desta, filha de Antonio Soares e Ana Barboza de Gois.
F 6 Mariana Pires Camacho, c 7/VI 1/1760 em Curitiba c. Joao Barboza Leme, filho
de Joao Barbosa Leme e Benta de Gois, ambos de Curitiba.
F 7 Maria Luiz, c.c. Felipe de Santiago, pais de:
N 1 Luiz Fernandes de Santiago, c.c. 1 a nupcias com Maria Rodrigues de
Assumpgao e em 2 a s nupcias com Joana Esteves Nunes
N 2. Francisco Luiz de Oliveira, casado em 14/X/1750 em Curitiba com Tereza
Dias Palhano, filha de Luiz Palhano de Azevedo e sua mulher Maria Domingues.
§3
Izabel Bicudo de Brito, casou em 1634 em S. Paulo com Sebastiao Fernandes
Camacho f. de Sebastiao Fernandes Camacho e de Maria Affonso. Faleceu em 1667
em Guaratingueta, deixando 4 f. s, sendo 3 varoes que em 1675 estavam em caminho
do sertao. Sao pais de:
F 1 Sebastiao Fernandes Camacho casado com Joanna Brandao de
Vasconcellos. Teve q. d.:
N 1 Antonio Bicudo Camacho, natural de Guaratingueta falecido em 1744 (C.
P. de S. Paulo) que casou em 1688 na freguesia de Nazareth com Izabel da Cunha de
Siqueira f. de Lourengo de Lemos e de Maria de Freitas. Com 3 filhos, dos quais.
N 2 Manoel Fernandes Camacho, f solteiro em 1739 em Guaratingueta.
F 2 Manoel Fernandes Camacho
F 3 Antonio Bicudo Camacho 66 .
F 4 Maria de Brito Bicudo
CAPITAO MIGUEL RODRIGUES RIBAS (J. C. Veiga Lopes)
o capitao Miguel Rodrigues Ribas nasceu em Vila Franca de Viana, arcebispado
de Braga, em 1694, foi casado com Maria Rodrigues de Andrade, filha de Lourengo de
66 Deve ser o marido de Maria dos Passos Duarte.
Andrade e Isabel Seixas, nascida em 15 de agosto de 1706 em Curitiba. Em Curitiba
exerceu os cargos de Governanga e juiz de orfaos. Foi dono da FAZENDA
BOQUIERAO (atualmente nos municipios de Ponta Grossa e Carambei) e Tucum
(mun.de Castro). Faleceu em 15 de novembro de 1774 e a fazenda do Boqueirao ficou
para seu filho Miguel Ribeiro Ribas. A FAZENDA DO TUCUM ficou para seu filho,
doutor Lourengo Ribeiro de Andrade, e, pela morte deste para o capitao Francisco de
Paula Ribas.
Capitao Miguel Rodrigues Ribas, natural de Portugal, casado com Maria
Rodrigues de Andrade, que possuia terras nos campos gerais, bem como seus dois
filhos homens.
Cap. 1 Isabel Ribeiro Ribas, faleceu solteira.
Cap. 2 Miguel Ribeiro Ribas casado com Clara Maria Domingues.
Cap. 3 Lourengo Ribeiro de Andrade 67 .
Cap. 1
Isabel Ribeiro Ribas, faleceu solteira.
Cap. 2
Capitao Miguel Ribeiro Ribas, nascido a 25 de maio de 1722.
Casou com Clara Maria Domingues de Morais, natural de Curitiba PR, filha do
Capitao Amaro de Borba Pontes e de sua segunda esposa Izabel Cardoso de Morais.
Tiveram 14 filhos:
F 1 Guarda-mor Victor Mariano Ribeiro Ribas, nascido a 3 de fevereiro de 1747,
casou-se com Mariana Ferreira Prestes (ou Bueno):
67 ver capltulo 10 - Tucum, no livro de Jose Carlos Veiga Lopes sobre o povoamento de Castro.
N 2 Sargento-mor Benedito Mariano Ribas 686970 , natural de Tamandua, Parana,
e falecido no ano de 1842. Casou-se com a viuva Maria da Luz Ferreira do
Sacramento, natural do Rio Grande do Sul, tiveram 13 filhos.
F 2 Antonia Maria Rodrigues Ribas, casada com Manoel Jose Ferreira.
F 3 Benedicta Maria Rodrigues, casada com Francisco Adao.
F 4 Gertrudes Maria Rodrigues, casada com Alferes Manoel Alves Gusmao,
natural de Sao Sebastiao SP.
F 5 Guarda-Mor Joaquim Mariano Ribeiro Ribas, falecido a 13 de maio de 1836
em Curitiba PR, casado com Maria Rita Ferreira Bueno, falecida em 27 de julho de
1850, filha do Sargento-mor Francisco Xavier Pinto e Rita Ferreira Bueno (Gen.
Paulistana vol. 4°, pg. 455). Pais de, qd:
N 1 Ana Maria de Oliveira, c.c. Antonio Antunes da Costa. . O testamento da
esposa foi autuado em Cruz Alta a 4/IV/1908. Na epoca do testamento, afirmava que
68 Benedito Mariano Ribas e Maria Ferreira do Sacramento tiveram os seguintes filhos: Benedito Mariano Ribas, casado
com Maria do Rosario Cameiro, filha de Leonardo de Souza Pereira e de Rufina Mauricia Cameira; Joao Mariano
Ferreira Ribas, casado com Maria Joana de Franga Ribas; Francisco de Assis Ribas, casado em primeiras nupcias com
Maria Balduina de Macedo Taques e em segundas com Damasia da Rocha Ribas; Manuel Ferreira Ribas, casado com
Francisca Leocadia Lustosa de Andrada, filha de Ricardo Lustosa de Andrada e Francisca das Chagas Silva Carrao;
Vitor Mariano Ribas, faleceu solteiro com 18 anos; Mariana Ribas, casada com Manuel Antonio dos Santos; Maria
Joaquina Ribas, casada com Paulino Aires de Aguirre, filho de Salvador de Oliveira Aires; Clementina Ribas, casado
com Jose do Amaral Gurgel; Manuela Ribas Taques, casada com Jose Borges de Almeida Taques, filho de Balduino de
Almeida Taques e Maria Antonia Borges de Macedo; Ana do Nascimento Ribas, casada com Candido Xavier de
Almeida e Souza; Luisa Ribas, casada com Joaquim Jose Correia, filho do Jose Francisco Correia e Maria Conceigao
Coelho; Delfina Ribas, casada com Manuel Pinto (ou de Pinho) Soares Mourao; Barbara, casada com Joaquim Procopio
de Souza e Castro; Mecias Ribas, desapareceu em Pitangui aos 8 anos de idade, apesar de procura de mais de um mes
por cerca de 200 pessoas.
O sargento-mor Benedito Mariano Ribas faleceu na fazenda de Ponta Grossa (Pitangui) as duas horas mais ou menos
da tarde do dia 23 de outubro de 1839. Seu inventario foi realizado em 1840 e havia de bens de raiz: uma morada de
casas na freguesia de Ponta Grossa de 92 palmos de frente, construida em circulo (?) de paredes de pedra e cal e
repartimentos de paredes de mao, com as salas e alcovas forradas e aparelhadas, janelas envidragadas, com varandas,
cozinha e quintal; uma morada de casas sitas nos campos de Pitangui, com uma capela, os omamentos da mesma velhos
e algumas imagens e mais duas moradas de casas paredes de mao, mangueiras, quintal e mais benfeitorias pertencentes a
mesma fazenda; os campos pertencentes a fazenda de Pitangui, que suas confrontagdes constavam da sesmaria e varias
campinas, e um rincao denominado Sao Miguel; as terras lavradias com sesmaria de meia legua em quadra constantes do
auto de posse e medigao das mesmas; o potreiro das Uvaranas, anexos ou perto da freguesia da Ponta Grossa; os campos
e matas da sesmaria de Itaiacoca, inclusive um pedago de campos que eram pertencentes ao potreiro das Uvaranas, cujas
eram emendadas na mesma sesmaria de Itaiacoca, com uma porgao de mouroes de ceme no pasto denominado Inacio
Dias. Nao apareceu o imovel Cachoeira.
Maria Ferreira do Sacramento foi inventariada em 1847, nos seus bens de raiz nao constavam os imoveis Cachoeira e
Sao Miguel. Anos mais tarde, um viajante vindo da Ponta Grossa, atravessou o rio Pitangui por uma ponte de madeira
de 166 palmos de comprimento, seguindo-se a ele o campo chamado Cachoeira e a 1300 bragas chegou a fazenda de
criagao chamada Boqueirao, que contava com alguns pequenos recursos (J. Carlos Veiga Lopes).
69 Benedito Mariano Ribas casou com Maria da Luz Ferreira do Sacramento. Ela era viuva do furriel (em alguns
documentos tenente) Joaquim Antonio de Oliveira, falecido no dia 1° de abril de 1809 de febre podre, de repente e por
isso sem sacramentos tendo eles um filho, Antonio, nascido no dia 6 de fevereiro de 1809 e batizado na matriz de Castro
no dia 4 de margo; o filho Antonio Joaquim de Oliveira, veio a casar-se e divorciou-se depois, com Isabel Caetana de
Franga, filha de Domingos Inacio de Araujo e de Josefa Joaquina Pinheiro de Franga (J. C. Veiga Lopes).
111 Tropeiro - Benedito Mariano Ribas Foi proprietario de terras na regiao do Pitangui e por ocasiao da morte de sua
mulher, declarou no inventario ser possuidor de uma tropa com doze bestas mansas.Um jomal sorocabano de 1877
registra a presenga do tropeiro Benedito Mariano Ribas na Feira daquele ano (Museu do tropeiro, Castro)..
tinha bens, alem de em Cruz Alta, nos municipios de Santo Angelo e Sao Miguel.
Foram pais de:
BN 1 Dr. Antonio Antunes Ribas, nat. Santo Angelo, a 8A/III/1844. Juiz
de Direito. Ocupou o cargo de Procurador Geral do Rio Grande do Sul durante o
periodo de 31 de dezembro de 1892 a 28 de setembro de 1898. Faleceu em 21 de
junho de 1904.
BN 2 Salvador Antunes Ribas.
BN 3 Joao Antunes Ribas.
BN 4 Jose Antunes Ribas.
BN 5 Barbara Antunes Ribas. Casou com Joaquim Gomes Pinheiro
Machado.
F 6 Jose Maria Ribeiro Ribas, falecido solteiro em 1796 com 30 anos de idade.
F 7 Maria Clara Ribas, nascida em 1768, casada com Thome Jose Monteiro
Braga.
F 8 Gabriel Ribeiro Ribas, solteiro com 26 anos em 1770.
F 9 Raphael Ribeiro Ribas, nascido em 1796.
F 10 Serafim Ribeiro Ribas, solteiro com 24 anos em 1796.
F 11 Clara Maria Rodrigues, casada com Francisco Jose de Almeida, falecido a
29 de maio de 1796.
F 12 Cordula Maria Rodrigues Ribas, faleceu solteira com 61 anos, a 17 de junho
de 1826 em Curitiba PR com testamento.
F 13 Victorina, nascida a 26 de novembro de 1748 e falecida a 25 de maio de
1768 .
F 14 Maria, falecida aos 19 anos solteiros a 29 de maio de 1769.
Cap. 3
Lourengo Ribeiro de Andrade 71 nasceu em Curitiba a 24/IX/1724, casou com Isabel de
Borba Pontes, filha do capitao Amaro de Borba Pontes e de sua segunda mulher Isabel
Cardosa de Moraes, natural de Guarulhos, falecida em 13/X/1771. Que se descobriu:
F 1 Ana Maria do Espirito Santo Ribas (13/11/1760), casada com Jose Antonio Pinto.
71
ver cap 10 - Tucum, do livro sobre sobre o povaomento de Castro.
N 1 Lourengo Pinto de Sa Ribas, casou em 16 de junho de 1816 com Joaquina
Francisca da Purificagao (temos a relagao dos seus filhos).
F 2 Jose Antonio Ribeiro de Andrade, casado com Joana Maria de Jesus.
F 3 Tenente-coronel Francisco de Paula Ribas (04/X/1764), casado com a Maria
Joaquina Marcondes de Sa, natural de Pindamonhangaba, filha de Antonio Marcondes e
Maria Joaquina de Sa. Ele faleceu em 23 de dezembro de 1820 e ela em 1863.
N 1 Alferes Lourengo Marcondes Ribas (24/IV/1796), casou com Querubina da
Silva Leiria, filha de Antonio da Silva Leiria e Isabel dos Santos Martins.
N 2 Candido Marcondes Ribas (1 I/VI/1797), cremos que era solteiro.
N 3 Serafim Marcondes Ribas faleceu solteiro, tinha filho natural Joao Marcondes
com Clara Gomes.
N 4 Ana Maria, casada em 1820 com Jose Marcelino Carneiro, filho de Verissimo
Carneiro dos Santos e Rita Maria do Nascimento.
N 5 Maria Caetana Marcondes (24/1/1802), casada em 3 de maro de 1835 com
Modesto Antonio de Oliveira, natural da Vila de Sao Carlos, filho de Manuel Fernandes e
Custodia Mariana.
N 6 Francisca de Paula, casou com Antonio Gomes de Araujo.
BN 1 a BN 7 Francisco, Joao, Fortunato, Benedito, Candida , Ana e Maria.
F 4 Maria Angela Eufrosina Ribas (05/IV/1766), casada com o capitao Jose Antonio
Mendes Vieira.
F 5 Francisca de Paula Ribas ( (15/VII/1768), casada em 19/XI/1805 com o
comendador Manuel Mendes Leitao, filho de Bernardo Mendes e de Maria Joaquina.
N 1 Padre Matias Carneiro Mendes de Sa.
N 2 Francisco das Chagas Mendes de Sa.
N 3 Manuel Antonio Mendes de Mesquita.
N 4 Joao Antonio Mendes de Sa.
N 5 Olinto Mendes de Sa.
N 6 Candido Mendes de Sa.
N 7 lldefonso Mnedes de Sa.
N 8 Luisa de Oliveira Mendes de Sa, casada com Joao de Deus Oliveira
N 9 Francisca de Paula Mendes, faleceu solteira.
N 10 Maria Ursulina Mendes, faleceu solteira.
N 11 Maria da Gloria Mendes, faleceu solteira em 24 de agosto de 1893.
N 12 Libania Mendes de Sa, faleceu solteira.
N 13 Joaquim Antonio Mendes.
F 6 capitao Manuel Jose de Borba Ribas (17/1/1770), casado com Maria Rita de Lima.
F7 capitao-mor Antonio Ribeiro de Andrade (13/VI/1762) , casado com Francisca de
Paula Carneiro, filha de Francisco Carneiro Lobo e de dona Maria de Jesus
Vasconcelos. Ele faleceu em 27 de julho de 1829.
LUIS DE GOIS (Roselys Roderjan, Jose Carlos Veiga Lopes)
a) Antonia de Gois, casada com Matheus Martins Leme, povoador de Curitiba.
b) Luis de Gois 72 , que assinou a ata do levantamento do Pelourinho em Curitiba,
em novembro de 1668, conseguiu nesse mesmo ano uma sesmaria de terras, passada
em Curitiba pelo capitao-mor de Paranagua, Gabriel de Lara. Luis de Gois casou com
Maria de Siqueira Cortes, filha de Inocencio Fernandes Preto (o mogo) e de sua
primeira mulher, Maria de Siqueira, naturais de Sao Paulo e ai residentes. Inocencio e
filho de Inocencio Fernandes Preto (o velho), casado com Catarina Cortes, que
residiam em Sao Paulo em 1634 e neto de Domingas Antunes, a sexta filha de Antonio
Preto, o qual veio de Portugal com sua mulher e seus filhos, para povoar Sao Paulo de
Piratininga, em 1562. Domingas Antunes, casada com Gaspar Fernandes, teve
tambem Maria Lucas, de quern descende Isabel Antunes casada com Baltasar
Carrasco dos Reis.
Luis de Gois e Maria de Siqueira Cortes tiveram, naturais de Curitiba, os
seguintes filhos:
F 1 Catarina de Siqueira Cortes, casada com Antonio Fernandes de Siqueira, que
tiveram quinze filhos.
F 2 Miguel de Gois de Siqueira, casado com Isabel Leme da Silva, que tiveram
doze filhos.
N 1 Luis de Goes de Siqueira era filho de Miguel de Goes de Siqueira e de
Maria de Siqueira (Isabel Leme da Silva, conforme Negrao) nasceu em 1719, casou no
Tamandua em 22 de novembro de 1760 com Maria de Pina, filha de Pedro da Maia e
de Josefa de Melo. Tiveram os filhos:
BN 1 Manuel (19.09.1761),
72
“ Irmao de Antonio de Goes. Antonio de Gois, fdho de Miguel de Gois e Isabel Martins e Siqueira, era casado com Ana
Rodrigues de Oliveira, filha de Jose da Veiga de Godoi e Ana Cardosa. Tiveram os filhos Gertrudes (27.01.1770), Julia
(26.07.1771), Jose (30.12.1773), Felisberto (21.05.1779), Evaristo (03.11.1783).
BN 2 Maria (04.04.1763),
BN 3 Miguel (01.11.1764),
BN 4 Josefa (11.01.1767),
BN 5 Jose (15.11.1768), batizados no Tamandua pelo padre Joao da
Silva Reis ( BN 1/5),
BN 6 Inacia (09.07.1771),
BN 7 Antonio (23.08.1773),
BN 8 Luis (12.09.1775),
BN 9 Joao (17.08.1778),
BN 10 Joana (30.10.1780),
BN 11 Antonia (19.06.1783),
BN 12 Gertrudes (04.09.1785), na freguesia de Santo Antonio da Lapa.
Na relagao de 1765 encontramos Luis de Goes de Siqueira, 40 anos, uma arma,
casado com Maria E. Pina, os filhos Manuel de Siqueira, 2 anos e Miguel de Goes, 1
ano.
Na relagao de 1772, Luis de Goes tinha um sitio distante da estrada meia legua
onde havia 20 vacas de ventre, 8 novilhas, 2 touros, 2 eguas mansas, 1 porca, 1
marrao, 3 leitoes, semeava de milho meio alqueire e colheria 50 maos, quarta e meia
de feijao e colheria 8 alqueires.
Na lista de 1775, Luis de Goes, 48 anos, casado, morava no Rio dos Patos.
Na lista de 1776 encontramos: Luis de Goes, auxiliar, 44 anos, a mulher Maria de
Pina, 25, os filhos Manuel, 8, Miguel, 3, Luis, 1, Maria, 6, Josefa, 2 e Inacia, 4. Tinha
20 reses, 5 eguas e vivia das suas lavouras.
Luis de Goes faleceu em 29 de outubro de 1796 com mais ou menos setenta
anos.
N 2 Antonio de Gois, filho de Miguel de Gois e Isabel Martins e Siqueira, era
casado com Ana Rodrigues de Oliveira, filha de Jose da Veiga de Godoi e Ana
Cardosa. Tiveram os filhos:
BN 1/ 5 Gertrudes (27.01.1770), Julia (26.07.1771), Jose (30.12.1773),
Felisberto (21.05.1779), Evaristo (03.11.1783). Moradores na Lapa.
F 3 Francisco de Siqueira Cortes, em cujo testamento revelou que era casado
com Catarina Mendes Barbudo, filha do portugues Gregorio Mendes Barbudo, que
depois ordenou-se e de sua mulher Francisca Maciel Sampaio, vindos da Cananeia
para Paranagua.
F 4 Antonio de Siqueira Cortes, casado com Maria das Neves, teve Pedro de
Siqueira Cortes, que se uniu pelo primeiro casamento com Ana Gongalves Coutinho,
aos Rodrigues de Franga e com seu segundo casamento, com Maria Dias Palhano,
aos Palhano de Azevedo de Paranagua e aos Pais Domingues. De Pedro de Siqueira
Cortes e Ana Gongalves Coutinho descendem os Siqueira Cortes e os Araujo,
povoadores da cidade paranaense de Palmas.
Segundo Jose Carlos da Veiga Lopes.
Baltazar de Goes.
Na relafao de 1 765 encontramos Baltasar de Goes, 40 anos, 1 arma, casado com Antonia Alves, os fdhos
Jeronimo de Goes, 12, Manuel de Goes, 10, Francisco de Goes, 8, Gregorio de Goes, 6, , Manuel Alves, 4 e
Salvador de Goes, 2. Na relafao de 1776 encontramos a casa de Baltasar de Goes, 56 anos, a mulher Antonia
Alvares, os filhos Jeronimo, Manuel, Francisco, Gregorio, Manuel, Salvador, Antonio, Baltasar, Maria e Inacia.
Na lista de 1775 encontramos no Campo do Tenente a casa de Baltazar, 50 anos, casado, com os filhos
Jeronimo de Goes, 25 anos e Manuel, 20 anos, solteiros
No dia 16 de maio de 1778 Jeronimo Alves do Rosario, filho de Baltasar e Goes e Antonia Alves Bicuda,
casou-se com Vitoriana Nunes de Siqueira, filha de Jose de Siqueira e Inacia Nunes de Jesus..
MIGUEL FERNANDES DE SIQUEIRA (R. Roderjan, A. R. Nascimento, J. Simoes
Lopes)
Miguel Fernandes de Siqueira 73 , filho do capitao-mor Sebastiao Fernandes
Camacho e de Margarida de Siqueira. Neto paterno de Capitao Antonio Bicudo
Camacho Senior, natural de Sao Paulo, morto antes de 1712, e de Maria dos Passos
Duarte, natural de Curitiba. Miguel casou-se com Maria Luis Tigre de (Cortez) Lima.
(Antonio Roberto do Nascimento, Sao Francisco do Sul. Ja Ermelino Agostinho de
Leao aponta como os pais dele o Luiz Fernandes e a Suzana de Sequeira, moradores
em Paranagua. O Miguel Fernandes de Siqueira faleceu com noventa anos em 1751
(Dicionario do Parana: 1929, 1303).
Eles tiveram os seguintes filhos:
F 1 Ten. Antonio Fernandes de Lima, nasceu em Curitiba- PR. Casou-se com (1 a
nupcias) Maria Domingues de Guadalupe, filha de Joao Pais Domingues e Maria do
Espirito Santo. Maria nasceu em Curitiba- PR. Eles tiveram os seguintes filhos:
N 1 Eulalia da Gama Pais, c. em Rio Pardo a 1773 com Manuel Teixeira de
Azevedo;
73 No dia 20 de julho de 1795 Silvestre Preto de Oliveira vendeu para Antonio Gonfalves Padilha uma sorte de terras e
campos que tinham princlpio na barra do Tubauna correndo rio Grande acima ate a divisa com Joaquim Cardoso
correndo ao rumo do sul ate entestar com terras que foram de Josefa da Silva, pela composifao que o vendedor fizera
com a dita e constava dos autos de apelafao e um termo que neles se achava, cujas terras houve ele vendedor por compra
que fizera a Bernardo Jose e sua mulher por escritura passada na vila de Curitiba (J. C. Veiga Lopes).
N 2 Joao Batista Fernandes, bat. Rio Pardo a 25/XII/1759, c. Rio Pardo com
Gertrudes Teresa de Menezes,
N 3 Manuel Fernandes de Lima, bat. Rio Pardo a 29/VII/1762. Casou-se com
Barbara Maria da Silva, filha de Marcos Gomes e Maria Gongalves Braga, em 29 maio
1794 em Alegrete- RS. Barbara nasceu em Laguna- SC. Eles tiveram os seguintes
filhos:
BN 1 Alexandrina Fernandes de Lima. Casou-se com Inacio Rodrigues
dos Santos, filho de alferes Joaquim Rodrigues dos Santos e Teresa Maria de Jesus.
Pais de:
TN 1 Victalina Fernandes. Foi casada com o ten. Leandro
Rodrigues Fortes 74 .
N 4 Luzia Francisca, n. Rio Pardo, cerca de 1764, onde casou em 1777 com
Joao Manuel Cardoso,
N 5 Francisco Fernandes de Lima, n. Curitiba e c. Rio Pardo em 1790 com
Isabel Francisca do Amor Divino, filha de Francisco Xavier de Godoi e Rita Maria, nats
de Sao Paulo. Pais de:
BN Fortunato Fernandes de Lima, c.c. Joaquina Andreza do
Nascimento. Esses dois, em 12 de dezembro de 1826, batizam Josefina, filha dos
indios Joao da Cruz, do Povo de Sao Miguel e Maria Justa, da Capela de Santa Maria
da Boca do Monte. Ja teriam vindo de Alegrete, porque naquela Capela Curada
batizaram, em 14.06.1825, o filho Guilhermino, servindo de padrinhos os avos
paternos, Francisco Fernandes Lima e Izabel Francisca Fernandes Lima.
N 7 Guiomar de Lima Cortes, n. Castro e c. Cachoeira em 1784 com Jose
Cabral da Silva e a 2 a vez, a 1 /VI1/1796 com Agapito da Silva e Sousa, nat. Curitiba.
Pais de:
BN 2 Guiomar, bat. 1801 em Santa Maria.
BN 3 Jose, bat. 1804 em Santa Maria.
BN 4 Maria, bat. 1808 em Santa Maria.
Antonio (F 1) tambem se casou com (2 a nupcias) Rita Maciel, filha de coronel
Antonio Antunes Maciel e Maria Paes Domingues, em 1749 em Sorocaba.
Antonio tambem se casou com (3 a nupcias) Catarina de Siqueira Cortes, filha de
Luis de Goes e Maria de Siqueira Cortes. Eles tiveram os seguintes filhos:
74 Descendentes nas Missoes, Rio Grande do Sul, Sao Borja e Sao Francisco de Assis.
N 8 Maria da Conceigao. Casou-se com Francisco Dias Palhano, filho de Luis
Palhano de Azevedo e Maria Dias Domingues, em 16 de setembro de 1754, em
Curitiba.
N 9 Maria Dias de Siqueira. Casou-se com Manuel Dias Colago, filho de
Francisco de Souza Aguiar e Felicia Dias de Meira. Manuel nasceu c.1713 em
Curitiba.
N 10 Maria Luis. Casou-se com Antonio Rodrigues Lisboa em 23 fevereiro
1759 em Curitiba;
N 11 Ana Luisa de Siqueira. Casou-se com Manuel Rodrigues da Luz 757677 ,
nascido mais ou menos em 1717, era filho do sargento-mor Antonio Rodrigues de Lara
e de Maria Rodrigues Antunes; casou-se com Ana Luisa de Siqueira, filha de Antonio
Fernandes de Siqueira e Catarina de Siqueira Cortes. Tiveram os filhos:
BN 1 Joana (02.07.1739),
BN 2 Joao (16.05.1741),
BN 3 Juliao (30.05.1744),
BN 4 Silvestre (07.01.1747),
BN 5 Antonio (07.06.1750),
BN 6 Quiteria (10.06.1753, Tamandua),
BN 7 Jose, (mais ou menos em 1756),
BN 8 Francisco (06.03.1757, Tamandua),
BN 9 Gertrudes (25.04.1759),
BN 10 Manuel (mais ou menos em 1762),
BN 11 Quiteria (08.07.1764).
N 12 Isabel, c.c. Diogo Gongalves Ribeiro 78 . Pais de:
75
Na rela 9 ao de 1772 a fazenda ou sltio de Manuel Rodrigues da Luz, distante da estrada duas leguas e meia, tinha 8
vacas, 3 novilhas, 1 touro, 3 eguas mansas, 1 pastor, 2 ovelhas, 5 capados, 2 porcas, 5 leitSes, 1 marrao, semeava de
milho meio alqueire que dariam 30 maos e meio alqueire de feijao, que colheria 10 alqueires.
Na lista de 1775 encontramos no Capivari casa de Manuel da Luz, 57 a nos, casado, os filhos solteiros Joaquim, 38 anos,
Antonio, 34 anos, Juliao, 36 anos, Silvestre, 30 anos, Jose, 32 anos e Francisco, 10 anos, sendo que Joaquim, Jose e
Francisco estavam ausentes para Viamao.
Na lista de 1776, Manuel da Luz, auxiliar, tinha 50 anos, a mulher Ana Luisa, 40, os filhos Joao, auxiliar, 16 anos,
Manuel, auxiliar, 14 anos, Silvestre Luis, auxiliar, 23 anos, Gertrudes 12 anos e Quiteria. Tinha 20 reses, 7 eguas e vivia
de suas lavouras (J. C. Veiga Lopes).
76 Quiteria Souza de Siqueira, filha de Manuel Rodrigues da Luz e de Ana Luisa de Siqueira, naturais de Curitiba,
casou-se no dia 8 de Janeiro de 1784 (Lapa) com Miguel Dias Fernandes, natural de Santo Amaro, filho de Joao Dias
Leme e Maria Pires Rocha (J. C. Veiga Lopes).
77
Joana de Siqueira Cortes, filha de Manuel da Luz, casou-se em 7 de agosto de 1761 em Curitiba com Manuel Batista
de Castilho, filho de Joao Batista Castilho e Ana Maria de Goes.
78
Diogo Gon 9 alves Ribeiro, natural de Itanhaem, era filho de Domingos Gon 9 alves Ribeiro e de Isabel Cardoso, casou-
se em 19 de setembro de 1758 com Isabel Siqueira Cortes, filha do capitao Antonio Fernandes de Siqueira e de Catarina
BN 5 Antonio Gongalves Ribeiro;
BN 6 Antonia de Siqueira Cortes, casada com Joao Machado;
BN 7 Ana de Siqueira Cortes, casada com Manuel Ferreira Funchal;
BN 8 Maria de Siqueira Cortes, casada com Jose Antonio;
BN 9 Francisco;
BN 10 Beatriz de Siqueira Cortes, casada com Salvador Ferreira de
Castilho. Inumeros descendentes em Lages.
BN 11 Francisca;
BN 12 Manuel;
BN 13 Joana de Siqueira Cortes, casada com Manuel Lourengo.
Antonio Fernandes de Siqueira (4 a nupcias) casou, viuvo de Rita Antunes, a
30/1/1780 em Cachoeira com Joana, fleg. de Francisco Lopes e Maria Francisca, da
mesma freguesia. Pais de:
N 13 Evaristo Fernandes de Siqueira, nat. de Cachoeira do Sul e casado com
Maria Silvana do Espirito Santo, n. Rio Pardo e filha de Antonio? Pereira Simoes. Pais
de:
BN 5 Flelena, bat. Uruguaiana a 1/11/1825.
Antonio Fernandes de Lima, n. Freguesia de Nossa Senhora da Luz de Curitiba e
falecido no campo dos Tapes, em cuja passagem os mataram os indios a 17 de
novembro de 1772.
O inventario do Ten. Antonio Fernandes de Lima foi autuado em Rio Pardo a
9/XII/1772, sendo inventariante a viuva (1° C, AO, n° 7 mago 1).
JOAO ANTUNES MACIEL (Adaptado de Roselys Roderjan)
de Siqueira Cortes. Era concunhado de Manuel Rodrigues da Luz.
Na lista de 1765 encontramos Diogo Gon 9 alves Ribeiro, 27 anos, uma arma, um escravo, casado com Isabel de Siqueira,
o filho Antonio Gonsalves Ribeiro, 5 anos.
Na rela 9 §o de 1772 encontramos o sitio de Diogo Gon 9 alves Ribeiro, ao pe da freguesia, distante da estrada uma legua,
tinha 7 vacas, 3 novilhas, 2 touros, 3 eguas mansas, 2 porcas, 5 leitoes, 1 marrao, 1 escrava, semeava meio alqueire de
milho e colheria 80 maos e quarta e meia de feijao e colheria 10 alqueires.
Na lista de 1775 encontramos a casa de Diogo Gon 9 alves, 40 anos, casado.
No dia 31 de outubro de 1775 Antonia de Siqueira Cortes, fdha de Diogo Gon 9 alves Ribeiro e Isabel de Siqueira Cortes,
casou-se com Jose Joaquim de Figueiredo, filho de Jose Correia de Oliveira e Maria de Figueiredo.
Na lista de 1776 encontramos Diogo Gonpalves, auxiliar, 43 anos, a mulher Isabel de Siqueira, 28 anos, os filhos
Francisco, 7, Manuel, 4, Ana, 11, Maria, 9, Beatriz, 6, Francisca, 5 e Joana, 2. Tinha 1 escravo, 14 reses, 11 eguas e
vivia de sus lavouras
Diogo e Isabel tiveram os filhos: Antonio Gon 9 alves Ribeiro; Antonia de Siqueira Cortes, casada com Joao Machado;
Ana de Siqueira Cortes, casada com Manuel Ferreira Funchal; Maria de Siqueira Cortes, casada com Jose Antonio;
Francisco; Beatriz de Siqueira Cortes, casada com Salvador Ferreira de Castilho; Francisca; Manuel; Joana de Siqueira
Cortes, casada com Manuel Louren 90 .
Joao Antunes Maciel, alistado em l-XI-52 que identificamos como filho do Miguel
Antunes Maciel e de Maria Pais Domingues (Silva Leme, I, 135). Miguel Antunes Pereira, filho
do anterior, alistado na mesma data. Francisco Soares Antunes, alistado em Curitiba, a 28-VI-
52. Manoel Soares Pais, alistado em 14-V-52 em Itu, ambos irmaos do Joao Antunes Maciel
acima referido, sendo portanto sobrinhos do Cel. Antonio Antunes Maciel (nosso ascendente)
que com seus irmaos (Joao a Gabriel) integravam a bandeira do Pascoal Moreira Cabral Leme,
que descobriu em 1718 o ouro de Cuiaba (Paulo Xavier, I N Paulsitas Precursores de Porto
Alegre),
Joao Antunes Maciel, casado com Joana Garcia Carrasco, filha de Miguel Garcia
Carrasco e Ana Barbosa, pais de:
F 1 Cel. Joao Antunes Maciel 79 , c.c. Luiza Leme, filha do Cap-mor Thome de Lara
e Maria de Almeida Pimentel, pais de:
N 1 Joana Garcia Maciel;
N 2 Miguel Antunes Carrasco.
Em segundas nupcias, casou com Maria Paes de Jesus, filha do Cap. Domingos
Soares Paes, n. Paranagua, filho de Manoel Soares e Maria Paes. Sao pais de:
N 3 Domingos Soares Maciel;
N 4 Luiz Soares Maciel;
N 5 Jeronimo Antunes Maciel, c.c. Teresa Leite de Barros, filha de Andre
Rocha do Canto e Maria Leite de Barros, pais de, entre outros: Maria Custodia de
Barros, cl 1 a nupcias em 1773, em Sorocaba, com Caetano Jose Prestes, tronco dos
Prestes Guimaraes de Passo Fundo e, em 2 a s nupcias com o Cap. Manuel de Andrade
Pereira Telles 80 .
F 2 Cap-mor de Sorocaba, Gabriel Antunes Maciel, casado em 1697 em
Sorocaba com Jeronima de Almeida;
F 3 Cel. Antonio Antunes Maciel, c. em Sorocaba a 1711 com Maria Paes
Domingues, filha do Cap. Braz Mendes Paes e de Maria Moreira Cabral, neta paterna
de Diogo Fernandes de Faria e Maria Pais. Bisneta paterna de Amaro Domingues e
Catarina Ribeiro. Neta materna de Pascoal Moreira Cabral e Maria Leme. Foram pais
de, entre outros:
N 6 Antonio Antunes Paes, cc/ Josefa Quiteria de Oliveira Leite, filha de Joao
Lourengo Corim e Maria de Jesus (SL 1°, pg 67)*. Sao os pais de:
79 Pode ser aquele que foi fazendeiro e deixou descendencia em Cima da Serra do Rio Grande.
80 Negrao- Vol. 1°, 310. Este e o sogro do Cap. Antonio Ferreira Amado, n. Sorocaba, tronco dos Amado de Cruz Alta e
Palmeira das Missoes.
BN 1 Salvador Antunes Paes, n. Sorocaba, casado em Lages (1°, pg.
29), casado com Quiteria Maria de Souza, n. Laguna. Estes os ascendentes de Anita
Garibaldi,
N 7 Joana Garcia Maciel, casada em 2 a as nupcias com Joao de Magalhaes, o
mogo n. Laguna, filho de outro de mesmo nome e Ana de Brito, descendente de
Domingos de Brito Peixoto;
N 8 Maria Moreira Maciel, casada a 1727 em Sorocaba com o Cap. Manoel
dos Santos Robalo, falecido em 1745 em Sorocaba. Teve urn filho de mesmo nome
que veio para o sul (Viamao) e deixou descendencia. Casada em 2 a as nupcias com
Joao de Magalhaes, o velho. Desse ramo descendem os Macieis de Santo Antonio de
Patrulha.
N 9 Ana Barbosa Maciel, casada em 1726 em Sorocaba com o Cap. Francisco
Rodrigues Machado n. Santo Amaro, filho de Domingos Rodrigues Machado e de
Maria Domingues de Lima. Estes foram os pais de:
BN 1 Tereza Antunes Maciel, casada com Manoel Gomes Porto. Manoel
faleceu em Cachoeira do Sul a 30/111/1802, aos 65 anos. Deixou 3 filhos menores e 7
maiores. Pais de, entre outros:
TN 1 Jose Gomes Porto, b. a 19/VI/1791 em Cachoeira do Sul.
Foi casado com Luzia Francisca de Almeida, filha de Gabriel Ribeiro de Almeida e de
D. Florinda Rodrigues de Aguiar. Avos do Brig. Jose Gomes Portinho.
BN 2 Bernardo Antunes Maciel (I), n. 1748 em Sao Paulo, SP, falec.
1815. Casou com Maria Francisca. Foram pais de:
TN 2 Cap. Francisco Antunes Maciel n. 1790 Porto Alegre, RS e
falec. 1832 Porto Alegre, RS
F 4 ?
F 5 Miguel Antunes Maciel 81 , n. Sorocaba, casado em Sorocaba com Maria Paes
Domingues, n. Curitiba, Revista do Instituto Genealogico de Sao Paulo, pg. 313.
Devem ser os pais de (Confirmar):
N 1 Cel. Miguel Antunes Pereira. Fazendeiro na Palmeira das Missoes, distrito
de Cruz Alta.
81 Outro grupo de parentes incorporados para os services da demarca^o era constituido por Joao Antunes Maciel,
alistado em l-XI-52 que identificamos como filho do Miguel Antunes Maciel e de Maria Pais Domingues (Silva Leme,
I, 135). Miguel Antunes Pereira, filho do anterior, alistado na mesma data. Francisco Soares Antunes, alistado em
Curitiba, a 28-VI-52. Manoel Soares Pais, alistado em 14-V-52 em Itu, ambos irmaos do Joao Antunes Maciel acima
referido. Paulo Xavier.
ANTONIO ALVES MARTINS (J. C. Veiga Lopes, J. Simoes. Lopes)
Joao Alvares Martins, nascido por volta de 1658 na ilha de Sao Sebastiao, na
costa paulista, filho de Manuel de Faria e Ana Martins, casou-se com Maria do Souto,
nascida em Curitiba 82 . Pais de:
F 1 Antonio Alvares Martins, n. Curitiba, casou-se com Luzia Gongalves de Aguiar
(ou de Moura), filha de Diogo Dias de Moura e Leonor Gongalves.
No dia 20 de julho de 1743, Antonio Alves Martins 83 e sua mulher Luzia Gomes Alves
(adiante tambem estava dito Luzia Gongalves de Aguiar) venderam a seu genro Manuel dos
Santos (natural da Vila de Setubal, casado em 25 de novembro de 1734 com Maria Lopes),
uns campos na paragem chamada Tibagi nos Campos Gerais de Curitiba, que teriam legua
e meia, os quais campos tinham eles comprado do Dr. Antonio dos Santos Soares pelos
titulos de uma sesmaria que dele tinha os tais campos e tinham eles ditos vendedores
comprado por prego de quarenta mil reis, os quais estavam devendo, correndo juros ate a
sua real satisfagao, ficando para Manuel a obrigagao de pagar. Tiveram 9 filhos:
N 1 Sebastiao, b. Curitiba em 13-4-1716
N 2 Maria Lopes de Aguiar, b. Curitiba em 2-2-1718
N 3 Leonor Gongalves de Oliveira, b. 10-10-1719
N 4 Inacio, b.27-12-1720
N 5 Antonio Alvares de Aguiar, b. 15-6-1722
N 6 Luzia Gongalves de Aguiar, 8-7-1725
N 7 Francisco Alvares de Oliveira, b.2-8-1728
N 8 Jose, b. 5-11-1729
N 9 Bernarda Gongalves de Aguiar, b. Curitiba a 26-4-1732. 84 , casou-se com Jose
Pinto Ramires 85 (=Jose Ramires Pinto Bandeira, Jose Pinto Bandeira) *Laguna-SC, filho de
Jose Pinto Bandeira *Valongo, Porto (PT) e sua segunda esposa Inocencia Ramires, "india"
*Paranagua-PR; neto paterno de Salvador Pinto Bandeira. Inumeros descendentes no Rio
Grande do Sul.
F 2 Catarina Martins do Souto, casou-se com o capitao Gabriel Alvares de
Araujo, n. Ponte de Lima, Portugal.Pais de:
82 Genealogia Paranaense, vol VI, pg 299
83 Irmao de Joao Alves de Castro e de Miguel Alves de Faria, casado com Luzia de Moura (conhecida tambem como
Luzia Gomes Alves ou Luzia Gonfalves de Aguiar).
84 Padrinhos: Manuel dos Santos e Isabel de Lima
85 Jose Pinto Ramires raptou Bernarda Gonfalves de Aguiar e fugiu para Sao Paulo onde se casou na Se em 14.5.1750
(Joao Simoes Lopes).
N 1 Sebastiao Alves de Araujo, n. Curitiba a 20-11-1725, casou-se em
Curitiba-PR (13-9-1757) com Quiteria da Silva Pinheiro, filha de Joao da Silva Pinheiro
e Inacia Gongalves de Aguiar. Pais de:
BN 1 Antonio Alves de Araujo, casado com Francisca Clara das
Chagas. C.g.
F 3 Joao Alves de Crasto, + em 1730, casou-se com Luzia Fernandes de
Siqueira 86 , filha de Miguel Fernandes de Siqueira e Maria de Lima (= Maria Luis Tigre,
Maria de Lima Cortes). Pais de:
N 1 Laureano, b. 5-9-172?
N 2 Joao, b.26-12-1726
N 3 Francisco, b.2-8-1728
N 4 Miguel Alves de Faria 87 , n. Curitiba, onde se casou em 1729 com Maria de
Oliveira Rosa, filha de Diogo da Costa Rosa e Paula Fernandes de Oliveira; neta
paterna de Mateus da Costa Rosa e Viviana Gongalves; neta materna de Joao
Rodrigues Side e Isabel de Oliveira.
N 5 Isabel Alves de Faria, n. Curitiba-PR, casou-se antes de fevereiro de 1732
com Vitorino Teixeira.
Casou com Luzia Gongalves de Aguiar (ou de Moura), filha de Diogo Dias de
Moura e Leonor Gongalves.
SALVADOR DE OLIVEIRA AIRES
No dia 29 de marfo de 1817 foi vendida para o capitao Salvador de Oliveira Aires a fazenda de Itaiacoca, com
os campos e matos a ela pertencentes, e constavam da carta de confirma 9 ao regia passada em 11 de junho de 1746 a
requerimento de dona Ana de Siqueira e outra carta de confirmacjao regia passada a 5 de novembro de 1816 a
requerimento da mesma dona vendedora. Entraram na venda os moveis e ferramentas da fazenda, os escravos Joao,
Paulina (mulher dele), Leandro e Caetano, 7 bois carreiros, 93 touros de 3 anos, 156 touros de 2 anos, 92 temeiros de
ano, 545 vacas, 198 vitelas de 2 anos, 300 temeiras de ano, 46 ovelhas, 97 eguas, 6 potrancas, 6 potrilhos de ano, 6
pastores, 28 potros de 2 anos, 66 cavalos e eguas de costeio, 74 temeiros de ano.
No dia 1° de abril de 1817 foram vendidos para Domingos Ferreira Pinto os campos e matos do Cambiju,
constantes das sesmarias que se achavam em poder do capitao-mor Salvador de Oliveira Aires, comprador de
Itaiacoca, pela divisa o ribeirao chamado Natureza ate contestar a rumo sueste com o mato grosso. Entraram na venda
moveis e ferramentas, os escravos Francisco, Maria (mulher dele), Onofre, Josefa, Domingas, Antonio, Daniel,
Gracia, Maria, Venancio, Joaquim e Joana, 7 bois carreiros, 113 bois de 3 anos, 288 bois de 2 anos, 157 temeiros de
ano, 1016 vacas, 36 cameiros, 382 eguas, 20 potrancas, 40 potrilhos, 10 potros, 35 cavalos mansos.
Em 1817 o Cambiju pertencia a Domingos Ferreira Pinto e Itaiacoca ao capitao-mor Salvador de Oliveira
Aires, morador no Registro de Curitiba. No cadastro de 1818 o Cambiju media 7500 x 6000 bragas e Itaiacoca 6000 x
6000 brafas. Salvador de Oliveira Aires era filho de Manuel Afonso Gaia e de Maria Pinto da Rocha, casado em 1793
com Isabel Nunes Vieira, filha capitao Domingos Nunes Vieira e de Maria Nunes de Siqueira
S6 Apos enviuvar, Luzia Fernandes de Siqueira casou-se a 2 a .vez em Curitiba-PR (14-1-1732) com Francisco da Silva
Xavier, filho de Joao da Silva Redondo e Clara Marinha.
87 Nao descobrimos filhos de Miguel e Maria, mas no dia 4 de fevereiro de 1732 foi batizado o inocente Francisco, de
pais incognitos, enjeitado a porta de Miguel Alves de Faria, sendo padrinhos o proprio e sua irma Isabel Alves de Faria
(casada com Vitorino Teixeira), de idade de cinco dias pouco mais ou menos; no dia 15 de junho de 1737 foi batizado o
inocente Antonio, enjeitado (J. C. Veiga Lopes).
Salvador de Oliveira Aires era fdho de Manuel Afonso Gaia e de Maria Pinto da Rocha, casado em 1793 com
Isabel Nunes Vieira, filha capitao Domingos Nunes Vieira e de Maria Nunes de Siqueira
Gabriel Aires de Aguirre, morador na vila de Itapetininga, vendeu em 20 de dezembro de
1828 a Bento Aires de Aguiar uma parte de campos na fazenda de Taiacoca, que lhe tocara por
legitima de seu falecido pai o capitao-mor Salvador de Oliveira Aires, a vista da folha de partilha
que apresentou, extraida do inventario do dito falecido. Em 17 de outubro de 1829, Paulino Aires
de Aguirre e sua mulher Maria Joaquina do Sacramento (filha de Benedito Mariano Ribas),
senhores de um rincao de campos na fazenda de Taiacoca, que possuiam livre e clcscmbaracado
por heranca e compra que fizeram aos mais herdeiros do falecido capitao-mor Salvador Aires,
venderam os mesmos tambem para Bento Aires de Aguiar.
Gabriel Ayres de Aguirre, c. l a s nupcias c. Anna Pires da Motta. Filhos:
N 1 Ten.Cel. Paulino Ayres de Aguirre, nasc. Sao Sebastiao, Sao Paulo. Casou em 1765 em
Sorocaba c. Anna Maria de Oliveira Leme, filha do capitao Salvador de Oliveira Leme, Sarutaya,
e Maria Leme do Rosario. Falecido em 1798, em Sorocaba.. Pais de:
BN 1 major Americo Antonio Ayres.
BN 2 Capitao-mor de Itapetininga Salvador de Oliveira Ayres. Casou com Isabel Nunes Vieira,
filha do capitao Domingos Jose Vieira e de Maria Nunes de Siqueira. Neto paterno de Manoel Vieira e
de Espcranca Vieira, moradores do Mosteiro de Vieira, Arcebispo de Braga, Portugal. Neto matemo
de Manoel Nunes Pereira da Vila Real, Bispado de Lamego, Portugal e de Anna Rodrigues Siqueira.
Pais de 10 filhos:
TN 1 ajud. Manuel Paulino Ayres.
TN 2 Cel. Paulino Ayres de Aguirre.
TN 3 Ten.Cel. Salvador Oliveira Ayres 88 . Casou com a tia Ana Vieira Ayres 89 , filha do capitao
Domingos Jose Vieira e de Maria Nunes de Siqueira. Pais de 5 filhos, entre eles:
QN 1 Dr. Venancio de Oliveira Ayres.
QN 2 Maria Manoela Machado, natural de Sorocaba, c.c. Dr. Jose
Gomes Pinheiro Machado
TN 4 Cap. Jose de Oliveira Ayres. Casou com Gertrudes Vieira, filha do capitao Domingos Jose
Vieira e de Maria Nunes de Siqueira.
TN 5 Maria do Carmo Ayres
TN 6 Ana Maria Vieira Ayres
TN 7 Maria do Monte Ayres
TN 8 Perpetua Leocadia Ayres
TN 9 Maria do Rosario Ayres
TN 10 Gabriel de Oliveira Ayres 90
BN 3 Maria Manoela de Oliveira Ayres
BN 4 Gertrudes Eufrosina Ayres
BN 5 Anna Eufrosina Ayres
BN 6 Escholastica Maria de Oliveira
BN 7 Maria Perpetua Ayres
88 Se fixou em Santo Angelo, Rio Grande do Sul, com Jose de Oliveira Ayres, seu irmao.
89 Maria Vieira, ultima filha do capitao Domingos Jose Vieira, casou em Itapetininga em 1816 com Manoel de
Albuquerque Rolim de Moura
90 Gabriel Aires de Aguirre, morador na vila de Itapetininga, vendeu em 20 de dezembro de 1828 a Bento Aires de
Aguiar uma parte de campos na fazenda de Taiacoca, que lhe tocara por legitima de seu falecido pai o capitao-mor
Salvador de Oliveira Aires, a vista da folha de partilha que apresentou, extraida do inventario do dito falecido. Em 17 de
outubro de 1829, Paulino Aires de Aguirre e sua mulher Maria Joaquina do Sacramento (filha de Benedito Mariano
Ribas), senhores de um rincao de campos na fazenda de Taiacoca, que possuiam livre e dcscmbaracado por heranqa e
compra que fizeram aos mais herdeiros do falecido capitao-mor Salvador Aires, venderam os mesmos tambem para
Bento Aires de Aguiar (Jose Carlos Veiga Lopes).
BN 8 padre Manoel Paulino Ayres
BN 9 Licenciado Pedro de Oliveira Leme
2 a vez, c.c. Maria de Nazareth. Pais de:
BN 10 Paulino Lourengo Ayres
BN 11 Maria de Monte Carmello
BN 12 Antonia Carlota Ayres de Lima
N 2 Maria
N 3 Anna Josepha
N 4 Catharina Ignez
N 5 Gaspar Ayres
N 6 Manoel
2 a vez c.c. Francisca Maria Bueno. Pais de:
N 7 Maria Francisca.
SALVADOR DE OLIVEIRA AIRES (J. C. Veiga Lopes)
No dia 29 de margo de 1817 foi vendida para o capitao Salvador de Oliveira Aires a
fazenda de Itaiacoca, com os campos e matos a ela pertencentes, e constavam da carta
de confirmagao regia passada em 11 de junho de 1746 a requerimento de dona Ana de
Siqueira e outra carta de confirmagao regia passada a 5 de novembro de 1816 a
requerimento da mesma dona vendedora. Entraram na venda os moveis e ferramentas
da fazenda, os escravos Joao, Paulina (mulher dele), Leandro e Caetano, 7 bois
carreiros, 93 touros de 3 anos, 156 touros de 2 anos, 92 terneiros de ano, 545 vacas,
198 vitelas de 2 anos, 300 terneiras de ano, 46 ovelhas, 97 eguas, 6 potrancas, 6
potrilhos de ano, 6 pastores, 28 potros de 2 anos, 66 cavalos e eguas de costeio, 74
terneiros de ano.
No dia 1° de abril de 1817 foram vendidos para Domingos Ferreira Pinto os campos
e matos do Cambiju, constantes das sesmarias que se achavam em poder do capitao-
mor Salvador de Oliveira Aires, comprador de Itaiacoca, pela divisa o ribeirao chamado
Natureza ate contestar a rumo sueste com o mato grosso. Entraram na venda moveis e
ferramentas, os escravos Francisco, Maria (mulher dele), Onofre, Josefa, Domingas,
Antonio, Daniel, Gracia, Maria, Venancio, Joaquim e Joana, 7 bois carreiros, 113 bois de
3 anos, 288 bois de 2 anos, 157 terneiros de ano, 1016 vacas, 36 carneiros, 382 eguas,
20 potrancas, 40 potrilhos, 10 potros, 35 cavalos mansos.
Em 1817 o Cambiju pertencia a Domingos Ferreira Pinto e Itaiacoca ao capitao-mor
Salvador de Oliveira Aires, morador no Registro de Curitiba. No cadastro de 1818 o
Cambiju media 7500 x 6000 bragas e Itaiacoca 6000 x 6000 bragas.
Gabriel Aires de Aguirre, morador na Vila de Itapetininga, vendeu em 20 de
dezembro de 1828 a Bento Aires de Aguiar uma parte de campos na fazenda de
Taiacoca, que Ihe tocara por legitima de seu falecido pai o capitao-mor Salvador de
Oliveira Aires, a vista da folha de partilha que apresentou, extraida do inventario do dito
falecido. Em 17 de outubro de 1829, Paulino Aires de Aguirre e sua mulher Maria
Joaquina do Sacramento (filha de Benedito Mariano Ribas), senhores de urn rincao de
campos na fazenda de Taiacoca, que possuiam livre e desembaragado por heranga e
compra que fizeram aos mais herdeiros do falecido capitao-mor Salvador Aires,
venderam os mesmos tambem para Bento Aires de Aguiar.
Dona Maria Fausta Miquelina de Araujo Azambuja resolveu vender as fazendas e
passou procuragao ao reverendo Joaquim Manuel de Oliveira e Castro. Nao sabemos por
que as escrituras de venda foram lavradas na Vila Nova do Principe.
Gabriel Ayres de Aguirre, c. 1 a s nupcias c. Anna Pires da Motta. Filhos:
N 1 Ten.Cel. Paulino Ayres de Aguirre, nasc. Sao Sebastiao, Sao Paulo. Casou em
1765 em Sorocaba c. Anna Maria de Oliveira Leme, filha do capitao Salvador de Oliveira
Leme, Sarutaya, e Maria Leme do Rosario. Falecido em 1798, em Sorocaba. Pais de:
BN 1 major Americo Antonio Ayres.
BN 2 Capitao-mor de Itapetininga Salvador de Oliveira Ayres. Casou com Isabel Nunes
Vieira, filha do capitao Domingos Jose Vieira e de Maria Nunes de Siqueira. Neto paterno de
de Manoel Vieira e de Esperanga Vieira, moradores do Mosteiro de Vieira, Arcebispo de
Braga, Portugal.. Neto materno de Manoel Nunes Pereira da Vila Real, Bispado de Lamego,
Portugal e de Anna Rodrigues Siqueira.. Pais de 10 filhos:
TN 1 ajud. Manuel Paulino Ayres. Casou 91 com Maria Francisca de Vaz de Carvalho 92 ,
filha de Marim Vaz de Carvalho e de Rosa Martins do Prado.
TN 2 Cel. Paulino Ayres de Aguirre.
TN 3 Ten.Cel. Salvador Oliveira Ayres 93 . Casou com a tia Ana Vieira Ayres 94 , filha do
capitao Domingos Jose Vieira e de Maria Nunes de Siqueira. Pais de 5 filhos, entre eles:
ON 1 Dr. Venancio de Oliveira Ayres.
ON 2 Maria Manoela Machado, natural de Sorocaba, c.c. Dr. Jose
91 Adenda Geral dos Vol. 1 e 2. Genealogia Paulistana. Buena de Ribeiras (Herculano Neto).
92 Era irma de Ana Theodora que casou em Itapetinga em 1834 com Francisco Alves Monteiro, natural de Taubate, filho
de Bento Jose Monteiro e de Maria Jesuina do Amaral (Adena Geral, informa 9 ao de Herculano Neto).
93 Fixou-se em Santo Angelo, Rio Grande do Sul, com Jose de Oliveira Ayres, seu irmao.
94 Maria Vieira, ultima filha do capitao Domingos Jose Vieira, casou em Itapetininga em 1816 com Manoel de
Albuquerque Rolim de Moura
Gomes Pinheiro Machado
TN 4 Cap. Jose de Oliveira Ayres. Casou com Gertrudes Vieira, filha do capitao
Domingos Jose Vieira e de Maria Nunes de Siqueira.
TN 5 Maria do Carmo Ayres
TN 6 Ana Maria Vieira Ayres
TN 7 Maria do Monte Ayres
TN 8 Perpetua Leocadia Ayres
TN 9 Maria do Rosario Ayres
TN 10 Gabriel de Oliveira Ayres 95
BN 3 Maria Manoela de Oliveira Ayres
BN 4 Gertrudes Eufrosina Ayres
BN 5 Anna Eufrosina Ayres
BN 6 Escholastica Maria de Oliveira
BN 7 Maria Perpetua Ayres.
BN 8 padre Manoel Paulino Ayres
BN 9 Licenciado Pedro de Oliveira Leme
2 a vez, c.c. Maria de Nazareth. Pais de:
BN 10 Paulino Lourengo Ayres
BN 11 Maria de Monte Carmello
BN 12 Antonia Carlota Ayres de Lima
N 2 Maria
N 3 Anna Josepha
N 4 Catharina Ignez
N 5 Gaspar Ayres
N 6 Manoel
2 a vez c.c. Francisca Maria Bueno. Pais de:
N 7 Maria Francisca.
95 Gabriel Aires de Aguirre, morador na vila de Itapetininga, vendeu em 20 de dezembro de 1828 a Bento Aires de
Aguiar uma parte de campos na fazenda de Taiacoca, que lhe tocara por legitima de seu falecido pai o capitao-mor
Salvador de Oliveira Aires, a vista da folha de partilha que apresentou, extraida do inventario do dito falecido. Em 17 de
outubro de 1829, Paulino Aires de Aguirre e sua mulher Maria Joaquina do Sacramento (filha de Benedito Mariano
Ribas), senhores de um rincao de campos na fazenda de Taiacoca, que possuiam livre e desembara?ado por hera^a e
compra que fizeram aos mais herdeiros do falecido capitao-mor Salvador Aires, venderam os mesmos tambem para
Bento Aires de Aguiar (Jose Carlos Veiga Lopes).
DOMINGOS ANTONIO (J. C. Veiga Lopes)
Domingos Antonio (Duarte), natural de Santiago de Lustosa, arcebispado de Braga,
filho de Frutuoso Antonio e de Maria Luiz Duarte, casou-se em Curitiba no dia 11 de julho
de 1746 com Francisca Pedrosa, filha de Felipe Leme de Siqueira e de Sebastiana
Pedroso de Lima. Pais de:
§ 1 Tenente Antonio Luis Duarte, nascido em 14 de maio de 1747
§ 2 Quiteria Luis Duarte (16.03.1749),
§ 3 Barbara Pedrosa;
§ 4 Maria Luis Duarte, batizada na capela de Santa Barbara do Pitangui em 04 de
margo de 1753;
§ 5 Ana Luis Ferreira, batizada na capela de Santa Barbara do Pitangui em 03 de
outubro de 1754;
§ 6 Teresa Luis, batizada na capela de Santa Barbara do Pitangui em 24 de fevereiro
de 1757
§1
Tenente Antonio Luis Duarte, nascido em 14 de maio de 1747 e batizado na matriz
de Nossa Senhora da Luz da Vila de Curitiba no dia 13 de agosto do mesmo ano, estando
dito que todos, pais e padrinhos, eram moradores nos Campos Gerais. Casou-se em
Curitiba no dia 25 de fevereiro de 1772 com Paula Leite, filha de Matias Leite Soares e
Francisca Velosa da Silva.
F 1 Domingos Luis Duarte (24.02.1773) N.S.da Luz.
F 2 Teresa, casada com Jose Martins Cardoso.
F 3 Antonio Luis (16.11.1782)
F 4 Francisca, casada com Joao Antonio de Oliveira.
F 5 Frutuoso Leite, casou-se no dia 16 de junho de 1806 com Ana do Espirito Santo,
filha de Francisco Domingos de Matos e de Maria Luisa da Silva.
N 1 Alda Brandina
F 6 Manoela (02.03.1788), casada com Antonio Francisco de Matos.
F 7 Ana (06.10.1790), casada com Aurelio da Costa Portela.
F 8 Matias.
F 9 Angela (10.01.1780).
§2
Quiteria Luis Duarte (16.03.1749), casou-se com Antonio Gongalves Xavier, filho de
Francisco Gongalves Xavier e de Ana Pedrosa, no dia 7 de Janeiro de 1765, na capela de
Santa Barbara do Pitangui.
F 1 Januario (01.11.1768) Santa Barbara do Pitangui
F 2 Antonia (25.06.1770) Santa Barbara do Pitangui.
F 3 Francisca .
F 4 Ana.
§3
Barbara Pedrosa, batizada na capela de Santa Barbara do Pitangui em 13 de junho
de 1750; casou-se em 7 de Janeiro de 1765 com Jose Ferreira Pinto (batizado em 10 de
janeiro de 1745), filho de Manuel Ferreira de Souza e Maria Rodrigues Pinta.
F 1 Domingos Ferreira Pinto.
F 2 Antonio Ferreira da Luz, casado com Margarida da Luz.
F 3 Manuel.
F 4 Francisca (casada com Joaquim Paes).
F 5 Joaquim.
F 6 Francisco.
F 7 Maria.
F 8 Teodora.
F 9 Helena, casada com Miguel da Rocha Carvalhaes.
F 10 Matilde.
F 11 Jose, que nao apareceu no testamento, deve ter morrido antes.
§4
Maria Luis Duarte, batizada na capela de Santa Barbara do Pitangui em 04 de margo
de 1753; casou-se com Francisco Pedroso da Costa, filho de Bras Domingues Veloso e
Catarina Gongalves Coutinha, em Curitiba, no dia 7 de fevereiro de 1769.
F 1 Inacio
F 2 Francisca.
F 3 Bras.
F 4 Catarina.
F 5 Maria.
F 6 Ana.
F 7 Gertrudes.
F 8 Josefa.
F 9 Joaquim.
F 10 Miguel.
§5
Ana Luis Ferreira, batizada na capela de Santa Barbara do Pitangui em 03 de
outubro de 1754; casou-se com Joaquim Jose de Avila, batizado na cidade de Sao Paulo,
filho de Jose Pires de Avila e Catarina das Neves de Siqueira, o pedido de dispensa foi
entrado em 23 de maio de 1773. Joaquim faleceu em 1818
F 1 Maria do Espirito Santo, casada com Gabriel de Oliveira Rosa.
F 2 Alferes Vicente Ferreira de Avila, casado para o continente do sul.
F 3 Ana Joaquina de Avila, casada com Salvador Teixeira 96 , ausente para o sul.
F 4 Joaquim Pires de Avila, ausente para o sul.
F 5 Esmeria Antonia de Avila (20.04.1783), viuva.
F 6 Lino Jose de Avila (14.05.1785), casado.
F 7 Bento Jose Labre 97 , ausente para o sul, casado com Maria da Silva e Souza,
f 8 Josefa (11.10.1789), casada com Lourengo Justiniano.
N 1 Manuel Justiniano de Avila (viuvo de Marquesa Ferreira, falecida em 5 de
julho de 1851).
N 2 Joaquim de Avila.
N 3 Joao Justiniano de Avila.
N 4 Antonio dos Santos de Avila.
N 5 Leduina de Avila, casada com Candido Carneiro Lobo.
N 6 Ana, casada com Jose Borges de Oliveira.
N 7 Gertrudes, casada com Ricardo Ferreira Nunes.
N 8 Maria Rita, casada com Francisco Jose Antunes.
N 9 Maria, casada com Fermiano Antonio de Matos.
N 10 Maria da Conceigao, casada com Joaquim Antonio de Matos.
F 9 Floriana, casada com Joao Lourengo.
F 10 Jose Joaquim de Avila, ausente para o sul.
F 11 Teve tambem uma filha chamada Rosa que nao apareceu no inventario.
96 Proprietario em Cruz Alta, Rio Grande do Sul. Com descendencia.
97 Proprietario em Cruz Alta. Com descendencia.
§6
Teresa Luis, batizada na capela de Santa Barbara do Pitangui em 24 de fevereiro de
1757; casou-se com Domingos Leite Soares, irmao de Paula Leite. Todas as filhas de
Domingos foram batizadas na capela de Santa Barbara do Pitangui.
F 1 Barbara.
F 2 Maria.
F 3 Teresa.
F 4 Escolastica (04.03.1790)
F 5 Angelica
F 6 Domingos
FRANCISCO ARAUJO MONTEIRO (J. C. Veiga Lopes)
Francisco Araujo Monteiro era natural de Ponte de Lima, freguesia de Santiago de
Vimieiro, filho de Amaro de Siqueiros (natural de Ponte de Lima) e de Domingas de Araujo
Monteira (natural de Refojos de Lima) e casou-se em Santos com Isabel Barbosa de
Castro, filha de Bartolomeu Barbosa de Castro e de Isabel Mendes Bicuda (natural da
cidade de Sao Paulo). Ja em 9 de abril de 1732 estava morando na regiao dos Campos
Gerais, como vemos no batizado do seu filho homonimo Francisco de Araujo Monteiro.
Francisco Araujo Monteiro faleceu em 6 de dezembro de 1781 com oitenta e tantos anos e
Isabel Barbosa faleceu no dia 1° de outubro de 1780, com a idade de oitenta e tantos
anos, ambos recomendados e sepultados na capela de Nossa Senhora do Tergo, filial da
igreja matriz de Nossa Senhora da Luz da Vila de Curitiba onde eram moradores.
§ 1 Luisa de Araujo
§ 2 Francisco de Araujo Monteiro;
§ 3 Maria de Araujo, batizada no dia 29 de novembro de 1733;
§ 4 Gertrudes, batizada no dia 3 de abril de 1735;
§ 5 Inacio, batizado no dia 11 de novembro de 1737;
§ 6 Ana Barbosa, batizada no dia 26 de maio de 1740;
§1
Luisa de Araujo, provavelmente nascida em Santos; casou-se com Joao Batista
Diniz, filho de Francisco Diniz Pinheiro e de Clara Pereira Teles no dia 14 de Janeiro de
1743 na matriz de Nossa Senhora da Luz.. Luiza de Araujo faleceu em 20 de dezembro de
1803, com setenta anos pouco mais ou menos, foi sepultada em Curitiba
F 1 Ana Gertrudes do Espirito Santo, casou em 9 de maio de 1780 com Antonio Jose
de Andrade, filho de Antonio Rodrigues de Andrade e de Maria do Vale.
N 1 Francisca Paula Andrade, casada em 20 de janeiro de 1801 com Manuel
Caetano Prestes, filho de Jose Caetano Prestes e Maria Custodia de Barros.
N 2 Joao de Andrade, nasceu em 1794 e faleceu em 26 de maio de 1806.
N 3Maria Angelica da Trindade, casada com Lourengo de Oliveira, filho de Joao
de Oliveira e Apolonia do Vale.
N 4 Jose Manuel de Andrade, casado em 31 de janeiro de 1809 com Ana Maria de
Jesus, filha de Bento Diniz e Ana Maria de Jesus.
N 5 Antonio Ricardo de Andrade, casada em 28 de fevereiro de 1832 com sua
sobrinha Jesuina Maria de Jesus Andrade, filha de Jose Manuel de Andrade e Ana Maria.
Faleceu em 26 de margo de 1881.
F 2 Maria do Tergo, casou com Sebastiao Marques dos Santos em 11 de novembro
de 1780.
F 3 Salvador Batista Diniz, casou com 21 de outubro de 1765 com Escolastica
Soares, filha de Manuel Rodrigues Seixas e Isabel Martins Valenga.
N 1 Maria Batista Diniz, casou em 9 de setembro de 1788 com Bernardo da Silva
Abreu, filho de Joao da Silva Abreu e Maria Ribeiro.
N 2 Gertrudes Batista Diniz, casou em 13 de setembro de 1790 com Floriano
Esmerio Guimaraes, filho de Antonio Francisco Guimaraes e Margarida Coreia de Jesus
F 4 Francisco Batista Diniz, casou em 1801 com Ana Marques da Silva, filha de
Francisco Marques Lameira e Josefa dos Santos.
N 1 Joao Batista Diniz, nascido em 1785
N 2 Ana, nascida em 1790.
N 3 Joaquim, nascido em 1793.
F 5 Gertrudes Maria Batista, casou com Antonio Jose da Silva
N 1 Teresa Maria de Jesus, casou em 12 de julho de 1791 com Manuel Soares do
Vale, filho do tenente Manuel Soares do Vale e de Maria Pires de Camargo.
F 6 Maria Peregrina da Conceigao, casou com Luis Gomes de Medeiros em 7 de
janeiro de 1765
N 1 Capitao Luis Gomes da Silva, casou em 1785 com Maria Joaquina de Jesus,
filha de Manuel Joaquim de Jesus e Gertrudes Maria Marques
§2
Francisco de Araujo Monteiro, nascido no dia 27 de margo, batizado em 9 de abril de
1732, realizado na matriz de Curitiba, onde esta dito que os pais eram moradores nos
Campos Gerais; casou-se em Curitiba no dia 22 de setembro de 1753, com Maria Soares
Paes, filha do tenente Manuel Rodrigues Seixas e de Isabel Martins Valenga. Maria
Soares Paes fez testamento em 1812 e Francisco de Araujo Monteiro faleceu em 1816.
F 1 Elias Manuel de Araujo (12.01.1759), casado na matriz de Curitiba em
12.10.1783 com Clara Madalena, filha de Antonio dos Santos Belem e Francisca Diniz
Pinheira, nao tiveram filhos.
F 2 Ana Maria da Conceigao (05.04.1756), casada no Tamandua em 21.01.1773 com
Manuel Jose de Araujo, natural de Campanha do Rio Verde, bispado de Mariana, filho de
Domingos de Araujo e de Maria Catarina de Sa.
N 1 Elias Inacio de Araujo (01.11.1773), que se casou com Lucrecia da Silva.
N 2 Ana Joaquina de Araujo (13.03.1778), que se casou com Francisco de Oliveira
Bueno.
N 3 Jose Caetano de Araujo (22.09.1779), solteiro.
N 4 Manuel Mendes de Araujo (01.07.1781), que se casou com Ana Joaquina dos
Santos, filha de Jose dos Santos e Rosefina Antonia, em 22 de julho de 1832.
N 5 Matilde Umbelina da Gloria (04.05.1783), que se casou com o tenente Antonio
Joaquim de Camargo, natural de Sorocaba.
N 6 Domingos Inacio de Araujo (04.06.1786), que se casou com Josefa Joaquina
Pinheiro de Franga, filha de Verissimo Carneiro dos Santos e Rita Maria do Nascimento.
N 7 Francisco Jose de Sa e Araujo (08.09.1787).
N 8 Maria Caetana de Sa (06.08.1789), que se casou com seu primo Manuel
Martins de Araujo (filho do irmao de Manuel, Domingos Inacio de Araujo, homonimo do
sobrinho) em 31 de dezembro de 1819, tendo ela falecido em 26 de dezembro de 1826.
N 9 Candida Flora de Sa ou Candida Flora Marcondes (21.04.1794), que se casou
com Joaquim Rodrigues Jaques, natural de Rio Pardo, filho de Jacinto Rodrigues Jaques 98
e Ana Maria da Conceigao, em 16 de novembro de 1813.
98 Descendentes em Uruguaiana.
N 10 Querubina Rosa Marcondes de Sa (24.01.1796), que se casou com o alferes
Jose Caetano de Oliveira, futuro Barao de Tibagi, natural de Sorocaba, filho de Casemiro
Gongalves e Ana Maria, em 27 de novembro de 1814.
N 11 Rufina Antonia de Sa, que se casou com Jose Joaquim dos Santos, filho de
Manuel dos Santos e Oliveira e Maria dos Passos, em 20 de maio de 1817.
N 12 Delfina Rosa, casada com Antonio Jose.
F 3 Michaela Arcangela da Anunciagao (24.09.1759), casada no Tamandua em
13.04.1779 com Francisco dos Santos Belem, filho de Antonio dos Santos Belem e
Francisca Diniz Pinheiro.
N 1 Joao Mendes de Araujo (06.03.1781), casado com Maria Rodrigues da Mota,
filha de Aleixo Rodrigues da Mota, em 16 de outubro de 1801.
N 2 Maria Madalena dos Santos (26.08.1872), casou com Joaquim Rodrigues
Lanhoso, filho de Jose Rodrigues Lanhoso e Bernarda de Almeida, em 23 de junho de
1801.
N 3 Benedito dos Santos Belem (07.12.1783), casado com Joaquina Maria de
Jesus, filha de Joao Gongalves Pais e Maria Lourenga de Jesus, em 22 de novembro de
1804.
N 4 Jose dos Santos Belem (01.11.1790), casado com Carlinda Maria da
Conceigao em 8 de Janeiro de 1822.
N 5 Joaquim dos Santos Belem (10.08.1785), casado com Ana Iria, filha de Jose
Rodrigues Antunes e Francisca Antonia, em 6 de junho de 1801.
N 6 Ana da Conceigao (19.11.1786), casada com Jose de Siqueira.
N 7 Rita Maria das Neves (05.08.1788) casada com Jose Joaquim de Almeida,
filho de Inacio Pires de Siqueira e Isabel Tavares de Miranda em 17 de outubro de 1803.
F 4 Manuel (11.05.1759), morreu solteiro em 21.10.1792.
F 5 Benedito Aires de Araujo (08.10.1760), casado no Tamandua em 9 de julho de
1795 com Maria Rita de Jesus, filha de Marcelino Gomes da Costa e Joana Francisca de
Abreu.
N 1 Verissimo Aires de Araujo (14.02.1802), casado com Querubina Rosa do
Carmo, filha de Luciano Jose de Andrade e Francisca Clara da Conceigao, em 21 de
agosto de 1821.
N 2 Francisco Aires de Araujo, casado com Gertrudes Escolastica Ferreira.
N 3 Joao Aires de Araujo, casou-se com sua sobrinha Iria Maria de Araujo, filha de
Francisco Aires de Araujo e Gertrudes Escolastica Ferreira em 13 de junho de 1843.
N 4 Senhorinha.
F 6 Lourengo Justiniano Aires de Araujo (15.01.1769), casado com Maria Perpetua
de Siqueira, filha de Bento de Siqueira Cortes, no dia 12 de maio de 1812 na capela de
Santa Cruz.
N 1 Maria Aura de Araujo (05.06.1814), casou com Antonio de Siqueira Lima, filho
de Bento de Siqueira Cortes e Ana Maria de Jesus, em 15 de setembro de 1838.
N 2 Ana Maria de Araujo (01.05.1817).
N 3 Francisco Antonio de Araujo (07.06.1820), que se casou com Ana Maria de
Jesus, filha de Teodoro Ferreira Maciel e Rosa Maria de Jesus, em 18 de outubro de
1842.
N 4 Bento de Araujo (06.02.1823).
N 5 Jose Joaquim de Araujo Perpetuo (06.03.1825), casou com Rosa Ferreira de
Araujo, filha de Pedro Ferreira Maciel e Margarida Ferreira Maciel.
N 6 Lourengo faleceu em 22 de fevereiro de 1838.
§3
Maria de Araujo, batizada no dia 29 de novembro de 1733, nascida em 9 de
novembro; casou-se em 22 de setembro de 1749 com Manuel Martins Valenga, batizado
em Curitiba em 29 de agosto de 1729, filho de Manuel Martins Valenga, natural da llha
Terceira, bispado de Angra, e de Joana Maciel de Sampaio, natural de Paranagua. Manuel
Martins Valenga faleceu em 26 de junho de 1794 e foi sepultado na capela do Tamandua.
Maria de Araujo faleceu em 4 de janeiro de 1815, foi sepultada na matriz do Tamandua.
F 1 Benedito Mendes Sampaio (08.12.1755), casado em 8 de maio de 1781 com Ana
Justa de Souza, filha de Jorge Soares e Antonia de Souza Neves. Faleceu em 10 de
setembro de 1817.
N 1 Ana Flora de Siqueira, batizada em 19 de maio de 1782, casou com Inacio
dos Santos Belem em 23 de novembro de 1802.
N 2 Florinda, batizada em 7 de dezembro de 1783.
N 3 Joao, batizado em 5 de janeiro de 1786.
N 4 Maria Clemencia de Souza, batizada em agosto de 1783 (?) na matriz da Vila
de Castro, casou em 18 de junho de 1816 com Joaquim Antunes Teixeira, filho de Manuel
Jose Teixeira e Francisca Batista.
N 5 Jose Honorio de Souza, batizado em 11 de abril de 1789, casou em 3 de
outubro de 1820 com Maria Rita Blandina, filha de Jose Gongalves de Almeida e Maria
Joaquina dos Santos.
N 6 Manuel Mendes de Sampaio, batizado em 16 de julho de 1792, casou em 23
de novembro de 1814 com Domitila Maria das Neves.
N 7 Emetildes Maria de Souza, batizada em 1° de margo de 1795, casou em 9 de
junho de 1818 com Lucas dos Santos Cordeiro, filho de Salvador dos Santos Ribeiro e
Romana Cordeiro Matoso.
N 8 Gertrudes, casou com Jose Antonio.
N 9 Barbara Maria de Souza, batizada em 6 de Janeiro de 1798, casada em 5 de
julho de 1820 com Francisco das Chagas, filho de Joao Machado de Albuquerque e Rosa
Maria de Souza.
N 10 Joaquim Gabriel de Souza, batizado em 29 de margo de 1801, casou com
Joaquina Ferreira Santos em 15 de junho de 1823.
N 11 Norberto, batizado em 4 de margo de 1804.
F 2 Joana Maciel Sampaio (28.03.1758), casada em 25 de fevereiro de 1772 com
Joao Batista dos Santos, filho de Manuel dos Santos Cordeiro e Gertrudes Maria.
N 1 Francisca Batista, casada com Manuel Jose Teixeira, filho de Antonio Jose
Teixeira e Maria Rodrigues Moreira em 4 de novembro de 1788.
N 2 Manuel Batista dos Santos (04.08.1775), casou com Maria Narcisa Bela, filha
de Gabriel Narciso Belo e Maria do Nascimento em 14 de fevereiro de 1804.
N 3 Maria (17.07.1777).
N 4 Serafim.
N 5 Antonio (08.12.1782). Prudente Jose dos Santos (15.07.1785), casou com sua
sobrinha Delfina Maria, filha de Francisca.
N 6 Joao (10.08.1787).
N 7 Mariana Batista dos Santos (08.08.1790), casou com Jose Maria de Andrade,
filho de Miguel de Andrade e Inacia Martins, em 24 de maio de 1814.
N 8 Jose (15.09.1792).
N 9 Joaquim Batista dos Santos (30.12.1794), casou com Maria Antonia de Jesus,
filha de Antonio Jose de Gois e Maria Inacia de Andrade em 11 de maio de 1823.
N 10 Maria (10.05.1800).
F 3 Antonio (01.12.1760).
F 4 Maria Mendes dos Passos (04.03.1763) casada no Tamandua em 11 de outubro
de 1779 com Manuel dos Santos de Oliveira, natural de Curitiba, filho de Manuel dos
Santos Cardoso e Gertrudes Maria do Prado.
N 1 Felisberto dos Santos (15.08.1780), casado com Maria Joana, filha de pai
incognito e Josefa Maria do Rosario em 3 de agosto de 1814.
N 2 Manuel dos Santos (07.04.1782), faleceu solteiro em 3 de maio de 1835.
N 3 Maria Rosa dos Santos (15.08.1784) casou com Joaquim Ferreira Pinto em
1798.
N 4 Mariano, gemeo da anterior.
N 5 Ana dos Santos (07.03.1789), casou com o tenente Antonio de Andrade
Pereira Teles, filho de Agostinho de Andrade e Gertrudes Pereira em 1° de outubro de
1813.
N 6 Jose Joaquim dos Santos (22.08.1795) casou com Rufina Antonina, filha de
Manuel Araujo, em 20 de maio de 1817.
N 7 Maria do Carmo (13.03.1792), casou com Antonio Jose Teixeira, filho de
Miguel Domingos Teixeira e Francisca Ribeiro da Silva em 21 de janeiro de 1819.
F 5 Inacia Martins (24.01.1765), casada no Tamandua em 8 de maio de 1781 com
Miguel de Andrade, filho de Agostinho Rodrigues de Andrade e Gertrudes Pereira.
N 1 Luciano Jose de Andrade (10.03.1782), casado com Francisca Clara da
Conceigao.
N 2 Maria Joaquina do Espirito Santo (02.05.1784), casada com Joaquim Pinto de
Magalhaes em 2 de junho de 1803.
N 3 Jose Maria de Andrade (26.07.1788), casado com Mariana Batista dos
Santos, filha de Joao Batista dos Santos e Joana Maciel de Sampaio, em 24 de maio de
1814.
N 4 Maria (01.11.1791).
N 5 Ana Joaquina (19.01.1794), casada com Antonio Teixeira de Freitas, viuvo de
Maria Teresa, em 15 de junho de 1819
N 6 Manuel Inacio de Andrade (26.04.1801), casado com Libina Maria dos Santos,
filha de Manuel Batista e Maria Narcisa, em 27 de fevereiro de 1821.
F 6 Manuel Mendes Xavier (09.07.1768), casado com Ana Flora dos Santos, filha de
Salvador dos Santos Ribeiro e Romana Cordeiro Matoso em 20 de janeiro de 1800.
Manuel Mendes Xavier faleceu entre 1817 e 1818.
N 1 Candida Flora, casou com Francisco de Paula Marques, filho de pai incognito
e Ana Gertrudes, em 15 de outubro de 1816.
N 2 Maria Joana de Araujo (03.01.1802), casou com Manuel de Souza Lima, filho
de Francisco de Souza Neto e Luzia de Lima, em 20 de margo de 1820.
N 3 Alexandrina (08.12.1803).
N 4 Manuel Eugenio de Araujo (05.10.1807).
N 5 Ludubina (13.11.1808).
N 6 Ana (08.12.1812).
N 7 Jose Manuel dos Santos (07.08.1814).
N 8 Matildes (03.06.1816).
N 9 Lucio Iria de Araujo, casou com Maria Isabel de Andrade, filha do tenente
Antonio de Andrade e Ana Vitoria em 5 de fevereiro de 1833.
F 7 Francisca Mendes de Siqueira (05.05.1771), tambem conhecida por Francisca
Maciel de Sampaio, casada no Tamandua em 18 de setembro de 1787 com Jose Pires de
Lima, filho de Joao Pires de Santiago e Ana Maria do Prado. Jose Pires faleceu em 27 de
agosto de 1838.
N 1 Ana Maria do Prado (13.07.1788), casou com Rafael Soares da Silva, filho de
Manuel Soares da Silva e Catarina de Melo, em 6 de fevereiro de 1815
N 2 Joao (05.09.1790).
N 3 Ursula Maria (18.11.1792), casada com Benedito Gongalves, filho de
Francisco Nunes e Ana Maria em 11 de junho de 1822.
N 4 Clara Maria da Anunciagao, casou com Pedro Jose Leite, filho de Jose Leite e
Bernardina Colaga em 18 de fevereiro de 1828.
N 5 Atanagildo Jose Mendes (02.11.1798), casou com Maria Francisca de
Andrade, filha de Luciano Jose de Andrade e Francisca Clara da Conceigao em 16 de
maio de 1820.
N 6 Maria Francisca Pires (04.08.1803), casou com Francisco Jose dos Santos em
14 de fevereiro de 1820. Antonio Rodrigues Seixas e Genoveva Soares, esta filha de
Manuel Manso de Avelar, tambem vieram a morar nos Papagaios Novos. Tiveram os
filhos:
BN 1/2 Joao Rodrigues (16.07.1788), que segundo Negrao estava com
morfeia em 1804, e Ricardo Rodrigues Seixas (25.05.1791), que casou com Maria
Ferreira, filha de Manuel Ferreira e Luiza Antonia de Jesus, em 16 de fevereiro de 1808.
Antonio Rodrigues Seixas faleceu em 13 de janeiro de 1795
F 8 Bento (23.01.1774).
F 9 Jose Gongalves de Almeida (17.11.1776), casado no Tamandua em 19 de abril
de 1795 com Maria Joaquina, filha de Salvador dos Santos Ribeiro e Romana Cordeiro
Matoso.
N 1 Atanagildo (31.07.96).
N 2 Estanislau; Ana (02.10.1801).
N 3 Maria Rita Blandina (23.01.1803), casada com Jose Honorio de Souza, filho
de Benedito Mendes Sampaio e ana Justa.
N 4 Candido Jose dos Santos.
N 5 Jose Joaquim de Almeida (21.12.1806) casou em 12 de maio de 1852 com
Maria Isabel do Belem, filha de Teodoro Ferreira Maciel e Rosa Maria de Jesus.
N 6 Domitila Maria das Neves, casada com Manuel Mendes Sampaio, filho de
Benedito Mendes Sampaio e Ana Justa em 23 de novembro de 1814.
N 7 Catarina Angelica da Assungao, casada em 8 de setembro de 1822 com
Domingos Jose de Abreu, filho de Francisco Manuel de Abreu e Rosa Maria da
Conceigao.
N 8 Manuel (02.09.1810), talvez seja Manuel Leiria de Almeida.
N 9 Zeferina Nuncia de Almeida (nascida aproximadamente em 1812).
N 10 Leopoldina (31.07.1814), casou com Francisco Antonio Silverio.
N 11 Gertrudes Umbelina de Almeida (01.06.1816), casou com Joao Simao
Gongalves, filho do capitao Simao Gongalves de Andrade e Rosa Alexandrina em 14 de
dezembro de 1841.
N 12 Balbina (14.03.1818).
N 13 Joaquim (02.11.1819).
§4
Gertrudes, batizada no dia 3 de abril de 1735, nascida no dia 15 de margo.
§5
Inacio, batizado no dia 11 de novembro de 1737 foi batizado Inacio, nascido em 2 de
novembro.
§6
Ana Barbosa, batizada no dia 26 de maio de 1740;casou-se no Tamandua em 22 de
fevereiro de 1757 com Manuel Manso de Avelar, natural da ilha de Santa Catarina, filho de
Baltazar Soares Louzado e de Isabel Rodrigues de Meira. Ana Barbosa faleceu em 6 de
junho de 1793 e sepultada na capela do Tamandua. Manuel Manso de Avelar faleceu em
12 de agosto de 1815 e foi sepultado dentro da matriz do Tamandua, tinha 70 anos.
F 1 Antonio Monteiro Manso (29.06.1761), foi para o Continente do Sul onde casou
com Ana Maria Martins, filha de Domingos Martins e Clara Domingues, neta paterna de
Domingos Martins Fraga e de Isabel da Costa Rosa (moradores na Ponta Grossa),
possuiram a estancia do Cambui em Cagapava.
N 1 Maria Manso da Conceigao, casada com o mal. Bento Manuel Ribeiro, filho de
Manuel Ribeiro de Almeida e Ana Maria Bueno.
F 2 Isabel (06.10.1764).
F 3 Maria da Conceigao (10.02.1766), casada em 11 de Janeiro de 1781 com Jose
Xavier Pires, filho de Andre Gongalves Barbosa e Isabel Pires Ribeiro. Jose Xavier Pires
faleceu em 30 de Janeiro de 1820.
N 1 Maria (03.10.1782).
N 2 Ana (25.02.1784).
N 3 Florinda.
N 4 Genoveva Umbelina da Gloria (06.08.1789), casou com Manuel Narciso Belo,
filho de Gabriel Narciso Belo e Rosa Maria do Nascimento, em 3 de fevereiro de 1820.
N 5 Maria (02.06.1793).
N 6 Rosa Camelia de Candelaria (12.03.1796), casou com Jose Manuel Teixeira,
filho de Manuel Jose Teixeira e Francisca Batista, em 21 de Janeiro de 1817.
N 7 Esmeria (08.10.1798).
N 8 Maria Francisca Pires (03.10.1802), casou com Francisco Jose dos Santos,
filho de Antonio dos Santos Valerio e Custodia Maria de Jesus, em 14 de fevereiro de
1820.
N 9 Joaquim (21.07.1819).
N 10 Senhorinha Luiza, casou com Jose Carneiro Marcondes, filho do capitao
Domingos Inacio de Araujo e Josefa Joaquina de Franga em 8 de dezembro de 1841.
F 4 Genoveva Soares (12.05.1768), casada no Tamandua em 11 de junho de 1787
com Antonio Rodrigues Seixas, filho de Manuel Rodrigues Seixas e Isabel Martins
Valenga. Antonio Rodrigues Seixas faleceu em 13 de Janeiro de 1795
N 1 Joao Rodrigues (16.07.1788).
N 2 Ricardo Rodrigues Seixas (25.05.1791), que casou com Maria Ferreira, filha
de Manuel Ferreira e Luiza Antonia de Jesus, em 16 de fevereiro de 1808.
F 5 Joana Maria de Jesus (12.08.1770), casada em 21 de outubro de 1793 com
Inacio de Lima Pereira, filho de Inacio Pires de Lima e Clara Pereira Teles.
F 6 Baltazar (03.11.1770).
F 7 Rosaura Soares (03.11.1777), casada em 9 de Janeiro de 1795 com Joao Pires
de Lima, filho de Joao Pires de Santiago e Ana Maria do Prado.
N 1 Joaquina (Registro posterior em 1818), casou com Manuel Soares, filho de
Paulo de Armeiro e Maria Joaquina em 13 de Janeiro de 1818.
N 2 Maria (10.03.1796).
N 3 Camilo Jose Caetano (16.09.1798), casou com Gertrudes Fernandes, filha de
Sebastiao Fernandes e Genoveva Soares em 13 de dezembro de 1815.
N 4 Manuel (03.06.1800).
N 5 Ana Soares de Araujo, casou com Salvador Afonso Moreira, filho de Jose
Afonso Moreira e Ana Nunes de Siqueira em 26 de fevereiro de 1821.
N 6 Porfiria (12.03.1809).
N 7 Perpetua (26.03.1814).
N 8 Maria (18.03.1820).
F8 Ana (05.03.1780).
F 9 Maxima Soares (16.07.1782), casada em 20 de setembro de 1798 com Antonio
dos Santos Belem, filho de Antonio dos Santos Belem e de Francisca Diniz Pinheiro.
Antonio faleceu em 18 de julho de 1815 e Maxima em 21 de junho de 1825.
N 1 Francisca Antonia dos Santos (aproximadamente em 1804), casada com Joao
Jose de Oliveira, filho de Antonio Jose e Maria Alves de Oliveira, em 23 de outubro de
1819.
N 2Prudencia Rosa de Deus, casada com Felisberto Jose dos Santos, filho de
Manuel Pinto e Antonia Maria.
N 3 Constantina (15.10.1814).
F 10 Maria da Conceigao (26.02.1785), casada com Manuel de Abreu Pereira, filho
de Francisco Manuel de Abreu e Rosa Maria, em 4 de junho de 1804.
F 11 Joao.
Nos casamentos acima aparecem varios filhos de Antonio dos Santos Belem e de
Francisca Diniz Pinheiro; ele era natural de Lisboa, filho de Domingos Francisco e de
Madalena dos Santos e ela natural de Curitiba, filha de Francisco Diniz Pinheiro e Clara
Pereira; casaram-se em Curitiba no dia 7 de janeiro de 1751. Na lista de 1776 moravam
no Passauna, ele com 68 anos e vivia de suas lavouras. Tiveram os filhos Francisco dos
Santos Belem (27.04.1756); Rosa Maria da Conceigao, casada em 28 de outubro de 1782
com Francisco Manuel de Abreu, natural da ilha de Santa Catarina, filho de Manuel de
Abreu Pereira e Bernardina de Lima; Genoveva (22.10.1762); Clara Madalena
(30.11.1768); Jose (19.12.1768); Maria (15.03.1770); Inacio dos Santos Belem
(20.09.1770), casado em primeiras nupcias com Maria Antonia de Moura e em segundas
com Ana Flora; Antonio dos Santos Belem (20.07.1774), casou com Maxima Soares.
Antonio faleceu em 20 de outubro de 1778 e Francisca em 11 de outubro de 1791.
FRANCISCO ANTUNES MACIEL (J. C. Veiga Lopes)
Filho de Miguel Antunes Maciel, falecido em 1726 em Sorocaba, e de Maria Paes
Domingues. Morador antigo na regiao. Casou-se, usando o nome de Francisco Soares
Cardoso, em 24 de dezembro de 1749 com Teresa de Jesus, batizada em 8 de dezembro
de 1734 pelos religiosos de Sao Bento em suas fazendas dos Campos Gerais, filha de
Miguel Fernandes e de Maria de Lima; na lista de 1765 era Francisco Antunes Cardoso.
Francisco Antunes Maciel faleceu no dia 9 de novembro de 1795, morador na Ponta
Grossa, 84 anos, foi confessado e ungido, sepultado na capela de Santa Barbara do
Pitangui, nao fez testamento por ser pobre.
F 1 Jose Antunes Maciel, batizado na capela de Santa Barbara do Pitangui no dia 11
de abril de 1751, como filho de Francisco Soares. Casou-se em Curitiba no dia 7 de
outubro de 1774 com Maria de Nazare, filha de Joao da Silva Furtado e de Aniceta
Martins.
N 1 Daniel (03.03.1779)
N 2 Ana (28.04.1783).
N 3 Angelica (07.03.1785).
N 4 Manuel (15.03.1789)
N 5 Jonatas (25.07.179
F 2 Joaquim Antunes Maciel, nascido mais ou menos em 1755 e foi casado com
Arcangela Dias Ribeiro.
N 1 Jose (25.05.1779)
N 2 Escolastica (05.06.1781)
F 3 Inacio Antunes Maciel, nascido mais ou menos em 1758 e foi casado com
Meralda Martins.
N 1 Maria (31.03.1782)
N 2 Blanca (27.07.1786)
N 3 Teresa (26.07.1790)
F 4 Marcelo Antunes Maciel, batizado no Capao Alto em 20 de Janeiro de 1763 e foi
casado com Bernardina Pereira de Jesus, filha de Lourengo Alvares de Sa e Maria
Rodrigues Ferreira.
N 1 Rita (25.07.1781)
N 2 Marco (03.11.1785)
N 3 Teodoro (04.02.1788)
N 4 Florinda (06.01.1794)
N 5 Gregorio
F 5 Antonio Antunes, batizado na capela de Santa Barbara do Pitangui em 25 de
dezembro de 1765. Foi casado com Isabel Maria, filha de Domingos Ribeiro e de Marcela
da Costa Rosa.
N 1 Vitoriana (03.04.1790)
F 6 Miguel Antunes, batizado no dia 7 de setembro de 1778, casado com Joaquina
da Silva de Moraes, neta de Pantaleao.
F 7 Francisco
F 8 Paula
F 9 Maria.
F 10 Barbara,
F 11 Gertrudes.
F 12 Teresa (27.12.1774).
PANTALEAO PEDROSO DE MORAIS (J. C. Veiga Lopes)
Pantaleao Pedroso de Morais era filho de Inacio Pedroso (em alguns documentos
esta escrito Inocencio Pedroso Lima) e Ana da Silva (e Moraes), casou-se em Curitiba no
dia 2 de agosto de 1741 com Teresa Paes de Almeida, tambem conhecida por Teresa de
Jesus, filha de Sebastiao Paes de Almeida e Leonor de Escudero. Faleceu em 9 de
setembro de 1790
Cap. 1 Pedro da Silva Morais, foi batizado no dia 7 de julho de 1742, na matriz de
Nossa Senhora da Luz de Curitiba.
Cap. 2 Juliao Paes Pedroso (10.11.1743), na fazenda do Pitangui.
Cap. 3 Ana da Silva Morais (dos Santos Martins) (31.10.1745), na fazenda do
Pitangui.
Cap. 4 Jose Pedroso de Morais (30.05.1746), na fazenda do Pitangui.
Cap. 5 Miguel (30.05.1746), batizado na fazenda do Pitangui.
Cap. 6 Inocencio Jose Pedroso (20.01.1752), batizado na capela de Santa Barbara
do Pitangui.
Cap. 7 Madalena Esmeria da Silva (08.09.1762), batizada na capela de Santa
Barbara do Pitangui.
Cap. 8 Luzia Machado (20.09.1764), na capela de Santa Barbara do Pitangui.
Cap. 9 Luzia Machado (20.09.1764), na capela de Santa Barbara do Pitangui.
Cap. 10 Antonio Pedroso, filho natural.
Cap. 1
Pedro da Silva Morais, foi batizado no dia 7 de julho de 1742, na matriz de Nossa
Senhora da Luz de Curitiba.
Cap. 2
Juliao Paes Pedroso (10.11.1743), na fazenda do Pitangui. Faleceu solteiro (Juliao
Paes Domingues)
Cap. 3
Ana da Silva Morais (dos Santos Martins) (31.10.1745), na fazenda do Pitangui.
Casou-se no dia 24 de junho de 1771, na capela de Santa Barbara do Pitangui, com Joao
Martins dos Santos; casou-se em segundas nupcias com Manuel Nunes de Siqueira (ou
Carvalho).
Teve do primeiro casamento
F 1 Teresa dos Santos Martins, batizada em 7 de margo de 1772 na capela de
Sant’Ana do lapo; casou com Joao Marcos da Silva. Teresa faleceu em 22 de margo de
1837 e Joao Marcos em 6 de agosto de 1840
N 1 Joao da Silva Leiria, casado, ausente para o sul
N 2 Manuel Marques da Silva, casado com Umbelina Maria da Silva, ausente para
o sul.
N 3 Francisco Marques (Marcos da Silva), casado, presente.
N 4 Luciano Marques (ou Marcos da Silva), casado, presente.
N 5 Jose Marques (ou Jose Antunes), solteiro, ausente para o sul.
N 6 Ana Joaquina, casada com o capitao Domingos da Silva Leiria, presente.
N 7 Maria Marques, casou com Jose Antonio de Matos em 1820.
N 8 Jose Antonio de Matos, presente.
N 9 Guiomar Balbina da Silva, casada com Inacio Correia Pacheco
BN 1 Jose de Chaves
BN 2 Antonio
N 10 Honoria Balbina da Silva, 33 anos, solteira.
F 2 Ana da Silva de Moraes (ou dos Santos Martins), casada com Jose Manuel de
Almeida. Ana faleceu em 19 de julho de 1847.
N 1 Maria (aprox. 1790), casou com Venancio Jose Gomes.
N 2 Joaquim Jose de Almeida (aprox. 1791), casado no dia 25 de agosto de 1820
com Gertrudes Maria do Espirito Santo, filha de Bento Ribeiro do Amaral e de Gabriela
Maria da Trindade. Faleceu em 21 de fevereiro de 1853.
BN 1 Francisco
BN 2 Maria Leduina, casou com Luciano Marques Leiria.
BN 3 Jose.
BN 4 Ana Catarina de Almeida (19.02.1826), casou com Antonio Jose de
Siqueira.
BN 5 Delfina Maria de Almeida (08.05.1828).
BN 6 Generoso Jose de Almeida (25.12.1829)
BN 7 Pacifica Maria (02.09.1831).
BN 8 Anacleto (13.09.1833),
BN 9 Atanagildo Jose de Almeida (13.04.1835).
BN 10 Virginia Maria (22.05.1837).
BN 11 Gabriela Maria (14.12.1839).
BN 12 Balduino (04.03.1841).
BN 13 Iria (aprox. 1843)
BN 14 Balbina (aprox. 1845)
BN 15 Maria das Dores (aprox. 1848).
N 3 Delfina dos Santos (aprox. 1796) {casou com Cristovao da Rocha em 1817
(ver a seguir)}.
N 4 Inacia (aprox. 1798), casou-se com Cristovao da Rocha em 1817
N 5 Eduardo Jose de Almeida (aprox. 1799), casou com Rita Borges.
BN 1 Jose de Almeida Borges.
BN 2 Joaquim de Almeida Borges.
BN 3 Generoso de Almeida Borges.
BN 4 Maria do Carmo.
N 6 Ana d’Almeida (aprox. 1801), casou-se com Jose Francisco Rodrigues
N 7 Atanagildo Jose de Almeida (aprox. em 1802), casou-se com Francisca da
Silva Leiria (3.4.11), filha de Antonio da Silva Leiria e Isabel dos Santos Martins.
N 8 Antonio Jose de Almeida (aprox. 1803)
N 9 Angelica d’Almeirda (aprox. 1806), casou-se com Manuel da Silva Leiria
N 10 Francisco Jose Martins de Almeida (aprox. 1807)
N 11 Gertrudes d’Almeida (aprox. 1809), casou-se com Joao Jose Rodrigues
N 12 Rosaura (aprox. 1810)
N 13 Marinha d’Almeida, casou-se com Joao Jose de Oliveira
N 14 Umbelina d’Almeida
F 3 Joao dos Santos Martins, casado com Maria Nunes de Siqueira. Maria Nunes de
Siqueira faleceu em 21 de Janeiro de 1852. Joao dos Santos Martins faleceu em 10 de
dezembro de 1855.
N 1 Antonio dos Santos Martins (casado, ausente para o sul).
N 2 Americo.
N 3 Francisco dos Santos Martins, viuvo em 1852
N 4 Gabriel dos Santos Martins (ausente para o sul ha muitos anos).
N 5 Ana dos Santos Martins, casada com Bento Luis
BN 1 Salvador
BN 2 Manuel
BN 3 Guiomar
BN 4 Firmino (a)
BN 5 Isabel
BN 6 Candido Jose dos Santos, casado, ausente para o sul.
BN 7 Maria dos Santos Martins,casada com Joao Floriano da Silva.
BN 8 Maria Angelica dos Santos (solteira em 1852, 40 anos).
BN 9 Joao dos Santos Martins (solteiro em 1852, 38 anos).
F 4 Isabel dos Santos Martins, casada com Antonio da Silva Leiria, filho de Manuel
da Silva Leiria e Maria de Nunes. Isabel faleceu em 17 de junho de 1850 (ou 1851)
Antonio da Silva Leiria faleceu em 24 de dezembro de 1851.
N 1 Manuel da Silva Leiria, casado com Angelica Maria.
N 2 Antonio da Silva Leiria Junior, viuvo, ausente.
N 3 Francisco da Silva Leiria, casado, ausente, Batizado na fazenda do Barreiro
em 29 de novembro de 1815.
N 4 Maria da Silva Leiria, casada com Joao Marques da Silva, ausente.
N 5 Libania da Silva Leiria, viuva, presente
N 6 Querubina da Silva Leiria, casada com o major Lourengo Marcondes Ribas,
presente.
N 7 Escolastica da Silva Leiria, falecida, tendo sido casada com Domingos
Joaquim de Araujo.
Jose Joaquim de Araujo e Silva, de idade de 31 anos, presente.
N 8 Joaquina da Silva Leiria, solteira, 40 anos, presente.
N 9 Ana da Silva Leiria, solteira, 40 anos, presente, gemea.
N 10 Balbina da Silva Leiria, casada com Procopio do Carmo Ribas, presente.
N 11 Francisca da Silva Leiria, casada com Atanagildo Jose de Almeida, presente.
F 5 Manuel dos Santos Martins, casou com Maria Joaquina
N 1 Manuel
N 2 Francisco dos Santos Martins.
N 3 Joaquim
N 4 Luis.
N 5 Jose dos Santos Martins
N 6 Jose Manuel.
N 7 Miguel
N 8 Maria.
N 9 Felicidade
N 10 Maria da Luz
N 11 Felicidade
F 6 Francisco de Paula Martins (talvez).
F 7 Jose.
Teve do segundo casamento
F 8 Inocencio
F 9 Maria
F 10 Joaquina
F 11 Gabriel (talvez)
Cap. 5
Jose Pedroso de Morais (30.05.1746), na fazenda do Pitangui. Casou com Maria
Teresa dos Santos, filha do Joao dos Santos Martins. Faleceu em 25 de abril de 1796 e
Maria Teresa faleceu em 5 de agosto de 1824
F 1 Joao Jose Pedroso (aprox. 1787).
F 2 Miguel Jose Pedroso (aprox. 1789); casou-se no dia 12 de setembro de 1803
com Maria Teresa de Jesus, filha de Jose Antunes Maciel e Maria de Nazare.
F 3 Antonio Jose Pedroso (aprox. 1800).
F 4 Ana Maria de Jesus (aprox. 1791); casou com Joaquim Bicudo de Siqueira.
F 5 Maria Teresa de Jesus (aprox. 1793).
F 6 Inacio (1796).
Teve uma filha natural
F 7 Margarida da Luz, casada com Antonio Ferreira Pinto (ou Antonio Ferreira da
Luz).
Cap. 6
Miguel (30.05.1746), batizado na fazenda do Pitangui.
Cap. 7
Inocencio Jose Pedroso (20.01.1752), batizado na capela de Santa Barbara do
Pitangui.
Cap. 8
Madalena Esmeria da Silva (08.09.1762), batizada na capela de Santa Barbara do
Pitangui; casou com Andre Domingues Vidigal..
F 1 Teresa
F 2 Pantaleao
Cap. 9
Luzia Machado (20.09.1764), na capela de Santa Barbara do Pitangui; casou com
Tome Vieira Colago.
F 1 Maria.
Antonio Pedroso, filho natural
Cap. 10
MATEUS DA COSTA ROSA (J. C. Veiga Lopes)
Mateus da Costa Rosa era natural da freguesia de Santa Maria do Vilar, bispado da
cidade do Porto, filho de Mateus Joao e de sua mulher Catarina da Costa; veio para o
Brasil e casou-se na Vila de Santos com Margarida de Oliveira, filha de Antonio de
Oliveira, mudando-se depois para Paranagua. Teve com a esposa os filhos 7 filhos
seguintes:
Cap. 1 Antonio.
Cap. 2 Padre Cristovao da Costa Rosa (ou da Costa e Oliveira).
Cap. 3 Padre Estevao de Oliveira Rosa.
Cap. 4 Pascoa da Ressurreigao que se casou com Antonio Rodrigues Domingues.
Cap. 5 Maria de Oliveira que se casou com Andre Machado Pereira.
Cap. 6 Beatriz
Cap. 7 Catarina.
Tinha dois filhos naturais com Viviana Gongalves
Cap. 8 Diogo da Costa Rosa.
Cap. 9. Maria Dina de Oliveira
Antonio.
Cap. 1
Cap. 2
Padre Cristovao da Costa Rosa (ou da Costa e Oliveira).
Cap. 3
Padre Estevao de Oliveira Rosa.
Cap. 4
Pascoa da Ressurreigao que se casou com Antonio Rodrigues Domingues (tiveram
os filhos:
F 1 Ana de Oliveira Rosa
F 2 Dr. Mateus da Costa Rosa, (muitas vezes confundido com o avo homonimo).
Cap. 5
Maria de Oliveira que se casou com Andre Machado Pereira.
Cap. 6
Beatriz
Catarina.
Cap. 7
Tinha dois filhos naturais com Viviana Gongalves
Cap. 8
Diogo da Costa Rosa. Casou-se em Curitiba no dia 18 de abril de 1706 com Paula
Fernandes de Oliveira, filha de Joao Rodrigues Side e Isabel de Oliveira. Faleceu em
Curitiba no dia 22 de julho de 1747. Paula faleceu em 18 de abril de 1758.
F 1 Maria de Oliveira Rosa, batizada no dia 4 de setembro de 1707 na igreja matriz
de Curitiba. Casou em 1729 com Miguel Alves de Faria, filho de Joao Alves Martins e
Maria do Souto, nao tiveram descendencia .
F 2 Isabel da Costa Rosa, batizada no dia 6 de setembro de 1709 na igreja matriz de
Curitiba. Casou-se no dia 06 de outubro de 1733 com Domingos Martins Fraga, filho de
Domingos Martins e Maria Francisca, natural de Sao Pedro do Monte, Termo de Barcelos,
Arcebispado de Braga. Faleceu no dia 6 de agosto de 1786.
N 1 Rita, nascida em Curitiba no dia 28 de Janeiro de 1735, onde foi batizada em 3
de fevereiro na igreja matriz.
N 2 Aniceta Costa ou Aniceta Martins, nascida em 12 de margo de 1737, e foi
batizada na igreja matriz de Curitiba no dia 18 de julho de 1737. Casou com Joao da Silva
Furtado (batizado em 30 de outubro de 1733), natural da freguesia do Juqueri, filho de
Antonio Furtado de Souza e Maria de Freitas, no dia 10 de julho de 1758 , na capela de
Santa Barbara do Pitangui. Faleceu no dia 14 de junho de 1811.
BN 1 Joao da Silva Furtado, batizado em 7 de abril de 1759 na capela de
Santa Barbara do Pitangui.
BN 2 Maria de Nazare, batizada em 28 de dezembro de 1760 na capela de
Santa Barbara do Pitangui. Casou em Curitiba no dia 7 de outubro de 1774 com Jose
Antunes Maciel (11.04.1751), filho de Francisco Soares (ou Francisco Antunes Maciel) e
Teresa de Jesus.
TN .1 Daniel (03.03.1779)
TN .2 Ana (28.04.1783)
TN .3 Angelica (07.03.1785).
TN 4 Manuel (15.03.1789)
TN 5 Jonatas (25.07.179
BN 3 Agapito, batizado em 24 de setembro de 1762 na capela de Santa
Barbara do Pitangui.
BN 4 Felicia, batizada em 7 de fevereiro de 1765 na capela do Tamandua.
BN 5 Rafael, batizado em 10 de maio de 1767 na capela de Santa Barbara
do Pitangui.
BN 6 Exposita
N 3 Domingos Martins de Oliveira, nascido em 11 de Janeiro de 1739, e batizado
na fazenda do Pitangui, dos reverendos padres da Companhia, em 25 de Janeiro de 1739.
Casou com Clara Rodrigues de Oliveira (tambem conhecida como Clara Fernandes), filha
de Miguel Fernandes de Siqueira e de Maria de Lima, em Curitiba, no dia 20 de maio de
1756. Faleceu no dia 4 de agosto de 1775.
BN 1 Hipolito, nascido no Rio Grande do Sul.
BN 2 Salvador, nascido no Rio Grande do Sul.
BN 3 Ana Maria Martins, nascida no Rio Grande do Sul, casada com
Antonio Monteiro Manso (29.06.1761), filho de Manuel Manso de Avelar e Ana Barbosa.
TN 1 Maria Manso da Conceigao, casada com o mal. Bento Manuel
Ribeiro, filho de Manuel Ribeiro de Almeida e Ana Maria Bueno.
BN 4 Inacio, nascido no Rio Grande do Sul.
N 4 Maria, nascida no dia 26 de Janeiro de 1743 e batizada na igreja matriz de
Curitiba em 24 de junho de 1743.
N 5 Jose Martins de Oliveira, batizado na fazenda do Pitangui, em 23 de outubro
de 1745. Faleceu solteiro.
N 6 Guiteria Angela Maria, nascida em 20 de maio de 1747 e batizada na igreja
matriz de Curitiba em 10 de agosto de 1747. Casou em 31 de agosto de 1772 na capela
de Santa Barbara do Pitangui com Jose Antonio de Oliveira, natural de Rio Grande de Sao
Pedro do Sul, filho de Joao Inacio e Helena Maria.
BN 1 Jose Manuel de Oliveira". Casou na regiao de Cruz Alta com
Emerenciana Inacia da Conceigao.
BN 2 Joao Antonio de Oliveira, batizado na capela de Santa Barbara do
Pitangui em 20 de outubro de 1775. Casou em Castro com Francisca Leite, filha de
Antonio Luis Duarte e Paula Leite, no dia 1° de julho de 1795.
BN 3 Carlos Jose de Oliveira, batizado na capela de Santa Barbara do
Pitangui em 17 de fevereiro de 1778. Casou em Castro com Clara Maria de Jesus, filha de
Antonio Jose Maciel e Bernardina Ferreira de Jesus em 23 de junho de 1803.
TN 1 Maria da Assungao, casada com Isaias Pinheiro da Silva.
99 Capitao. Descendentes em Julio de Castilhos.
TN 2 Maria Joaquina d’Oliveira, casada com Antonio Alves de
Carvalho.
QN 1 Francisco.
QN 2 Jose.
QN 3 Joaquim.
QN 4 Maria
TN 3 Generoso Jose d’Oliveira.
TN 4 Florisbela Maria d’Oliveira, casada com Antonio de Andrade
Camargo.
TN 5 Ana Maria d’Oliveira, casada com Joao Antonio Antunes.
TN 6 Manuel Jose de Oliveira.
TN 7 Felicidade Maria de Oliveira.
BN 4 Maria Salome, batizada na capela de Santa Barbara do Pitangui em 5
de junho de 1781. Casou no dia 30 de outubro de 1797 com Francisco Jose Dias de
Almeida 100 , natural de Cotia, filho de Joaquim Dias Vieira e Inacia Paes de Almeida.
TN 1 Manuel Antonio de Oliveira (Neco) (21.09.1798) casado com
Ninica.
TN 2 Ana de Oliveira ou Ana Alda Blandina de Oliveira (mais ou
menos em 1800), casada em 21 de margo de 1818 com Antonio Novaes Coutinho 101 ,
natural da freguesia de Sao Tome de Torrens, arcebispado de Braga, filho de Antonio
Jose de Castro e Perpetua Maria Novaes.
TN 3 Francisco Jose de Oliveira (mais ou menos 1801 a 1802),
casado em 24 de dezembro de 1822 com Ana Benedita de Jesus (Aninha), filha do alferes
Jose Manuel Batista (era o alferes Jose Manuel Ferreira casado com Iria Balbina da
Piedade).
TN 4 Maria, nasceu em 1804 e morreu com 5 dias.
TN 5 Joao Antonio de Oliveira (Cravo) (03.04.1805, oratorio da
fazenda Santa Cruz, casado com Felicidade Maria Ferreira, viuva de Jeronimo Jose
Vieira 102 , filha de Francisco Ferreira Prestes e de Ana Joaquina de Oliveira.
100 Inumeros descendentes em Cima da Serra e Passo Fundo.
101 Um dos primeiros habitantes e chefe politico em Palmeira das Missoes- RS.
102 Devem ser ascendentes do Gen. Prestes Guimaraes, com descendentes em Passo Fundo.
TN 6 lldefonso Jose de Oliveira (09.09.1806, bairro da Ponta
Grossa), casou no dia 23 de fevereiro de 1838 em Castro com Maria Germana Penteado,
filha de Joao Batista Penteado 103 e Maria Floriana de Almeida.
TN 7 Fidencio Jose de Oliveira (mais ou menos em 1807), casado
em 7 de julho de 1841 em Ponta Grossa com Ubaldina de Souza (Dias de Almeida).
TN 8 Gertrudes Maria de Oliveira (13.07.1809), casada em 14 de
fevereiro de 1826 com o capitao Teodoro da Rocha Ribeiro 104 , filho de Manuel da Rocha e
Souza e de Maria da Encarnagao.
QN 1 Manuel Teodoro da Rocha Ribeiro, batizado em Ponta
Grossa no dia 28 de outubro de 1827. Casou em Ponta Grossa, entao fregues do Passo
Fundo, distrito de Cruz Alta, no dia 17 de setembro de 1853, com Ana Joaquina de
Oliveira, filha de lldefonso Jose de Oliveira).
QN 2 Maria Ambrosia da Rocha Ferreira, nao encontramos
nem em Ponta Grossa nem em Castro, quando em 4 de agosto de 1906, no registro do
seu obito esta dito que era natural da cidade de Passo Fundo e que estava com 75 anos,
entao deve ter nascido em 1831. Casou com Domingos Ferreira Pinto mais ou menos em
1852.
QN 3 Nuncia Maria Ferreira (ou de Oliveira) foi batizada em
Ponta Grossa no dia 16 de novembro de 1832. Casou com Jose Ferreira dos Santos,
natural de Palmeira, filho de Joaquim Ferreira Pinto e Maria Rosa dos Santos.
QN 4 Eufrosina de Oliveira Rocha (ou da Rocha Batista),
nasceu em Passo Fundo. Casou em Ponta Grossa em 19 de setembro de 1857 com
103 Tronco dos Penteado no Rio Grande, regiao de Passo Fundo.
104 No inventario de Teodoro da Rocha Ribeiro, datado de 1859, consta que e casado com Gertrudes Maria de Oliveira e
sao seus filhos herdeiros:
F 1 Manoel da Rocha Ribeiro
F 2 Maria Ambrosia da Rocha Ferreira, casada com Domingos Ferreira Pinto.
F 3 Nuncia Maria da Rocha Ferreira, casada com Jose Ferreira dos Santos.
F 4 Eufrasina Isabel da Rocha, casada com Francisco Antonio Batista (Rosas).
Seus tres genros sao paranaenses muito ligados a historia do Parana.
Domingos Ferreira Pinto descende de Joao Rodrigues de Franfa, a capitao-mor de Paranagua, por Jose Ferreira Pinto,
morador da vila de Castro, no bairro de Ponta Grossa (inicia de 1800). Foi agraciado com a titulo de barao de Guarauna.
Nao teve descendencia.
Jose Ferreira dos Santos foi um dos primeiros povoadores de Palmas (PR), chefe de uma das expedi?5es que ocupou em
1839 os Campos de Palmas.
Jose Ferreira Pinto casou em 1765 com Barbara Antonia Pedroso, filha de Domingos Antonio Duarte (de Portugal) e de
Francisca Pedrosa de Siqueira (ou da Costa, de Curitiba). Seus avos matemos sao Felipe Leme de Siqueira (Sao Paulo) e
Sebastiana Pedroso de Lima (Curitiba). Os irmaos de Francisca Pedrosa, ou seja, Manoel Rodrigues de Siqueira,
Antonio de Lima Siqueira e Felipe Garcia de Lima, residem em Castro. Estes dois ultimo s casam respectivamente com
Inacia e Ana Joaquina, filhas de Antonio de Quadros (Itu) e Antonia Pereira (Curitiba) (R. Roderjan).
Francisco Dias Batista Rosas, filho de Antonio Dias Batista e Maria do Nascimento de
Azevedo.
TN 9 Diogo Jose de Oliveira (20.05.1811, bairro das Conchas),
casado em 27 de fevereiro de 1838 em Ponta Grossa com Maria Joana Ferreira ou Vieira,
provavelmente filha de Jeronimo Jose Vieira e Felicidade Maria Ferreira.
TN 10 Jose Francisco de Oliveira (Jeca) (19.03.1813), casado com
Maria Filomena Xavier, filha de Francisco Xavier de Castro e Ana Joaquina Ferreira.
TN 11 Maria Perpetua de Oliveira (mais ou menos 1814), casada em
25 de agosto de 1818 com Francisco Lemos de Oliveira, filho de Antonio Lemos
Cavalheiro e Rosa Maria de Oliveira, naturais de Parnaiba, (Maria e Francisco moradores
em Palmeira das Missoes).
TN 12 Francisca Maria de Oliveira (Chica) (mais ou menos em 1815),
casada em Ponta Grossa no dia 25 de fevereiro de 1838 com Joao da Silva Rocha
(Jango).
TN 13 Fidelis Jose de Oliveira (mais ou menos 1820), casado no dia
1° de maio de 1844 com Oristela de Gamarras de Oliveira, filha de Jose de Oliveira
Prestes e de Ana Rosa do Nascimento Belo. 8.2.6.4.14 Joaquim Teodoro de Oliveira,
faleceu no dia 11 dejulho de 1838 com 18 anos no bairro de Catanduva.
BN 5 Ana Joaquina de Oliveira, batizada na capela de santa Barbara do
Pitangui em 25 de outubro de 1784. Casou em primeiras nupcias no dia 27 de agosto de
1800 com Francisco Ferreira Prestes (falecido em 29 de abril de 1813), natural e morador
na capela do Tamandua, filho de Antonio Ferreira de Farias e Maria Prestes de Aguiar, e
em segundas nupcias com Domingos Ferreira Pinto, filho de Jose Ferreira Pinto e Barbara
Antonia Pedrosa. Inventariada em 1865
Teve do primeiro casamento
TN 1 Florisbela, 11 anos em 1813
TN 2 Felicidade Maria Ferreira, 9 anos em 1813. Casou em primeiras
nupcias com Jeronimo Jose de Oliveira e em segundas com Joao Antonio de Oliveira
( 8 . 2 . 6 . 4 . 5 )
TN 3 Rita Maria, 7 anos em 1813
TN 4 Alexandrina, 6 anos em 1813
TN 5 Lucio, 5 anos em 1813
TN 6 Rita Margarida, 3 anos em 1813
TN 7 Policarpio, 2 anos em 1813
Teve do segundo casamento
TN 8 Maria, batizada em 9 de abril de 1815
TN 9 Ana Maria Ferreira, casada com Antonio Bueno.
TN 10 Domingos Ferreira Pinto, batizado em 5 de outubro de 1820.
Casado com sua prima Maria Ambrosia da Rocha Ferreira (8.2.6.4.8.2), com quern nao
teve filhos. Teve com Ana Flora de Araujo, moradora em Palmeira, duas filhas naturais
reconhecidas
QN .1 Nardina Ferreira, batizada em Palmeira no dia 28 de
agosto de 1845, casou no dia 16 de agosto de 1857, na igreja de Nossa Senhora Sant’Ana
da Ponta Grossa, com Francisco Teixeira Alves, natural de Passo Fundo, filho de Manuel
Teixeira Alves e de Francisca Alves. Faleceu em 28 de agosto de 1890.
PN 1 Procopio Teixeira Alves, nascido em Passo Fundo
aproximadamente em 1858, que casou com Maria Alves do Belem.
PN 2 Manuel Teixeira Diniz, nascido em Passo Fundo
aproximadamente em 1860, casou com Zelinda Teixeira d’Almeida.
PN 3 Filomena Teixeira (ou Ferreira d’Almeida), nascida
aproximadamente em 1863, que casou em Ponta Grossa em 26 de julho de 1879 com
Bonifacio d’Almeida e Silva (25.12.1854, Ponta Grossa, com 9 meses), filho de Atanagildo
Jose de Almeida e de Francisca da Silva Leiria, estando dito que os nubentes eram
naturais da paroquia de Ponta Grossa;
PN 4 Bernardina de Paula Teixeira, nascida
aproximadamente em 1865, natural de Passo Fundo, casou em Ponta Grossa no dia 25
de julho de 1880 com Ricardo Dias Batista, natural de Ponta Grossa, filho natural de Maria
da Gloria.
PN 5 Pedro Teixeira Alves (ou de Paula Teixeira),
nascido aproximadamente em 1867, natural de Passo Fundo, casou em Ponta Grossa no
dia 14 de abril de 1889 com Maria de Jesus Ribas, viuva do finado Augusto de Almeida
Taques, filha do major Dulcio Mariano Ribas e de dona Francisca de Macedo Ribas.
aproximadamente em 1869;
PN 6 Domingos de Paula Teixeira, nascido
PN 7 Candida de Paula Teixeira, nascida
aproximadamente em 1871, casou em Ponta Grossa no dia 25 de margo de 1891,
freguesa da Palmeira, com Laurindo Dias Batista (ou Ribeiro), filho natural de Maria da
Gloria.
PN 8 Jose, nascido em Ponta Grossa no dia 18 de
setembro de 1874, batizado em 8 de dezembro de 1874, que faleceu antes da mae.
PN 9 Hortencio Teixeira Alves, nascido em Ponta
Grossa no dia 1° de margo de 1877 e batizado em 2 de abril de 1877, casou com
Bernardina Teixeira Bueno.
Camargo.
QN 2 Sinhorinha Ferreira, casada com Jesuino Pereira de
PN 1 Esidio, batizado em 7 de Janeiro de 1865 com 4
meses.
15 dias.
urn mes.
PN 2 Pedro, batizado em 30 de dezembro de 1865 com
PN 3 Laurindo, batizado em 6 de Janeiro de 1868 com
PN 4 Anardina, batizada em 21 de Janeiro de 1870 e
nascida em 5 de dezembro de 1869.
TN 11 Jose Ferreira Pinto.
TN 12 Manuel Ferreira Pinto
TN 13 Joaquim Ferreira Pinto
TN 14 Antonio Ferreira Pinto
BN 6 Jacinto Jose de Oliveira. Casou com Isabel Maria do Espirito Santo,
filha de Inacio dos Santos Palhano.
N 7 Marcela da Costa Rosa, nascida em 12 de agosto de 1749 e batizada na
fazenda do Pitangui em 24 de agosto de 1749. Casou com Domingos Ribeiro de Lima,
batizado em 17 de outubro de 1744 em Curitiba, filho de Francisco Ribeiro da Silva e de
Teresa de Jesus, no dia 17 de agosto de 1768 na capela de Santa Barbara do Pitangui.
Marcela faleceu em 1817 e Domingos no dia 6 de novembro de 1814.
BN 1 Isabel Maria, batizada em 28 de junho de 1769. Casou com Antonio
Antunes (25.12.1765), filho de Francisco Antunes Maciel e de Teresa de Jesus.
BN 2 Belquior (ou Mechior) Ribeiro Lima, batizado em 1° de Janeiro de
1771. Casou com Ana Barbara. Faleceu em 27 de junho de 1854, sem filhos.
BN 3 Francisco , batizado em 2 de dezembro de 1773.
BN 4 Baltazar.
BN 5 Gregorio, batizado em 1° de novembro de 1778.
BN 6 Maria da Encarnagao, batizada em 25 de julho de 1780. Casou-se
com Manuel Rocha de Souza em 28 de junho de 1794.
TN 1 Bento da Rocha Ribeiro. Casou com Alda Delfina, filha de
Aurelio da Costa Portela e Ana Maria Duarte.
TN 2 Teodoro da Rocha Ribeiro. Casou com Gertrudes Maria de
Oliveira (8.2.6.4.8).
BN 7 Maria Angelica, batizada em 7 de maio de 1782. Casou em Castro no
dia 17 de janeiro de 1803 com Carlos Jose de Santa Ana, natural de Itapeva, filho de
Joaquim Jose de Santa Ana e de Isabel Maria da Conceigao.
BN 8 Manuel, batizado em 26 de fevereiro de 1786. Faleceu crianga
BN 9 Gaspar.
BN 10 Cecilia Ribeiro Martins. Casou no dia 8 de setembro de 1804 com
Manuel Jose de Santa Ana, natural de Itapeva, filho de Joaquim Jose de Santa Ana e de
Isabel Maria da Conceigao
TN 1 Maria Fortunata de Sant’Ana, casou com Leduino (ou Felisbino)
Jose da Rosa.
Silva.
TN 2Ana Perpetua de Sant’Ana, casou-se com Reginaldo Ferreira da
PN 1 Maria Joaquina (filha natural), casou Bento Jose.
PN 2 Ladislau.
PN 3 Balbina.
PN 4 Rosa.
PN 5 Claudina.
PN 6 Bras
TN 3 Felisbina Rosas, casada Antonio Jose da Rocha, filho de
Matilde da Rocha Carvalhais).
PN 1 Matildes, casada com Joao Carneiro.
PN 2 Flonorata.
PN 3 Amalia.
PN 4 Verginia.
PN 5 Emilia.
PN 6 Emiliana.
TN 4 Manuela Antonia de Sant’Ana, casou-se com Domingos Jose
Palhano
Apos enviuvar teve
TN 5Claudio Pinto de Sampaio
Com Inacio Saraiva Lopes, com quern casou em segundas nupcias, teve
TN 6 Claudiana
TN 7 Mariana
N 8 Manuel, foi batizado no dia 20 de abril de 1752, na capela de Santa Barbara
do Pitangui. Faleceu solteiro antes de sua mae.
F 3 Maria da Costa Rosa, batizada no dia 15 de Janeiro de 1713. Casou-se no dia 18
de novembro de 1733 com Francisco da Silva, filho de Joao da Silva e de Dionezia
Francisca, natural da freguesia de Santa Olaya de Arnozelo, Concelho de Basto,
Arcebispado de Braga. Falecida em Curitiba no dia 6 de margo de 1747; Francisco faleceu
em 7 de margo de 1776.
N 1 Cristovao da Silva Rosa, nascido em 26 de setembro de 1734 e batizado em 3
de outubro em Curitiba. Casou-se mais ou menos entre 1776 e 1777 com Teodora
Pinheiro, filha de Patricio Pinheiro Novilher e Maria Paes. Teodora faleceu em 6 de agosto
de 1815
BN 1 Joaquim Pinheiro da Silva, batizado em 8 de julho de 1778.Casou em
Castro em 1798 com Rita Joaquina de Jesus, filha de Marcelo Antunes Maciel e
Bernardina Ferreira. Faleceu em 1805.
TN 1 Izaias Pinheiro da Silva, casou com Maria da Assungao em 11
de abril de 1826
QN lAna (20.09.1829).
QN 2 Maria (13.09.1829). Faleceu em 3 de setembro de 1831
QN 3 Jose (16.12.1832).
QN 4 Clara (08.09.1835).
QN 5Generosa (02.11.1841).
N 2 Paula da Silva, nascida em 1° de margo de 1737 e batizada em 20 de abril em
Curitiba. Casou no dia 21 de outubro de 1759 com Jose Alvres (batizado em Curitiba em 5
de novembro de 1729), filho de Antonio Alvres Martins e de Luzia Gongalves de Aguiar, na
capela de Santa Barbara do Pitangui. Jose Alves faleceu no dia 1° de abril de 1816. Paula
faleceu perto de 11 de julho de 1820, quando foi aberto seu testamento.
BN 1 Ana Michaela de Oliveira, batizada em 31 de outubro de 1760. Teve
dois filhos naturais com Jose da Rocha Carvalhais (Reconhecidos por ele em seu
testamento), casou-se em primeiras nupcias com Francisco Xavier e depois casou-se com
Francisco Jose de Macedo. Faleceu em 28 de dezembro de 1834.
TN 1 Cristovao da Rocha Carvalhais, casou-se com Inacia d’Almeida,
filha de Jose Manuel de Almeida e Ana Maria Martins
TN 2 Jose Bernardino da Rocha
TN 3 Antonio
BN 2 Jose Marcelo de Oliveira, batizado em 1° de dezembro de 1765.
BN 3 Joaquina, batizada em 10 de fevereiro de 1769.
BN 4 Maria Clara de Oliveira, batizada em 16 de janeiro de 1770. Casou
com Lazaro da Silva, natural de Minas Gerais. Faleceu em 31 de margo de 1838 e Lazaro
em 12 de abril de 1851.
TN 1 Antonio
TN 2 Emidio Jose da Silva, casado com Margarida.
TN 3 Jose Joaquim da Silva Cardoso, casado.
TN 4 Joaquim Paulo da Silva, falecido, deixou uma filha de nome
Maria, de 8 meses, ausente na freguesia de Vacaria.
TN 5 Ana Barbara (Barbosa) Garcia, batizada em 8 de dezembro de
1795, casada.
TN 6 Rita de Cassia Lima, viuva.
TN 7 Maria Jose de Jesus.
TN 8 Maria (05.04.1812)
BN 5 Maria da Conceigao, batizada em 20 de maio de 1771.
BN 6 Ricardo Jose da Silva, batizado em 7 de novembro de 1778.
N 3 Maria da Silva Rosa, nascida em 13 de junho de 1739 e batizada em 25 de
novembro em Curitiba. Casou com Antonio Pereira dos Santos, filho de Joao Batista
Pereira e Catarina Dias, no dia 16 de novembro de 1766 (no 17 de outubro de 1769, na
capela de Santa Ana do lapo, Antonio casou-se com Joana Bueno; na dispensa do
casamento constou que Antonio era viuvo, tendo Maria morrido no dia 25 de janeiro de
1766, deve ter havido algum engano do vigario na declaragao, somente com o Sacramento
da penitencia, por nao chamarem quern administrasse, e foi enterrada na capela de Santa
Barbara do Pitangui).
N 4 Escolastica Rosa da Silva, nascida em 20 de setembro de 1742 e batizada em
8 de outubro. Casou-se ma matriz de Curitiba no dia 26 de novembro de 1766 com Jose
Joaquim Galvao, natural da cidade de Sao Paulo, militar, filho de Rosa Maria de Jesus e
pai incognito.
BN 1 Rosa (27.04.1772) N.S. da Luz
BN 2 Joaquim (21.03.1774). Santa Barbara do Pitangui.
BN 3 Rita (15.11.1777) N.S. da Luz
BN 4 Francisca (02.01.1780)
N 5 Potenciana, nascida em 1 de Janeiro de 1747 e batizada em 8 de Janeiro.
F 4 Maria, batizada no dia 14 de novembro de 1714 e que morreu no dia 20 de
outubro de 1732, com os sacramentos da penitencia e da extrema-ungao somente, por
nao haver dado a doenga para mais.
F 5 Joao da Costa Rosa, batizado no dia 8 de julho de 1717. Casou-se com Maria
Cardosa de Assungao, filha de Joao Paes de Almeida e de Maria dos Passos. Como nao
encontramos o registro do casamento, cremos que foi realizado fora da freguesia de
Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Faleceu em 27 de margo de 1788.
N 1 Beatriz Ana de Oliveira Rosa, nascida em Curitiba em 16 de Janeiro de 1747,
casada em Curitiba em 9 de fevereiro de 1766 com Antonio Jose Ferreira, natural de
Braga, filho de Jose Fernandes e de Teresa de Araujo Ferreira.
BN lAna Joaquina Ferreira (28.01.1768) N.S. da Luz. Casou em 25 de
maio de 1785 com Jose de Freitas Saldanha, filho de Domingos de Freitas Saldanha e
Custodia de Souza Alvin. Faleceu em 20 de dezembro de 1790.
BN 2 Alferes Jose Manuel Ferreira (27.01.1771). N.S. da Luz. Casou em 5
de fevereiro de 1795 com Iria Balbina da Piedade, filha de Rodrigo Felix Martins e Ana
Maria de Jesus.
BN 3 Antonio (01.07.1774) N.S. da Luz. Deve ter falecido crianga.
BN 4 Joao Antonio (24.11.1775) N.S. da Luz. Deve ter falecido crianga
BN 5 Padre Joaquim Jose Ferreira (07.02.1778) N S. da Luz.
BN 6 Padre Candido Jose Ferreira (15.12.1779) N.S. da Luz.
BN 7 Antonio Jose Ferreira Filho (02.08.1783).
BN 8 Benedito (19.02.1785)
BN 9 Ana Maria Ferreira (03.02.1793), casou em 1° de agosto de 1820 com
o dr. Johan N Rennow
N 2 Maria, nascida em Curitiba em 17 de outubro de 1748.
F 6 Paula de Oliveira Rosa, da qual nao encontramos o registro de batizado. Casou
em primeiras nupcias com Antonio da Costa Coelho, natural da freguesia de Santa
Cristina de Figueiras, Arcebispado de Braga, filho de Antonio Coelho da Costa e Bernarda
Teixeira, no dia 30 de maio de 1740; e em segundas nupcias com Salvador Cubas de
Morais, natural da Vila de Iguape, filho de Bento Cubas e Maria Monteira da Rosa, no dia
26 de novembro de 1748.
Diogo teve ainda Diogo teve ainda uma filha natural.
F 7 Catarina da Costa Rosa, que faleceu solteira, com a idade aproximada de
cinquenta anos, no dia 2 de novembro de 1766.
Cap. 9.
Maria Dina de Oliveira, que casou com Antonio de Faria. Maria Digna Rosa faleceu
em 21 de julho de 1747.
F 1 Margarida de Oliveira
F 2 Maria
JOAO PIRES SANTIAGO (J. C. Veiga Lopes)
Joao Pires de Santiago foi batizado na igreja de Nossa Senhora da Luz de Curitiba
em 5 de Janeiro de 1717, filho de Manuel de Lima Pereira e Luzia Martins das Neves, esta
filha de Guilherme Dias Cortes e Maria das Neves, esta filha de Baltazar Carrasco dos
Reis; casou-se em Curitiba no dia 28 de margo de 1744 com Ana Maria do Prado, filha de
Joao do Prado Leme e Messia Nunes de Siqueira. Na lista de 1765 morava no Barigui.
Tiveram os filhos:
F 1 Inacio Pires de Lima (26.08.1745 e morava no Barigui em 1765), casado com
Clara Pinheira ou Clara Pereira Teles, filha de Agostinho Andrade (pai de Jose de
Andrade) e Gertrudes Pereira, no dia 17 de junho de 1765.
N 1 Jose (18.08.1766).
N 2 Maria Leme de Jesus (14.01.1769 ou 14.09.1769), casou com Francisco
Tomas Cardoso, filho do capitao Jose Gabriel e Teresa Alvares de Jesus em 13 de agosto
de 1800.
N 3 Inacio de Lima Pereira (mais ou menos em 1771), casou com Joana Maria,
filha de Manuel Manso de Avelar e Ana Barbosa, em 24 de outubro de 1793.
N 4 Ana Maria de Jesus (08.04.1773), casou em 19 de abril de 1793 com Bento de
Siqueira Cortes 105 , filho de Pedro de Siqueira Cortes e Ana Gongalves Coutinho; Ana
Gongalves Coutinho era filha de Manuel Gongalves Coutinho e Paula Rodrigues Franga.
BN 1 Francisco (24.01.1795).
BN 2 Maria Perpetua de Siqueira, casou-se com Lourengo Justiniano de
Araujo, filho de Francisco de Araujo Monteiro e Maria Soares Paes, em 12 de maio de
1812.
BN 3 Rosa Maria de Jesus (16.09.1798) casada com Teodoro Ferreira
Maciel, filho de Marcelo Antunes Maciel e Bernardina Ferreira, em 25 de maio de 1814.
BN 4Margarida de Siqueira da Conceigao (23.07.1800) casada com
Gregorio Ferreira Maciel, filho de Marcelo Antunes Maciel e Bernardina Ferreira, em 22 de
junho de 1818.
BN 5Jose de Siqueira (15.02.1804), casou Maximiliana Ferreira de Sa, filha
de Joaquim Ferreira Pinto e Maria Rosa dos Santos em 24 de junho de 1833.
BN 6 Balbina Maria de Siqueira (12.02.1806) casada com Manuel Ferreira
dos Santos, filho de Joaquim Ferreira Pinto e Maria Rosa dos Santos.
BN 7 Antonio de Siqueira Lima (07.12.1807), casou com sua sobrinha Maria
Aura, filha de Lourengo Justiniano de Araujo e Maria Perpetua, em 15 de setembro de
1838.
BN 8 Gertrudes Maria de Siqueira casada com Joao Lustosa Meneses, filho
de Luis de Souza e Ana dos Santos, em 28 de janeiro de 1827.
BN 9 Domingos de Siqueira Cortes (07.03.1810), casou com sua sobrinha
Francisca Maria de Jesus.
105 Filhos de Bento de Siqueira Cortes sao Pedro de Siqueira Cortes, que comandou uma das expedi?oes na Conquista
dos Campos de Palmas e Domingos e Antonio de Siqueira Cortes, que tambem participaram dessa expedifao. Bento de
Siqueira Cortes e filho de outro Pedro de Siqueira Cortes, descendente de Luis de Gois, este irmao de Antonia de Gois,
casada com Mateus Martins Leme, povoadores de Curitiba no seculo XVII. Luis de Gois era casado com Maria de
Siqueira Cortes, dos Preto paulistas Por sua mae Ana Gon9alves Coutinho, Bento de Siqueira Cortes e bisneto do
capitao-mor Joao Rodrigues de Fran9a. Na lista da Ordenan9a de 1766 residem em Campo Largo, distrito da vila de
Curitiba, Pedro de Siqueira Cortes, com 57 anos e seus filhos, entre os quais Bento de Siqueira Cortes, com 20 anos de
idade. A maioria dos moradores de Campo Largo em 1766 sao netos e bisnetos de Paula Rodrigues de Fran9a e
possivelmente residem nas terras que ela herdou de seu pai, o capitao-mor de Paranagua, Joao Rodrigues de Fran9a.
Bento de Siqueira Cortes casou com Ana Maria de Jesus, descendente de Baltazar Carrasco dos Reis e dos Preto e Prado
paulistas. A filha, Rosa Maria de Jesus, casou com Teodoro Antunes Ferreira Maciel, filho de Marcelo Antunes Maciel e
Benedita Ferreira Prestes, moradores da Lapa e que foram os geradores dos Maciel de Palmas. Outra filha, Maria
Perpetua de Siqueira, casou com Louren90 Justiniano de Araujo, que foram os pais de Francisco Antonio de Araujo,
tronco da maioria dos Araujo de Palmeira, Parana (R. Roderjan).
BN 10 Pedro de Siqueira Cortes (08.02.1811), casou com sua sobrinha
Gertrudes Maria, filha de Teodoro Ferreira Maciel e Rosa Maria, em 27 de setembro de
1842.
BN 11 Barbara de Siqueira, casou com Pedro Ribeiro de Almeida.
N 5 Angela (08.11.1775).
F 2 Manuel de Lima Pereira (08.10.1752), casado com Ana Maria de Jesus, filha de
Miguel Alves Pedroso e Marcelina Luz de Siqueira no dia 8 de dezembro de 1776 em
Curitiba.
N 1 Manuel.
N 2 Senhorinha (14.11.1779), casou com Francisco Jose de Castro em 11 de
Janeiro 1804.
N 3 Antonia Maria de Jesus (21.10.1781), casou com Silverio Andrade de Oliveira,
filho de Marco Antonio de Moura e Margarida Rodrigues de Oliveira.
N 4 Inacio.
N 5 Maria.
N 6 Isabel (25.07.1790).
N 7 Rita.
N 8 Josefa (21.04.1794).
N 9 Francisca Maria (21.03.1796), casada com Florentino Fernandes Franga, filho
de Manuel Fernandes Franga e Francisca Maria, em 2 de Janeiro de 1821.
N 10 Maria (07.06.1800).
N 11 Brigida.
F 3 Messia Maria Angelica, casada com Salvador Nunes de Aguiar, filho de Miguel
Gois de Siqueira e Domingas Dias de Meira em 30 de agosto de 1774.
N 1 Manuel.
N 2 Ana.
N 3 Antonio.
N 4 Joao.
N 5 Maria. (19.10.1788
N 6 Maria. (09.12.1792)
F 4 Antonia (19.09.1756).
F 5 Luzia Pires do Prado (17.02.1758), casada com Manuel Ferreira de Souza.
F 6 Francisco.
F 7 Jose Pires de Lima (28.12.1760), casado com Francisca Mendes de Siqueira,
filha de Manuel Martins Valenga em 18 de setembro de 1787.
F 8 Joao Pires de Lima, seu irmao gemeo, casado com Rosaura Soares, filha de
Manuel Manso de Avelar em 9 de Janeiro de 1795.
F 9 Maria (19.10.1788).
F 10 Antonio (20.09.1763).
F 11 Maria (09.12.1792).
Jose Maria de Azevedo, natural de Castro, 47 anos, os filhos Salvador, Bras, Manuel
e Joaquim, vivia de salario, morreu sua mulher Ana Maria, 38 anos, casou sua filha Maria
com Manuel Joaquim Rodrigues; Manuel Joaquim Rodrigues, 18 anos, a mulher Maria,
casado de novo.
FRANCISCO DE PAULA TEIXEIRA (J. C. Veiga Lopes)
Francisco de Paula Teixeira era natural do Porto, Portugal, filho de Luis Teixeira
Guimaraes, natural do Porto e de Escolastica Angelica Bernardes, natural da freguesia de
Mancelo, Vila de Amarante. Na Vila do Pilar, no dia 5 de junho de 1797, o sargento-mor
Simeao Cardoso Pazes e sua esposa Dona Ana de Souza e Silva ajustaram com o
capitao Francisco de Paula Teixeira, solteiro, o trato de consorcio ou casamento com sua
filha Dona Rita Maria de Jesus Cardosa, destinando o sargento-mor para dote a quantia
de 1.600$000; no dia 22 de novembro de 1797 Simeao declarou que tinha dado ao Sr.
Capitao Francisco de Paula Teixeira a conta de seu dote a quantia de 400$000 em
dinheiro corrente com mais 3 escravos no valor de 668$800, passados por mao do dito
genro e ficavam restando 531 $200 que Ihe iria pagar passando dos reditos do seu sitio,
segurado o ajuste por verdade de tudo. Rita Maria de Jesus Cardosa faleceu com todos os
sacramentos em 14 de margo de 1834, com 60 e tantos anos e seu corpo foi sepultado na
capela mor da matriz de Palmeira. O sargento Francisco de Paula Teixeira faleceu com
todos os sacramentos, em 9 de agosto de 1835, com 77 anos mais ou menos, seu corpo
foi sepultado no cemiterio de Palmeira. Urn dos filhos foi batizado entre 10 e 18 de outubro
de 1812, esta apagada parte do livro.
F 1 Candido de Paula Teixeira (21.12.1798). Morreu solteiro no dia 15 de junho de
1859, mas teve com Maria Domingues urn filho.
N 1 Guilherme de Paula Teixeira, casado em 28 de Janeiro de 1861 com Francisca
Bueno de Andrade, natural de Sao Jose dos Pinhais, filha de Pedro Bueno de Andrade e
Ana da Rocha (no casamento Guilherme consta como sendo de pai incognito).
F 2 Antonina Rita Maria (01.06.1800). Antonina Rita Maria casou na capela do
Tamandua com seu primo Patricio Teixeira de Oliveira Cardoso, natural de Lajes, filho do
tenente Manuel Teixeira de Oliveira Cardoso (irmao de Francisco de Paula Teixeira) e de
sua primeira esposa Ana Maria do Sacramento, no dia 4 de maio de 1818. Mudaram-se
para Ponta Grossa. Nao encontramos filhos. Antonina Rita de Paula faleceu em 13 de
fevereiro de 1886.
F 3 Francisco (01.01.1802), falecido em 2 de margo de 1803.
F 4 Miquelina Ubaldina da Silva ou Rosa (12.02.1804). Casou em primeiras nupcias
com Luiz Gonzaga da Silva, filho de Antonio Valente Figueira e Josefa Gongalves da Silva,
no dia 23 de novembro de 1825. No dia 7 de fevereiro casaram-se Miquelina Ubaldina da
Silva, em segundas nupcias, com Clementino dos Santos Pacheco, filho do capitao
Manuel dos Santos Pacheco e Maria Coleta. Nao encontramos filhos
F 5 Francisco de Paula Teixeira, solteiro.
F 6 Cesarina Francisca de Assis e Oliveira (29.10.1806). No dia 7 de fevereiro
casaram-se Cesarina Francisca de Assis com seu primo Jose Teixeira de Oliveira, natural
de Guarapuava. filho de Manuel Teixeira de Oliveira Cardoso e de sua segunda esposa
Ana Joaquina da Paixao.
N 1 Rita de Assis de Oliveira (05.07.1838), casada em 7 de Janeiro de 1865 com
Alfredo Caetano Munhoz, natural de Curitiba, filho do tenente-coronel Caetano Jose
Munhoz e Francisca Candida de Assis Munhoz.
N 2 Lfdio Teixeira de Oliveira (nascido mais ou menos em 1840), casado em 10 de
novembro de 1867 com sua prima Ana Rita de Jesus, filha de Joao de Paula Teixeira e
Maria Possidonia de Jesus.
N 3 Manuel Teixeira de Oliveira (20.06.1846), casado com sua prima Antonia (em
alguns documentos Antonina) Rita de Paula, filha de Manuel de Paula Teixeira e Ana
Maria Carneiro.
N 4 Jose, falecido em 27 de novembro de 1847.
F 7 Manuel de Paula Teixeira. Casou em 1° de maio de 1837 com Ana Maria
Carneiro, filha de Possidonio Antonio Cardoso (irmao da mae Dona Rita Maria de Jesus
Cardoso) e de Ana Maria Carneiro. Ana Paula Carneiro faleceu em 3 de junho de 1881 e
Manuel em 25 de setembro de 1887.
N 1 Aborozena (07.05.1838).
N 2 Maria, falecida em 30 de junho de 1839.
N 3 Abdormiro (19.10.1840), falecido em 12 de junho de 1843).
N 4 Armendia (01.11.1841).
N 5 Ana Rita de Paula (18.06.1843), casada em 18 de fevereiro de 1865 com
Alexandre Machado Lima, natural de Paranagua, filho de Angelo Machado Lima e Inacia
Ana e Souza.
N 6 Abdormiro de Paula Teixeira (15.08.1845), casado em 11 de maio de 1882
com sua prima Presciliana Maria da Conceigao, filha de Joao de Paula Teixeira e Maria
Possidonia de Jesus.
N 7 Antonia Rita de Paula (23.03.1848), casada com seu primo Manuel Teixeira
de Oliveira, filho de Jose Teixeira de Oliveira e Cesarina Francisca de Assis.
N 8 Arminda Rita de Paula (30.12.1849), casada em 20 de novembro de 1879 com
Joao da Cruz Bastos, filho de Joaquim Antonio da Cruz Bastos e Maria Joana de Jesus.
Faleceu em 9 de fevereiro de 1882, sem filhos.
N 9 Randolfo de Paula Teixeira (15.02.52), casado em 21 de fevereiro de 1882
com sua prima Maria Rita de Paula, filha de Joao de Paula Teixeira e Maria Possidonia de
Jesus.
N 10 Jose Carneiro de Paula (02.07.1854), casado na Lapa com sua prima
Sebastiana Eulalia Carneiro, filha de Francisco Antonio Carneiro e Maria Rita Carneiro.
N 11 Abraao Manuel de Paula (08.12.1856), casado com sua prima Deolinda da
Anunciagao Carneiro, filha de Francisco Antonio Carneiro e Maria Rita Carneiro.
F 8 Joao de Paula Teixeira (14.08.1814). Casou em 1° de maio de 1837 com Maria
Possidonia Carneiro, filha de Possidonio Antonio Cardoso (irmao da mae Dona Rita Maria
de Jesus Cardoso) e de Ana Maria Carneiro. Maria Possidonia faleceu em 21 de fevereiro
de 1878.
N 1 Terencio de Paula Teixeira (22.03.1838) casado em 23 de abril de 1884 com
Mabela Rodbard, natural do reino da Inglaterra, filha de Guilherme (William) Rodbard e
Helena Maria (Hele N Mary) Rodbard.
N 2 Ermelina de Paula Carneiro (01.01.1840), casada em 5 de julho de 1859 com
Jose Climaco de Oliveira, natural de Ponta Grossa, filho de Antonio Rufino Nunes e Ana
Maria do Sacramento Nunes.
N 3 Celestina (09.06.1842).
N 4 Job de Paula Teixeira (09.02.1845), casado com Antonia de Oliveira Franco,
filha de Francisco Rufino de Oliveira Franco e Maria Rita.
N 5 Presciliana Maria da Conceigao (08.12.1846), casada em 11 de maio de 1882
com seu primo Abdormiro de Paula Teixeira, filho de Manuel de Paula Teixeira e Ana
Maria Carneiro.
N 6 Ana Rita de Jesus (08.12.1849), casada em 10 de novembro de 1867 com seu
primo Lidio Teixeira de Oliveira, filho de Jose Teixeira de Oliveira e de Cesarina Francisca
de Assis.
N 7 Joao de Paula Teixeira (28.07.1850), casado com sua sobrinha Maria Lidia de
Oliveira, filha de Lidio Teixeira de Oliveira e Ana Rita de Jesus.
N 8 Maria Rita de Paula, casada com seu primo Randolfo de Paula Teixeira, filho
de Manuel de Paula Teixeira e Ana Maria Carneiro.
F 9 Ana Rita. Ana Rita Cristina casou em 1° de maio de 1837 com Simeao Antonio
Cardoso, filha de Possidonio Antonio Cardoso (irmao da mae Dona Rita Maria de Jesus
Cardoso) e de Ana Maria Carneiro. Ana Rita Cristina faleceu sem sacramentos no dia 11
de Janeiro de 1843,
N 1 Possidonio de Paula Carneiro (22.08.1841), casado em 19 de fevereiro de
1871 com sua prima Elvira Maria da Conceigao, natural da freguesia de Palmeira, filha de
Jose Cardoso Pazes Carneiro e de sua segunda mulher Maria Ferreira dos Passos, sendo
os noivos ambos fregueses de Palmas
F 10 Umbelina de Paula. Casou em 1° de maio de 1837 com Jose Antonio Cardoso,
filho de Possidonio Antonio Cardoso (irmao da mae Dona Rita Maria de Jesus Cardoso) e
de Ana Maria Carneiro. Umbelina Paula Teixeira faleceu no dia 20 de fevereiro de 1844.
N 1 Maria (25.08.1837), falecida em 10 de setembro de 1841.
N 2 Elvira (24.05.1840), falecida em 28 de abril de 1841).
N 3 Francisco de Paula Carneiro (09.09.1842), casado com sua prima Maria Clara
dos Santos, filha de Simeao Cardoso Pazes e de sua segunda mulher Maria Clara dos
Santos.
N 4 Maria Rita Carneiro (ou da Conceigao), casada com seu tio Francisco Antonio
Carneiro, filho de Possidonio Antonio Carneiro e Ana Maria Carneiro.
O inventario de Ana Rita de Jesus Oliveira foi aberto em 9 de setembro de 1886. Os
herdeiros eram Terencio de Paula Teixeira e Maria Lidia de Oliveira.
Manuel de Paula Teixeira faleceu no dia 25 de setembro de 1887
No dia 21 de Janeiro de 1890, Manuel Teixeira e Oliveira com seu genro Jose Antonio
Carneiro e filha Casemira de Oliveira Carneiro, venderam o imovel Macacos, na fazenda
do Portao, para Randolfo de Paula Teixeira, Jose Carneiro de Paula e Abrao Manuel de
Paula.
Abdolmiro de Paula Teixeira, Randolfo de Paula Teixeira, Jose Carneiro de Paula,
Deolinda da Anunciagao, os orfaos filhos de Manuel Teixeira de Oliveira e Joao da Cruz
Bastos, registraram o Campo da Porta,
Terencio de Paula Xavier, Joao Climaco de Oliveira Nunes, Job de Paula Teixeira,
Randolfo de Paula Teixeira e Joao de Paula Teixeira cadastraram o imovel Rio da Areia
do Fundo, quarteirao do Portao, heranga em comum no inventario de Joao de Paula
Teixeira e Maria Possidonia de Jesus, de Maria da Conceigao e de Ana Rita de Jesus
Oliveira.
O imovel dos Macacos havia sido adquirido por Manuel de Paula Teixeira, que deve
ter vendido ao genro Manuel Teixeira de Oliveira, ou talvez herdado.
Francisco Antonio Carneiro e sua mulher Maria Rita Carneiro
Joao de Paula Teixeira, casado com Maria Lidia, filha de Ana Rita de Jesus,
cadastrou o imovel Boqueirao, quarteirao do Portao, obtido por heranga de Lidio Teixeira
de Oliveira e de D. Ana Rita de Jesus Oliveira. As divisas principiavam no ribeirao do
Portao e por esse acima ate a barra de uma vertente dividindo com Joao Conrado Buhrer,
e por essa vertente acima ate a cabeceira, dai por urn valo ate uma porteira e seguia pelo
valo abaixo a rumo do Sul ate a cabeceira de uma vertente e por essa abaixo ate fazer
barra no Iguagu, dividindo com o campo, passando pelo meio do campo do Governo
(antiga colonia Kitto), e pelo Iguagu acima ate cabeceira e dai por urn valo ate a cabeceira
de outra vertente e por essa acima ate fazer barra no ribeirao do Portao, onde fizera
principio, dividindo com o campo do Fundo pertencente ao Governo (antiga colonia Kitto).
Extensao de 8 milhoes de metros quadrados, sendo 4 milhoes incultos. Agricola e pastoril,
tinha uma casa de madeira coberta de telhas e uma casinha de agregado e benfeitorias
proprias de cultura do terreno; os rios e mananciais alem dos descritos nas divisas tinha o
ribeirao da Cutia. Era atravessado por uma estrada que vinha do Porto do Amazonas para
a colonia do Campo do Fundo.
Arlindo Pereira de Oliveira, Pedro Alexandre Carneiro e sua mulher, e os orfaos
Laudelina Rita de Oliveira, Jose Pereira de Oliveira, Alfredo Teixeira de Oliveira e Messias
Teixeira de Oliveira, cadastraram a propriedade Palmital, quarteirao de Porto Amazonas,
heranga de Dona Antonina (ou Antonia) Rita de Paula, viuva de Manuel Teixeira de
Oliveira.
FRANCISCO RIBEIRO DA SILVA (J. C. Veiga Lopes)
Francisco Ribeiro da Silva, filho de Antonio Ribeiro da Silva e Maria de Siqueira de
Almeida, casou-se em 6 de abril de 1739 com Teresa de Jesus, batizada em 10 de margo
de 1720, filha de Manuel de Lima Pereira e Luzia Martins das Neves
§ 1 Luzia de Almeida Lima, batizada em 17 de julho de 1740;
§ 2 Maria, batizada em 15 de dezembro de 1742;
§ 3 Domingos Ribeiro Lima, batizado na matriz de Nossa Senhora da Luz em 17 de
outubro de 1744;
§ 4 Ana, batizada em 21 de Janeiro de 1747;
§ 5 Escolastica, batizada em Curitiba no dia 2 de margo de 1749;
§ 6 Sebastiao, enjeitado em casa de Francisco Ribeiro, batizado em Curitiba no dia
30 de maio de 1750.
§ 7 Antonia, batizada no Capao Alto em 30 de margo de 1754.
§ 8 Joao Ribeiro Lima, batizado no Capao Alto em 8 de julho de 1755.
§ 9 Pedro de Lima, batizado no Capao Alto em 29 de junho de 1757.
§ 10 Paulo, batizado no Capao Alto em 22 de abril de 1759.
§ 11 Damiana, batizada no Capao Alto em 7 de abril de 1761, solteira.
§ 12 Gertrudes, pai incognito, enjeitada, batizada no Capao Alto em 3 de fevereiro de
1760.
§1
Luzia de Almeida Lima, batizada em 17 de julho de 1740 com 9 dias. Casou-se no
dia 15 de julho de 1775 no Capao Alto com Jose Sutil de Oliveira, filho de Sebastiao Sutil
de Oliveira e Catarina Soares. Faleceu em 27 de abril de 1809.
F 1 Miguel Sutil de Oliveira, batizado no Capao Alto em 7 de outubro de 1756.
Casou-se em primeiras nupcias com Isabel de Sa, filha de Inacio de Sa Arruda e Antonia
de Almeida, falecida em 19 de margo de 1813 e em segundas em 27 de junho de 1814
com Maria das Dores, viuva de Jose Antonio de Jesus, filha de Manuel Ferreira Dias e
Ana Buena do Pilar. Miguel faleceu em 24 de Janeiro de 1830
N 1 Ana Sutil ,casada com Manuel Jose de Toledo.
BN IBalbina
N 2 Joaquina Sutil, casou com Dionisio Praxedes dos Santos, filho de Luis Tomas
dos Santos e Liberata Teresa de Jesus. Joaquina faleceu em 1843 e Dionisio Praxedes
em 17 de janeiro de 1849.
BN 1 Liberata Teresa de Jesus, casada em 7 de outubro de 1822 com
Policarpo Jose Francisco ou Policarpo Jose Teixeira, falecido em 5 de setembro de 1853.
TN 1 Leduina Sutil
TN 2 Joaquina Sutil, casada com Fortunato Pedroso.
TN 3 Luis Pedroso da Silva ou Luis Pedroso Teixeira.
TN 4 Eugenio Policarpo da Silveira.
TN 5 Hipolita, casada com Joaquim Policarpo
TN 6 Clara, casada com Joao Lemes
BN 2 Manuel Joaquim dos Santos
BN 3 Antonia Buena, casada com Prudente Alves
BN 4 Francisco de Paula Oliveira Ribas
BN 5 Ana Silveria, casada com Joaquim Fernandes
N 3 Maria Bueno, casada com Jose Bento
Do segundo casamento
N 4 Joao Sutil, batizado em 18 de julho de 1817
N 5 Inacio
N 6 Ana Blandina
N 7 Nuncia
N 8 Maria do Carmo.
F 2Cirino Sutil, batizado no Capao Alto em 20 de julho de 1762.
F 3Ana.
F 4 Francisco.
F 5 Antonio.
F 6 Maria.
F 7 Jose.
F 8 Sebastiao Sutil.
F 9 Clara Sutil.
F 10 Joaquim Sutil de Oliveira
F 11 Feliciana Sutil, casada com Pedro da Silva Moreira
F 12 Inacia Maria
F 13 Claudiana Sutil, casada com Jose da Silva Moreira
§2
Maria, batizada em 15 de dezembro de 1742 com 7 dias, casou-se com Angelo da
Silva em 18 de julho de 1768, filho de Francisco da Silva Xavier e de Luzia Fernandes de
Siqueira.
F 1 Francisco
F 2 Jose
F 3 Maria
F 4 Antonio
§3
Domingos Ribeiro Lima, batizado na matriz de Nossa Senhora da Luz em 17 de
outubro de 1744 com 12 dias; casou em 1768 com Marcela da Costa Rosa, filha de
Domingos Martins Fraga e Isabel da Costa Rosa.
§4
Ana, batizada em 21 de Janeiro de 1747 com 8 dias; solteira.
§5
Escolastica, batizada em Curitiba no dia 2 de margo de 1749; casou-se em 18 de
julho de 1768 com Francisco de Faria. Faleceu em 15 de Janeiro de 1784.
§6
Sebastiao, enjeitado em casa de Francisco Ribeiro, batizado em Curitiba no dia 30
de maio de 1750.
§7
Antonia, batizada no Capao Alto em 30 de margo de 1754.
§8
Joao Ribeiro Lima, batizado no Capao Alto em 8 de julho de 1755.
§9
Pedro de Lima, batizado no Capao Alto em 29 de junho de 1757.
§10
Paulo, batizado no Capao Alto em 22 de abril de 1759.
§11
Damiana, batizada no Capao Alto em 7 de abril de 1761, solteira.
§12
Gertrudes, pai incognito, enjeitada, batizada no Capao Alto em 3 de fevereiro de
1760.
JOAO ALVARES MARTINS (J. C. Veiga Lopes)
Joao Alvares (ou Alvres) Martins, nascido mais ou menos em 1658, falecido em
1732, filho de Manuel de Faria e Ana Martins, naturais da ilha de Sao Sebastiao, casado
com Maria de Souto, filha do padre Joao Souto e Generosa Rodrigues. Segundo Ermelino,
Joao Alvares Martins faleceu em 1730 na freguesia de Sao Jose dos Pinhais e Maria de
Souto em 1739, com 80 anos de idade. Pais de 9 filhos:
§ 1 Miguel Alves de Faria;
§ 2 Joao Alves de Crasto;
§ 3 Antonio Alves Martins;
§ 4 Manuel Martins de Faria, batizado em 15 de maio de 1695;
§ 5 Catarina Martins de Souto, nascida em 1694;
§ 6 Maria, batizada em 1° de margo de 1705;
§ 7 Isabel Alves de Faria, batizada em 8 de dezembro de 1706;
§ 8 Joao Alvres de Faria, batizado em 4 de fevereiro de 1711;
§ 9 Pedro Alves Martins;
§1
Miguel Alves de Faria, casado em 1729 com Maria de Oliveira Rosa, batizada em
Curitiba a 4 de setembro de 1707, filha de Diogo da Costa Rosa, natural de Paranagua e
de Paula Fernandes de Oliveira, neta paterna de Mateus da Costa Rosa e de Viviana
Gongalves, neta materna de Joao Rodrigues Side e de Isabel de Oliveira. Faleceu em 20
de julho de 1747 sem descendencia.
§2
Joao Alves de Crasto casado com Luzia Fernandes de Siqueira, filha de Miguel
Fernandes de Siqueira e de Maria Luis Tigre. Faleceu em 1730. Luzia casou em segundas
nupcias com Francisco da Silva Xavier.
F 1 Laureano Alves de Siqueira, batizado em 5 de setembro de 1721.
F 2 Joao, batizado em 26 de dezembro de 1726.
F 3 Francisco Alves Xavier, batizado em 2 de agosto de 1728, casado em 8 de julho
de 1748 com Joana Gongalves Leme, filha de Manuel Lopes e Antonia Lemes.
§3
Antonio Alves Martins, casado com Luzia Gomes Alves (ou Gongalves de Aguiar ou
de Moura), filha de Diogo Dias de Moura, natural de Sao Paulo e de Leonor Gongalves,
natural da capitania do Espirito Santo. Luzia Gongalves de Aguiar aparece na lista de
1765 (ou 1766) como viuva e tendo 2 escravos.
F 1- Sebastiao, batizado em Curitiba a 13 de abril de 1716.
F 2 Maria Lopes, batizada em Curitiba a 2 de fevereiro de 1718, sendo padrinhos
Joao Alvares Martins e Catarina Gongalves Coutinho; casada em Curitiba a 25 de
novembro de 1734 com Manuel dos Santos, natural da Vila de Setubal.
F 3 Leonor Gongalves de Aguiar, batizada em Curitiba a 10 de outubro de 1719,
casada em Curitiba a 3 de novembro de 1743 com Joao Aires da Silva, natural de
Taubate, filho de pais incognitos.
N 1 Jose Aires, batizado na fazenda do Pitangui em 30 de abril de 1746, foram
padrinhos Antonio Alves e Luzia Gongalves, todos moradores nos Campos Gerais.
N 2 Joao de Aguiar ou Joao Alves de Crasto, batizado em Curitiba a 11 de
setembro de 1747, casado em Triunfo em 30 de junho de 1773 com Maria Ribeiro do
Espirito Santo, natural de Pindamonhangaba, filha de Manuel Ribeiro Baiao e Joana
Pedrosa.
N 3 Ana Maria da Conceigao, batizada na capela de Santa Barbara do Pitangui
em 15 de agosto de 1750, casada com Sebastiao da Costa, filho de Salvador de Gama e
Maria Rodrigues da Cunha.
N 4 Gabriel Aires, batizado em 21 de maio de 1752 na capela de Santa Barbara
do Pitangui.
N 5 Jose Eloi, batizado na capela de Santa Barbara do Pitangui em 25 de
dezembro de 1756, casado com Maria Ferreira. Faleceu no dia 30 de maio de 1819.
N 6 Custodio Aires, batizado na capela de Santa Barbara do Pitangui em 11 de
fevereiro de 1759.
N 7Cordula Maria, batizada na capela de Santa Barbara do Pitangui em 15 de
julho de 1762, sendo padrinhos Antonio Alves Martins e Luzia Gongalves de Aguiar;
casada com Salvador Gomes Ferreira.
F 4 Inacio, batizado em Curitiba a 27 de dezembro de 1720.
F 5 Antonio Alvres de Aguiar, batizado em Curitiba a 15 de junho de 1722, casado
em Curitiba a 8 de outubro de 1749 com Joana Domingues de Faria, natural de Parnaiba,
filha de Joao Paes Domingues e Maria do Espirito Santo. Casou-se em segundas nupcias
em Paranaiba em 1757 com Maria Bueno, nascida em 20 de outubro de 1737, irma de
seu genro, filha de Guilherme Pompeu de Brito e Joana de Mariz.
N 1 Brigida Gongalves, nascida em Paranaiba, casada em Paranaiba com
Domingos da Silva Bueno Ramos, filho de Guilherme Pompeu de Brito e Joana de Mariz,
neto paterno de Pedro Frazao de Brito e Isabel Bueno da Silva e materno de Paulo de
Aguiar Lara e Maria de Brito e Silva.
N 2 Jacinta, batizada em Paranaiba em 11 de abril de 1758
F 6 Luzia Gongalves, batizada em Curitiba a 8 de julho de 1725, casada em Curitiba
a 5 de novembro de 1743 com Nicolau Paes da Silva, natural de Itu, filho de Joao Saraiva
da Gama e Pascoa de Barros Paes. Faleceu em 27 de outubro de 1813.
N 1 Ana Maria Gongalves, batizada em 21 de maio de 1745 na capela de Nossa
da Conceigao do Tamandua, casada em Curitiba a 8 de setembro de 1770 com Manuel
Jose Pereira, natural de Lisboa, filho de Sebastiao Alves e de Ines Maria.
N 2 Joaquim Alves de Crasto, batizado na capela de Nossa Senhora da
Conceigao do Tamandua em 27 de dezembro de 1746, casou em 1773 em Sorocaba com
Ana da Fonseca, filha de Pedro da Fonseca Ribeiro e Antonia Moreira, neta materna de
Joao de Oliveira Falcao e Maria Valente..
N 3 Miguel Paes, nascido mais ou menos em 1761.
F 7 Francisco Alvres de Aguiar (tambem Francisco Alvares de Oliveira), batizado em
Curitiba a 2 de agosto de 1728, casado em Curitiba a 17 de junho de 1750 com Maria da
Silva, filha de Antonio Furtado de Souza e Maria Dias de Freitas; neta paterna de Simao
Furtado da Silva e de Catarina de Souza e neta materna de Matias de Freitas e de Teresa
Pinta de Jesus, naturais da Vila de Santos e moradores nos Campos Gerais da freguesia
de Nossa Senhora da Luz de Curitiba. Casou-se em segundas nupcias com Josefa de
Lima, natural do Rio das Mortes, MG.
N 1-Antonio Alves de Oliveira, batizado na capela de Santa Barbara do Pitangui
em 3 de maio de 1752, casado com Ana Torres de Ouintanilha, filha de Anastacio da
Fonseca Ouintanilha e Teresa Maria de Jesus, ambos do Rio de Janeiro, neta paterna de
Inacio da Fonseca de Oliveira e Jacinta dos Prazeres.
N 2 Rafael Alves de Oliveira, nascido em Castro em 1758, casado com Reginalda
Maria de Jesus, filha de Jose Pedro de Morais e Francisca Lourenga.
N 3 Maria Alves de Oliveira, natural de Vacaria, casada com Alexandre Luis Pinto.
Descendentes em Cima da Serra e Missoes, Uruguaiana.
N 4 Daniel, batizado em Viamao em 26 de julho de 1760.
N 5 Gertrudes Maria, batizada em Viamao em 21 de setembro de 1762, casada
com Domingos Leite de Oliveira, natural de Triunfo, 3 de Janeiro de 1761, filho de Jose
Leite de Oliveira e Fabiana Dornelas, neto paterno de Joao Leite e Maria de Oliveira; neto
materno de Jeronimo d’Ornelas de Meneses e Vasconcelos 106 e Lucrecia Leme Barbosa.
N 6 Ricardo, batizado em Viamao em 13 de novembro de 1765 (Aldeia dos Anjos)
Teve do segundo matrimonio
N 7 Salvador Alves de Oliveira, natural de Triunfo, casado em Triunfo com sua
prima irma Inocencia Josefa de Aguiar, viuva de Francisco Antonio da Borja Albuquerque
e filha de Jose Pinto Ramires e Bernarda Gongalves de Aguiar.
F 8 Jose Alvres de Oliveira, batizado em Curitiba a 5 de novembro de 1729, casado
em 21 de outubro de 1759 na capela de Santa Barbara do Pitangui com Paula da Silva,
batizada em Curitiba a 1° de margo de 1737, filha de Francisco da Silva, natural de Santa
Olaya de Arnozelo, concelho de Basto, arcebispado de Braga e de Maria da Costa Rosa,
natural de Curitiba onde foi batizada em 15 de Janeiro de 1713, neta paterna de Joao da
Silva e Dionezia Francisca e neta materna de Diogo da Costa Rosa e Paula Fernandes de
Oliveira. Jose Alves faleceu no dia 1° de abril de 1816
106 Doador das terras para a cidade de Porto Alegre.
N 1 Ana Micaela, batizada na capela de Santa Barbara do Pitangui em 31 de
outubro de 1760, sendo padrinhos Antonio Alves de Aguiar e Luzia Gongalves de Aguiar,
viuva de Antonio Alves Martins. Nas listas de ordenangas do fim do seculo XVIII e inicio do
XIX aparece uma Ana Micaela, viuva. Casou-se, talvez em segundas nupcias, com
Francisco Jose de Macedo. Faleceu em 28 de dezembro de 1834.
N 2 Jose Marcelo de Oliveira, batizado na capela do Capao Alto em 1° de
dezembro de 1765.
N 3 Joaquina, batizada na capela de Nossa Senhora da Conceigao do Tamandua
em 10 de fevereiro de 1769. Nao apareceu no testamento da mae.
N 4 Maria Clara de Oliveira, batizada em 16 de Janeiro de 1770.Casou-se com
Lazaro da Silva.
N 5 Maria da Conceigao, batizada na capela de Santa Barbara do Pitangui em 20
de maio de 1771. Casada, para o continente do sul.
N 6 Ricardo Jose da Silva, batizado em 7 de novembro de 1778. Foi para o
continente do sul
F 9 Bernarda Gongalves de Aguiar, batizada a 26 de abril de 1732, nasceu aos 18
dias e por ter sido batizada nos Campos Gerais o vigario de Curitiba nao sabia os
padrinhos; casada com Jose Pinto Ramires, natural de Laguna, filho de Jose Pinto
Bandeira, natural de Valongo, Porto, e Inocencia Ramires, india, natural de Paranagua;
neto paterno de Salvador Pinto Bandeira.
N 1 Ana Joaquina Bonifacia, batizada na Se em Sao Paulo, casada em Triunfo
com em 4 de outubro de 1764 com Manuel Nunes Cardoso, natural de Piedade, llha do
Pico, filho de Manuel Gongalves Cardoso e Luzia dos Anjos.
N 2 Francisco Pinto Ramires, batizado em Viamao em 5 de abril de 1752.
N 3 Margarida Gongalves de Aguiar,batizada em Viamao no dia 28 de dezembro
de 1753, casou-se em primeiras nupcias no dia 17 de novembro de 1771 em Rio Pardo
com Manuel Muniz Fagundes, natural de Marapicu, RJ, filho de Antonio Moniz Leite
Francisca Fagundes de Oliveira; neto paterno de Antonio Leite Vieira e Anastacia de
Medeiros Moniz; neto materno de Sebastiao Fagundes Varela e Clara dos Anjos. Casou-
se em segundas nupcias no dia 16 de novembro de 1826 em Maldonado com Jose
Urbiola, natural de Cuzco, Peru.
N 4 Ricarda Maria de Jesus, batizada em Viamao no dia 23 de setembro de 1755.
Casada em Pio Pardo no dia 28 de outubro de 1770 com Domingos de Bettencourt
Ribeiras, natural da llha do Pico, 20 de Janeiro de 1741, filho do capitao Joao de
Bettencourt e Maria da Silveira d’Avila; neto paterno do capitao Francisco Vieira Fagundes
e Agada de Brum e Bettencourt; neto materno do capitao Manuel d’Avila de Melo e Maria
Alvernaz. Descendentes em Uruguaiana.
N 5 Inocencia Josefa de Aguiar, batizada em Triunfo, casada em primeiras
nupcias em Pio Pardo no dia 5 de agosto de 1774 com Francisco Antonio de Borja e
Albuquerque, natural de Sao Paulo, filho de Manuel Jacinto Machado, natural da ilha de
Faial e Custodia Maria de Albuquerque, natural de Cotia; neto paterno de Andre Machado
Pereira e Maria de Quadras; neto materno de Duarte Pacheco de Albuquerque. Casou-s
em segundas nupcias com seu primo irmao Salvado Alves de Oliveira, natural de Triunfo,
filho de Francisco Alves de Oliveira e de sua segunda esposa Josefa de Lima.
N 6 Reginaldo Pinto Ramires, natural de Triunfo, casou-se em Rio Pardo em 12 de
Janeiro de 1795 com Maria Josefa, natural de Rio Pardo, filha de Antonio Ferreira Lemes,
natural de Santos e Antonia Maria da Silva, natural do Rio de Janeiro.
N 7 Venancia de Aguiar, natural de Rio Pardo.
§4
Manuel Martins de Faria, batizado em 15 de maio de 1695,casado com Apolonia
Ribeira em 20 de janeiro de 1743, filha de Placido de Goes de Castanheda e Maria
Ribeira.
§5
Catarina Martins de Souto, nascida em 1694 (Negrao), falecida em 14 de abril de
1764 (N) casada com Gabriel Alves de Araujo, natural de Ponte de Lima.
F 1 Natharia Alvares de Araujo, batizada em Curitiba em 24 de abril de 1705, casada
com o alferes Manuel Pereira do Vale, natural de Valongo, filho de Manuel Pereira e Maria
do Vale, falecido em 4 de dezembro de 1775.
N 1 Manuel Pereira do Vale, nascido em 7 de agosto de 1733.
N 2 Teresa Alves do Vale, falecida aos 13 anos.
N 3 Jeronimo Alves Pereira, casado com Mariana da Luz, filha de Inocencio de
Ramos.
N 4 Antonio Pereira do Vale, batizado em Sao Jose a 22 de maio de 1746.
N 5 Josefa Alves Pereira, nascida em Sao Jose a 16 de margo de 1738, casada
em Paranagua a 29 de maio de 1756 com Nazario de Teixeira da Cruz, nascido a 26 de
julho de 17, filho de Antonio Correia da Cruz e Isabel Teixeira, naturais de Paranagua.
N 6 Maria Pereira do Carmo,casada com Antonio Jose Pinto.
N 7 Isabel Pereira do Vale, casada em Curitiba a27 de novembro de 1748 com
Antonio Gongalves da Cruz, filho de Francico Gongalves da Cruz e Felipa Pereira de
Castro, natural de Pernambuco.
F 2 Antonio Alvares de Araujo, batizado em Curitiba em 16 de abril de 1707, faleceu
solteiro com 60 anos de idade, mas teve com Veronica da Costa, filha de Mauricio da
Costa e Silvana da Silva.
N 1 Apolonia Alves de Araujo, falecida em 1796, casada com Manuel Vaz Torres,
filho natural de Manuel Vaz Torres e Angela Gongalves.
F 3 Luzia Alvares de Araujo, batizada em Curitiba em 24 de dezembro de 1709..
F 4 Leonor Alvares de Araujo, faleceu aos 15 anos de idade em 1720..
F 5 Joana Alvares de Araujo, batizada em Curitiba a 1° de julho de 1713, casada em
Curitiba em 16 de junho de 179 com Antonio Pereira Gomes, filho de Jeronimo Gomes e
Maria Pereira.
N 1 Manuel, falecido em 5 de outubro de 1740.
F 6 Joao Alvares de Araujo, nasceu em 1715 e faleceu solteiro com 30 anos de
idade.
F 7 Josefa Alvares de Araujo, nascida em 1717 e falecida em 1755; foi casada em
Curitiba a 6 de novembro de 1741 com Manuel Vaz Torres, o velho, falecido em 1794,
filho de Duarte Vaz Torres e Luisa Esteves,naturais de Sao Joao Batista de Romanoes,
Melgago, Braga.
N 1 Luisa Vaz Torres, casada com Pedro Ribeiro de Andrade, filho de Antonio
Rodrigues de Andrade e Maria do Vale.
N 2 Jose Vaz Torres, casado em Curitiba a 1° de julho de 1766 com Joana Maria
de Jesus, filha de Joao Rodrigues Machado e Maria Pedroso de Lima, de Sorocaba, neta
paterna de Sebastiao Paes de Almeida e Leonor de Escudeiro; neta materna de Pedro
Simoes de Souza e Francisca Leme da Silva. Ele falecido em 20 de setembro de 1818e
ela a 30 de outubro de 1813.
N 3 Maria Vaz Torres de Araujo, batizada a 5 de dezembro de 1749, casada em
22 de setembro de 1768 com Tomas Joao Ferreira,da ilha Terceira de Santa Barbara, do
Espirito Santo, bispado de Angra e de sua mulher Margarida de Oliveira Lobo, de Curitiba;
neto paterno de Amaro Ferreira e de Barbara do Espirito Santo e materno de Joao
Cardoso de Leao, de Sao Paulo e de sua mulher Teresa Correia, de Taubate.
N 4 Isabel Vaz Torres, nascida em 1754, casada com Antonio Ribeiro Batista, filho
de Miguel Ribeiro Batista e de Margarida Teixeira de Oliveira, neto paterno de Antonio
Martins Pereira e Maria Ribeiro Batista e materno do capitao Jose Teixeira de Azevedo e
Maria Rodrigues Antunes ou Maria Rodrigues da Santa Fe Side.
F 8 Alexandre Alvares de Araujo, nascido em 1719 e falecido em 14 de Janeiro de
1751,casado em Curitiba a 1° de outubro de 1742 com Francisca Paes de Almeida, filha
de Sebastiao Paes de Almeida e Leonor de Escudeiro.
N 1 Custodia Paes, nascida em 1745.
N 2 Teotonio Alves de Araujo, nascido em 1747;
N 3 Feliciana Alves de Araujo, nascida em 1749, casada em primeiras nupcias
com Antonio Jose Rodrigues e em segundas nupcias 13 de outubro de 1770com Salvador
de Barros Carneiro.
N 4 Alexandre Alves de Araujo, nascido apos a morte do pai.
F 9 Inacio Alvares de Araujo, nascida em 1721.Seguira para Minas Gerais, donde
nunca dera noticias.
F 10 Jeronimo Alvares de Araujo, nascido em 1723, ja em 1764 se tinha mudado
para Sao Paulo, sendo solteiro.
F 11 Sebastiao Alvares de Araujo, nascido em Curitiba em 20 de novembro de 1725,
casado em primeiras nupcias com Inacia Martins Diniz, falecida em Curitiba a 16 de
outubro de 1756. Casado em segundas nupcias com Quiteria da Silva Pinheiro, filha de
Joao d Silva Pinheiro e Inacia Gongalves de Aguiar. Faleceu Sebastiao em 25 de
setembro de 1796
N 1 Manuel Alves de Araujo, nascido em 1752, falecido antes do pai.
N 2 Francisco Alves Pinheiro.
N 3 Maria Clara da Silva, casada em Curitiba a 19 de novembro de 1801 com
Manuel Guedes e Carvalho, filho de Antonio Guedes de Carvalho e Isabel Rodrigues e
Andrade.
N 4 Antonio Alves de Araujo, falecido em 3 de janeiro de 1833, casado com
Francisca Clara das Chagas.
N 5 Joaquim Alves de Araujo, faleceu em 2 de abril de 1831; casado em primeiras
nupcias Maria Rosa de Viterbo, filha de Manuel Vaz Torres e Catarina Borges. Casado em
segundas nupcias com Ana Joaquina de Jesus, filha de Manuel Joaquim de Jesus e
Gertrudes Maria Marques.
N 6 Jose Alves Pinheiro, solteiro, com 56 anos, achava-se em lugar incerto.
N 7 Ana Alves de Araujo, falecida a 28 de abril de 1863, foi casada em Curitiba a
26 de julho ed 1796 com Gongalo Jose Francisco Guimaraes, natural da Vila de
Guimaraes, filho de Antonio Francisco Guimaraes, natural do arcebispado de Braga e
Margarida Correia, natural de Santos; neto pela parte paterna de Andre Francisco, natural
de Atahens e de sua mulher Catarina Oliveira.
N 8 Gertrudes Maria de Assungao Araujo, casada em Curitiba a 28 de janeiro
del 818 com Antonio dos Santos Cortes, falecido a 2 de outubro de 1826, filho de Roque
de Siqueira Cotes e Rosa dos Santos Pereira.
N 9 Isabel Maria Alves, casada com Manuel Borges de Sampaio.
§6
Maria, batizada em 1° de margo de 1705, casada com Sebastiao Gongalves Lopes
F 1 Margarida Gongalves de Farias, casada em 3 de outubro de 1740 com Manuel
Borges de Sampaio, natural de Sao Joao de Chavam, termo de Barcelos, arcebispado de
Braga, filho de Manuel Borges de Sampaio e Maria Francisca da Costa.
F 2 Leonor Gongalves, casada em 15 de outubro de 1742 com Francisco da Cunha
Braga, natural de Sao Miguel da Cunha, termo de Guimaraes, filho de Antonio Martins e
Maria Rodrigues da Cunha.
§7
Isabel Alves de Faria, batizada em 8 de dezembro de 1706 e falecida em 23 de
janeiro de 1746, casada com Vitorino Teixeira de Azevedo, nascido em 1706, filho do
capitao Jose Teixeira de Azevedo e de Maria Rodrigues Antunes (ou Maria Rodrigues de
Santa Fe Antunes), neto paterno de Luis Palhano e Maria Sevena, neto materno do
capitao Antonio Rodrigues Side e Isabel Garcia Antunes.
F 1 Jose Teixeira de Azevedo, batizado em 26 de setembro de 1730, casado em 3
de novembro de 1754 na capela de Santa Barbara do Pitangui com Teresa da Silva de
Jesus, filha de Antonio Furtado e Maria Dias de Freitas. Jose Teixeira faleceu no dia 4 de
julho de 1795.
N 1 Isabel
N 2 Maria
N 3 Francisca
N 4 Ana
N 5 Vitorino Teixeira, nascido mais ou menos em 1761.
N 6 Jose Teixeira, nascido mais ou menos em 1763
N 7 Antonio Teixeira, nascido mais ou menos em 1765.
N 8 Joao.
N 9 Salvador.
N 10 Francisco.
N 11 Manuel.
N 12 Teresa.
N 13 Clara
N 14 Maria.
F 2 Antonio Teixeira de Azevedo, batizado em 8 de abril de 1734
F 3 Joao Teixeira de Azevedo (na lista de 1776 existe urn Joao Alves Teixeira, 40
anos, casado com Teresa Dias, filhos Francisco e Angela; verificar se e este).
F 4 Maria Alves Teixeira, batizada em 20 de fevereiro de 1738 (de outubro de 1762
na capela do capao Alto
F 5 Luzia Maria de Jesus Teixeira, batizada em Curitiba a 26 de agosto de 1742.
§8
Joao Alvres de Faria, batizado em 4 de fevereiro de 1711, casado com Joana Pereira
de Almeida em 29 de outubro de 1738, filha de Joao Paes de Almeida, de Sao Paulo e de
sua mulher Maria dos Passos, de Santos..
F 1 Isabel Alves de Almeida, batizada em 19 de outubro de 1755, casada em 3 de
setembro de 1771 em Curitiba com Joao Rodrigues Antunes, filho de Manuel Nunes de
Santiago e Margarida Rodrigues Antunes, neto paterno de Miguel de Goes de Siqueira e
Isabel da Silva, naturais de Curitiba e neto materno do sargento-mor Antonio Rodrigues de
Lara e Maria Rodrigues Antunes.
N 1 Bento Jose de Lara, casado com Clara Maria de Jesus.
N 2 Joao de Lara, casado com Maria Vaz.
N 3 Joaquim de Lara.
N 4 Ana Iria de Lara, casada com Joaquim dos Santos Belem.
N 5 Isabel de Lara, casada com Anastacio Ferreira.
N 6 Arcangela de Lara, viuva em 1839.
N 7 Maria Francisca de Lara, casada com Francisco Jose de Siqueira.
N 8 Rita de Lara,casada com Antonio Teixeira.
F 2 Ana Maria Pereira, batizada em 19 de outubro de 1755, casada em 2 de
fevereiro de 1772 com Manuel Rodrigues da Luz, filho de Manuel Nunes de Santiago e
Margarida Rodrigues Antunes.
F 3 Jose de Santos Faria.
F 4 Amaro Alves de Faria.
F 5 Salvador Jose.
§9
Pedro Alves Martins, casado com Maria da Costa.
F 1 Simao, filho natural deles.
FRANCISCO CARNEIRO LOBO (J. C. Veiga Lopes)
Francisco Carneiro Lobo era filho do capitao Gabriel Carneiro Lobo e de sua mulher
Ana Pires, naturais de Santa Maria do Douro-Viana-Braga. Casou em primeiras nupcias
no dia 2 de novembro de 1752 com Quiteria Rodrigues da Rocha, filha de Manuel da
Rocha Carvalhais, natural da freguesia de Dantas, bispado da cidade do Porto e Josefa
Rodrigues Coutinho; neta paterna de Antonio da Rocha e de Maria Joao e neta materna
de Manuel Gongalves de Siqueira e Paula Rodrigues Franga, esta filha do capitao-mor
Joao Rodrigues Franga e de Maria da Conceigao. Quiteria Rodrigues da Rocha faleceu
em 16 de setembro de 1762;
Francisco Carneiro Lobo casou-se em segundas nupcias em Curitiba, em 12 de
dezembro de 1767, com Maria de Jesus Vasconcelos, filha do capitao-mor Leao de Melo
e Vasconcelos, natural de Elvas, Portugal e de sua mulher Rosa Jesus, de Taubate.
Filho Natural
§ 1. Gabriel, batizado em 23 de outubro de 1753 no Capao Alto, falecido crianga.
Filhos do primeiro casamento:
§ 2. Luciano Carneiro Lobo, batizado em 27 de outubro de 1757 no Capao Alto.
§ 3. Francisco Carneiro Lobo Filho, batizado em 25 de dezembro de 1759 no Capao
Alto.
§ 4. Mariana Vilinda Carneiro, batizada em 3 de fevereiro de 1762 no Capao Alto.
Filhos do segundo casamento:
§ 5. Francisca de Paula Carneiro, batizada em 7 de junho de 1773. Casou no dia 21
de setembro de 1795 na igreja matriz de Castro;
§ 6. Ana do Rosario Carneiro, batizada em 19 de outubro de 1774
§ 7. Joaquim Carneiro Lobo, natural de Guaratingueta
§ 8. Quiteria Carneiro.
§ 9. Domingas (adulterina).
O capitao Francisco Carneiro Lobo faleceu em 9 de abril de 1795 na Vila de Castro
Filhos do primeiro casamento
§ 1 .
Gabriel, batizado em 23 de outubro de 1753 no Capao Alto, falecido crianga.
§ 2 .
Cel. Luciano Carneiro Lobo, capitao-mor de Jaguaraiva. Batizado em 27 de outubro
de 1757 no Capao Alto.
Tinha urn filho natural com Maria Bueno: Joao Carneiro Lobo. Luciano casou-se em
1777 com Francisca de Sa, filha de Inacio de Sa Arruda e Antonia de Almeida, batizada
na fazenda de Morungava em 22 de abril de 1754; Francisca de Sa faleceu no dia 10 de
abril de 1806 na Vila de Castro. Luciano Carneiro Lobo, apos a morte da primeira esposa,
passou a residir definitivamente na fazenda de Jaguariaiva. Em 8 de dezembro de 1810
casou-se no oratorio do Bom Jesus da fazenda do Limoeiro, com Isabel Branco e Silva,
nascida mais ou menos em 1793 em Paranagua, filha do Dr. Manuel Lopes Branco e Silva
e de Bibiana Perpetua.
Filho natural
F 1 Joao Carneiro Lobo, Casou com sua sobrinha Ana Estevao Carneiro, filha de
seu irmao Jose. Foi assassinado no dia 18 de dezembro de 1843.
N 1 Antonio Jose Carneiro. Casou com Vitalina Xavier da Silva, filha de Firmino
Jose Xavier da Silva 107 .
N 2 Maria Clara Carneiro. Casou com Francisco Rodrigues de Macedo.
N 3 Francisco Estevao Carneiro.
N 4 Teodora Carneiro Lobo. Casou com Irineu Gongalves Guimaraes.
N 5 Candida Carneiro de Macedo (ou Candido Carneiro Lobo?). Casou com
Teotonio Marcondes de Albuquerque.
107 - Tropeiro - Firmino Xavier da Silva Era filho de Francisco Xavier da Silva, proprietario da grande Fazenda
Caxambu. O nome desta fazenda foi mais tarde incorporado ao sobrenome da familia. Firmino foi tropeiro de grandes
posses, pois por ocasiao do inventario de sua mulher, declarou possuir uma tropa de 354 mulas chucras, alem de 58
mansas, mais cangalhas e seus utensilios (Pesquisa do Museu do Tropeiro, Castro).
N 6 Joaquim Carneiro Lobo (ou Joaquim Jose Carneiro). Casou em primeiras
nupcias com Perciliana Macedo e me segundas com Fortunata Carneiro.
Filhos do primeiro casamento
F 2 Jose Carneiro Lobo, batizado em 20 de junho de 1777. Casou no dia 20 de
setembro de 1798 com Gertrudes Maria do Espirito Santo.
N 1 Jose (10.03.1801).
N 2 Maria Exarta (Izalta) Carneiro (09.10.1803). Casou com Joaquim da Cunha
Lobo.
N 3 Ana Estevao Carneiro (27.09.1804). Casou com seu tio Joao Carneiro Lobo
em 14 de outubro de 1828
N 4 Joaquim Carneiro Lobo (12.04.1806). Casou em 14 de fevereiro de 1836 com
sua tia Bibiana Perpetua Carneiro.
N 5 Silverio (03.07.1808).
N 6 Joao Batista Carneiro Lobo (05.07.1818). Casou com Maria da Anunciagao
Carneiro.
N 7 Emilia da Assungao Carneiro casou com seu primo Joaquim da Silva Lobo ou
Joaquim Carneiro do Amaral.
N 8 Carlota Carolina Carneiro. Casou no dia 15 de abril de 1833 com seu tio
Francisco Carneiro da Silva Lobo.
N 9 Francisca Leopoldina Carneiro. Casou no dia 30 de abril de 1835 com seu
primo Tristao Rodrigues Carneiro.
F 3 Manuel Caetano Lobo, batizado em 5 de julho de 1778. Casado na Lapa com
Ana Perpetua Teixeira Coelho, filha de Francisco Teixeira Coelho e Gertrudes Maria dos
Santos. Manuel faleceu logo, sem descendencia.
F 4 Maria Francisca do Monte ou Maria Francisca Carneira. Casou no dia 29 de julho
de 1794 com Manuel Pinto dos Santos, natural de Mogi das Cruzes, filho de Antonio Vaz
Pinto e Maria da Pena de Godoi. Manuel faleceu 13 de dezembro de 1819
N 1 Mateus Pinto de Abreu (14.10.1798).
N 2 Escolastica de Jesus, casou com Joaquim Jose de Andrade
N 3 Luciano
N 4 Manuel
N 5 Maria Joaquina
N 6 Angelo Pinto Carneiro. Casou em 9 de outubro de 1830 com sua prima Maria
do Rosario Carneira
N 7 Tiburcio Pinto Cameiro. Casou no dia 12 de outubro de 1830 com sua prima
Ana Rodrigues Cameiro
N 8 Candido
N 9 Francisca
N 10 Jose
N 11 Luis
F 5 Escolastica Carneira, batizada em 22 de setembro de 1782. Casou em 9 de
outubro de 1800 com Miguel Rodrigues de Araujo, natural de Sao Salvador de Femenha,
filho de Manuel Rodrigues de Oliveira e Joana Teresa da Silva. Faleceu em 4 de maio de
1818
N 1 Francisco Rodrigues Carneiro.
N 2 Joao Rodrigues Carneiro.
N 3 Tristao Rodrigues Carneiro. Casou com sua prima Francisca Leopoldina
Carneiro
N 4 Francisca Rodrigues Carneiro
N 5 Maria do Rosario Carneira. Casou com seu primo Angelo (ou Agnelo) Pinto
Carneiro.
N 6 Fabiano Rodrigues Carneiro.
N 7 Ana Rodrigues Carneiro. Casou com seu primo Tiburcio Pinto Carneiro.
F 6 Delfina Carneira, batizada em 16 de julho de 1784. Casou no dia 6 de junho de
1805 com Joao Alves Pereira, filho de Manuel Antonio Pereira e Rita de Pinto, naturais da
freguesia de Santo lldefonso, cidade do Porto. Delfina faleceu em 30 de agosto de 1828
N 1 Joao Alves Carneiro.
N 2 Prudente Alves Carneiro
N 3 Francisca Alves Carneiro. Casou com Joaquim Rodrigues Castanho.
N 4 Bernarda (ou Bernardina) Alves Carneiro. Casou com Francisco de Melo
Rego.
N 5 Jose Alves Carneiro.
N 6 Luis Gonzaga Alves Carneiro.
F 7 Ana Carneira, registro de batismo feito em 23 de julho de 1806, dizendo que o
batizado fora havia 19 anos mais ou menos. Casada com Jose Antonio de Melo.
F 8 Luciano Carneiro.
F 9 Francisco Inacio Carneiro Lobo. Casou mais ou menos em 1817 com Inocencia
do Amaral Cavalheiro, filha de Manuel Cavalheiro Leitao e Matilde do Amaral.
N 1 Joaquim Carneiro do Amaral. Casou com Emilia de Assungao Carneiro.
Filhos do segundo matrimonio
F 10 Francisco Carneiro da Silva Lobo (05.09.1814). Casado em primeiras nupcias
com sua sobrinha Carlota Carolina Carneiro e em segundas nupcias com Maria da
Conceigao Almeida Faria.
F 11 Luis Carneiro da Silva Lobo (21.09.1815). Casado com Fortunata (Sinhazinha)
Maria de Camargo, filha natural de Jose Custodio de Camargo 108109 (Penteado) e de Ana
do Melo Rego.
N 1 Honorato Carneiro de Camargo. Casou com Fortunata Carneiro Lobo.
N 2 Martinho Carneiro de Camargo. Casou com Ana de Camargo Melo , .
N 3 Maria Carneiro de Camargo. Casou com Donato de Camargo Melo.
N 4 Isabel Carneiro de Camargo. Casou com Jose Teixeira Pinto.
F 12 Maria Jesuina Carneiro (22.06.1818). Casou com Fortunato Jose de Camargo,
filho natural de Jose Custodio de Camardo e Ana de Melo Rego.
N 1 Fortunato Carneiro de Camargo.
N 2 Licinio Carneiro de Camargo.
N 3 Rodrigo Carneiro de Camargo.
F 13 Jose Carneiro da Silva Lobo (26.03.1820). Casou com Maria Benedita de
Oliveira.
F 14 Joaquim Carneiro e Silva Lobo (26.08.1822). Casou com Antonia Benigna da
Cunha e Silva.
N 1 Maria Filomena Carneiro. Casou com Virgilio Xavier da Silva.
N 2 Isabel Branco e Silva. Casou com David Xavier da Silva
N 3 Maria da Gloria Carneiro. Casou com Jose Anacleto da Fonseca.
N 4 Fortunata Carneiro Lobo. Casou com Joaquim Jose Carneiro.
N 5 Antonina Carneiro Lobo. Casou com Eduardo da Silva Ribas.
N 6 Antonio Carneiro da Silva Lobo.
N 7 Maria Ribas Carneiro da Silva Lobo. Casou com Candido Ferreira de Melo.
108 Vigario de Faxina, atual Itapeva. Legitimou os filhos por Restricto Imperial de D. Pedro I.
109 Jose Custodio de Camargo natural de Itapeva da Faxina Sao Paulo, casado com Maria Joaquina de Almeida Mello
faleceram na fazenda denominada "Sao Pedro", em Itapeva SP. Em 07/VIII/189 vendem a Jose Joaquim Ferreira no
Socorro, Vacaria, uma invemada de campos e matos que haviam comprado de Jose Martins Pedroso de Sao Pedro e sua
mulher Matildes Candida do Amaral, em 19/V/1864 permutam por pro Curasao passada a Joao Soares de Barros uns
campos requeridos em 18/III/1861 por outros em Santa Cruz dos Quads de Antonio Pereira Fernandes que este havia
comprado de Francisco Boeira da Fonseca. Eram proprietaries da Fazenda Sao Paulino, (Pinto Carneiro), Vacaria
(Sebastiao Oliveira).
F 15 Bibiana Perpetua Carneiro e Silva (21.02.1824). Casou com seu sobrinho
Joaquim Carneiro Lobo.
N 1 Maria da Conceigao. Casada com Francisco Carneiro do Amaral.
N 2 Maria do Nascimento Carneiro.
N 3 Tristao Carneiro da Silva Lobo. Casou com Atanasia Mascarenhas.
N 4 Fortunata Carneiro Lobo. Casou com Honorato Carneiro.
N 5 Maria dos Prazeres Carneiro Lobo. Casou com Jose Bernardes Mascarenhas.
N 6 Aureliano Carneiro Lobo. Casou com Carolina de Almeida.
N 7 Aurelio Carneiro Lobo. Casou com Severina de Camargo.
N 8 Gabriel Carneiro Lobo.
F 16 Maria Rita Carneiro Silva Lobo (19.03.1826). Casou com Candido Ferreira de
Melo.
N 1 Maria das Dores Carneiro de Melo. Casou com Joao Batista Estevam de
Siqueira.
N 2 Maria da Piedade Carneiro de Melo. Casou com Silverio Batista Carneiro.
N 3 Maria de Jesus Carneiro de Melo. Casou com Gaudencio Cristovao Machado.
N 4 Maria Fausta Carneiro de Melo. Casou com Joao Eloi Ferreira.
N 5 Mecia Carneiro de Melo. Casou com Antonio Ferreira de Melo.
N 6 Isabel Carneiro de Melo. Casou com Joaquim Ferreira Lobo.
N 7 Maria Auta Carneiro de Melo. Casou com Olimpio Ferreira Lobo.
N 8 Luis Ferreira de Melo. Casou com Gertrudes Duarte de Camargo.
N 9 Pedro Carneiro de Melo. Casou com Inocencia Maciel de Melo.
F 17 Maria Eufrasia Carneiro (28.11.1829). Casou com Joaquim Almeida Faria.
N 1 Maria da Conceigao Carneiro de Faria. Casou com Jose Ribeiro Leme.
N 2 Maria das Dores Carneiro de Faria. Casou com Antonio Moreira de Almeida.
N 3 Maria Joana Carneiro de Faria. Casou com Deocleciano de Sa Ribas.
N 4 Maria da Gloria Carneiro de Faria. Casou com Jose de Barros Camargo.
N 5 Maria Jesuina Carneiro de Faria. Casou com Fortunato Pedroso de Almeida.
N 6 Ana Carneiro de Almeida Faria. Casou com Agnelo Marques de Souza.
N 7 Marcolina Carneiro de Faria. Casou com Leandro Machado.
N 8 Isabel Carneiro de Faria - Casou com Ponciano Ferreira de Melo.
N 9 Sebastiao Carneiro Faria. Casou com Maria Posmel.
N 10 Porcina Carneiro de Faria. Casou com Leopoldino de Oliveira.
N 11 Constantino de Almeida Faria. Casou com Geslina de Almeida Faria.
N 12 Emiliano de Almeida Faria. Casou com Roberta Xavier da Silva.
N 13 Fortunata de Faria Lobo. Casou com Joao Paulo Fereira Lobo.
N 14 Marcolino de Almeida Faria. Casou com Francisca Xavier da Silva.
N 15 Avelino de Almeida Faria.
§3.
Francisco Carneiro Lobo Filho, batizado em 25 de dezembro de 1759 no Capao Alto.
Casou em 3 de maio de 1797 com Ana de Sa, filha de Inacio de Sa Arruda e Antonia de
Almeida. Francisco faleceu em 1° de margo de 1797 e o casal nao teve filhos. Ana de Sa
Buena faleceu no dia 16 de agosto de 1836.
§4.
Mariana Vilinda Carneiro, batizada em 3 de fevereiro de 1762 no Capao Alto. Casou
com Francisco Antonio de Meneses, de quern divorciou-se, nao tendo filhos.
Filhos do segundo casamento:
§5.
Francisca de Paula Carneiro, batizada em 7 de junho de 1773. Casou no dia 21 de
setembro de 1795 na igreja matriz de Castro com o ajudante Antonio Ribeiro de Andrade,
batizado em 13 de julho de 1762, filho do capitao-mor Lourengo Ribeiro de Andrade e de
Isabel de Borba Pontes; o casamento foi anulado e casaram novamente, em Curitiba, no dia
19 de julho de 1797.
Quando solteira teve urn filho do padre Jose Joaquim Monteiro de Matos, filho de
Francisco Pinto do Rego e de Escolastica Jacinta da Ribeira Gois e Moraes, esta filha de
Jose de Goes e Moraes e Ana Ribeiro Leite e neta de Pedro Taques de Almeida e Angela
de Siqueira.
F 1 Francisco Pinto de Morais Leme, nascido em 4 de agosto de 1792. Em 7 de julho
de 1795 o padre legitimou o filho, mas nao citou o nome da mae. Foi para Vacaria.
§ 6 .
Ana do Rosario Carneiro, batizada em 19 de outubro de 1774, casada com Joaquim
Ferreira de Oliveira (Bueno), filho do sargento-mor Francisco Xavier Pinto e Rita Ferreira
Bueno. Joaquim fugiu para Minas Gerais e Ana teve tres filhos, nao sabemos de quern.
Como achou que o marido estava morto, casou com Cirino Borges de Macedo em 26 de
junho de 1814, com quern teve urn filho.
Filhos naturais
F 1 Manuel Antonio Carneiro
F 2 Rufina Mauricia Carneiro. Casou com Leonardo de Souza Pereira
F 3 Maria da Trindade Carneiro. Casou Antonio Ribeiro de Araujo.
N 1 Luis Rodrigues de Araujo.
N 2 Fortunato de Paula Carneiro
N 3 Bento Antonio de Araujo
N 4 Benedito de Paula Carneiro
N 5 Manuel Rodrigues da Rocha
N 6 Francisco de Paula Carneiro.
Filho de Cirino:
F 4 Francisco Borges Carneiro, conhecido por Chico Taquara, batizado em 5 de
margo de 1816. Casou com Maria Balduina Camargo.
Francisco Carneiro Lobo teve os filhos naturais
§7.
Joaquim Carneiro Lobo, natural de Guaratingueta, casou mais ou menos em 1792
com Ana Rodrigues Ferreira, filha de Jeremias de Lemos Conde e Ana Maria Rodrigues,
neta paterna de Manuel de Lemos Bicudo e de Maria de Lemos
F 1 Hermogenes Carneiro Lobo (23.04.1793). Casou com Joaquina da Silva Leiria
N 1 Manuel Joaquim Carneiro Nhozinho. Casou com Gertrudes da Silva Ribas.
F 2 Antonio (13.06.1797)
F 3 Jeremias Alves Carneiro (02.09.1798). Teve urn filho natural com Maria de
Almeida,.
N 1 Henrique Pedroso de Almeida
F 4 Francisco (24.11.1799)
F 5 Guiomar
§ 8 .
Quiteria Carneiro. Casou com Jose Raimundo Serrano 110 , castelhano.
F 1 Gabriel.
F 2 Lourengo Carneiro Lobo
F 3 Francisco
11,1 Descendentes em Cruz Alta.
F 4 Maria
F 5 Ana (25.10.1785)
F 6 Esmeria
F 7 Duarte (06.11.1796)
F 8 Jose (25.11.1797)
Domingas (adulterina).
INDICE REMISSIVO
Antonio Adolfo Charao.8
Antonio Bicudo Camacho.31, 32
Antonio da Rocha Loures.166
Antonio de Quadros Bicudo.129, 150
Antonio Fernandes de Lima.182
Antonio Ferreira Amado.186
Antonio Gonsalves Padilha.33, 43
Antonio Jose Pereira.53
Antonio Jose Pereira Branco.53
Antonio Lopes de Toledo.172
Antonio Luiz Tigre.20, 21, 23, 34, 49, 61, 68
Antonio Pereira dos Santos.151
Antonio Raposo Tavares.30
Antonio Rodrigues Cid.20
Antonio Rodrigues Seixas.20, 23, 69
Atanagildo Pinto Martins.146, 147, 171
Baltazar Carrasco dos Reis. .16, 17, 18, 19, 20, 21,
22, 24, 26, 27, 166
Balthazar Carrasco dos Reis.59
Bartholomeu Paes de Abreu.35, 44
Benedicto Marianno Ribas.35
Bento de Siqueira Cortes.228
Bento do Amaral Gurgel.40
Bernardino da Costa Filgueiras.36
David dos Santos Pacheco.103
Diogo Bueno de Almeida.129, 151
Diogo Pinto de Azevedo.36
Diogo Pinto de Azevedo Portugal.36
Domingos Gonsalves Padilha.21
Francisco de Paula Teixeira Coelho.38, 44
Francisco Munhoz de Camargo.5, 10
Francisco Pinto Bandeira.13, 14
Francisco Teixeira Coelho.53, 55
Francisco Teixeira de Azevedo.39
Gabriel de Lara.16, 17, 19, 20, 22, 23, 26, 180
Gon^alo Pires Bicudo.17, 22, 29, 30
Ignacio Taques.40
Inacio Rodrigues dos Santos.183
Inacio Taques de Almeida.144, 148, 150, 167
Joao Antunes Maciel.5, 186, 187
Joao Costa Moreira.40
Joao Mello Rego.41
Joao Pereira Braga.48, 61, 69, 103, 171
Joao Rodrigues de Fran?a.59, 164
Joao Rodrigues Franca.20, 68
Joao Tavares de Miranda.27
Joaquim Carneiro Lobo.42, 129
Jose Antunes Ribas.178
Jose Caetano de Souza.43
Jose Ferreira Bueno.171
Jose Goes e Moraes.43, 44
Jose Palhano de Azevedo.21, 44
Jose Pinto Bandeira.34
Jose Raposo Pires.43, 44
Luciano Carneiro Lobo.54, 129, 151
Luis Castanho de Araujo.129, 150
Luis de Gois.180
Luiz Castanho de Araujo.150
Luiz de Goes.16, 17, 23
Manoel Barros.47
Manoel de Melo Rego.143, 150
Manoel dos Santos Robalo.187
Manoel Gomes Porto.187
Manoel Gonsalves de Aguiar.37, 41, 42, 48, 53
Manoel Gonsalves Guimaraes.38, 49
Manoel Jose de Araujo.103, 164
Manoel Teixeira Oliveira Cardoso.51
Mateus da Costa Rosa.21
Matheus Jose de Souza.43, 44
Miguel Antunes Pereira.5, 186, 187
Miguel Fernandes de Siqueira.182
Miguel Ribeiro Ribas.176
Miguel Rodrigues Ribas.60, 61, 62
Pedro da Silva Ribeiro.41
Rodrigo Felix Martins.42, 144, 145, 146, 148
Sebastiao de Arruda Botelho.150
Sebastiao Fernandes Camacho.31, 32, 182
Serafim Ferreira de Oliveira e Silva.171
Teodoro da Rocha Ribeiro.219
Thomaz Fernandes de Oliveira.18
Victor Mariano Ribeiro Ribas.176
Zacarias Dias Cortes.60, 61, 62
Bibliografia
Listas de ordenangas da Vila de Castro
Listas de ordenangas da Vila de Curitiba
Lopes, Jose Carlos Veiga - Origens do Povoamento de Ponta Grossa.
Negrao, Francisco - Boletim do Arquivo Municipal de Curitiba, volume VII, 1924
Negrao Francisco - Genealogia Paranaense
Registros da paroquia de Nossa Senhora da Luz de Curitiba
Registros da paroquia de Sant’Ana de Castro.